ANO XIX
ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho
sexta-feira, 17 de março de 2017
quinta-feira, 16 de março de 2017
CAGED DIVULGA CRIAÇÂO DE EMPREGOS EM FEVEREIRO. Está acabando o ciclo de desemprego?
Após 22 meses de resultados negativos, o CAGED (Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados) registrou um saldo positivo para o mês de
fevereiro. Foram criadas 35,6 mil vagas de emprego, resultado que, se mantido
para os próximos meses, poderá estar apontando para uma recuperação econômica e dos
empregos.
Os setores que apresentaram saldo positivo nas contratações
foram o de Serviços, Público, Agropecuária, Indústria de Transformação e
Serviços Industriais de Utilidade Pública. Porém, o comércio ainda está
sofrendo os efeitos da crise e diminuindo os postos de trabalho, assim como o
setor de Construção e Mineração.
Devemos lembrar que o CAGED só considera o emprego formal, ou
seja, com carteira assinada. O resultado das demais pesquisas de emprego deverá
ser aguardado para termos uma noção mais ampla da tendência do mercado de
trabalho, se há indício de recuperação ou ainda não.
O Brasil tem 13 milhões de desempregados e ainda demorará
para termos um quadro satisfatório no mercado de trabalho. É muito cedo para ficarmos entusiasmados com a notícia, mas por outro lado podemos manter a esperança de que o país possa estar próximo do início da recuperação econômica.
segunda-feira, 13 de março de 2017
PALESTRA PARA O TIME DO EMPREGO
No
último dia 7, realizamos uma palestra sobre empreendedorismo para a turma do
Time do Emprego de Campos do Jordão. Aproveitamos para destacar a homenagem recebida pela facilitadora Paula Lucindo pela SERT Secretaria
Estadual das Relações do Trabalho SP, por conta de metas realizadas e qualidade
do trabalho.
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| Encerramento da turma |
sábado, 25 de fevereiro de 2017
JORNADA FLEXÍVEL DE TRABALHO
Está voltando à tona uma discussão
polêmica: a jornada flexível de trabalho. Talvez
esse tema tenha ressurgido em virtude da alta do desemprego onde se destaca o
argumento que isso aliviaria os custos de contratação e aumentaria as vagas de
emprego. Poderia ser interessante se tal modalidade não fosse um caminho livre
para burlar direitos trabalhistas.
Há muitas empresas bem intencionadas
quanto às justificativas quando propõe a jornada flexível, mas há aquelas que
querem se utilizar da modalidade para não pagar salários. Exemplificamos com um
caso real. Uma grande rede de fastfood utilizava a jornada flexível e lutava na
justiça para provar a legalidade. A empresa utilizava a jornada da seguinte
forma: durante os picos de atendimento todos os funcionários atendiam o público
e nas horas de menos movimento a maior parte dos funcionários eram retirados do
ambiente e ficavam numa espécie de sala de descanso, porém o período em que
estavam nessa sala de descanso não contava como hora trabalhada. Ou seja, a
pessoa ficava disponível durante as oito horas normais de um dia, mas recebiam
apenas por três ou quatro horas, por exemplo. Entendeu a Justiça que isso fere
a lei e prejudica muito o funcionário.
Por outro lado, algumas empresas pensam a
jornada flexível de outra maneira, podendo contratar o funcionário por um
período determinado, mas fixo. Ou seja, um comércio que tem o forte de suas
vendas aos finais de semana, poderia contratar funcionários apenas para esses
dias (sextas, sábados e domingos, por exemplo).
Portanto, a jornada flexível só pode ser
considerada se for comum acordo entre empregador e empregado e com período de
trabalho pré-estabelecido e horas determinadas. O primeiro exemplo que citei
não pode ser considerado jornada flexível, mas uma forma de burlar a lei e
prejudicar o funcionário.
A proposta corre no Senado (veja a minuta PLS218/2016)
e denominam a jornada de trabalho como jornada intermitente. A discussão é
muito importante e devem ficar bem claros todos os aspectos, justificativas e
proteções aos trabalhadores. A modernização e atualização da CLT é muito
importante para melhorar as relações de trabalho e gerar mais empregos, mas de
forma alguma poderá haver precarização do emprego.
Na última audiência pública ocorrida na
Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o vice-presidente da Associação
Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho mencionou o ocorrido com a rede
de fastfood e relatou que além da ilegalidade do contrato de trabalho onde o
funcionário tem de ficar disponível e não receber por isso, houve falhas na
apuração de INSS e outros. O magistrado disse ainda que o ônus de períodos com
mais atividade ou menos atividade deve recair na empresa e não no funcionário.
O procurador do Ministério do Trabalho presente na audiência não concorda que a
jornada flexível possa trazer mais empregos, o que gera emprego é o aumento da
atividade econômica (o que concordamos).
Vamos acompanhar esse
tema.
Qual a sua opinião?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
CALENDÁRIO PARA SAQUE DO FGTS DAS CONTAS INATIVAS
Acaba de ser divulgado o calendário para o saque das contas inativas do FGTS: (a publicação oficial acontecerá amanhã, dia 14)
Períodos para saque:
Dia 10 de março a 9 de abril - nascidos em janeiro e fevereiro
Períodos para saque:
Dia 10 de março a 9 de abril - nascidos em janeiro e fevereiro
Dia 10 de abril a 11 de maio nascidos em março, abril e maio
Dia 12 de maio a 15 de junho- nascidos em junho, julho e agosto
Dia 16 de junho a 13 de julho - nascidos em setembro, outubro e novembro
Dia 14 de julho a 31 de julho - nascidos em dezembro
Consulte se tem direito ao saque diretamente no site da CAIXA:
sábado, 11 de fevereiro de 2017
ATENÇÃO! VOCÊ TEM CONTA INATIVA DO FGTS?
Conforme publicamos anteriormente, o governo autorizou
o saque de contas inativas do FGTS para este ano, mas ainda não havia divulgado
a forma como seria feito o saque pelos trabalhadores. A promessa é que até o dia
20 de fevereiro seria divulgado um calendário para o saque. Embora ainda não
seja oficial, a previsão é que esse calendário seja publicado na próxima terça
feira, dia 14.
Portanto
fiquem atentos!
A
consulta para saber o saldo da conta do FGTS deve ser feita diretamente no site
da CAIXA, pelo aplicativo específico para smartfones ou pelo telefone. (os
links estão no final deste texto).
A
CAIXA informou ainda que há vários aplicativos disponíveis para smartfones, mas
que utilizem somente o oficial disponibilizado pela CAIXA.
Linha direta: 0800 726 0207
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Afinal, o emprego no Brasil melhora ou piora em 2017 ?
Enquanto alguns
economistas já apontam uma melhora na economia e num futuro
próximo, melhora no número de empregos, a OIT – Organização Internacional do
Trabalho aponta na direção contrária. A OIT aponta que serão mais de 200
milhões de desempregados em todo o mundo e que a cada três trabalhadores
demitidos neste ano, um será brasileiro. O estudo realizado pela entidade prevê
ainda que a recessão no Brasil este ano será pior que em 2016. E não para por
ai: o desemprego ainda estará aumentando em 2018.
É verdade que a
economia ainda está patinando, mas os agentes econômicos trabalham com a
hipótese de crescimento neste ano da ordem de 0,5%, contrariando as previsões da OIT.
O desemprego está em 11,8%, ou seja, 12 milhões de desempregados (medido no 3º trimestre de 2016) pela metodologia oficial (PNAD – Contínua). Pelos dados oficiais o desemprego têm se mantido estável mas em função da metodologia que não considera aqueles que não estão procurando emprego. O número de pessoas nessa situação tem aumentado. Assim, o desemprego
ampliado, ou seja, aquele que mede também aquelas pessoas que estão no “bico”
ou subemprego, a taxa chega a 21%. . Outro dado ruim é que aqueles que ingressam
no mercado de trabalho ou conseguem recolocação, estão recebendo 21% a menos e
muitas vezes sem carteira assinada.
O país ainda está em
grave turbulência política e isso prejudica sobremaneira a retomada da economia
e os investimentos, mas a tendência é de retomada, de crescimento, embora
lento. A grande dúvida é quando esse crescimento será refletido nos empregos.
Em nossa opinião, tudo dependerá da estabilidade política, que dará a credibilidade
necessária ao país para que os investimentos voltem a acontecer e assim, os
empregos.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
A 4ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E OS EMPREGOS
Talvez você ainda não
tenha notado, mas a 4ª Revolução Industrial já começou. É o tema da moda, mas
extremamente verdadeiro e impactante. Estamos vivendo uma das mais radicais
mudanças tecnológicas e sociais da história. Essa revolução se caracteriza,
segundo os cientistas, pela convergência de tecnologias digitais, físicas e
biológicas. As mudanças estão ocorrendo rapidamente e serão permanentes (até
que uma nova “revolução” aconteça). Abandone suas convicções em relação ao
Trabalho e Emprego, pois estão obsoletas e logo não terão serventia em nenhum
lugar do mundo, seja em países mais avançados e ricos seja em países emergentes
ou pobres. Tal revolução não é um avanço, mas uma mudança de paradigma.
As chamadas revoluções
industriais anteriores se caracterizaram por três respectivos processos de
transformação: A primeira caracterizou-se pela passagem da produção manual para
a mecanizada (meados do século XVIII até início do século IXX); A segunda, com
o advento do controle da energia elétrica, a possibilidade da produção em massa
(meados do século IXX) e finalmente a terceira com o surgimento das tecnologias
de eletrônica, da informação e das telecomunicações (meados do século XX).
Na revolução que surge,
a automação em grande escala, total, será a principal característica, por meio
de sistemas que integram máquina e homem, nanotecnologia e a inteligência
artificial capaz de interagir com o ser humano e tomar decisões. Aqui, nos
referimos apenas a processos industriais e trabalho. Segundo os especialistas e
teóricos no assunto, as indústrias serão totalmente autônomas, controladas por
si mesmas em pouco mais de uma década.
Contudo, estima-se que
5 milhões de postos de trabalho serão eliminados apenas nos quinze países mais
industrializados. Por outro lado, a qualidade de vida para a população seria
transformada para melhor, muito melhor. Ainda segundo os estudiosos, os países
emergentes seriam os mais beneficiados. Mas o mundo é desigual e ninguém sabe o
que vai acontecer. O debate está apenas começando e trata-se de um tema sem
paralelo e totalmente desconhecido do ponto de vista social e político.
Tecnologicamente falando é possível fazer previsões, mas do ponto de vista da
sociedade ainda há muita controvérsia. O que acontecerá com as pessoas que não
encontrarão mais postos de trabalho, já que não haverá lugar para todos? Os
paradigmas sociais também terão que mudar. Não existirão mais trabalhadores e
postos de trabalho como temos hoje. Como os trabalhadores e pessoas comuns
serão beneficiados? A previsão é que a 4ª revolução industrial desapareça com
80% dos empregos nas fábricas. Surgirão outros caminhos para esses
trabalhadores? Como será a obtenção de renda dessas pessoas? Lembro que isso já
estará acontecendo em um futuro próximo, em pouco mais de uma década. Seremos atropelados pela tecnologia ou seremos seres humanos numa sociedade melhor?
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
SALÁRIO MÍNIMO 2017
A partir deste domingo, o valor do salário mínimo nacional passa a R$ 937,00.
Alguns estados possuem valores diferentes, como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, por exemplo.
Em São Paulo possui duas faixas que englobam diferentes categorias o valor é de R$ 1.000,00 e de R$ 1.017,00. No Paraná possui cinco faixas, como Salário Mínimo variando entre R$ 1.148,00 a R$ 1.326,00. O Rio de Janeiro também possui faixas que variam de R$ 1.052,34 a R$ 2.684,99. Rio Grande do Sul e Santa Catarina também possuem seus próprios valores para salário mínimo.
Alguns estados possuem valores diferentes, como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, por exemplo.
Em São Paulo possui duas faixas que englobam diferentes categorias o valor é de R$ 1.000,00 e de R$ 1.017,00. No Paraná possui cinco faixas, como Salário Mínimo variando entre R$ 1.148,00 a R$ 1.326,00. O Rio de Janeiro também possui faixas que variam de R$ 1.052,34 a R$ 2.684,99. Rio Grande do Sul e Santa Catarina também possuem seus próprios valores para salário mínimo.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
ASSINADA A MEDIDA PROVISÓRIA QUE INSTITUI O SEGURO EMPREGO
Em 2015, o governo federal
apresentou o PPE – Programa de Proteção ao Emprego com o objetivo de estancar o
aumento vertiginoso do desemprego no país. O programa previa a redução de
salários até 30% e da jornada de trabalho por até um ano, em troca da
estabilidade no emprego pelo período em que durar essa redução.
Agora, o governo
alterou esse programa, criando o Seguro Emprego (não confundir com Seguro
Desemprego), que dentre outras alterações, prevê agora o prazo de até dois anos
para que a empresa permaneça no programa. Os trabalhadores que tiverem sua
jornada reduzida em função do Seguro Emprego terão compensação de 50% do valor
que deixarem de receber no período, até o teto de R$ 1.002,00 e não poderão ser
demitidos sem justa causa.
As empresas que
comprovadamente apresentam dificuldades financeiras podem aderir ao novo programa,
fazendo a solicitação ao M.T.E. – Ministério do Trabalho e Emprego até 31 de
dezembro de 2017. Para a entrada no Seguro Emprego a empresa também deve fazer
um acordo coletivo com o sindicato que representa aquela categoria. O programa
tem validade até 2018 e assim não poderão ser incluídas empresas ou realizados acordos
coletivos após essa data.
O governo informou que
até este mês, foram autorizados 154 adesões ao PPE, desde a criação em meados
de 2015.
Para conhecer a MP na
íntegra acesse:
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
ACABA NA PRÓXIMA QUINTA (29/12) O PRAZO PARA RETIRADA DO ABONO SALARIAL DO PIS/PASEP
SAIBA
SE VOCÊ TEM DIREITO A RECEBER:
Segundo
o Ministério do Trabalho e Emprego, quase 1 milhão de pessoas ainda não sacou o
abono do PIS/PASEP referente a 2014. O governo já havia estendido o prazo que
vence esta semana. Se não sacar agora, não poderá mais receber. Os
trabalhadores que têm direito ao saque receberão 1 salário mínimo (R$ 880,00)
sendo que o saque deve ser feito na Caixa pelos trabalhadores em empresas privadas
e no Bando do Brasil por funcionários Públicos.
Para
ter direito ao abono, o trabalhador deve estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo
menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada em 2014 por no mínimo
30 dias e ter recebido até 2 salários mínimos.
Se
você não sabe se tem direito, basta consultar o site do Ministério do Trabalho
ou diretamente na página do ABONO SALARIAL do M.T.E. As consultas ainda podem ser
feitas pelos telefones da Caixa – 0800-7260207, do Banco do Brasil – 0800-7290001,
pelo 158 ou ainda nas agências desses bancos. Você vai precisar do seu CPF, PIS e data de
nascimento.
Em
alguns casos o valor já pode ter sido depositado em sua conta corrente
anteriormente. Se possuir o cartão cidadão, o valor pode ser sacado no caixa eletrônico ou em casas lotéricas.
Corra!
sábado, 24 de dezembro de 2016
10 MILHÕES DE TRABALHADORES PODERÃO SACAR O FGTS EM 2017
Todavia,
o saque deverá obedecer algumas regras e haverá ainda uma ordem cronológica
para o saque, tal ordem será divulgada pelo governo em fevereiro de 2017.
A
principal regra é que só poderá acontecer o saque de contas INATIVAS (data base
em 31 de dezembro de 2015), ou seja, contas que não estão recebendo depósitos
dos empregadores (trabalhador sem carteira assinada). Não haverá limita para
saque. A idéia inicial do governo era limitar em até mil reais, mas o
trabalhador poderá sacar caso haja um valor maior.
Trabalhadores
que pediram demissão também podem sacar desde que se enquadrem na regra de
inatividade da conta do FGTS em 31/12/2015. Para melhor entendimento,
esclarecemos que o trabalhador com uma conta que estava ATIVA na data acima não
terá direito ao saque, mesmo que atualmente esteja inativa. As pessoas que
foram desligadas ou se desligaram do trabalho em 2016 NÃO poderão sacar.
Os
trabalhadores que têm direito ao saque deverão comparecer a uma agência da
CAIXA, obedecendo ao calendário a ser divulgado, e solicitar o saque, que pode
ser em espécie (dinheiro) ou poderá indicar uma conta corrente para que seja
feito o depósito, mesmo de outros bancos.
A
CAIXA informou que o saldo pode ser consultado no site do banco ou por meio de
um aplicativo para smartphone. Um número de telefone também foi divulgado para
esclarecimento de dúvidas quanto ao saldo: 0800 726 0207
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
sábado, 10 de dezembro de 2016
MUDANDO PARA PIOR
O Brasil muda rápido. O que uma gestão temerária e corrupta pode fazer com os postos de trabalho!
Em 2013 escrevi um artigo sobre um momento interessante do país. Mal se completa o terceiro ano da publicação e a "foto" agora é totalmente diferente. O artigo falava dos avanços e coisas que aparentemente poderiam ser "enterradas".no mercado de trabalho.
Sugiro a leitura do artigo (link abaixo) e comentários. Obrigado
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
QUEDA ACENTUADA NA RENDA DA POPULAÇÃO EM 2015, APONTA O IBGE
O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou os dados sobre emprego e renda de
2015 pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
O governo de
Dilma Roussef entregou o país com a maior recessão da história, onde além do desemprego
recorde, houve forte queda na renda da população, tanto entre os mais pobres
quanto os mais ricos. Entre os 10 % mais ricos da população a queda foi bem acentuada, 6,6% e entre os 10% mais pobres, a coisa ficou ainda pior, perderam 7,8% de sua renda. Embora o índice de Gini tenha apontado queda na desigualdade entre a população, isso não significa que a condição melhorou, mas que o nivelamento pode estar ocorrendo em níveis mais baixos.
Entre os anos de 2014 e 2015 aconteceu pela primeira vez em
11 anos uma queda na renda da população brasileira, 5% em média no ano de 2015 em relação ao ano anterior. Entre aqueles
que trabalham a renda caiu 5,4% e a renda familiar, ou seja, no domicílio, caiu
ainda mais, 7,5%.
O desemprego também
teve elevação acentuada e afetou principalmente a Indústria, que perdeu 8% de
seus trabalhadores. Houve um aumento de quase 40% da população desocupada.
Fonte: IBGE
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
MERCADO DE TRABALHO – PROFISSIONAL EMPREGADO TEM PREFERÊNCIA EM RECEBER PROPOSTA DE EMPREGO (?)
Certa ocasião aqui no
blog e em várias palestras de orientação que realizamos, tivemos a oportunidade
de afirmar que quanto mais tempo um profissional fica fora do mercado de
trabalho, maior será a dificuldade para a recolocação. Assim, alertamos aqueles
que estão em busca de trabalho, que mesmo temporariamente fora do mercado de
trabalho, devem estar sempre se atualizando e planejando suas ações em
busca da oportunidade de trabalho.
Uma pesquisa realizada
pela WorkPlace Trends nos Estados Unidos apontou que 80% dos recrutadores consultados
buscam em primeiro lugar aqueles profissionais que já estão empregados. O
motivo, segundo quase a metade dos profissionais de Recursos Humanos, é que
esses profissionais, por estarem ativos, têm mais experiência e estão mais
abertos a novos desafios, enquanto o desempregado está preocupado em conseguir
rapidamente um novo emprego para pagar as suas contas (desafio profissional X
necessidade).
Pesquisa semelhante
ainda não foi realizada no mercado de trabalho brasileiro, mas alguns
especialistas acreditam que isso pode estar acontecendo por aqui. Conforme
mencionamos no início, aquele que está há mais tempo fora do mercado encontrará
maior dificuldade e se pensarmos no caminho inverso, podemos considerar que
aquele que acaba de perder seu emprego e principalmente aquele que está
empregado terão as melhores chances de uma nova oportunidade. Todavia, estamos
apenas especulando o grau dessa situação, pois muitos selecionadores preferem
aqueles que estão disponíveis, que podem ser contratados de imediato. Talvez, a
busca por um profissional que esteja empregado possa ocorrer apenas em determinada
camada de profissionais, como altos executivos ou técnicos especializados.
Do ponto de vista do
profissional, este sempre tem em mente o seu crescimento, a ascensão em sua
carreira e assim, aberto a convites de outros empregadores. Da mesma forma que
uma empresa pode demitir, seja por qual motivo for, o profissional também pode
se desligar da empresa por uma opção melhor. O bom profissional é escolhido mas
também tem a oportunidade de escolher.
Fontes:
https://workplacetrends.com/media-room/
(site em inglês)
http://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/11/14/na-hora-de-contratar-empresas-valorizam-mais-profissional-ja-empregado.htm
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
MERCADO DE TRABALHO - A Terceirização em julgamento no STF
O STF – Supremo Tribunal Federal está para julgar o processo da “terceirização”. O julgamento estava na
pauta do dia 8/11, mas a sessão foi encerrada antes dessa votação.
Trata-se do processo
que vai decidir se a “terceirização” será permitida para todas as atividades,
incluindo as atividades-fim. Hoje a regra só permite a terceirização das
atividades-meio. Entende-se por atividade-meio aquelas funções que não estão
ligadas diretamente ao objeto de produção da empresa, ou seja, atividades como
limpeza e vigilância por exemplo. Já a atividade fim é aquela ligada
diretamente ao objeto de produção da empresa, como por exemplo, os funcionários
da linha de produção de uma empresa de bebidas não pode ser terceirizada.
Já escrevemos dois artigos
colocando nossa opinião sobre o assunto, esclarecendo toda a situação e os
pontos positivos e negativos caso a nova regulamentação para a terceirização
seja aprovada.
O TST – Tribunal Superior
do Trabalho entendeu que a terceirização da atividade-fim é ilegal, mas a
decisão está sendo contestada nesse processo no STF, já que o autor da ação
alega não haver lei que sustente tal decisão.
Há ainda um projeto de
lei apresentado no Senado no ano passado definindo as regras para a
terceirização, mas que ainda não foi votado
.
Leia os artigos
publicados sobre o tema e entenda melhor a questão:
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
EMPRESA FAZ SUCESSO COM MODELO SUSTENTÁVEL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
O Mundo do Trabalho - O que é a Bembike?
André Bucater - A
Bembike é uma empresa ecologicamente correta de Bike Courrier, especializada em
serviços de entregas rápidas e sustentáveis. De bicicleta realizamos entregas
de documentos e encomendas e outros serviços externos como, por exemplo:
pagamentos em banco, reconhecimento de firmas em cartório, postagem de carta
nos correios, delivery para restaurantes e muito mais.
Como surgiu a ideia?
Sempre lutei pela preservação do meio ambiente e tinha um sonho de
empreender algo que tivesse impacto positivo na sustentabilidade do nosso
planeta. A ideia surgiu no final de 2014 quando identifiquei que o modelo de
negócio tinha potencial em Barueri e Santana de Parnaíba, região que concentra
muitas empresas multinacionais e grandes centros comerciais e empresariais.
Passei um ano realizando pesquisas de mercado e montando o business plan, até
que em junho de 2016 lançamos a Bembike.
Você é adepto do ciclismo, como esporte e
diversão. Como é aliar isso ao trabalho?
Antes eu utilizava a bicicleta somente para o lazer, mas foi em 2012 que
ela passou a ser minha companheira diária. Decidi vender meu carro e apenas
utilizar a magrela como meio de transporte para todas as minhas atividades do
dia a dia. Além disso, passei a fazer treinamentos específicos de ciclismo para
participar de competições de mountain bike. Hoje posso compreender
perfeitamente quando as pessoas falam que a gente tem que fazer aquilo que te
satisfaz. Estou muito feliz de contribuir com a redução de poluentes na
atmosfera, diminuir o trânsito e a poluição sonora da nossa cidade e melhorar a
qualidade de vida de quem mora e trabalha por aqui.
Um amigo ciclista sempre brinca: Pedalar trabalhando ou trabalhar
pedalando?
André, quais os
desafios desse trabalho, alguma situação curiosa?
Embora nossa área de atuação seja as cidades de Santana de Parnaíba e
Barueri, também atendemos solicitações de entregas e coletas nas cidades
vizinhas e em São Paulo. Nossa maior distância já percorrida foi uma coleta de
um exame médico na zona sul de São Paulo e a entrega no bairro de Alphaville em
Barueri. Foram 70 quilômetros pedalados da coleta até a entrega.
Outro fato bacana é o oportunidade de desfrutar a natureza enquanto
pedalamos em nossas entregas. Alphaville é um bairro que ainda possui muitas
áreas verdes e eventualmente utilizamos atalhos por vias de terra para agilizar
as nossas entregas. Nesses caminhos encontramos capivaras, lagartos e uma
variedade enorme de aves diferentes do que estamos acostumados a ver nas
cidades.
É muito gratificante concluir uma entrega e ver o sorriso no rosto de
nossos clientes. Se todas as empresas tivessem essa consciência sustentável,
nosso planeta estaria em condições muito melhores do que está hoje. O veículo do futuro já chegou faz tempo. A bicicleta é uma das soluções
para a sustentabilidade do nosso planeta.
É um diferencial favorável, do ponto de vista
comercial, o uso de bicicletas ao invés de motos dentro desse mercado?
O principal valor do uso da bicicleta é a sustentabilidade. Uma
motocicleta que realiza em média 50 quilômetros por dia, emite mais de 900 quilogramas
de CO2 na atmosfera. Para compensar essa poluição, este motociclista teria que
plantar seis árvores por ano. A bicicleta, além de não poluir o meio ambiente,
ainda contribui para a melhoria do trânsito, reduz a poluição sonora, melhora a
qualidade de vida das pessoas e muitas vezes chega a ser mais rápida que as
motocicletas. Além dos benefícios para o meio ambiente, os serviços de bike
courier chegam a ser até 30% mais baratos que os motoboys.
Há outras empresas atuando dentro deste modelo
de negócio?
Este modelo de negócio nasceu em 1890 nos correios de Paris e depois se
popularizou nos Estados Unidos. Porém, perdeu força com a chegada dos veículos
movidos por combustível fóssil no inicio do século XX. A partir de 1980, quando
grandes congestionamentos já tomavam conta das ruas das grandes cidades, as
bicicletas voltaram a ganhar espaço, justamente pela agilidade e pelo valor
ecológico. Nos últimos anos, as políticas públicas de sustentabilidade e de
incentivo ao uso das bicicletas, sobretudo a implantação das ciclovias, fez
aumentar o numero de empresas de bike courier nas grandes cidades. Em São Paulo
já são mais de 50 empresas. A Bembike é a única em Santana de Parnaíba.
O que espera para o futuro do empreendimento?
Ser uma empresa referência em sustentabilidade e responsabilidade social.
Já deixamos de emitir mais de 4.000 quilogramas de CO2 na atmosfera apenas nestes
quatro meses de empresa. Temos como meta aumentar em 30% o número de
atendimentos para o próximo ano e incluir atividades como plantio de árvores e
doação de bicicletas para crianças carentes.
Qual o site da Bembike?
www.bembike.com.br
Obrigado e sucesso no empreendimento.
Qual o site da Bembike?
www.bembike.com.br
Obrigado e sucesso no empreendimento.
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
PERFIL NA REDE SOCIAL PODE ATRAPALHAR NO PROCESSO SELETIVO
Não é de hoje que as
empresas, durante um processo seletivo, visitam as páginas dos candidatos nas
redes sociais para conhecer um pouco mais sobre eles e muitas dessas visitas
definem o futuro desse candidato na seleção. Já falamos sobre isso em outros
artigos, mas destacamos que agora, a maioria absoluta das empresas faz isso.
Mesmo que o candidato
esteja indo bem nas etapas do processo, a sua página nas redes sociais diz
muito sobre seu comportamento e assim, a empresa pode avaliar como será o
comportamento dentro da empresa, no dia a dia de trabalho.
Coisas do tipo “VASP –
Vagabundos Assumidos Sustentando pelos Pais” ou “PACO - Preguiçoso Assumido Com Orgulho” e ainda fotos com copo de
bebida alcoólica na mão, fotos sensuais, acesso a determinados conteúdos e
outras situações semelhantes podem ser suficientes para a eliminação do
processo seletivo.
Muitos perguntam: “o
que minha vida particular tem a ver com minha vida profissional?”. Do ponto de
vista comportamental tem tudo a ver. O seu comportamento em seu meio social é
reproduzido de uma forma ou outra no dia a dia da empresa e se seu
comportamento não for adequado, não será aceito dentro da empresa.
A dica aqui é evitar a
exposição desse tipo de comportamento, que às vezes não passou de um momento eventual
de diversão. Estar com um copo na mão não significa necessariamente que é um
alcoólico viciado. Assim, a sugestão é que tais fotos sejam privadas, ou seja,
não públicas, onde somente determinadas pessoas podem ver. A intenção aqui não
é enganar o selecionador, mas evitar que eventuais situações sejam confundidas
com comportamento inadequado. Já aquelas frases que citei acima “VASP” e “PACO”
nunca devem ser utilizadas.
Um dado interessante a
ser lembrado é que a maioria das pessoas que são demitidas de seus empregos tem
como motivo da demissão o comportamento inadequado e não profissional.
Raramente é por deficiência técnica no desempenho de suas funções (não incluo
aqui quando a demissão se dá por questões financeiras da empresa).
Portanto, revise seu
perfil e as informações de suas páginas nas redes sociais. Isso pode ajudar a
não ser eliminado do processo seletivo antes do tempo.
Artigos relacionados:
http://www.omundodotrabalho.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.html
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http://www.omundodotrabalho.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.html
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
A IMPORTÂNCIA DO IDIOMA PORTUGUÊS NOS PROCESSOS SELETIVOS
O NUBE – Núcleo Brasileiro
de Estágios realizou mais uma vez uma pesquisa sobre a relação da qualidade do
idioma português e a aprovação nos processos seletivos. O resultado não foi
nada animador. Isso só vem a corroborar com o que já alertamos em vários
artigos publicados, incluindo nos grupos de emprego que participamos no
Facebook. É comum ainda sermos criticados quando fazemos esse tipo de alerta,
pois muitos ignoram completamente a importância do idioma não só para o
processo seletivo como em nosso dia a dia.
Uma pessoa que não conhece
o idioma terá dificuldades em escrever bem, terá dificuldades de interpretação
e entendimento, além de não garantir que aquilo que está tentando dizer seja
entendido pela pessoa a quem se fala, uma regra básica de comunicação.
A pesquisa identificou
que, em média, o Português reprova “de cara” 4 em cada 10 candidatos. A
pesquisa também segmentou por cursos e por gênero. Os cursos onde se encontram
os “piores” no idioma são Design (73% de reprovação), Computação (53% de
reprovação), publicidade (46,6% de reprovação), Administração (38,2% de
reprovação) e Jornalismo (34,3% de reprovação). Fico mais estarrecido com essa
informação nos cursos de Publicidade e Jornalismo, que pertencem à área de
Comunicação e têm o Português como fundamental. Do outro lado, na liderança dos
aprovados, estão as áreas de Turismo (96,7% de aprovação), Economia (82,9% de
aprovação), Direito (82,6% de aprovação), Psicologia (76,7% de aprovação) e
Engenharia (73,5% de aprovação).
Na segmentação por
Idade, os mais jovens, de 14 a 18 anos tiveram o pior desempenho com mais de
60% de reprovação. As demais faixas também não foram nada bem, mas não tão ruim
como os mais jovens, ficando na faixa entre 37,4% e 40,6 % de reprovação.
A pesquisa foi baseada
em questões muito simples de Português. Se o teste tivesse incluído regras
gramaticais ou interpretação de texto o desastre certamente seria maior. Ainda
maior seria se o teste incluísse matemática, por exemplo.
A pesquisa avaliou
outras segmentações de público, mas de modo geral, o desempenho foi muito ruim
e poucas pessoas estão preocupadas em melhorar essa condição. Muitas vezes ficam perguntando a causa de não
conseguir o emprego e parte da explicação está demonstrada na pesquisa.
A pesquisa aconteceu durante o ano de 2015 com 8208 pessoas.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
EMPREENDEDORISMO COM INTELIGÊNCIA
Há
algum tempo, participando de um evento sobre mercado de trabalho e geração de
renda, falamos sobre o tema Empreendedorismo.
O Empreendedorismo nada mais é do que “ter o próprio negócio”. Mas chamamos
“empreendedorismo” algo um pouco além disso, que é o próprio negócio
acompanhado de conhecimento e práticas de gestão empresarial. Sabemos que
muitos negócios não sobrevivem ao primeiro ano exatamente por ser fundamentado
apenas na vontade do empreendedor.
Assim,
sempre que falamos sobre o tema, somos obrigados a falar sobre planejamento,
gestão administrativa, financeira e outros pontos fundamentais que podem
determinar o sucesso ou não do empreendimento.
Mas
o que me chama a atenção é o fato que grande parte dos agentes envolvidos no
incentivo do empreendedorismo esqueceram-se disso, ou seja, esqueceram das
técnicas e práticas empresariais, focando quase que exclusivamente nos aspectos
motivacionais. É claro que o empreendedor necessita de muita coragem,
autoconfiança e motivar-se a cada dia diante das dificuldades que aquele que
tem seu próprio negócio enfrenta, mas somente esses aspectos não levarão ao
sucesso tampouco à sobrevivência da empresa. Fizemos um teste simples e
buscamos no Google sobre “empreendedorismo” e nos apareceu uma relação de sites
onde boa parte tratava o tema assim como estamos dizendo, muito de “motivação”
e pouco de “gestão de negócio”.
Empreendedorismo
transformou-se em uma moda, muito mais do que a necessidade ou vontade de
empreender. Um deles apresentava uma lista com “10 práticas para fazer de sua
empresa um sucesso” e todas as 10 eram “motivacionais”. Nenhuma delas falava
sobre Planejamento, Plano de Negócios, etc. Há aproximadamente dois anos estive
em um evento sobre Empreendedorismo, onde aconteceram quatro palestras, sendo
três proferidas por empresários, contando seus cases de sucesso, recheados de “suor” e alguma inspiração. A quarta
palestra foi realizada por um consultor na área de empreendedorismo, certamente
com muito conhecimento, mas que focou mais uma vez no aspecto motivacional.
Há
entidades de apoio ao empreendedorismo que fazem uma abordagem correta,
orientando e mesmo ensinado aquelas pessoas que querem se lançar como donos do
próprio negócio. Alguns têm mais facilidade e características pessoais que
favorecem o empreendedorismo, mas muitas pessoas tornam-se empreendedoras por
força das circunstâncias como a perda do emprego, por exemplo, e que para
sobreviver investem suas reservas em um negócio. Tanto essas pessoas como as
que têm o empreendedorismo “no sangue”, precisam de muito mais do que incentivo
e motivação. Precisam de conhecimento e estudo daquilo que pretendem fazer.
O
entusiasmo, a motivação e a autoconfiança são fundamentais para o empreendedor,
mas a técnica empresarial, o conhecimento, o planejamento, a estratégia, dentre
outros, são fundamentais para o empreendimento. Equilíbrio correto aqui é o
fundamental para o empreendedor e para seu empreendimento.
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