ANO XIV

ANO XIV - Catorze anos informando sobre o mundo do trabalho

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A CAMINHO DO DESEMPREGO

Desde os primeiros meses do ano apontamos a tendência de queda na geração de empregos. A cada divulgação mensal dos índices do CAGED essa tendência se confirma, ou melhor, deixou de ser uma tendência e é uma realidade. A cada mês, menos empregos são gerados. Os economistas prevêem ainda que logo chegaremos a uma situação de desemprego. A economia está patinando há tempo e não há uma ação governamental efetiva para conter os problemas. A recente alta do dólar e colapso na infrainstrutura do país, por exemplo, acelerarão a chegada dos problemas. Os estoques de grãos estão grandes na região Centro-oeste e não há como levar tal estoque para os portos. Não há ferrovias, estradas e mesmo caminhões para o escoamento da safra. Este é um exemplo de que sem uma base sólida, o país sempre irá sofrer com qualquer abalo na economia. Cada abalo desse tipo provoca conseqüência direta ao trabalhador, refletindo no número de empregos, nos salários e na qualidade do trabalho.

Estudos econômicos recentes afirmam que as empresas já estão sofrendo com o desajuste cambial e isso refletirá diretamente e primeiramente nos empregos. A indústria é o setor que mais está sendo impactado pela situação econômica e cambial e em muitas áreas do setor já há desemprego. Mesmo no setor de serviços já está havendo desemprego. Em julho, ainda houve criação de empregos (41.463 vagas), mas é a pior marca desde 2003. Se compararmos com o mesmo período do ano passado, a queda é de 71%. Mais grave ainda é que em 8 das 10 RMs (Regiões Metropolitanas) já há desemprego, ou seja foram fechadas mais vagas do que abriram (veja quadro abaixo). O governo já reduziu a meta de criação de vagas para este ano. A taxa de desemprego já está na casa dos 6% em julho.

Saldo de vagas nas 10 RMs: (total: -11058 vagas) 
Rio de Janeiro: -622
Curitiba: -1038
Salvador: -1069
São Paulo: -1455
Belo Horizonte: -1657
Porto Alegre: -2280
Recife: -5213
Fortaleza: 803
Belém: 1473


O saldo total ainda é positivo devido a setores que ainda estão crescendo, mas até quando isso se sustentará?

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