ANO XIV

ANO XIV - Catorze anos informando sobre o mundo do trabalho

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DESACELERAÇÃO DO NÍVEL DE EMPREGO

Nos meses de maio, junho e julho o mercado de trabalho apresentou uma leve desaceleração, mas em agosto voltou a crescer e apresentou um saldo positivo de quase 50 mil postos de trabalho. Mesmo com esse saldo positivo, se compararmos com os últimos três anos foi o pior e vem caindo mês a mês.

As estatísticas oficiais do Ministério do Trabalho mostram a tendência de desaceleração do nível de emprego no país. Neste momento tal situação pode se gravar, já que a Indústria já está abastecida de produtos para os próximos meses e podemos citar o exemplo da indústria automobilística que esta semana divulgou que irá diminuir drasticamente a produção e dar férias coletivas aos funcionários. No campo a situação é semelhante, já que as safras já foram colhidas e os postos de trabalho (em grande parte, temporários) desaparecem.

Sobram então as oportunidades de trabalho no comércio e no setor de serviços, que em sua maioria estão nas regiões metropolitanas e nos grandes centros. O setor com tendência ao crescimento é o Comércio, ainda mais puxado pela sazonalidade com as festas de final de ano. O mesmo para o setor de Serviços e de Construção, que apresentam bom crescimento. No setor industrial, a área de alimentos também deve apresentar algum crescimento.

Observação:  Devemos considerar que os números apresentados acima variam de acordo com a metodologia empregada. Os números do IBGE e dos DIEESE/SEADE diferem na mesma pesquisa. Enquanto o IBGE considera como desempregado apenas quem procurou emprego nos últimos 30 dias e não exerceu nenhuma atividade remunerada, o DIEESE/SEADE inclui em sua pesquisa, o desemprego oculto por trabalho precário nos últimos 12 meses (bico) ou por desalento (que desistiram de procurar emprego ou não trabalharam nos 30 dias anteriores a pesquisa ou não trabalharam nos últimos 12 meses),

Devemos lembrar que o nível de emprego está diretamente ligado ao movimento da economia, onde na economia em crescimento aumentam os empregos e na economia estagnada os empregos desaparecem.

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