ANO XIV

ANO XIV - Catorze anos informando sobre o mundo do trabalho

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

A SOLICITAÇÃO DE FOTOS NO CURRICULO

Existe uma situação polêmica na questão de exigências no currículo. Uma delas é a exigência de foto em currículo.

Muitas empresas fazem essa solicitação sem que haja necessidade para aquela determinada função e isso leva a uma questão: qual a motivação do empregador fazer essa exigência? Sabemos que para algumas funções a solicitação de fotos é natural, como na área de moda, eventos, publicidade, etc. Mas é natural solicitar foto para uma função de administrador de empresas, por exemplo?

A lei, embora não especifique literalmente a exigência de foto no currículo, ela proíbe qualquer solicitação discriminatória e podemos interpretar que a exigência de fotografia para funções diversas, pode ser uma exigência discriminatória, portanto, ilegal. Alguns profissionais do Direito entendem que a prática é ilegal mesmo que não esteja literalmente especificada na lei.

Hoje em dia, ampla maioria das empresas não utiliza dessa prática e entendem como item discriminatório, mas algumas poucas ainda solicitam foto. Alguns selecionadores justificam que a foto no currículo ajuda a memorizar o candidato durante o processo seletivo.

Há um PL na Câmara dos Deputados que inclui essa exigência como discriminatória, assim como idade, sexo e tempo de experiência, já em vigor.

Portanto, os selecionadores e empregadores devem evitar a exigência de foto no currículo, salvo em atividades específicas já exemplificadas acima.

 

domingo, 30 de maio de 2021

RESPONDENDO PERGUNTAS (do canal O Mundo do Trabalho Blog desde 2007)


 

AS PERSPECTIVAS DO MERCADO “HOME OFFICE”


Como já sabemos, o Home Office (trabalho em casa), tomou um novo rumo devido à pandemia. Muitas empresas, para não parar a atividade, proporcionou que seus funcionários trabalhassem de casa, inclusive preparando suas estações de trabalho, como empresas de telemarketing, help desk, etc. Muitos outros profissionais também passaram ao trabalho remoto, tanto os que trabalham como empregados como profissionais liberais.

Comentei anteriormente que isso é uma tendência e que veio pra ficar, mas comentei também que isso não aconteceria em curto prazo, após a pandemia. Já que muitas empresas, apesar de “descobrirem” que essa atividade elimina muitos custos, o trabalho presencial ainda terá seu lugar nas atividades que podem ser transformadas em trabalho remoto.

Por outro lado, surge um importante movimento entre profissionais que estão num estágio profissional e financeiro mais elevados. Em busca de refúgio dos problemas da pandemia e qualidade de vida, muitos profissionais estão se mudando para cidades turísticas, já que muitos se mudaram para suas casas de veraneio, seja praia, montanha ou área rural. O que era temporário começa a se tornar definitivo.

A grande preocupação dessas pessoas que buscavam refúgio era a qualidade dos meios de comunicação e Internet, já que isso é fundamental para que possam realizar seu trabalho remotamente.

Isso foi percebido por algumas cidades e também por algumas operadoras de telecomunicação. A Cidade de Ilhabela/SP entendeu bem esse movimento e faz campanha aberta para que os profissionais e empresas que podem fazer trabalho remoto se instalem na cidade. A VIVO também atenta a esse movimento já instalou um cabo submarino que possibilitará a Internet em alto desempenho. O Mercado imobiliário se aqueceu sobremaneira em Campos do Jordão, com a vinda dessas pessoas. Inicialmente aqueles que possuíam casas de veraneio passaram a viver na cidade e outros se instalaram em pousadas. Porém esse movimento já proporcionou um aumento nas vendas de imóveis na cidade, principalmente apartamentos, elevando de maneira substancial o valor dos imóveis.

Outras cidades do interior também abraçam esses profissionais. Para os municípios que atraem essas pessoas, os ganhos serão consideráveis, pois além da economia em movimento pelo turismo, mesmo que em patamares menores que antes da pandemia, haverá aquecimento para o mercado “local” não turístico, e consequentemente mais empregos.

Atenção nisso, senhores prefeitos