ANO XIV

ANO XIV - Catorze anos informando sobre o mundo do trabalho

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

(VIDEO) REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM CURRÍCULO

Fizemos aqui uma breve apresentação sobre como montar um currículo. Existem várias formas de preparar um currículo, mas colocaremos aqui uma forma simples e eficiente. Assista o video




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Cortes nos investimentos poderão chegar aos postos de trabalho em 2015

Um estudo realizado pelo Itau BBA, que avaliou o balanço de 3 mil empresas com faturamento superior a US$ 100 milhões, concluiu que TODAS estão agindo para uma sensível redução de custos. A queda no PIB, o descontrole da economia e o descrédito dos investidores estão levando as empresas a manter sua rentabilidade não por meio do aumento de produção mas sim pela redução de custos. 

Boa parte das empresas pesquisadas já cortou investimentos em produção e paralisou seus projetos de expansão. O pouco investimento que acontece é na direção da diminuição de custos de operação, como transferências de instalações para locais mais baratos, produtos mais rentáveis de suas linhas de produção, equipamentos com mais recursos tecnológicos, etc.


Os cortes só não chegaram maciçamente aos empregos por que  o custo de capacitação e qualificação, do tempo que seria perdido e os custos trabalhistas, ainda são altos. Mas no momento em que as medidas ora adotadas não forem suficientes para que as empresas se mantenham rentáveis, o próximo passo será a redução dos postos de trabalho.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

AS ALTERAÇÕES NOS DIREITOS TRABALHISTAS

Vivemos tempos estranhos. O governo, que é de um partido trabalhista, retirou direitos dos trabalhadores. Eventualmente poderíamos crer que se trata de uma modernização das relações trabalhistas e dos respectivos direitos. Embora as mudanças só valham para aqueles que, a partir de agora, requererem tais direitos, trata-se na verdade de um artifício para diminuir os estragos nas finanças públicas. Não existe preocupação com o trabalhador.

Há ainda, por parte dos trabalhadores, uma grande preocupação com as alterações nas regras, já que para o próximo ano há uma expectativa de queda acentuada na economia e redução dos empregos. É um momento muito complicado para os trabalhadores. Fica claro que mais uma vez a população paga o pato com a retirada de direitos sociais, sem que se veja ações mais urgentes e importantes para que se recupere a confiança no país e acabar com a sangria dos cofres públicos por corrupção e má gestão.

As principais mudanças ocorreram no Seguro Desemprego, Auxílio Doença, Pensão por morte, Abono Salarial e Seguro defeso.

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES:

Seguro Desemprego – A carência passa para 18 meses no primeiro requerimento, 12 meses no segundo e 6 meses do terceiro em diante.
Abono Salarial – Passa a ter carência de 6 meses de trabalho ininterrupto. (antes era de 30 dias). O pagamento passa a ser proporcional em um ano de serviço. O calendário de pagamento também será alterado, mas ainda não foi divulgado pelo governo.
Auxílio Doença – Passa a ter um teto equivalente à média das últimas 12 contribuições.
Seguro Defeso (que é o Seguro desemprego do Pescador) – O benefício será de 1 salário mínimo para aquele que exerce exclusivamente a atividade de pescador. Esse trabalhador não poderá acumular benefícios. Se já recebe algum benefício, na época do Defeso, terá de escolher entre o que já recebe e o Seguro Defeso. Além disso, deverá ter carência de 3 anos para requerer o seguro e provar que comercializou seus pescados. O pescador que atua em mais de uma região, onde há sazonalidade na pesca, não poderá requerer 2 Seguros Defesos.
Auxílio por Morte – O falecido precisa ter 24 meses de contribuição, o casamento (ou união estável) deve ter também 24 meses no mínimo, o valor do benefício irá variar com o número de dependentes e o prazo de pagamento irá variar com a idade.

Veio-me a mente um caso ocorrido anos atrás com um conhecido. Era casado há menos de um ano e sua esposa acabara de ter um bebê. Essa pessoa faleceu em um acidente de trânsito. Pela nova regra, a esposa que não trabalhava, não teria direito à pensão por morte, pois era casada há menos de 24 meses. Por ser jovem, também não teria direito à pensão vitalícia. Ou seja, estaria num grande apuro para conseguir sustentar a si e ao seu bebê em um momento tão difícil.

Embora possa parecer que as alterações, e m alguns casos, sejam para corrigir distorções, o objetivo do governo é simplesmente obter uma economia de mais de 18 bilhões ao ano para diminuir o rombo nas finanças públicas. Não podemos esquecer que o governo acaba de cometer um crime de responsabilidade (abonado e perdoado pelo Congresso Nacional) ao ultrapassar a meta fiscal. Portanto, a retirada de direitos do trabalhador é injusta e inoportuna.

Com a palavra os trabalhadores brasileiros.