domingo, 4 de fevereiro de 2018

DESEMPREGO DESACELERA MAS AINDA É MUITO GRANDE

Embora haja uma percepção de melhora na economia, os números mostram que a recuperação será muito lenta. O desemprego desacelerou, mas continua em nível muito alto. A desaceleração do desemprego se faz ainda pela criação de vagas informais, ou seja, sem carteira assinada. A informalidade atingiu nos últimos três anos um patamar extremamente elevado e segundo o IBGE, o número de autônomos e trabalhadores informais ultrapassou o número de pessoas com carteira assinada. A melhora no nível de produção industrial é muito pequena ainda para alterar significativamente o nível de emprego.

O ano de 2017 terminou com uma taxa de desemprego beirando os 13%, ou seja, quase 12,5 milhões de pessoas ficaram fora do mercado de trabalho. O ano fechou ainda com um saldo negativo de 28 mil postos de trabalho perdidos. Se avaliarmos por setor da economia, a Indústria perdeu 35 mil postos de trabalho, todavia isso pode indicar uma “melhora” já que a média de postos perdidos no setor nos últimos três anos foi de 173 mil vagas/ano.

A boa notícia é que nos últimos seis meses houve uma desaceleração mensal consecutiva do desemprego, apontando uma tendência de aquecimento da economia e como conseqüência o crescimento do nível de emprego.


O caminho ainda está muito difícil devido a total destruição da economia nos últimos 12 anos que culminou na pior recessão da história brasileira, além do caos político em que o país está mergulhado.  Acredito que a melhora da economia está na mão dos brasileiros, trabalhadores (sejam operários, grandes empresários e pequenos empreendedores) que lutam dia a dia apesar do mar de lama que nos assola.

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