ANO XIV

ANO XIV - Catorze anos informando sobre o mundo do trabalho

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

EMPREGO TEMPORÁRIO

Existem dois tipos principais de empregos temporários. Um desses tipos é aquele que contrata para ações específicas como eventos, shows, etc. Outro tipo é aquele que surge da sazonalidade do produto, como Páscoa, Natal, etc. A diferença entre eles é que no primeiro caso, o período de trabalho é mais curto e o valor do “salário” ou “cachê” varia com o tipo de atividade e tipo de evento. Muitas pessoas trabalham somente com esse tipo de emprego e fazem disso sua profissão, vamos dizer assim.

 Já o outro tipo, aquele que se contrata por um determinado período, para atender a sazonalidade do mercado pode ser muito interessante para aquelas pessoas que estão em situação de desemprego, pois além de conseguir um trabalho (mesmo que temporário) tem a oportunidade de que o temporário torne-se permanente. Isso depende, é claro, de a vaga permanecer após o período determinado e principalmente à qualidade do trabalhador. Muitos imaginam que por se tratar de uma contratação temporária não necessitam dedicar-se à atividade com o seu melhor, já que serão “demitidos” após o período contratado. Grande engano! Muitos desses profissionais permanecerão na empresa se demonstrarem sua capacidade e profissionalismo. E mesmo que a empresa não tenha a vaga no momento do término do contrato, o profissional pode ser chamado (e o será) assim que surgir uma vaga. A empresa não perderá tempo em abrir um novo processo seletivo se ela já tem em seus arquivos a “ficha” daquele bom profissional, que inclusive já conhece o trabalho e a empresa, em seus arquivos.

Voltando ao primeiro caso, a situação é a mesma. Uma empresa que contrata para ações específicas, como um show, por exemplo, irá manter em seu cadastro, o nome daqueles profissionais que desempenharam bem suas atividades, seja o auxiliar de limpeza, seja o chefe da segurança. Portanto, faça sempre o seu melhor e dedique-se a aquele emprego, mesmo sabendo que dali a 90 dias, poderá ser desligado. Faça-se sempre conhecido pelo que tem de melhor. Isso é bom para o trabalho e é bom para sua vida.

Lembrete: Estamos perto da Páscoa e ainda é tempo de procurar uma oportunidade de trabalho. Ainda restam algumas vagas na indústria e muitas no comércio. Mas não demore, a corrida é vencida por quem está preparado e chega primeiro.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

EMPREGO E INFLAÇÃO

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Como já mencionei diversas vezes em postagens anteriores, o que faz o nível de emprego crescer ou diminuir é, principalmente, a situação da economia do país. Vivemos há alguns anos em uma estabilidade econômica que permitiu até agora o crescimento e a estabilidade do nível de emprego. Tudo isso só foi possível graças ao fim daqueles tempos de inflação galopante que destruía qualquer possibilidade de crescimento econômico. Quem viveu aqueles tempos sabe do que estou falando. Com a economia estabilizada, o governo viu-se com a possibilidade de aumentar os gastos públicos, com pouco ou nenhum critério e isso certamente produziu e produzirá uma conta que tem de ser paga em algum momento. Quem paga essa conta é a população.
Isto posto, percebemos os sinais da economia que começam a refletir no nível de emprego. A Indústria tem perdido postos de trabalho mês a mês e agora o comércio também começa a ter problemas. Este mês o IBGE divulgou os dados com queda na criação de empregos em quase todos os setores (os mais baixos desde 2009). O Crescimento econômico e o PIB estão muito abaixo do esperado e das próprias metas estabelecidas pelo governo. As variações podem até parecerem pequenas, mas em tempos de economia “estável” pequenas variações representam um número muito grande. A inflação nos níveis que estamos percebendo é extremamente danosa, pois corrói e muito a renda dos assalariados. Para aqueles que acompanham os noticiários de economia, sabem também que empresas que poderiam investir no Brasil não estão fazendo, preferindo outras economias. Tudo isso afeta diretamente o nível de emprego e se assim continuar afetará muito mais.
 (A charge acima foi publicada originalmente no jornal Hoje em Dia de Belo Horizonte/MG)