ANO XIX
ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
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sábado, 22 de agosto de 2020
CAGED aponta aumento de 131 mil novas vagas em julho
O CAGED – Cadastro Geral de Empregados e desempregados, do IBGE, divulgado ontem (21/08/2020) mostrou um aumento de 131 mil novas vagas de trabalho em julho. Esse número mostra que o desastre gerado no mercado de trabalho pela Covid-19 não foi tão grande quanto esperado. O número de desempregados ainda é muito grande e mesmo o mercado informal foi duramente afetado. Não só milhares de trabalhadores formais perderam seus empregos como também os trabalhadores informais e autônomos perderam sua renda.
Durante esse período de pandemia foi de aproximadamente 1,5 milhão o número de postos de trabalho perdidos. Todavia, nos últimos meses já foram recuperados quase 500 mil vagas, mas ainda temos 1 milhão de postos de trabalho perdidos desde março a recuperar para chegarmos ao mesmo nível de antes de março, quando os empregos começaram a ser afetados pela pandemia.
Esse número foi o melhor para o mês de julho desde 2012. No ano passado, ou seja, em 2019, no mês de julho foram criadas apenas 44 mil novas vagas, quando a economia começava a esboçar alguma reação positiva.
Houve aumento no número de vagas em praticamente todos os setores da economia, menos no de Serviços (-15948). Os setores que mais empregaram foram a Indústria (53.590), Construção (41.986), Comércio (28.383) e Agropecuária (23.027). O bom resultado aconteceu em quase todo o país. Foram 25 estados com resultado positivo, sendo São Paulo com a maior abertura de vagas (22.967) e Sergipe com o pior resultado (-804). Houve ainda um pequeno aumento na renda do trabalhador em relação a junho.
Os números da Economia em geral, apontam agora para um resultado não tão ruim como era esperado. Os economistas previam uma queda do PIB – Produto Interno Bruto de até 8% em 2020, porém agora a previsão é mais otimista, com uma queda de “apenas” 4% para este ano.
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terça-feira, 28 de julho de 2020
CAGED - Os números do emprego formal no primeiro semestre de 2020
O Brasil criou 6.718.276
vagas de emprego no primeiro semestre de 2020, mas perdeu 7.916.639 postos de
trabalho. Ou seja, o mercado de trabalho formal perdeu 1.196.363 vagas de
emprego de janeiro a junho. Exatamente quando o país começava a retomada da
economia a pandemia chegou ao país ceifando vidas e empregos. Estamos falando
dos empregos formais, aqueles com carteira assinada, mas a situação é também
muito grave no setor informal, onde não há carteira assinada, onde muitos fazem
sua renda com bicos, algum tipo de venda de produtos ou prestação de serviços autônomos.
Grande parte do mercado informal era ocupado por pessoas desempregadas que
desempenhavam alguma atividade informal temporária durante o período de
desemprego como forma de obter renda e o sustento de suas famílias. Mas a
situação atingiu em cheio essa parcela do mercado de trabalho.
Um alento é que no mês
de junho o desemprego desacelerou sensivelmente. Enquanto nos meses anteriores o desaparecimento
de vagas foi gritante (março= -259.217; abril= -918.286 e maio= -350.303), em
junho foi de “apenas” -10.984.
Os setores de
Construção e Agronegócio foram os que apresentaram saldo positivo no número de
empregos. Foram mais de 17 mil vagas na Construção e quase 37 mil no
Agronegócio.
Vamos aguardar o
resultado da PNAD-C do IBGE que mostra um espectro mais amplo do mercado de
trabalho, incluindo também o trabalho informal, para termos uma idéia se a
desaceleração do desemprego em junho é ou não uma tendência positiva para a
economia e o mercado de trabalho.
quinta-feira, 23 de julho de 2020
TRABALHO E EMPREGO NESSES TEMPOS DE PANDEMIA
É muito difícil falar
qualquer coisa concreta sobre trabalho e emprego nesses tempos de pandemia. Se
na área da saúde está difícil planejar não podemos esperar algo diferente na
Economia e conseqüentemente no mundo do trabalho e nos empregos. É difícil
ainda decidir se preservamos as vidas, a saúde ou a Economia, pois para parte
da população a doença é fatal e mesmo que estatisticamente as mortes possam ser
“absorvidas” como dano colateral numa eventual busca pela normalidade
econômica, não sabemos quais vidas serão ceifadas. Não há solução fácil. Não há
panacéia que salve uma vida.
Com a paralisação da
economia no mundo, que não é culpa de nenhum governo e sim de um vírus potencialmente
letal, grande parte dos empregos se foi. Nem mesmo os empregos informais e as
atividades informais escaparam. Aliás, os empregos informais foram muito mais
afetados do que os formais com o fechamento ou suspensão das atividades de muitas
empresas.
Tenho visto muitos
profissionais de RH, por exemplo, debaterem sobre o mercado de trabalho, como
fazer nesses novos tempos e as formas de trabalho como o aumento de atividades
em “home Office”. Todavia, quem pode realizar seu trabalho remotamente, fazem
parte de uma pequena parcela de trabalhadores. A maioria não pode.
Tudo que está se
fazendo no mercado de trabalho é tentar equacionar a situação para amenizar um grande
dano. Mas como sabemos, economia paralisada é igual a baixo nível de emprego e
não sabemos quando isso irá terminar. Só a vacina pode modificar a atual
situação. Não adianta brigar para que voltemos a uma vida normal, que todos os
setores da economia voltem ao normal, pois isso não resolverá o problema. Não
vou aqui tomar qualquer posição sobre reabrir ou não as empresas, etc., pois como
disse, não há solução fácil. As pessoas estão entre pagar as contas e mesmo
matar a fome ou arriscar a vida e de sua família, desafiando a doença.
De todo modo, a luta
não pode parar e as pessoas têm de sobreviver. Cada um sabe “onde seu calo dói”.
Que se tomem todas as medidas de segurança para suas vidas. Aproveitem parte de
seu tempo para aprender mais, para entender mais e com sorte teremos em breve
uma vacina que possa por fim a essa situação.
domingo, 7 de junho de 2020
EUA SURPREENDEM E DESEMPREGO CAI
Em virtude da pandemia,
o desemprego em todo o mundo é uma realidade e um fantasma assustador. O
desemprego nos EUA estava alto, com índices próximos aos do Brasil, mas
surpreendentemente o desemprego recuou em maio e criou 2,5 milhões de novos
postos de trabalho, quando a previsão das agências econômicas era de que o
desemprego chegasse próximo a 21%. A
taxa era de 14,7% em abril e recuou para 13,3%.
A pergunta que você
deve estar se fazendo é “o que o desemprego brasileiro tem a ver com o
desemprego nos EUA?”. Também fiz essa pergunta antes de escrever aqui.
O grande dilema de
todos é como entender essa situação e agir. Isolamento, lockdown,
flexibilização, “libera geral”? Em primeiro lugar devemos ter em mente que os
dois problemas caminham juntos (saúde e economia) e que ninguém tem a resposta
para tal dilema. Portanto, nosso caminho para a questão é impírica, tentativa e
erro.
Lá, os setores
responsáveis pelo crescimento dos empregos, foram os de Lazer &
Hospitalidade, Alimentação & Bebidas, Comércio Varejista, Indústria,
Serviços Profissionais, etc. Outros setores criaram vagas ou pararam de
demitir.
A relação com o Brasil
é que esse acontecimento no mercado de trabalho nos EUA pode trazer esperança
ao nosso mercado de trabalho. Sabemos, por exemplo, que o setor supermercadista
contratou muita gente, na contramão de outros setores. Muitos negócios estão se
reinventando e que podemos ter outra realidade no mercado de trabalho pós
pandemia. Infelizmente, tudo ainda é uma incógnita por aqui. Não temos uma
diretriz clara, não caminhamos com o olhar na frente e sim apenas reagindo aos
fatos, sempre na rabeira.
quinta-feira, 30 de abril de 2020
DESEMPREGO PRÉ- PANDEMIA
Acaba de ser divulgada
a PNADc – (Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios Contínua) - do primeiro trimestre de 2020 que mediu a taxa de
desemprego no Brasil. Para efeito de estudo posterior, considera-se que esse
resultado não teve a influência da pandemia
(COVID-19)
O desemprego teve um leve
aumento (1,2%) em relação ao trimestre anterior que estava em 10,9% e passou para 12,2% , o que equivale a 12,9
milhões de desempregados. A pesquisa apontou ainda que a informalidade diminuiu
(1%). Podemos considerar que essa queda no nível de emprego foi normal e
pequena, já que é um período onde há crescimento de demissões em virtude do
maior número de contratações temporárias (ou não) de final de ano. É um período
sazonal onde ocorre um “ajuste” das contratações excedentes de final de ano.
Essa situação só desaparece quando a economia está muito aquecida e o número de
empregos se mantém em alta. No caso do Brasil, a economia vinha sendo retomada
de maneira lenta e estável, mas não aquecida o suficiente para manter as
contratações de final de ano.
Já a comparação do
resultado com o mesmo período do ano anterior, houve uma diminuição do numero
de desempregados em 0,5%. Lembramos que em pesquisas desse tipo deve haver a
comparação com o mesmo período do ano anterior, para que haja os mesmos
parâmetros sazonais.
Essa pesquisa mostrou
que o nível de emprego estava estável e com melhora na economia, mas e agora
com a pandemia? O mundo foi atingido em cheio e está desarticulando a economia
de dezenas de países. Como sabemos a maioria dos empregos é gerada por pequenas
e médias empresas que não possuem “fôlego” para agüentar muito tempo sem
funcionar e faturar. Muitas dessas empresas foram obrigadas a demitir e mesmo
fechar logo nas primeiras semanas. E claro, isso já reflete um aumento
considerável no desemprego e provavelmente a próxima pesquisa mostrará números
assustadores. Mesmo o mercado informal não se mantém. A dificuldade de geração
de renda já é enorme para muitos brasileiros e a ajuda governamental está longe
de amenizar o impacto nas famílias.
Quando tudo isso
passar, ainda teremos um longo e duro caminho a percorrer. Infelizmente.
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Nota do autor do blog:
Nota: Por motivos pessoais, de força maior, o blog O MUNDO DO TRABALHO não publicou nenhum novo artigo até esta data, neste ano de 2020. O blog está ativo e publicando initerruptamente desde 2007, portanto há 13 anos no ar. A partir de agora, o blog retomará normalmente a atividade, abordando temas do mundo do Trabalho. E teremos muito trabalho, pois a atual situação com a pandemia, alterou todos os paradigmas, seja da Saúde, das relações humanas, da Economia e por consequência, dos empregos, dos empregadores, etc.
Um grande abraço a todos os amigos e leitores que nos acompanham.
Um grande abraço a todos os amigos e leitores que nos acompanham.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
EMPREGO FORMAL CRESCE EM NOVEMBRO
O CAGED divulgou os
números do Emprego em novembro. Foram criados 99.232 novos postos de trabalho.
Em 2019 já são quase um milhão de novos postos de trabalho criados.
O CAGED considera
apenas os empregos formais, ou seja, com carteira assinada.
É o oitavo mês
consecutivo de crescimento do número de vagas no mercado de trabalho formal.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
O NOVO PARADIGMA DOS APLICATIVOS NO MUNDO DO TRABALHO
Vamos reproduzir aqui uma matéria publicada no jornal
O ESTADO DE SÃO PAULO, de PEDRO FERNANDO NERY. A matéria e a opinião do
articulista nos parecem importante para uma reflexão dos rumos e mudanças de
paradigmas no mundo do trabalho com as novas tecnologias. Devemos ficar presos
aos velhos costumes, aos antigos conceitos ou pagar o preço pela liberdade? Leiam, reflitam e opinem. Esse novo
paradigma parece permitir que muitos
continuem no mercado de trabalho e gerem renda para suas famílias em tempos de
crise como o que vivemos. Pelos dados oferecidos no artigo, algumas categorias
estão ganhando mais como empreendedores do que como empregados. Então segue a
matéria.
Pedro Fernando Nery*, O Estado de S.Paulo
10 de dezembro de 2019
DOUTOR EM ECONOMIA
Eram os 39 do segundo tempo, o
Corinthians perdia de 1 a 0 para o Palmeiras. Ataque corintiano, a bola sobrou
para Bruno Octávio. De muito longe da área, o jogador do Corinthians tentou
resolver sozinho, chutando dali mesmo e isolando a bola. O narrador Milton
Leite não se conteve, chamou o momento de patético e lançou um bordão popular
nos anos seguintes: agora eu “se” consagro! A expressão ironizava o jogador
fominha que, empolgado e imaginando um momento de glória, acabava fazendo uma
tolice.
A decisão sobre a Loggi na sexta é um
desses momentos de nossos operadores do Direito que lembram o “agora eu se
consagro”. A startup brasileira é espécie de Uber de entregas, com plataforma
que conecta milhares de motoboys (cadastrados como microempreendedores individuais)
a clientes. A Justiça do Trabalho determinou que todos sejam contratados,
mandando ainda a empresa disponibilizar estacionamento e pagar R$ 30 milhões de
multa. A razão seria “dumping social”: o valor estipulado equivale a todo o
faturamento de 2018 (menos que os R$ 200 milhões pedidos pelo Ministério
Público do Trabalho), autor da ação. Pode ainda ter de pagar R$ 10 mil por
motoqueiro que não for contratado via CLT.
O ramo trabalhista é talvez o com mais
adeptos do movimento “agora eu se consagro”, com juízes e procuradores
voluntaristas produzindo decisões deletérias. A turma do agora eu se consagro
adora chavões como “o trabalho não é mercadoria” (em negrito na decisão do caso
da Loggi) e “cada vida não tem preço” (presente).
Focaremos nas possíveis consequências
econômicas da decisão, antecipadas pela própria juíza, quando lembra que o
cadastro na Loggi pode ser “um patamar melhor do que eventual desemprego ou
miséria”. Quanto à presença ou não de vínculo empregatício, registra-se que a
decisão peita o entendimento do STJ, que em setembro decidiu em caso semelhante
que a situação é de autônomo, não de empregado. A juíza do Loggi justifica a
decisão com base na reforma trabalhista, que passou a permitir o contrato por
hora (intermitente): mas vale registrar que o intermitente é convocado pelo
empregador, enquanto os usuários de aplicativos escolhem quando logar nas
plataformas, e por quanto tempo ficar.
A contratação pela CLT implica custo
muito maior do que o contrato do MEI. O valor pode ser mais que o dobro,
considerando encargos previdenciárias e trabalhistas. É ingênuo supor que o
lucro dos investidores arcará com a mudança. A empresa tentará repassar o custo
para os consumidores e, o que não conseguir, para os motoboys (e é fácil para
os clientes substituir serviços como delivery de sanduíches).
Supondo que a regra valesse para as
demais plataformas, é intuitivo que os motoqueiros – muitos que hoje ganham
mais do que a renda média nacional – passariam a ter rendimentos líquidos
menores. Haveria restrições a novas vagas e muitos seriam desligados, voltando
ao desemprego de que tantos só conseguiram sair pelo colchão dos aplicativos. A
comparação com a jurisprudência da Califórnia reconhecendo vínculo é
inoportuna: a região tem desemprego 3 vezes menor, renda 5 vezes maior e o
vínculo empregatício é em uma legislação trabalhista das mais flexíveis do
mundo. As consequências aqui serão piores. (Em tempo: estudo de big data de
outubro no Journal of Political Economy identificou que a flexibilidade da plataforma
traz ganho equivalente a 40% da renda para motoristas da Uber, em relação às
alternativas).
A ironia do “trabalho não é
mercadoria” que é exatamente como produtos guardados num armazém que ficam a
multidão de desempregados vítimas dos juízes do agora eu se consagro. Mês
passado um ex-presidente da associação de juízes declarou inconstitucional a MP
do Verde Amarelo, que nem estava em vigor. Mais cedo, o TRT-MG reconheceu
vínculo entre motoristas e Uber, e a decisão (“histórica”) foi rapidamente traduzida
para inglês e espanhol.
No sábado, o MEI foi visto como fonte
de direitos para a turma que malhou a reforma trabalhista, quando artistas
foram excluídos do alcance do microempreendedor individual. Atrizes globais que
posaram com carteiras de trabalho em protesto à flexibilização de 2017 foram
rápidas em criticar o fim do MEI para a classe. Deputadas da esquerda também
apontaram o risco de desemprego para artistas, já que as alternativas são o
contrato via CLT ou autônomo tradicional, mais caro. O MEI garante direitos
previdenciários a um custo menor para contratantes com menos tributos ao
contratado. A decisão acabou revogada: o lacre ficou.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
ECONOMIA MELHORA E DESEMPREGO DIMINUI
Com o aquecimento da
economia os empregos começam a aparecer. Apesar de ainda termos de percorrer um
longo caminho, a economia se estabiliza e o desemprego começa a recuar. O desemprego ainda atinge 12 milhões de
pessoas, mas os indicadores são favoráveis. O número de empregos criados este
ano dobrou em relação ao ano passado. O
que vemos é que essa retomada é constante e sustentável e isso indica uma luz
no fim do túnel. Setores como o da Construção e Embalagens estão apresentando
crescimento considerável e esses são setores sensíveis que sempre nos indicam
se a economia está crescendo ou decrescendo.
O Brasil começa a
melhorar também sua imagem do ponto de vista econômico, o que trás a
possibilidade de maior investimento estrangeiro no setor produtivo.
A taxa de desemprego
para o último trimestre foi de 11,6% segundo o IBGE, um pouco menor do que no
período anterior, o que representou a criação de aproximadamente 470 mil novos
postos de trabalho. Se compararmos com o mesmo período do ano anterior, o
aumento do número de vagas foi de 1,4 milhão. Neste ano, de janeiro a outubro foram criados
841.589 postos de trabalho.
Todavia, há muitos
fatores que influenciam o caminho para o aquecimento da economia e conseqüentemente
a criação de novas vagas de trabalho. Ainda sofremos com o grave desequilíbrio fiscal
deixado por governos anteriores e a insegurança jurídica provocada por
interpretações casuais das leis pelo STF, promovendo a impunidade e abalando a
luta contra a corrupção. Esses pontos são fundamentais para a economia e
principalmente na entrada de novos investimentos sejam nacionais ou estrangeiros.
Muitos não se dão conta de quanto isso interfere diretamente em suas vidas.
Devemos lembrar também
que o emprego informal aumentou. Embora isso possa parecer um ponto pouco
positivo, podemos ver de outra maneira se compararmos com os últimos anos em
recessão, onde o desemprego só aumentava e mesmo as oportunidades informais
estavam sumidas. O trabalho por conta própria também aumentou. Muitas pessoas
forçadas pela falta de emprego formal ou por perceber novas oportunidades e
mudanças de paradigmas, optaram pelo negócio próprio. Já são mais de 24 milhões
de pessoas que atuam dessa forma.
Outro ponto a se
destacar é que o Desalento (pessoas que desistiram de procurar trabalho) e o
Subemprego diminuíram.
Penso que podemos ter
esperanças.
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
O CONTRATO DE TRABALHO VERDE E AMARELO MP 905/2019
O governo acaba de
editar uma MP – Medida Provisória que cria o Contrato de Trabalho Verde e
Amarelo que tem como objetivo criar empregos para jovens de 18 até 29
anos. Grosso modo, o governo desonera os
encargos trabalhistas para as empresas que adotarem essa modalidade.
Essas
contratações não podem substituir funcionários e vale por tempo determinado,
até dezembro de 2022. A Medida Provisória 905/2019 também aborda vários outros
pontos, mas o mais importante é a criação de empregos nessa faixa etária que é bastante
vulnerável no mercado de trabalho.
Para os empregadores
que aderirem ao Contrato Verde e Amarelo para novas contratações, estarão
isentos da contribuição previdenciária de 20% sobre o salário e a alíquota de contribuição do
FGTS passa de 8% para 2%. O contrato tem validade máxima de 24 meses. Caso o
empregador mantenha o trabalhador após esse período, o contrato de trabalho
passa a ser o convencional. A empresa só pode realizar a contratação de até 20%
de seu quadro de funcionários nessa modalidade.
Acreditamos que a MP venha a facilitar as contratações e combater o desemprego na faixa etária de 18 a 29 anos, mas devemos concordar que há alguns pontos polêmicos a serem esclarecidos, como o desconto do INSS para quem recebe Seguro Desemprego. Falaremos sobre isso e outros pontos da MP em breve.
Texto da Medida Provisória 905/2019 na íntegra
Logo estaremos
publicando aqui algumas explicações e análises sobre a MP 905/2019
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
CONVITE DE LANÇAMENTO DO LIVRO: CONSELHOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS
Sobre o autor: Nuno Roberto Coelho Pio é mestre em Direito Administrativo, professor universitário em cursos de graduação e pós graduação e Procurador do Estado de São Paulo.
Esta obra é uma das principais contribuições doutrinárias no Direito Administrativo Brasileiro sobre o tema da participação da sociedade na administração pública, destacando o regime jurídico dos conselhos de políticas públicas. Prefácio de José Roberto Pimenta Oliveira, Procurador da República, Mestre e Doutor em Direito do Estado pela PUC/SP, professor em cursos de graduação e pós graduação na PUC/SP.
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
SALDO POSITIVO DE EMPREGOS PELO 4º MÊS CONSECUTIVO
O setor que mais
cresceu foi o de Construção, que normalmente aponta maior credibilidade no
crescimento econômico. Dos oito setores econômicos considerados, apenas um
apresentou saldo negativo, o de Administração Pública. A região Sudeste foi a
que apresentou maior número de contratações formais enquanto a região Sul
apresentou menor número. Considerando por Estados, São Paulo apresentou o
melhor desempenho, enquanto Espírito Santo e Rio Grande do Sul tiveram menor
crescimento. Destaque negativo para o Rio de Janeiro que apresentou saldo
negativo, ou seja, demitiu mais do que contratou.
Fonte:
trabalho.gov.br
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
PNAD Contínua mostra aquecimento no mercado de trabalho em 10 Estados e no DF
A Taxa de Ocupação
melhorou no segundo trimestre de 2019 em comparação aos dois últimos
trimestres, em 10 Estados da Federação mais o Distrito Federal, ficando em 12% (de desocupados) contra 12,7 do ultimo trimestre de 2018 e 12,4 do primeiro trimestre de 2019.
As piores Taxas de Ocupação aconteceram nos Estados da Bahia, Amapá e
Pernambuco. As melhores foram em Santa Catarina, Rondônia e Rio Grande do Sul.
As demais regiões ficaram estáveis.
A pesquisa mostrou
ainda que pouco mais de um quarto da população desempregada está em busca de
trabalho há pelo menos dois anos. Anteriormente, as pessoas ficavam menos tempo
na busca por oportunidade de trabalho.
Fonte; IBGE
quinta-feira, 25 de julho de 2019
Melhor marca no nível de emprego dos últimos 6 anos
Mesmo com a economia estagnada, houve a criação de mais de 48 mil empregos em junho, segundo o CAGED. Melhror marca dos últimos 6 anos
sábado, 27 de abril de 2019
CONTROLE DA JORNADA DE TRABALHO, segundo a nova lei trabalhista
Com a nova lei
trabalhista aprovada no governo anterior, aconteceram muitas alterações na antiga
CLT. Em alguns casos, a convenção e acordos coletivos podem ficar acima da lei.
Um dos pontos que a nova lei alterou é o controle da jornada de trabalho. Na
CLT o empregador era obrigado a controlar a jornada de trabalho, o registro do
ponto, e agora isso pode mudar definitivamente.
O TST. Tribunal
Superior do Trabalho decidiu que os empregados não precisam mais registrar o
ponto diariamente, apenas registrar as ocorrências, como atrasos, saídas antecipadas,
horas extras, faltas... Ou seja, a situação foi invertida em relação à
jurisprudência anterior do TST.
Tal decisão ocorreu em
uma ação que o Ministério Público do Trabalho moveu contra um acordo coletivo
entre um sindicato e uma empresa no Espírito Santo. Essa decisão serve como
referência para a primeira e segunda instâncias. Os ministros do TST decidiram
que é possível utilizar o sistema chamado de “ponto por exceção”, onde o
funcionário anota no ponto apenas as ocorrências como mencionamos no parágrafo
anterior.
Ainda cabe recurso a
essa decisão do TST, mas serve por hora de referência para a decisão em outros
julgamentos.
sábado, 6 de abril de 2019
AFINAL, AS METODOLOGIAS DO IBGE PRA MEDIR O DESEMPREGO SÃO CONFIÁVEIS?
Recentemente o Presidente da República citou em uma entrevista que a metodologia do IBGE não mede o desemprego de forma correta. Não sei exatamente a que se referiu Bolsonaro e aviso desde agora que aqui não vai nenhuma análise com viés político.
Desde há muito tempo faço uma afirmação parecida aqui no blog e concordo que as metodologias utilizadas para medir o desemprego não tem o alcance necessário, ou seja, não conseguem medir a quantidade exata do desemprego no Brasil. Quando foi instituída a PNAD Contínua, o IBGE conseguiu se aproximar um pouco mais da realidade, mas ainda, afirmo, não consegue medir o desemprego real. Embora utilize critérios internacionalmente aceitos, recomendados pela OIT, etc. ainda não dá a medida exata.
Quando se diz, por exemplo, que o desemprego é de 13%, deixa-se de considerar nessa margem muitos desempregados. A metodologia inclui como "empregado" a pessoa que trabalhou na semana anterior da pesquisa (formalmente ou não, em trabalho precário ou não) apenas UM dia. Ou seja, se a pessoa está desempregada há um ano, conseguiu um bico para tirar lixo de um terreno por um dia na semana anterior a realização da pesquisa, ela não entra na relação de desempregados.
Portanto, em minha opinião, as metodologias não medem o REAL número de desempregados.
Se a polêmica declaração de Bolsonaro tem esse sentido, sou obrigado a concordar com ele, pois faço a mesma afirmação há bastante tempo. Vou deixar os links de artigos que escrevi sobre isso e os diferentes resultados obtidos pelas metodologias utilizadas pelo IBGE, MTE, DIEESE e SEADE. Recomendo a leitura
O CASO DAS METODOLOGIAS PARA MEDIR O DESEMPREGO
NOVA METODOLOGIA DO IBGE PARA MEDIR O DESEMPREGO
DESEMPREGO E AS METODOLOGIAS (IBGE, DIEESE, SEADE)
Desde há muito tempo faço uma afirmação parecida aqui no blog e concordo que as metodologias utilizadas para medir o desemprego não tem o alcance necessário, ou seja, não conseguem medir a quantidade exata do desemprego no Brasil. Quando foi instituída a PNAD Contínua, o IBGE conseguiu se aproximar um pouco mais da realidade, mas ainda, afirmo, não consegue medir o desemprego real. Embora utilize critérios internacionalmente aceitos, recomendados pela OIT, etc. ainda não dá a medida exata.
Quando se diz, por exemplo, que o desemprego é de 13%, deixa-se de considerar nessa margem muitos desempregados. A metodologia inclui como "empregado" a pessoa que trabalhou na semana anterior da pesquisa (formalmente ou não, em trabalho precário ou não) apenas UM dia. Ou seja, se a pessoa está desempregada há um ano, conseguiu um bico para tirar lixo de um terreno por um dia na semana anterior a realização da pesquisa, ela não entra na relação de desempregados.
Portanto, em minha opinião, as metodologias não medem o REAL número de desempregados.
Se a polêmica declaração de Bolsonaro tem esse sentido, sou obrigado a concordar com ele, pois faço a mesma afirmação há bastante tempo. Vou deixar os links de artigos que escrevi sobre isso e os diferentes resultados obtidos pelas metodologias utilizadas pelo IBGE, MTE, DIEESE e SEADE. Recomendo a leitura
O CASO DAS METODOLOGIAS PARA MEDIR O DESEMPREGO
NOVA METODOLOGIA DO IBGE PARA MEDIR O DESEMPREGO
DESEMPREGO E AS METODOLOGIAS (IBGE, DIEESE, SEADE)
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
O FIM DO MINISTÉRIO DO TRABALHO
A equipe do próximo
presidente que assume em janeiro de 2019 informou que o Ministério do Trabalho e
Emprego será extinto. Isso provocou uma série de manifestações contra e a favor
do o fim do MTE. Todavia, tais
manifestações se dão com pouco conhecimento do tema ou mesmo por razões
ideológicas partidárias, sem qualquer análise mais técnica ou de necessidade de
reorganização da máquina pública.
Nessas manifestações
puramente partidárias, argumenta-se que o fim do Ministério do Trabalho, pode
atentar contra os trabalhadores, com perda de direitos e diminuição de
políticas públicas em benefício dos trabalhadores. Alguns ainda misturam a isso
questões relacionadas ao Direito Trabalhista.
Mas vamos ao que
interessa: o fim do Ministério do Trabalho não significa o fim de direitos, de
políticas públicas e ações de aprimoramento das relações do trabalho, etc. A
extinção desse ministério é um ato administrativo e suas atividades deverão ser
realocadas em outras partes da administração pública, talvez com maior
controle. Como sabemos, há muitos anos o Ministério do Trabalho tornou-se uma
torneira aberta de dinheiro público atendendo a interesses nada confessáveis de
muita gente. São milhões e milhões de reais desviados de todos os setores desse
órgão como, por exemplo, cursos de qualificação para milhões de alunos
fantasmas, criação de milhares de sindicatos fajutos sem nenhuma representatividade,
dentre outros montes de falcatruas. Podemos citar ainda, que mesmo as áreas que
funcionam, são vazias de recursos e acabam por não atingir quem deveria. Um
verdadeiro ralo de dinheiro dos pagadores de impostos. Não faltam escândalos de
corrupção de toda a ordem nesse ministério e que ocorrem há muitos anos. Uma
breve pesquisa na Internet já seria suficiente para encher várias páginas de notícias
recentes e antigas sobre corrupção e fraudes dentro do Ministério do Trabalho.
Sim. O Ministério do
Trabalho é importante e deveria ser mais ainda do que é, mas como está não pode
mais ficar. É um exemplo marcante daquele estereótipo de péssimo serviço
público, paquidérmico, não transparente e corrupto e sempre comandado por grupos
“trabalhistas” que nunca fizeram nada pelo trabalhador, ao contrário, suga seus
recursos para interesses próprios. Vamos torcer para que as atividades ora
ligadas a esse ministério sejam tratadas com mais respeito, seriedade e profissionalismo,
mesmo que estejam atreladas a outros órgãos da administração pública.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
OS RUMOS DO EMPREGO EM 2019
Os efeitos para a
sociedade e para o país são devastadores, onde a reconstrução, se tudo correr
bem e for feita de modo sustentável, se dará apenas em longo prazo.
As eleições podem
começar a pacificar o “mercado” e de alguma forma trazer calma à economia e
alguma estabilidade. Porém a situação política é bastante complexa, onde os dois
candidatos que disputam a presidência não representam de forma majoritária as
aspirações da sociedade brasileira. Um dos candidatos representa uma posição
majoritariamente rejeitada pela população, já que está mergulhado nos problemas
de corrupção e incompetência. O outro candidato é uma incógnita e representa
posições conservadoras e politicamente incorretas. Ao que tudo indica, segundo
as pesquisas (estamos há sete dias das eleições) o candidato conservador será o
escolhido, nem tanto por suas qualidades mas principalmente pelos defeitos do
adversário. A população e o “mercado” parecem que já escolheram e escolheram
aquele que, mesmo com seus problemas, supostamente oferecerá as melhores chances
de uma estabilidade econômica e a possível retomada dos empregos.
Essa definição que
ocorrerá nos próximos dias poderá indicar o início da retomada do crescimento
econômico que, como sempre dizemos aqui, é o único caminho para o crescimento
do mercado de trabalho. A estabilidade política deverá trazer consigo a
estabilidade econômica e os investimentos represados. Mas mesmo assim, esse
processo será lento e de acordo com a certeza de que o país está no caminho
correto.
Então, o que podemos
esperar para o mercado de trabalho em 2019? Acredito que podemos esperar uma
retomada lenta e que pode se acelerar com as indicações dos caminhos que o novo
governo fará para a economia. Devemos ainda ter muita cautela e alguma
esperança.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo é denunciado por apropriar-se de dinheiro de trabalhadores
A informação partiu de
um dos próprios vice-presidentes do sindicato, Luiz Antonio de Medeiros, que
alertou alguns trabalhadores que fizeram a denúncia ao Ministério Público. O
desvio pode ultrapassar 1 milhão de reais e é referente à ações trabalhistas
onde as indenizações foram recebidas pelo sindicado e não repassado aos
beneficiários (autores) das ações.
Medeiros declarou que procurou
o presidente e a diretoria do sindicato: “Eu procurei o presidente do sindicato, procurei a
diretoria do sindicato e disse que isso
não ia ficar desse jeito que eu não podia compactuar, eu não tenho alternativa,
eu disse para eles.”
O promotor Cassio Roberto Conserino, ao
ouvir as vítimas, declarou que o Sindicato cometeu crime não repassando o valor
ganho pelas vítimas nas ações judiciais, “tanto no tocante à apropriação
indébita tendo como vítima os trabalhadores, quanto na apropriação indébita
previdenciária”.
O sindicato emitiu nota que não tem
conhecimento do caso.
Fonte: G1 e Luiz A.
Medeiros
terça-feira, 18 de setembro de 2018
OPERAÇÃO REGISTRO ESPÚRIO DA PF continua contra fraudes no Ministério do Trabalho
Não é de agora que o M.T.E.
– Ministério do Trabalho e Emprego é vilipendiado e saqueado por uma quadrilha
que tomou conta desse setor. Há muitos anos esse ministério surge no noticiário
por denúncias de fraudes de todas as ordens, como desvio de dinheiro destinado
aos cursos de qualificação, aprovação de centenas (ou milhares) de sindicatos
fantasmas, etc.
A Polícia Federal tem
realizado operações sistemáticas a fim de identificar fraudes e prender os
bandidos que saqueiam os bolsos dos trabalhadores e pagadores de impostos.
Nesta data, mais uma
operação da PF está sendo realizada com prisões e buscas de apreensão em
residências e escritórios de suspeitos. É a 18ª fase da Operação Registro
Espúrio, que investiga o desvio de aproximadamente 9 milhões de reais por meio
de fraude em restituições do governo à sindicatos e centrais sindicais. São 16
mandados de busca e apreensão e 9 de prisão temporária.
Os investigados são
acusados de peculato, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento
público e lavagem de dinheiro.
Entre os investigados
estão advogados, um deles filho de um Ministro do TCU – Tribunal de Contas da
União, pessoas ligadas ao partido Solidariedade e outras pessoas. Alguns já
foram presos nesta manhã. A Operação Registro Espúrio investiga os deputados
Paulinho da Força – SDD/SP, Jovair Arantes – PTB/GO e Wilson Filho – PTB/PB. A
Operação começou em março deste ano, autorizada pelo Ministro Edson Fachin do
STF. O ex-deputado Roberto Jefferson –PTB/RJ também é investigado e já foi alvo
no início da operação.
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
DESEMPREGO RECUA (?)
Acaba de ser divulgada pelo
IBGE a taxa de desemprego do segundo trimestre de 2018. Embora o desemprego ter
desacelerado, a pesquisa mostrou um dado muito preocupante. Houve um aumento
significativo de pessoas que pararam de procurar emprego por desalento e do
emprego informal. Pessoas que sem a possibilidade de voltar ao mercado formal
de trabalho estão transformando o bico em sua atividade principal como geradora
de renda. O desemprego por desalento é quando um cidadão desiste de procurar
emprego, pois não tem mais expectativa de se recolocar no mercado de trabalho.
É o volume mais baixo de pessoas fora do mercado de trabalho desde 2012, quando
se começou a fazer essa apuração. No período de 12 meses o país perdeu quase
500 mil vagas formais de trabalho.
A taxa para o período
ficou em 12,4% enquanto no primeiro trimestre a taxa foi de 13,1%. Houve,
portanto, uma queda no número de desempregados, mas não alivia a situação. São
ainda 13 milhões de desempregados. Segundo a pesquisa, embora o trimestre tenha
apresentado saldo positivo em relação ao trimestre anterior, tal fato se deu em
função do aumento do número de pessoas em vagas informais, ou seja, sem
carteira assinada.
Já discutimos várias
vezes aqui no blog a situação política do país e principalmente da economia que
está diretamente ligada ao caos no mercado de trabalho. Ou melhor, um é o
reflexo do outro. Há pelo menos cinco anos o Brasil começou a se esfacelar
devido à corrupção desenfreada, políticas públicas equivocadas, condução
temerária de governos incompetentes, etc. A bagunça que nos tornamos e num próximo
processo eleitoral triste e de poucas expectativas, a chance de melhora em um
curto período está bem distante. Nenhum empresário ou investidor de bom senso
se sente seguro em aplicar seus recursos no país neste momento e isso trava
nossa economia e nosso crescimento. A crise é gravíssima e a situação está nas
mãos de pessoas que não se importam. A definição do quadro eleitoral pode (ou
não) acalmar a situação, mas ficará ainda longe de uma solução. O futuro
governo deverá atuar de forma muito acima das melhores expectativas atuais,
todavia isso é improvável. Tomara eu estar errado.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
A REFORMA TRABALHISTA BRASILEIRA SOB A LUPA DA OIT
No final do ano
passado, a CUT entrou com uma representação junto a OIT – Organização Internacional
do Trabalho, contra a reforma trabalhista, afirmando que a reforma
desrespeitava os acordos coletivos. Na semana passada a OIT incluiu o Brasil
numa relação de países suspeitos de violações de direitos trabalhistas. Essa
lista com o nome de 24 países, contempla os casos mais graves de suspeita de
violação dos direitos.
Todavia, a OIT concluiu
parte de sua análise e afirmou que a reforma está de acordo com a Convenção 98
que dispõe sobre os acordos coletivos e não há nenhuma ofensa à essa Convenção.
Ao comunicar sua análise ao governo brasileiro, a OIT também apresentou
sugestões e fez questionamentos sobre outros pontos. O governo brasileiro agora
deverá elaborar um relatório e enviar à OIT até o mês de novembro.
O governo brasileiro já
enviou explicações sobre outros pontos da reforma, mas ainda há outros considerados
problemáticos e que estão sob análise dos técnicos e peritos da OIT.
Embora a reforma trabalhista
tenha vindo com a égide de modernizar as relações de trabalho, o que considero
necessária, foi pouco e mal discutida, deixando muita polêmica e desequilíbrio
em vários pontos.
quinta-feira, 17 de maio de 2018
IBGE DIVULGA RESULTADO DO 1º TRIMESTE – DESOCUPAÇÃO ALCANÇA NÚMEROS ALARMANTES
O desemprego atinge em
torno de 13,7 milhões de pessoas. Esse é o número oficial do mercado formal, ou
seja, aquele com emprego com carteira assinada. Na metodologia só são
computados aqueles que estão buscando trabalho. Se incluir nessa conta aqueles
que desistiram de procurar emprego, mão de obra subutilizada, seja por optarem
por outra forma de obter renda ou por desalento, esse número é de 27,7 milhões.
Apenas o número de trabalhadores que não estão procurando trabalho por desalento é de 4,6 milhões. (Desemprego por desalento é aquele onde o trabalhador desistiu de procurar
emprego e não tem expectativas de conseguir trabalho).
A taxa de subutilização da força de trabalho compreende os trabalhadores desocupados, subocupados (trabalham número insuficiente de horas, bico) e força de trabalho potencial.
Acesse aqui para saber mais sobre as taxas de desocupação. (Relatório completo do IBGE).
No primeiro trimestre
de 2018 aumentou também o número de pessoas sem emprego há mais de dois anos.
O número de pessoas com
carteira assinada diminuiu consideravelmente, enquanto aumentou a
informalidade. A afirmação de que a reforma trabalhista resgataria um grande
número de trabalhadores da informalidade, mostrou-se vazia, não só diante da
paralisia da economia como no crescimento da informalidade.
segunda-feira, 30 de abril de 2018
DESEMPREGO AUMENTA - São agora quase 14 milhões de desempregados
Em continuidade ao
artigo anterior, onde falamos sobre a taxa de desocupação, iremos aqui falar
sobre o aumento do desemprego. Antes de começarmos, vamos lembrar que escrevi
outros artigos sobre as tendências do mercado de trabalho, ou melhor, as
tendências de mais ou menos empregos. Enquanto o governo e alguns analistas
diziam que essa tendência era de aumento do número de vagas, alertávamos que
ainda era muito cedo para confirmar essa situação. Essa nossa impressão se
baseava em dois principais fatores: 1. A economia, embora demonstrasse algum
crescimento, tal crescimento ainda era muito tímido e apenas em alguns setores. Mesmo com a diminuição da velocidade do aumento
do desemprego, afirmar que a economia estava estabilizada era muito
otimismo. 2. Mesmo com algum aquecimento
da atividade econômica, a situação política do Brasil estava (e está) longe da
normalidade, o que leva a uma situação de total descrédito perante os
investidores e a população. A bandalheira está mais escancarada do que nunca,
mesmo com toda a luta contra a corrupção.
Deste modo, seria muito
otimismo, confirmar a tendência de melhora da economia e principalmente da
estabilidade. Assim, a atividade econômica diminuiu e o desemprego aumentou. É o menor número de carteiras assinadas desde
o início da série histórica em 2012. A
taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2018 (Jan/fev/mar) ficou em 13,1% e
isso significa quase 1,5 milhões de pessoas desempregadas a mais em relação ao
trimestre anterior.
Outro ponto a ser
considerado é que o aumento de trabalho informal, ou seja, sem carteira
assinada, aumentou. Podemos então, deduzir duas coisas aqui: 1. O número
elevado de desempregados demonstra que esse desemprego não tem relação com a
sazonalidade das demissões de início de ano devido às contratações temporárias
do final de 2017. 2. A nova legislação
trabalhista, ao contrário de toda a propaganda do governo e de “especialistas”
não serviu em nada para facilitar as contratações, já que além de elevado
número de demissões há aumento do trabalho informal. (já falamos sobre isso
anteriormente – a reforma trabalhista é necessária para modernizar e facilitar
as relações do Trabalho, mas não da forma como foi feita, que chega a muitos
absurdos em alguns pontos).
Alguns estudos apresentam otimismo
quanto à recuperação dos empregos, mas sempre fazem a ressalva que isso só será
possível com a recuperação da economia e dos investimentos. Eu também acredito
que isso ocorrerá, mas quando? É nesse intervalo de tempo que estão nossas
preocupações. E é obvio que o mercado de trabalho só se recuperará após o reaquecimento e estabilidade da economia. Não esqueçam o que sempre falamos aqui
no blog sobre isso, com a seguinte lei:
Atividade econômica maior = maior número
de empregos
Atividade econômica menor = menor número
de empregos
Temos agora, 13,7
milhões de pessoas desempregadas.
sexta-feira, 27 de abril de 2018
IBGE DIVULGA TAXA DE DESOCUPAÇÃO (PNAD Contínua)
A taxa de desocupação
divulgada pelo IBGE para o quanto trimestre de 2017 ficou em 12,60. Segundo a
série histórica, a taxa de desocupação está aumentando (veja o gráfico). Mesmo
com eventuais períodos de desaceleração, a taxa de desocupados está aumentando
desde 2013. O primeiro trimestre (jan/fev/mar) de 2017 apresentou a taxa mais
alta, 13,7 e depois diminuiu no trimestre (out/nov/dez) para 11,8. A partir de
então, a taxa vem subindo e alcançou 12.6 em fevereiro de 2018.
A preocupação que
devemos ter é que embora nos últimos meses de 2017 a desocupação tenha
desacelerado e voltado aos níveis do mesmo período de 2016, a partir de
dezembro de 2017 até o final de fevereiro de 2018 a taxa de desocupação voltou
a subir mês a mês, o que pode mostrar a tendência da aceleração do desemprego novamente.
Nunca a economia do país esteve tão instável e incerta, o que impede qualquer
tipo de avanço dos investidores. Neste caso, não me refiro apenas a
investidores de grande porte e sim até mesmo aquele pequeno empreendedor que
está pensando se é o momento de aplicar suas reservas em seu negócio.
Outro dado que
demonstra essa paralisia e quase estagnação de nossa economia é o aumento
brutal da economia informal, ou seja, pessoas que trabalham sem carteira
assinada ou que partem para vender "bugigangas" nos cruzamentos das cidades.
Enquanto o Brasil não
limpar a sujeira que está em cima e embaixo do tapete, dificilmente poderemos
alcançar melhores níveis de investimentos e produtividade, nos oferecendo um
mercado de trabalho amplo e digno.
(Imagem: Obra "Desocupados" - Antonio
Berni 1934)
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