(foto BetoBarata/Folhapress)
Contradizendo todo o discurso em seu pronunciamento na TV na data de ontem, o partido do governo (PT) conseguiu aprovar por uma margem muito estreita (252 X 227) a Medida Provisória 665 que altera as regras do Seguro Desemprego que dificulta o acesso ao benefício. É lamentável que um governo que se diz defensor dos trabalhadores, retira direitos trabalhistas e sociais da população brasileira mas não toma uma medida sequer para reduzir as despesas do próprio governo.
Essa é apenas a primeira MP votada que retira direitos da população. Ainda restam outros pontos a serem votados como a Pensão por Morte.
Durante a sessão de hoje, antes da votação, a plateia presente pressionava os deputados a votar contra a MP 665 e foi advertida pelo presidente da Câmara que se assim continuassem as galerias seriam esvaziadas. Em determinado momento as pessoas começaram a jogar notas de dinheiro (de mentira - "petrodólares") no plenário e as galerias foram esvaziadas. Muito tumulto também entre os deputados, principalmente entre alguns rebelados da base do governo.
ANO XIX
ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho
quinta-feira, 7 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
TEMPOS DIFÍCEIS PARA O EMPREGO ( ou como se diz na série Games Of Thrones: O Inverno está chegando)
Há
algum tempo, principalmente desde o final de 2013, apresentamos análises
conjunturais da economia brasileira, principalmente no desequilíbrio das contas
públicas, que “estourariam” em determinado momento e as conseqüências iriam
recair sobre os trabalhadores e empregadores. O momento chegou e estamos no
início de um processo de estagnação de alguns setores produtivos e
desemprego. Muitos não conseguiram
enxergar (ou não quiseram) que os gastos do governo não eram sustentáveis. O novo
ministro da Educação acaba de anunciar que as inscrições ao FIES (Fundo de Financiamento
da Educação) não tem utilidade já que não há recursos para continuar e assim, milhares
de estudantes não poderão continuar seus estudos. O governo ainda tenta
emplacar um ajuste fiscal (necessário diante do descontrole), que não corta
despesas do governo, mas corta muitos direitos dos trabalhadores e benefícios
sociais. Mesmo aqueles que conseguem manter seus empregos têm sua renda dilapidada
pela alta inflação. O governo quer ainda utilizar os recursos do FGTS para
aportes ao BNDES, talvez para cobrir os “investimentos secretos” em outros
países, muitos a fundo perdido, ou seja, sem retorno do capital ou dos juros.
Lembro
da época dos governos militares onde aconteceu o “milagre econômico” que promoveu
um grande crescimento do país, mas com posteriores conseqüências devastadoras e
de difícil controle. Foram anos de inflação altíssima e desemprego. Tal situação
só foi controlada com o Plano Real que acabou com a inflação e colocou a
economia em rumo sustentável, assim como a Lei de Responsabilidade Fiscal que
não permite que governos gastem mais do que arrecadam. Todavia, agora ignorada
pelo poder público federal com apoio de parte do Congresso.
Assim,
caros leitores, entramos num tempo de vacas magras e devemos nos preparar para
esses tempos.
A
falta de preparo (não só da capacitação técnica e da qualificação) será
determinante para a exclusão de trabalhadores do mercado de trabalho. Nos anos
80 e 90, décadas de grande desemprego, profissionais de nível superior foram
obrigados a buscar ocupações de nível médio, os de nível médio ocupações de
ensino fundamental, e aos de nível fundamental sobravam as vagas que não
exigiam nenhuma qualificação e mesmo o sub-emprego.
Portanto
e principalmente nos tempos que vivemos, o preparo é tão importante. Se faz
fundamental para a obtenção e manutenção dos empregos o comportamento
profissional, o tempo de estudo, a capacitação e a qualificação profissional e
até mesmo a experiência.
sábado, 11 de abril de 2015
REATECH 2015 - de 9 a 12 de abril
De 09 a 12 de abril de 2015, o São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, atual Centro de Exposições Imigrantes, será palco da 14ª edição da Reatech | Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. O evento, promovido pela Fiera Milano é uma ampla oportunidade de plataformas de negócios e relacionamento entre empresas do segmento e seus consumidores.
Cerca de 500 pessoas por dia nascem ou se tornam uma pessoa com deficiência seja por questões relacionadas a diversas patologias, violência urbana, acidentes de trânsito ou esportes radicais, sendo o mercado PCD no Brasil representado por cerca de 45 milhões de pessoas. Com mais de 7.000 empresas voltadas para o segmento de “Pessoa com Deficiência”, este mercado vem crescendo, desde 2002, acima de dois dígitos, em torno de 15 a 20% ao ano. Em 2013, o setor movimentou cerca de R$4,5 bilhões e cresceu18%, segundo dados da ABRIDEF – Associação Brasileira da Indústria e Revendedores e Serviços para Pessoa com Deficiência.
Com entrada gratuita, em quatro dias de realização a feira espera receber público de 52 mil pessoas, entre visitantes e profissionais da área de saúde e educação, que irão conferir a gama diversificada de produtos e serviços, dos cerca de XX expositores nacionais e internacionais, de países como Itália, Suíça, Polônia, Venezuela, China e Taiwan. Também oferece atividades voltadas para a temática da inclusão social e cultural como palco com shows e desfiles, equoterapia, test-drive de carros adaptados, quadras poliesportiva, seminários, workshops, oficinas com profissionais renomados.
Segundo Luiz Eduardo da Cruz Carvalho, coordenador da REATECH, a feira, desde seu lançamento (2001) mostrou à indústria, ao comércio e todos os segmentos da sociedade que o PCD é um consumidor de grande potencial, que trabalha, dirige bons automóveis, vai ao shopping, viaja e faz compras.
Para esta edição, a novidade da REATECH será a inclusão dos segmentos de obesos e idosos que tem mobilidade reduzida. Feira de concepção brasileira, a Reatech é também realizada em outros mercados como Índia, China e África do Sul, criando uma plataforma de networking global para o setor.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
A TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA - ( PL 4330/04 )
Esta semana está sendo
votada no Congresso Nacional a lei que regulamenta a Terceirização de Mão de
Obra. Atualmente a norma (súmula 331 do TST) permite somente a terceirização de
atividades meio, ou seja, atividades de apoio, como segurança ou limpeza, por
exemplo.
Com a regulamentação da
lei (PL 4330/04) haverá segurança jurídica para o tema, mas a discussão é
polêmica, já que será permitida a contratação para a atividade fim da empresa.
Há pontos favoráveis e
desfavoráveis, ambos defensáveis. Em minha opinião a terceirização ajudará no
aumento de postos de trabalho, mas poderá trazer uma qualidade menor aos
direitos dos trabalhadores terceirizados. Acredito ainda que parte dos
protestos contrários vindo dos sindicatos é contaminada pelo possível
enfraquecimento de certos sindicatos e não propriamente em defesa de algum
direito do trabalhador. Certamente o custo da empresa contratante cairia
podendo torná-la mais competitiva tanto no mercado interno como externo e assim
os consumidores também seriam beneficiados.
O mais importante desse
debate é que há uma possibilidade de modernização das leis trabalhistas e outro
paradigma seria implantado nas relações trabalhistas. Hoje, grande parte do que
um trabalhador recebe vem em forma de benefícios como um plano de saúde, cestas
básicas, etc. Seria melhor se todos esses benefícios viessem em dinheiro e fossem
incorporados aos salários e por conseqüência incorporada a eventuais
indenizações trabalhistas?
Embora seja uma possibilidade de modernização das relações trabalhistas, a terceirização está longe de ser esse outro paradigma mais moderno e inteligente. O que realmente deveria estar sendo discutido no Congresso Nacional seria uma modernização da CLT, que garanta os direitos dos trabalhadores e estimule os empregadores a contratar. As relações trabalhistas no Brasil ainda é moldada na "luta de classes" quando já deveria estar no patamar de "parceria".
Há muitos pontos a discutir ainda nesse PL 4330/04, que embora já aprovado, ainda serão votados vários pontos e emendas serão apresentadas.
Embora seja uma possibilidade de modernização das relações trabalhistas, a terceirização está longe de ser esse outro paradigma mais moderno e inteligente. O que realmente deveria estar sendo discutido no Congresso Nacional seria uma modernização da CLT, que garanta os direitos dos trabalhadores e estimule os empregadores a contratar. As relações trabalhistas no Brasil ainda é moldada na "luta de classes" quando já deveria estar no patamar de "parceria".
Há muitos pontos a discutir ainda nesse PL 4330/04, que embora já aprovado, ainda serão votados vários pontos e emendas serão apresentadas.
Uma coisa é certa: Não
podemos mais viver sob uma norma que não atende mais às necessidades dos
trabalhadores e dos empregadores. Do ponto de vista daqueles que representam os
trabalhadores, todas as centrais sindicais (com exceção da CUT) apóiam o
projeto. Algumas dessas centrais proporão emendas a fim de garantir aos
terceirizados todos os direitos.
quarta-feira, 11 de março de 2015
10 artigos interessantes para quem está buscando oportunidade no mercado de trabalho, publicados aqui no blog:
Publicamos aqui alguns dos artigos mais lidos do blog relacionados ao mercado de trabalho, com dicas valiosas para quem está em busca de oportunidade. Leiam os artigos, acompanhem o blog e envie mensagens com suas dúvidas.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
PRODUTIVIDADE: O Brasil só é melhor que a Bolívia na América Latina
O Brasil tem a penúltima posição em PRODUTIVIDADE entre todos
os países da América. É um número negativo alarmante. E a coisa só tem piorado
ano a ano. De forma simplista, podemos dizer que os principais fatores que
colocam o país nessa situação é a falta de estrutura e o baixo preparo dos
trabalhadores.
A produtividade de um país é calculado da seguinte forma:
Produto Interno Bruto
_________________________
Número de pessoas empregadas
Mas
na verdade são vários os fatores que influenciam no cálculo da Produtividade,
como salários, jornada de trabalho, tecnologia, economia, entraves burocráticos
e outros. O fundamental para ter um país produtivo é promover o equilíbrio
desses fatores.
A
baixa produtividade brasileira não tem relação com trabalhadores preguiçosos,
por exemplo. Não é a falta de qualidade do trabalho da pessoa que determina a
baixa produtividade e sim os fatores mencionados anteriormente. Há várias formas não sustentáveis para
melhorar esse índice, como por exemplo, reduzir os custos de produção por meio
de redução de salários ou aumento de jornadas, mas isso causaria um enorme prejuízo
em curto prazo. Por isso, formas artificiais não resolvem o problema. O País só
pode evoluir resolvendo seus problemas básicos de infraestrutura e educação
básica.
Muitas
empresas tem dificuldade em contratar, mesmo para funções elementares, pois
muitos trabalhadores, por problemas de educação fundamental, tem dificuldade de
ler, apresentar raciocínio lógico ao escrever e ainda não conseguem interpretar
um texto, entender uma instrução. Assim, como introduzir esse trabalhador em um
ambiente mais tecnológico? O baixíssimo investimento em estrutura básica e
educação são os principais fatores que colocam o Brasil nessa humilhante
posição.
Por: Nelson Miguel Junior
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
2015 COMEÇA COM AUMENTO DO DESEMPREGO
Acaba
de sair o resultado da PME do IBGE. Como já havíamos apontado anteriormente, a
tendência é de aumento do desemprego. Todos os indicadores econômicos
demonstram a estagnação da economia, com crescimento zero e previsão para 2015
com crescimento negativo. A principal conseqüência econômica e social é que a
política que o governo federal adotou, é o agravamento do desemprego.
A
taxa de pessoas desocupadas aumentou em mais de 22%, um número que surpreendeu
não só o governo como os analistas econômicos que não previam uma taxa tão
elevada para janeiro.
A
metodologia aplicada é a antiga, aquela que só mede as seis principais regiões
metropolitanas. Todavia, mostramos em vários artigos anteriores que tal
metodologia esconde a verdadeira taxa de desemprego, que é muito maior do que a
divulgada (muito próxima ao dobro).
Como
muitos afirmaram, o ano de 2015 não será muito auspicioso.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO - por Mara Gabrilli - Com exclusividade para o blog O MUNDO DO TRABALHO
No Brasil ainda são poucos os cidadãos
com deficiência que fazem parte do mercado de trabalho formal. Para se ter uma
ideia, no último Censo do IBGE, quase 20 milhões de
brasileiros com deficiência declararam possuir alguma ocupação. No entanto,
somente 330 mil estão trabalhando com carteira assinada.
Para tirar esse imenso contingente da informalidade e alavancar políticas educacionais, a Lei Brasileira da Inclusão, projeto do qual sou relatora, propõe a criação do Auxílio Inclusão, um benefício que será concedido à pessoa com deficiência que ingressar no mercado de trabalho. A ideia é mudar a forma assistencialista com que o Governo trata esse cidadão hoje. Ao invés de ficar em casa, recebendo benefícios de subsistência do Estado, a pessoa com deficiência terá direito a um suporte financeiro para se tornar ativa na sociedade. Com isso, passará de beneficiada para contribuinte, como todo trabalhador.
Aos 26 anos, sofreu um acidente de carro que a deixou
tetraplégica. Indignada com a falta de acessibilidade, fundou em 1997 a ONG
Projeto Próximo Passo, hoje Instituto Mara Gabrilli, para promover
acessibilidade, pesquisas e inclusão social em comunidades carentes e atletas
com deficiência. Em Brasília, tornou-se a primeira deputada Federal
tetraplégica do Brasil.
Os números são reflexo de uma barreira que a pessoa
com deficiência enfrenta bem antes de buscar um emprego, quando ainda é criança
e é barrada de estudar. Hoje apenas 19% das escolas de ensino básico no
Brasil contam com acessibilidade e apenas 6% dos professores que atuam na educação básica têm formação
continuada específica em educação especial. Quando nos referimos a uma formação superior a realidade é ainda mais
desafiadora. Apenas 0,3% das pessoas com deficiência conseguem cursar uma
faculdade.
Para tirar esse imenso contingente da informalidade e alavancar políticas educacionais, a Lei Brasileira da Inclusão, projeto do qual sou relatora, propõe a criação do Auxílio Inclusão, um benefício que será concedido à pessoa com deficiência que ingressar no mercado de trabalho. A ideia é mudar a forma assistencialista com que o Governo trata esse cidadão hoje. Ao invés de ficar em casa, recebendo benefícios de subsistência do Estado, a pessoa com deficiência terá direito a um suporte financeiro para se tornar ativa na sociedade. Com isso, passará de beneficiada para contribuinte, como todo trabalhador.
Na pratica
funciona assim: ao ingressar no mercado de trabalho, a pessoa com deficiência
deixará de receber o benefício do Governo e passará a ganhar o Auxílio
Inclusão, que servirá como um estímulo para que ele se mantenha ativo no
mercado e também arque – sem prejuízos - com os custos da sua deficiência, como
transporte adaptado, órteses, próteses, tecnologias assistivas...
As vantagens
são inúmeras, inclusive para a Previdência do país, que deixará de apenas pagar
benefícios integrais para milhões de pessoas e passará a receber a contribuição
desses trabalhadores.
Contudo, o dever do empresariado não
pode ser apenas com a legislação, tem de ser com a sociedade. Não investir no
ser humano é não acreditar no próprio potencial da empresa em atingir diversos
públicos e mercados distintos.
Pessoas com deficiência remuneradas
por seu trabalho movimentam a economia como qualquer outra parcela da
população. Algumas empresas já entenderam isso e estão mudando sua forma de
gerir, algumas não só cumprem as cotas para seguir o protocolo, contratam
porque entendem que há ganhos são imensuráveis neste processo. Aprender com as
diferenças é só um deles.
O trabalho é sem dúvidas uma das
principais ferramentas de integração social de qualquer ser humano. Além de
garantir poder de consumo, dignidade, bem-estar e uma vida de perspectivas.
Mara
Gabrilli, 47 anos, é publicitária, psicóloga, foi secretária
da Pessoa com Deficiência da capital paulista e vereadora também por São Paulo.
Atualmente é Deputada Federal pelo PSDB/SP
Aos 26 anos, sofreu um acidente de carro que a deixou
tetraplégica. Indignada com a falta de acessibilidade, fundou em 1997 a ONG
Projeto Próximo Passo, hoje Instituto Mara Gabrilli, para promover
acessibilidade, pesquisas e inclusão social em comunidades carentes e atletas
com deficiência. Em Brasília, tornou-se a primeira deputada Federal
tetraplégica do Brasil.
ACESSE:
www.maragabrilli.com.br
facebook.com/maragabrilli
twitter@maragabrilli
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
REAJUSTE DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS – INSS
Com o reajuste do
Salário Mínimo em janeiro deste ano, que passou a R$ 788,00, as contribuições
previdenciárias também devem ser reajustadas e pagas já na competência de
janeiro (que podem ser pagas até o dia 15 de fevereiro).
Veja a tabela de
contribuições (para 1 salário mínimo):
Tipo de Contribuinte
|
Código
|
Alíquota
|
Valor
|
Individual
|
1163
|
11%
|
R$ 86,68
|
Individual
|
1007
|
20%
|
R$ 157,60
|
Facultativo
|
1473
|
11%
|
R$ 86,68
|
Facultativo
|
1406
|
20%
|
R$ 157,60
|
Dona de Casa
|
1929
|
5%
|
R$ 39,40
|
Para
aqueles que contribuem com mais de 1 salário mínimo
(contribuição dos empregados, empregados domésticos e
contribuintes individuais que prestam serviço como trabalhador avulso em
empresas de contratação de mão-de-obra que retém o valor da contribuição
previdenciária)
Alíquota
|
Valor
|
8%
|
Até R$ 1.399,12
|
9%
|
De R$
1.399,13 a R$ 2.331,88
|
11%
|
De R$
2.331,89 a R$ 4.663,76
|
sábado, 24 de janeiro de 2015
EMPREGOS: QUEDA EM 2014. EXPECTATIVA RUIM PARA 2015
Nesta
sexta-feira, foram divulgados os números do CAGED – Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados. O resultado é muito preocupante. Só em dezembro
foram fechados mais de meio milhão de postos de trabalho. A criação de empregos
em 2014 caiu em 65% em relação a 2013. A pior marca desde 1999.
Comércio:
Recuo de 40%
Serviços:
Recuo de 13%
Indústria:
Desemprego de 23%
Outros
setores como o de Construção, Mineração e Agropecuária também tiveram
demissões, o que não acontecia há alguns anos.
Com
a economia paralisada, inflação em alta, aumento de impostos, corte em
benefícios sociais e perspectivas de crescimento zero para 2015, fazem com que os
investidores transfiram seus capitais para outros lugares e conseqüentemente
uma queda nos empregos. O governo abusou dos gastos nos últimos anos, e pior,
gastou mal, muito mal. Agora a conta chegou e o trabalhador brasileiro será
obrigado a pagar.
Numa
análise mais apurada, podemos concluir que a maioria dos postos de trabalho ainda
gerados são para áreas do setor de serviços com empregos de baixa qualidade e portanto,
vagas mais voláteis, com grande rotatividade de mão de obra. O setor produtivo
industrial é o mais afetado, tendo já por tempo prolongado, quedas constantes
tanto de produção como geração de empregos, fechando 2014 com desemprego
(número de demissões maior que o de contratações).
O
ministro da fazenda Joaquim Levy declarou esta semana em Davos, no Forum
Econômico Mundial que o PIB do Brasil em 2015 ficará próximo de zero, ou seja,
nenhum crescimento. Como já afirmamos em artigos anteriores, sem crescimento da
economia não há geração de empregos. Então, nos próximos anos, preparem-se,
pois os empregos diminuirão.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
INOVAÇÃO: Empreendedores brasileiros em último lugar
Embora os brasileiros sejam
criativos (ao menos temos essa fama), o Brasil é o último colocado em um
ranking de Empreendedorismo e Inovação, elaborado pelo Forum Econômico Mundial
(Word Economic Forum – WEF). O resultado é fruto da análise combinada dados de
outras pesquisas realizadas pelo Forum como Indicador de Competitividade e
Monitor Global de Empreendedorismo. A pesquisa alcançou 44 países que tiveram
seus dados monitorados por cinco anos.
A pesquisa apontou que
apenas 6% dos empreendedores brasileiros investem em inovação, enquanto em
Uganda são 12% e na Argentina 29% os que investem em inovação. Os
empreendedores que mais investem são os chilenos, quase 55% e os dinamarqueses
com 46%.
No quesito Ambição, ou seja,
empreendedores que desejam ampliar seus negócios, os brasileiros também estão
na rabeira, na 37ª posição. Apenas 4% dos empresários pretendem expandir.
O ponto positivo é que os
brasileiros estão empreendendo. Dentre os países pesquisados o Brasil é o 10º
em Novas Ações Empreendedoras.
O estudo levantou que parte
da baixa performance dos empreendedores brasileiros deve-se à burocracia, à
baixa confiança na economia, tamanho do mercado interno e ainda o baixo tempo
de escolaridade, incluindo aqui o menor número de empreendedores com nível
superior.
Na América do Sul, os
destaques foram o Chile e Colômbia que tiveram altos índices positivos em todos
os itens avaliados.
As políticas governamentais
do Brasil desfavorecem o investimento em inovação, incluindo a pouca
preocupação que o governo tem em pólos de desenvolvimento regional, que
favoreceriam não só a implementação de novos empreendimentos, mas uma variedade
de tipos e tamanhos de empresas, promovendo a competitividade e investimentos
em inovação. Lembramos que no atual governo, o Brasil vem caindo no ranking de
competitividade do WEF.
O relatório completo será
apresentado hoje pelo WEF.
Fontes: site WEF – Word Economic Forum , Veja e FGV
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
(VIDEO) REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM CURRÍCULO
Fizemos aqui uma breve apresentação sobre como montar um currículo. Existem várias formas de preparar um currículo, mas colocaremos aqui uma forma simples e eficiente. Assista o video
Para melhor visualização, assista em tela cheia
Cortes nos investimentos poderão chegar aos postos de trabalho em 2015
Um estudo realizado pelo
Itau BBA, que avaliou o balanço de 3 mil empresas com faturamento superior a
US$ 100 milhões, concluiu que TODAS estão agindo para uma sensível redução de
custos. A queda no PIB, o descontrole da economia e o descrédito dos
investidores estão levando as empresas a manter sua rentabilidade não por meio
do aumento de produção mas sim pela redução de custos.
Boa parte das empresas pesquisadas
já cortou investimentos em produção e paralisou seus projetos de expansão. O
pouco investimento que acontece é na direção da diminuição de custos de
operação, como transferências de instalações para locais mais baratos, produtos
mais rentáveis de suas linhas de produção, equipamentos com mais recursos
tecnológicos, etc.
Os cortes só não chegaram
maciçamente aos empregos por que o custo
de capacitação e qualificação, do tempo que seria perdido e os custos
trabalhistas, ainda são altos. Mas no momento em que as medidas ora adotadas
não forem suficientes para que as empresas se mantenham rentáveis, o próximo
passo será a redução dos postos de trabalho.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
AS ALTERAÇÕES NOS DIREITOS TRABALHISTAS
Vivemos
tempos estranhos. O governo, que é de um partido trabalhista, retirou direitos
dos trabalhadores. Eventualmente poderíamos crer que se trata de uma
modernização das relações trabalhistas e dos respectivos direitos. Embora as
mudanças só valham para aqueles que, a partir de agora, requererem tais
direitos, trata-se na verdade de um artifício para diminuir os estragos nas
finanças públicas. Não existe preocupação com o trabalhador.
Há
ainda, por parte dos trabalhadores, uma grande preocupação com as alterações
nas regras, já que para o próximo ano há uma expectativa de queda acentuada na
economia e redução dos empregos. É um momento muito complicado para os
trabalhadores. Fica claro que mais uma vez a população paga o pato com a
retirada de direitos sociais, sem que se veja ações mais urgentes e importantes
para que se recupere a confiança no país e acabar com a sangria dos cofres públicos
por corrupção e má gestão.
As
principais mudanças ocorreram no Seguro Desemprego, Auxílio Doença, Pensão por
morte, Abono Salarial e Seguro defeso.
PRINCIPAIS
ALTERAÇÕES:
Seguro
Desemprego
– A carência passa para 18 meses no primeiro requerimento, 12 meses no segundo
e 6 meses do terceiro em diante.
Abono
Salarial
– Passa a ter carência de 6 meses de trabalho ininterrupto. (antes era de 30
dias). O pagamento passa a ser proporcional em um ano de serviço. O calendário
de pagamento também será alterado, mas ainda não foi divulgado pelo governo.
Auxílio
Doença
– Passa a ter um teto equivalente à média das últimas 12 contribuições.
Seguro
Defeso
(que é o Seguro desemprego do Pescador) – O benefício será de 1 salário mínimo
para aquele que exerce exclusivamente a atividade de pescador. Esse trabalhador
não poderá acumular benefícios. Se já recebe algum benefício, na época do
Defeso, terá de escolher entre o que já recebe e o Seguro Defeso. Além disso,
deverá ter carência de 3 anos para requerer o seguro e provar que comercializou
seus pescados. O pescador que atua em mais de uma região, onde há sazonalidade
na pesca, não poderá requerer 2 Seguros Defesos.
Auxílio
por Morte
– O falecido precisa ter 24 meses de contribuição, o casamento (ou união
estável) deve ter também 24 meses no mínimo, o valor do benefício irá variar
com o número de dependentes e o prazo de pagamento irá variar com a idade.
Veio-me
a mente um caso ocorrido anos atrás com um conhecido. Era casado há menos de um
ano e sua esposa acabara de ter um bebê. Essa pessoa faleceu em um acidente de
trânsito. Pela nova regra, a esposa que não trabalhava, não teria direito à
pensão por morte, pois era casada há menos de 24 meses. Por ser jovem, também
não teria direito à pensão vitalícia. Ou seja, estaria num grande apuro para
conseguir sustentar a si e ao seu bebê em um momento tão difícil.
Embora
possa parecer que as alterações, e m alguns casos, sejam para corrigir
distorções, o objetivo do governo é simplesmente obter uma economia de mais de
18 bilhões ao ano para diminuir o rombo nas finanças públicas. Não podemos
esquecer que o governo acaba de cometer um crime de responsabilidade (abonado e
perdoado pelo Congresso Nacional) ao ultrapassar a meta fiscal. Portanto, a
retirada de direitos do trabalhador é injusta e inoportuna.
Com
a palavra os trabalhadores brasileiros.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Feliz Natal e um Ótimo 2015
O Blog O Mundo do Trabalho
deseja a todos os amigos e leitores
um Santo Natal e um Ano Novo de conquistas e sonhos se realizando
domingo, 14 de dezembro de 2014
DEZEMBRO É BOM PARA PROCURAR EMPREGO?
Todo
ano é a mesma coisa. Chega final de ano, principalmente dezembro, as agências e
os postos do sistema público de emprego começam a ficar vazios. Durante o
período que atuei no sistema público de São Paulo, todo final de ano a imprensa
nos procurava para fazer matérias sobre essa situação. Foram inúmeras
entrevistas para emissoras de TV e jornais falando sobre essa questão.
Essa
situação é causada principalmente por uma questão cultural, onde as pessoas
acreditam que nessa época pré-festas de final de ano, não há vagas de trabalho.
Outra “crendice” é que o melhor dia para procurar emprego é a segunda-feira.
A
verdade é que nesta época de final de ano, no mês de dezembro, é um ótimo
momento para se recolocar. As empresas não param de trabalhar, elas não fecham
somente porque é dezembro. No máximo elas param parcialmente nas vésperas de
Natal e Ano Novo. As empresas seguem seu ritmo normal e se necessário
contratarão.
Assim,
a oferta de vagas se mantém praticamente no mesmo patamar, mas a oferta de
candidatos diminui bastante e então, o candidato mais atento não perderá essa
oportunidade, pois convenhamos, a concorrência fica bem menor. Em algumas
unidades de atendimento chegávamos a receber mil pessoas por dia,
principalmente na segunda e terça-feira, caindo pela metade na sexta-feira, mas
em dezembro a queda no número de atendimentos é acentuada, chegando a não ter
ninguém para ser atendido.
Outro
mito que comentamos, é o “dia de procurar emprego é a segunda-feira”. Essa cultura
é mais fácil de saber como se consolidou. Durante muitos anos o principal meio
de divulgação de ofertas de trabalho era o jornal impresso e isso acontecia na
edição de domingo. Os principais jornais traziam cadernos imensos aos domingos com
as ofertas de vagas e então todos corriam para disputar as vagas divulgadas,
causando grande concorrência entre os candidatos. Não bastava ir na
segunda-feira, tinha de chegar muito cedo, pois os primeiros a chegar tinham
mais chances.
Hoje
em dia esse processo mudou muito. Os jornais não são mais o principal meio de
divulgação de vagas e nem mesmo os processos seletivos são os mesmos. Empregadores
divulgam suas vagas sempre que precisarem, sem que seja necessário esperar o
jornal de domingo. Hoje, todo dia é dia de procurar trabalho. As empresas podem
escolher melhor os candidatos aplicando processos seletivos onde o contratado
não é o que chegou mais cedo, mas sim o que melhor se enquadra naquela vaga. Portanto,
se está procurando trabalho, o dia é hoje. Não espere para depois do carnaval.
domingo, 23 de novembro de 2014
"Não foi para isso que fui contratado"
Já observei em diversas
ocasiões um funcionário fazer queixas do tipo: “não foi para isso que fui
contratado”, “essa tarefa não faz parte da minha função” e outras tantas
parecidas. Algumas vezes o funcionário pode ter razão, ou seja, a empresa pode
estar abusando do funcionário, fazendo-o realizar tarefas que são de outro
cargo (geralmente de remuneração maior) a fim de “economizar” uma nova
contratação ou mesmo promover. Pode ainda não haver má-fé do empregador, mas
apenas uma situação temporária até a contratação para a outra função for
realizada dentro de um limite normal.
Todavia, o funcionário
deve estar bem atento e se certificar que se trata realmente de abuso antes de
reclamar ou mesmo “resmungar” para os colegas. E porque deve estar atento? Simplesmente
por que o funcionário pode estar sendo avaliado para assumir alguma função de
maior responsabilidade, uma promoção. As
boas chefias sempre estarão atentas às características e talentos das pessoas
que compõe suas equipes e certamente valorizará tais talentos.
Uma forma de testar um
funcionário em que se acredita ter alguma característica que possa ser
valorizada é atribuindo-lhe outras tarefas além daquelas que sua função exige,
seja uma tarefa de maior esforço intelectual, de administração de tempo ou de
organização de recursos, por exemplo. O desempenho nessas tarefas
extraordinárias poderá ser fundamental para uma melhor posição na empresa.
Uma das empresas na
qual trabalhei, adotava a política de que a primeira opção para preencher uma
vaga aberta seria buscar dentro do próprio quadro de funcionários e assim, as
chefias estavam sempre de olho nos potenciais de cada um para uma futura
indicação para uma promoção. Assim, se sabia quem poderia ser indicado para um
ou outro cargo quando surgisse a oportunidade.
Portanto, se estiver
nessa situação, fique atento, pois pode estar numa posição de confiança da
chefia e não de abuso.
domingo, 16 de novembro de 2014
EMPREGOS DIMINUEM EM OUTUBRO
Sazonalmente, os meses de setembro e outubro, são meses de
maior contratação para mercado de trabalho, impulsionados pelas festas de final
de ano. Mas essa série histórica positiva, apurada desde 1999, foi quebrada.
Pela primeira vez desde que se faz essa apuração, o saldo foi negativo. Foram
mais de 30 mil vagas fechadas no mês de outubro. Isso reforça nossa preocupação
com os rumos da economia e do desenvolvimento do país, já comentada em outros
artigos aqui no blog, que fatalmente já está refletindo no mercado de trabalho
com o fechamento de vagas.
O Ministério do Trabalho e Emprego tinha uma previsão de
saldo positivo de mais de 50 mil vagas, mas a realidade se apresentou de modo
totalmente diverso, com saldo negativo de 30 mil vagas como mencionamos acima.
Seguindo a “tese” do Planalto, o ministro alegou que tal resultado foi reflexo
da “crise externa”. Todavia, acreditamos que a crise é resultado de má condução
da economia pelo governo e não de nenhuma crise externa, pois a maioria dos
países que estavam em crise, principalmente nossos vizinhos da América do Sul,
apresentou crescimento econômico.
Outro ponto que discordamos radicalmente da opinião do
ministro é que estamos em uma situação de “pleno emprego”. Nem na melhor fase
da criação de empregos pudemos afirmar tecnicamente que estávamos em “pleno
emprego”. Tais declarações não se coadunam com a realidade do mercado de
trabalho, onde há muita gente desempregada, seja por falta de qualificação,
seja por qualificação que não atende a demanda do mercado, seja simplesmente
por não haver vagas suficientes.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
A CONQUISTA DE UM EMPREGO – SER COMPETITIVO
Quando se parte para conquistar
uma oportunidade de trabalho deve-se ter em mente alguns pontos fundamentais,
que serão determinantes durante um processo seletivo. Deve-se ter em mente
ainda, que para obter a desejada vaga, o candidato deve ser competitivo, ou
seja, estar preparado e apto para a disputa. Sim, é uma disputa onde o melhor
vence. Assim como numa competição esportiva, o atleta ou a equipe melhor
preparada (tecnicamente, fisicamente e psicologicamente) vence.
Deste modo, o candidato a uma
oportunidade de trabalho tem de se preparar da melhor forma possível, seja na
escolaridade, em cursos de qualificação, capacitação e aprimoramento técnico,
seja em ter um comportamento adequado pessoal e profissional, seja ainda estar
preparado emocionalmente para todas as fases, desde o planejamento até o
processo seletivo em si.
Quando falamos em planejamento,
estamos dizendo que a busca pelo emprego não é tão simples como parece. Não
basta distribuir o currículo. O candidato deve ter claro para si aquilo o que
quer, seus objetivos imediatos, o que e como irá apresentar a cada possível
empregador nos processos de seleção.
Currículos, por exemplo, devem
ser específicos e voltados para cada tipo de trabalho ou empregador aos quais
irá se candidatar. (Por isso, em muitos casos, tirar várias cópias do currículo
e distribuir a esmo, não trás resultado algum).
Portanto, pense em como ser
competitivo e como entrar para ganhar. Nem sempre irá vencer, mas vencerá. O
ser competitivo e vencedor, assim o é, pois faz algo diferente dos demais, algo
que o coloca um passo a frente.
Devemos entender que ser
competitivo, seja em qualquer nível profissional, é determinante para o
sucesso. Isso porque o mercado de trabalho é exigente e normalmente há menos
vagas do que pessoas em busca de trabalho, o que determina que as melhores
vagas serão dos melhores candidatos e as demais serão disputadas pelos “normais”
e fatalmente alguns não conseguirão.
Portanto, para ser mais competitivo
e obter o sucesso almejado, prepare-se, planejando e agindo corretamente.
Aprenda, estude e treine. Seja persistente e não desista facilmente. O sucesso
é uma soma de virtudes e muito suor.
"O sucesso, para quem é grande batalhador, apaga o esforço da luta" - PÍNDARO
EMPREGO EM QUEDA - Aumenta a competitividade
Passado o período das eleições, o
calor do debate diminui e a realidade volta a se apresentar sem propaganda e
sem maquiagem. Como dissemos em mais de um artigo aqui publicado, o nível de
emprego é diretamente proporcional ao crescimento da economia, ou seja,
economia estável significa mais empregos e economia estagnada significa menos
postos de trabalho.
Não precisamos ir muito além em estudos
de economia para entender que o Brasil está em um momento muito difícil e que
logo a conta chegará aos lares dos brasileiros. Com um rombo de mais de 60 bilhões,
dívida pública na casa dos trilhões e indústria enfraquecida, os empregos
ruirão. Na Indústria, que é um
termômetro da situação, os empregos diminuem pelo sexto mês consecutivo e antes
disso, também apresentou quedas consecutivas. Outros setores também não
apresentam números otimistas.
A pesquisa recente do IBGE,
mostrou queda de 0,7% no número de empregos no mês de setembro. Diminuiu também
o número de pessoas ocupadas, num pior nível desde 2009, a trigésima sexta
queda no período comparativo.
Dos 14 Estados pesquisados, 13
apresentaram recuo, assim como dos 18 setores pesquisados, 17 recuaram no
número de postos de trabalho. Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e
Rio Grande do Sul foram os que tiveram as maiores perdas de empregos. Já os
setores mais atingidos foram o de Máquinas e Equipamentos (que indica também a
diminuição dos investimentos), Metalúrgico, Calçadista e Eletroeletrônicos
.
Com o quadro negativo que se
apresenta e que atingirá os lares dos brasileiros cedo ou tarde, resta aos
trabalhadores estarem preparados, melhorando suas condições profissionais e de
conhecimento para dias mais competitivos, onde a busca pelo emprego será mais
difícil.
Me ocorreu agora que podemos
comparar a busca por uma oportunidade de trabalho com o processo de seleção
natural postulada por Darwin, onde os mais adaptados sobrevivem. Não basta ter
uma qualificação profissional apenas. O trabalhador deve ter outras
características que complementem a sua qualificação, como comportamento
profissional adequado, boa cultura geral, por exemplo, capacitando-o para
competir em melhores condições.
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