No próximo dia 9 de novembro estarei participando do 1º RYLA do Rotary Club de Campos do Jordão, realizando uma palestra sobre Marketing Pessoal. O RYLA é um evento Internacional promovido pelo Rotary Club e destinado aos jovens.
Fiquei muito honrado com o convite para ser um dos palestrantes e deixo registrado meus agradecimentos à presidente do Rotary Club de Campos do Jordão, Sra. Kassima Campanha e a todos os rotários.
Abaixo um print com os detalhes do evento.
ANO XIX
ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho
domingo, 3 de novembro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
CONTRATAR e PROMOVER - Tentando decidir corretamente
A primeira vez que tive que decidir por uma contratação, o
candidato em questão passou nos testes, tinha os requisitos básicos e minha
intuição pedia para aprová-lo. Passado algum tempo, apesar de tecnicamente
estar se saindo bem, mostrou-se incapaz de conviver com os colegas, inclusive
em questões de trabalho, prejudicando a certa altura o rendimento de toda a
equipe. Esse episódio me mostrou que a intuição pode falhar. Mas como, lá no
momento de decidir, a intuição ou a impressão que tinha do candidato era fator
de decisão, comecei a ajudar minha intuição com um olhar para algumas
características subjetivas (além das objetivas e técnicas anteriormente analisadas). Acabei treinando
minha intuição e passei a errar muito menos. Certa vez, aconteceu de
entrevistar para meu departamento duas pessoas bem acima da idade estabelecida
pelo pessoal de RH antes dos testes. Entendemos naquele momento que eram os
profissionais que precisávamos. Tinham capacidade, experiência e disposição. Tivemos
que brigar com o gerente de RH que não queria contratá-los por causa da idade,
mas acabamos por contratá-los e assumir a responsabilidade caso não desse
certo. Aqui a intuição estava correta e ambos se tornaram os melhores da equipe.
Promover um funcionário também é uma questão que exige muita
responsabilidade, pois a escolha não só irá refletir para os objetivos da
empresa como na vida do funcionário promovido. Um funcionário que é promovido
corre um grande risco, pois se não tiver bom desempenho não poderá voltar à
posição que estava e pode ser demitido. Aqui, o responsável pela promoção deve
ter segurança naquilo que está fazendo, tem de saber da capacidade do
funcionário a ser promovido e de suas condições de evoluir. É comum em equipes
de vendas um bom vendedor ser promovido a supervisor ou gerente pelo mérito de
ser um bom vendedor sem que seja observada a sua capacidade de gerir uma
equipe, causando prejuízo para as metas da empresa e para esse profissional que
poderá ter seus ganhos reduzidos ou mesmo perder seu emprego.
Portanto, aquele que decide pela contratação de um novo
funcionário ou por uma promoção deve fazê-lo com muita responsabilidade,
avaliar os critérios técnicos, objetivos e subjetivos e treinar sua intuição a
não lhe pregar peças. Não podemos esquecer que neste momento está em jogo a
necessidade da empresa e a vida de um profissional, onde devemos eliminar o
quanto pudermos a margem de erro para essa decisão.
Por: Nelson Miguel Junior
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
SALÁRIOS E BENEFÍCIOS
Sempre defendi que a renda do
trabalhador deveria ser composta apenas pelo salário e que fosse condizente com
a remuneração pelo trabalho desempenhado. Benefícios deveriam continuar como
uma estratégia para atrair e manter um bom profissional, um algo a mais. Mas
hoje em dia os benefícios fazem parte da remuneração, onde em alguns casos é
quase metade do rendimento. Isso é muito complicado, mas aceitável nos dias de
hoje. O custo do trabalhador é alto e essa é uma forma de atenuar esses custos,
já que não entram no cálculo de indenizações trabalhistas e nem sempre nos
reajustes de valores. Muitas empresas, na hora de negociar reajustes com
classes de trabalhadores, diante das dificuldades passam a negociar aumentos
maiores nos benefícios e menores nos salários propriamente ditos. Para os
trabalhadores é uma forma de preservar o poder de compra nesses tempos de
inflação alta. Penso que não é a forma ideal, mas é o que se pode fazer hoje em
dia para tentar manter um aumento real e o poder de compra pelo trabalhador.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
BUSCANDO EMPREGO - Faça o seu melhor
Fiz um comentário dia desses
fazendo uma comparação simples para aqueles que não fazem questão de entender,
que a relação de trabalho é uma relação de troca, onde o trabalhador entra com
sua “mão-de-obra” e o empregador paga por isso. Se compararmos com uma loja,
por exemplo, onde o trabalhador é o cliente, este deseja comprar um produto de
qualidade (assim como o empregador deseja contratar o melhor profissional). Se
o cliente não ficar satisfeito com o produto, ele buscará outro, em outra loja.
Continuando nossa comparação, o cliente é atraído pela apresentação do produto,
aquilo que em primeiro lugar aparece. Posteriormente o cliente vai analisar se
aquele produto que o atraiu tem os demais atributos que fará decidir pela
compra. É assim com um processo seletivo, onde o profissional deve ter a
apresentação, chamar a atenção positivamente e os demais atributos desejados
pelo empregador.
Desta forma, só posso dizer que
se você deseja aumentar suas chances de ter uma boa oportunidade de trabalho,
seja o melhor produto que puder. E como se faz isso? É quase simples! Precisa de
uma dose de marketing pessoal e outra dose de planejamento e preparo. Para tudo
isso, basta a vontade de ser uma pessoa melhor, um profissional melhor, sem
nenhum custo financeiro. As pessoas devem se apresentar adequadamente, como
pede cada ocasião, com vestuário adequado, higiene, bom vocabulário. Ter
comportamento profissional e buscar conhecimento, seja com a escolaridade
formal, seja com cursos e mesmo muita leitura. Nunca pare de estudar e
aprender; seja uma pessoa bem informada. Lembro que não necessariamente é
preciso pagar para aprender. Existem muitos cursos gratuitos, inclusive
disponíveis Internet. Naquele grupo que participo numa rede social, vejo pessoas
se oferecendo para empregos utilizando uma linguagem quase indecifrável, cheio
de gírias, sem falar os erros grotescos de português. Tenho clareza que muitas
pessoas, infelizmente, não tiveram uma boa educação formal e apresentam sérias
dificuldades com o idioma, mas não é só esse o problema! Essas pessoas se
apresentam aos empregadores sem nenhum esmero ou cuidado. Ao contrário, parece
que fazem de propósito. Quando fazemos esse reparo a essas pessoas, recebemos
como resposta um “concerteza isso num tem nada a ver”, além de outras
manifestações do mesmo calibre. Ou seja, pessoas que sequer estão abertas a uma
auto-análise. Muitas pessoas que procuram os postos do Sistema Público de Emprego
pelo Brasil para realizar a busca por uma oportunidade, comparecem como se
fossem à padaria tomar um cafezinho. Chegam aos postos do SINE de chinelos,
bermudas, com pressa, pois marcaram “um role
com um brother”. Muitas vezes nesses postos, o trabalhador pode ser
encaminhado diretamente para uma empresa ou mesmo ter um processo seletivo ali
mesmo. A falta de bom senso dessas pessoas já dá o resultado: será muito
difícil conquistar a vaga.
Escrevo este artigo em um tom um
pouco mais crítico e menos didático, pois me parece que essa postura de alguns
trabalhadores tem se tornado um pouco mais comum. As pessoas devem ter mais
cuidado, mais zelo com sua própria pessoa, seja no lado pessoal como
profissional, devem planejar a busca pelo emprego, dedicar tempo e atenção,
preparar bem o currículo, buscar aprendizado, e otimizar seus recursos.
Deixo a sugestão da leitura de artigo anterior neste blog sobre REDES SOCIAIS.
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.html
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.html
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
EVENTO: FESTEMP 2013 - Festival de Empreendedorismo
O evento reúne startups, empreendedores, executivos,
universitários, pesquisadores, etc. a fim de preparar líderes globais e
experimentação da cultura empreendedora.
O evento é uma iniciativa do SENAI e FIESP e acontece no
Parque Anhembi em São Paulo, das 8h às 21h.
A inscrição é gratuita.
A revista Pequenas
Empresas & Grandes Negócios realiza uma promoção para os
empreendedores, com a possibilidade de ganhar um espaço na revista. Basta
contar sua história em 3 minutos e se a sua for a melhor, você ganha.
Informações e Inscrições :
QUER SER UM EMPREENDEDOR ?
Havia uma massa de trabalhadores desalojados de suas
atividades, como no setor metalúrgico, que mudou radicalmente e colocou muitos
à margem do emprego. Já não existiam oportunidades de trabalho naquilo que
sabiam fazer e para ingressar em outra atividade teriam que competir com outra
massa de trabalhadores experientes naquelas atividades. Época difícil!
Portanto, nesta fase da história, existiam os empreendedores
natos, aqueles com o “tino comercial” no sangue (como se dizia antigamente) e
um novo grupo, formado daqueles que se viam sem lugar no mundo do trabalho e
que desejavam ter seu próprio negócio.
Isso era algo muito interessante, pois além de satisfazer alguns sonhos
pessoais diminuía a pressão por empregos.
Muitos investiram suas economias, suas indenizações
trabalhistas em algum tipo de empreendimento, desde um carrinho de pipoca até
uma pequena indústria. A maioria não sobreviveu, perderam suas economias e ficaram
ainda sem emprego. Mas porque isso aconteceu? Claro, foram muitos os motivos,
mas basicamente uma mistura de ignorância com falta de planejamento. Muitos
pensaram que uma boa ideia bastava, mas não funciona assim.
Não se pode esquecer que empreender envolve muita coisa e
principalmente riscos. Parte do sucesso de um empreendimento consiste em
realizar um ótimo planejamento e assim diminuir tais riscos e quanto menos
riscos maiores as chances de sobreviver em longo prazo e obter sucesso. O empreendedor deve pensar no tipo de negócio
em si, se há viabilidade, público (clientes), custos, etc. Cito um exemplo
básico, com um pensamento um tanto simplista, mas que ilustra o que digo: Se você pretende abrir uma cafeteria, quantas
xícaras de café devem ser vendidas por dia para cobrir todos os custos e ainda
obter lucro? Conheço vários exemplos. Um exemplo interessante é de uma
empresa, uma casa noturna de sucesso de público e de fracasso financeiro.
Embora com casa cheia diariamente, da inauguração até o fechamento, a falta de
planejamento financeiro corroeu os lucros. Não havia capital de giro e a coisa desandou.
Quero dizer com isso, que todas as etapas para consolidar um
empreendimento devem ser pensadas antes, sem deixar o entusiasmo se sobrepor à
razão. Um empreendimento deve ser pensado com profissionalismo e não apenas com
emoção. Com bom planejamento, problemas e erros terão a possibilidade de serem
sanados a tempo.
Outro importante passo para aquele que deseja empreender é
obter conhecimento. Nada como conhecer um pouco de finanças, de planejamento,
custos, marketing... Há no mercado diversos cursos para pequenos
empreendedores, alguns gratuitos (deixarei alguns links abaixo).
Os setores de Franquias e Micro-franquias também são ótimas
opções para empreendedores iniciantes, mas que do mesmo modo, exige cuidados.
Toda moeda tem dois lados e investir e empreender exige sangue frio e
profissionalismo.
VISITE OS LINKS ABAIXO
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
RISCO PARA OS EMPREGOS E MICRO EMPREENDEDORES
Venho acompanhando há
bastante tempo e falado aqui sobre a tendência ao desemprego que estamos
caminhando. Há meses, a economia dá sinais que os empregos serão afetados. Já é
o terceiro mês consecutivo que a Indústria elimina postos de trabalho, antes
houve uma pequena melhora devido aos incentivos fiscais como redução de IPI
para alguns setores, mas desde o começo do ano o setor está ficando estagnado. Na
verdade, não é só a Indústria que vem perdendo postos de trabalho, outros
setores também, mas é na Indústria que mais vagas estão se fechando (ver quadro
abaixo). Não falo aqui de vagas que deixam de ser criadas, mas de postos de
trabalho que se fecham!
Políticas públicas ou
econômicas “emergenciais” como a redução de IPI, não se sustentam a médio e longo
prazo, ou seja, nenhuma ação emergencial funciona sem outra de longo prazo que
busque a solução do problema.
Agora, os estoques estão
altos, a inflação está alta, juros altos, balança comercial desfavorável e os
empresários não estão confiantes na economia. Mesmo os investidores
estrangeiros colocaram o pé no freio.
Logo o Comércio também
estará sentindo os efeitos e outra massa de trabalhadores será prejudicada. Os
micros empreendedores também sentirão essa situação e terão dificuldades em
manter seus empreendimentos, já que muitos não têm “gordura” pra queimar.
Preocupo-me com a situação
desses pequenos empreendedores, que investem suas economias, muitas vezes
acumulada por toda uma vida e que não tem um preparo técnico para uma gestão
adequada, que correm riscos importantes numa situação de economia paralisada.
O quadro abaixo mostra
os setores da indústria mais afetados na variação da criação de postos de
trabalho
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
O PAPEL DAS REDES SOCIAIS NA BUSCA POR EMPREGO
Há algum tempo as redes sociais
tornaram-se uma ótima ferramenta para buscar oportunidades de trabalho, ou
melhor, as pessoas perceberam que as redes sociais podem ajudar muito na busca
por uma nova colocação. Os especialistas em Recursos Humanos sempre orientam e
estimulam sobre cada um desenvolver uma rede de amigos, o networking no jargão profissional. Quanto maior e mais qualidade
tiver seu círculo de amizades e de conhecidos melhor. Várias pesquisas foram
realizadas nos últimos anos que comprovaram que de 70% a 90% das vagas de
emprego são preenchidas por indicação de um amigo ou conhecido. Assim, as redes
sociais acabam facilitando esse processo e a divulgação tanto de oportunidades como
das pessoas que buscam emprego.
Hoje a rede social mais conhecida
e difundida no Brasil é o Facebook,
mas há outras como o LinkedIn, que é
voltada para o mercado de trabalho. As pessoas hoje em dia estão mais conscientes
que quando estão em situação de desemprego devem “espalhar a notícia” e não ter
vergonha de estar desempregado. Muitas pessoas com vergonha de contar para os
amigos e conhecidos, perdiam muitas oportunidades, pois se não sabemos que você
está desempregado, como ajudá-lo. Mas como disse, isso está mudando e além dos
métodos tradicionais de buscar emprego, divulgar isso nas redes sociais
aumentam as chances de quem busca uma oportunidade.
Mas isso não deve ser feito de
qualquer jeito. É muito importante saber utilizar essa ferramenta para mostrar
suas qualidades e não para “aprofundar seus defeitos”. Devemos lembrar ainda,
que muitas empresas visitam os perfis dos seus candidatos a fim de buscar
informações que não aparecem nos currículos e nas entrevistas. Eu sou moderador
de um grupo de oportunidades de emprego onde se divulgam vagas, candidatos,
informações sobre mercado de trabalho, etc. e ainda me impressiono com a
dificuldade que muitos têm em se expressar, em dizer claramente o que desejam e
ainda escrevem em “idioma internetês” ou em um português muito ruim, que já
demonstra, no mínimo, a falta de cuidado desses candidatos. Então, já fica aqui
a primeira dica: Muito cuidado ao se apresentar em um grupo de busca de
oportunidades de trabalho. Faça isso com esmero, mesmo que seja para colocar
uma simples frase – “procuro emprego de
auxiliar de escritório”!
Outro fato importante que mencionei
é a visita das empresas aos perfis dos candidatos, que tem também se tornado
uma prática. O seu perfil nas redes sociais como no Facebook, é uma coisa
particular, pessoal e que (normalmente) não tem elementos profissionais, por assim
dizer! Todavia, mostra um pouco de quem você é de seu comportamento.
Normalmente isso não te ajuda a conseguir o emprego, mas há grande chance de
reprová-lo se houver alguma coisa que coloque em dúvida coisas como caráter,
honestidade, valores, etc. Um bom exemplo são as fotos que publicamos e que
dizem muito de nós. Imagine que você publica fotos onde sempre está com um copo
na mão, na balada, e com aquele aspecto que bebeu demais; imagine a menina que
publica fotos sempre de roupas “ousadas” em poses sensuais. Vejam bem, são
apenas exemplos de pequenas coisas que podem comprometer aquela boa impressão
que construiu na entrevista, com as informações de seu currículo. Certa vez
recebi um currículo onde o email da candidata era betepiriguete@hotmail.com.
O que pode pensar um empregador nessa situação? (não escrevam pra ela, pois ela
mudou o email). Algumas fotos ou declarações não precisam ser públicas, as
redes permitem que se escolham quem pode ou não ver algumas de suas
publicações. Em uma de minhas palestras mencionei isso e recebi uma “bronca” de
um jovem da plateia dizendo “mas a empresa não tem nada a ver com que eu faço
fora do trabalho”... hmmm ...o que pensam disso? Ele está certo em sua
reclamação? Deixo essa indagação para sua reflexão, porém reforço o que disse:
algumas coisas lá no seu perfil da rede social podem dizer coisas que não foram
ditas na entrevista e nem mostradas em seu currículo.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
MENOS ESCOLA, PIORES EMPREGOS
Uma frase que utilizo sempre em
minhas palestras sobre mercado de trabalho, principalmente para jovens é “nunca
deixe de estudar e aprender”. Não falo isso à toa. É óbvio que uma pessoa com
maior escolaridade, maior bagagem de conhecimento, conseguirá em sua vida
profissional, as melhores posições. Isso vale para aqueles que buscam
oportunidades de trabalho como para aqueles que desejam empreender e ter seu
próprio negócio.
Todavia, pesquisas recentes
apresentam um dado que na minha avaliação é muito preocupante: está aumentando
o número de jovens que não estudam e não trabalham. O dado se torna mais grave
quando o maior aumento de jovens que abandonam a escola está na fase do ensino
fundamental. A educação formal realizada nas escolas de hoje, não consegue
estimular as crianças e adolescentes, produzindo apenas analfabetos funcionais.
Talvez tenha exagerado nessa última frase, mas estamos chegando a um nível
muito ruim de educação, o que já se reflete no mercado de trabalho, com o descompasso
entre as ofertas de trabalho e os candidatos às vagas. Muito se fala na falta
de qualificação e capacitação profissional, mas eu também sempre menciono a falta
de educação básica antes da qualificação profissional. Como capacitar jovens
que mal sabem escrever, interpretar um texto ou realizar uma simples “conta de
mais”? Participo de um grupo na rede social Facebook onde empregadores divulgam
suas vagas e as pessoas se oferecem a essas vagas. Fico impressionado com o
nível baixo da escrita. Às vezes fica difícil entender o que estão querendo
dizer! Vejo que as pessoas nem ao menos se esforçam para aparecer bem ali no
grupo. Sem contar as coisas grotescas que colocam em seus perfis pessoais nas
redes sociais! (falaremos disso em outro
artigo)
Voltando ao tempo de estudo, que
está cada vez mais baixo, a consequência para o país é desastrosa, mas, mais
desastrosa ainda é para esse indivíduo, esse cidadão que corre o risco de ficar
marginalizado no mercado de trabalho, perdendo as boas oportunidades e ficando
com os piores empregos. Serão também os primeiros a perder seus empregos (mesmo
ruins) e terão poucas chances de se recolocarem no mercado de trabalho diante
de um quadro econômico instável.
Portanto, mesmo que a educação
formal não tenha o nível de qualidade desejado, cada um deve buscar seu
aprendizado, o conhecimento e zelar por sua evolução como cidadão e como
profissional.
Por Nelson Miguel Junior
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
A CAMINHO DO DESEMPREGO
Desde os primeiros meses do ano apontamos a
tendência de queda na geração de empregos. A cada divulgação mensal dos índices
do CAGED essa tendência se confirma, ou melhor, deixou de ser uma tendência e é
uma realidade. A cada mês, menos empregos são gerados. Os economistas prevêem ainda
que logo chegaremos a uma situação de desemprego. A economia está patinando há
tempo e não há uma ação governamental efetiva para conter os problemas. A
recente alta do dólar e colapso na infrainstrutura do país, por exemplo, acelerarão
a chegada dos problemas. Os estoques de grãos estão grandes na região
Centro-oeste e não há como levar tal estoque para os portos. Não há ferrovias,
estradas e mesmo caminhões para o escoamento da safra. Este é um exemplo de que
sem uma base sólida, o país sempre irá sofrer com qualquer abalo na economia.
Cada abalo desse tipo provoca conseqüência direta ao trabalhador, refletindo no
número de empregos, nos salários e na qualidade do trabalho.
Estudos econômicos recentes afirmam que as empresas já
estão sofrendo com o desajuste cambial e isso refletirá diretamente e
primeiramente nos empregos. A indústria é o setor que mais está sendo impactado
pela situação econômica e cambial e em muitas áreas do setor já há desemprego.
Mesmo no setor de serviços já está havendo desemprego. Em julho, ainda houve
criação de empregos (41.463 vagas), mas é a pior marca desde 2003. Se
compararmos com o mesmo período do ano passado, a queda é de 71%. Mais grave ainda é que em 8 das 10 RMs (Regiões Metropolitanas) já há desemprego, ou seja foram fechadas mais vagas do que abriram (veja quadro abaixo). O governo já
reduziu a meta de criação de vagas para este ano. A taxa de desemprego já está
na casa dos 6% em julho.
Saldo de vagas nas 10 RMs: (total: -11058 vagas)
Rio de Janeiro: -622
Curitiba: -1038
Salvador: -1069
São Paulo: -1455
Belo Horizonte: -1657
Porto Alegre: -2280
Recife: -5213
Fortaleza: 803
Belém: 1473
O saldo total ainda é positivo devido a setores que ainda
estão crescendo, mas até quando isso se sustentará?
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
QUE TIPO DE TRABALHADOR A EMPRESA PREFERE?
É de certa forma evidente
que as empresas gostam muito daqueles que trabalham muito, os chamados “workaholics”,
mas outras empresas encaram isso como um vício tolerável, já que favorece a
empresa. Ainda há outra questão: nem sempre quem trabalha muito é o mais produtivo.
Então, o “ideal” para a empresa é aquele que trabalha muito e com produtividade
elevada. O que a empresa busca é a obtenção de bons resultados, portanto,
trabalho e produtividade devem andar juntos.
Se você se considera um
bom profissional, dedicado e que trabalha muito, veja se sua produtividade
acompanha seu ritmo de trabalho. Trabalhar em excesso pode não ser o ideal, já
que corre o risco de negligenciar outros pontos de sua vida profissional e
pessoal. Você pode destoar de sua equipe, ter problemas de relacionamento no
trabalho, perder oportunidades de se atualizar e ampliar seus conhecimentos
técnicos e de mercado. Na vida pessoal, você pode estar deixando de participar
de momentos familiares importantes e ainda desperdiçar um valioso tempo
dedicado a você mesmo, cuidando da saúde e do lazer.
Uma auto-análise é fundamental e buscar o
equilíbrio é sempre o melhor caminho. Alguma vez já se perguntou por que
trabalha tanto? Por que isso é tão necessário? É vício ou necessidade? Se seu
foco estiver totalmente no trabalho, isso é vício. Lembre-se: há um mundo fora
do escritório. Há família, amigos, lugares...
Vamos deixar aqui algumas
dicas para ser um profissional mais produtivo, e quem sabe, mais desejado pelas
empresas.
1. Assumir tudo que lhe
pedem para fazer pode trazer uma sobrecarga e isso não vai acabar bem. Ou não
conseguirá fazer tudo ou não fará bem feito. Assim, somente assuma a
responsabilidade por aquilo que possa fazer com qualidade e dentro do prazo. Até
mesmo seu chefe deve receber um “não” quando for necessário.
2. Administre seu tempo
de forma que consiga gerenciar suas atividades (profissionais e pessoais).
Organize-se.
3. Entenda que suas
tarefas devem ser realizadas dentro do horário de expediente e que fora disso,
só em casos excepcionais.
4. Seja disciplinado
5. Recursos tecnológicos
como smartfones, tablets, etc. devem ser utilizados a seu favor. O uso
indiscriminado como responder mensagens e atender chamadas, por exemplo, irá
atrapalhar a realização das tarefas.
Bom trabalho!
Assinar:
Comentários (Atom)
