ANO XIV

ANO XIV - Catorze anos informando sobre o mundo do trabalho

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

DESEMPREGO RECUA (?)

Acaba de ser divulgada pelo IBGE a taxa de desemprego do segundo trimestre de 2018. Embora o desemprego ter desacelerado, a pesquisa mostrou um dado muito preocupante. Houve um aumento significativo de pessoas que pararam de procurar emprego por desalento e do emprego informal. Pessoas que sem a possibilidade de voltar ao mercado formal de trabalho estão transformando o bico em sua atividade principal como geradora de renda. O desemprego por desalento é quando um cidadão desiste de procurar emprego, pois não tem mais expectativa de se recolocar no mercado de trabalho. É o volume mais baixo de pessoas fora do mercado de trabalho desde 2012, quando se começou a fazer essa apuração. No período de 12 meses o país perdeu quase 500 mil vagas formais de trabalho.

A taxa para o período ficou em 12,4% enquanto no primeiro trimestre a taxa foi de 13,1%. Houve, portanto, uma queda no número de desempregados, mas não alivia a situação. São ainda 13 milhões de desempregados. Segundo a pesquisa, embora o trimestre tenha apresentado saldo positivo em relação ao trimestre anterior, tal fato se deu em função do aumento do número de pessoas em vagas informais, ou seja, sem carteira assinada.

Já discutimos várias vezes aqui no blog a situação política do país e principalmente da economia que está diretamente ligada ao caos no mercado de trabalho. Ou melhor, um é o reflexo do outro. Há pelo menos cinco anos o Brasil começou a se esfacelar devido à corrupção desenfreada, políticas públicas equivocadas, condução temerária de governos incompetentes, etc. A bagunça que nos tornamos e num próximo processo eleitoral triste e de poucas expectativas, a chance de melhora em um curto período está bem distante. Nenhum empresário ou investidor de bom senso se sente seguro em aplicar seus recursos no país neste momento e isso trava nossa economia e nosso crescimento. A crise é gravíssima e a situação está nas mãos de pessoas que não se importam. A definição do quadro eleitoral pode (ou não) acalmar a situação, mas ficará ainda longe de uma solução. O futuro governo deverá atuar de forma muito acima das melhores expectativas atuais, todavia isso é improvável. Tomara eu estar errado.


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