ANO XIV

ANO XIV - Catorze anos informando sobre o mundo do trabalho

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

INOVAÇÃO: Empreendedores brasileiros em último lugar

Embora os brasileiros sejam criativos (ao menos temos essa fama), o Brasil é o último colocado em um ranking de Empreendedorismo e Inovação, elaborado pelo Forum Econômico Mundial (Word Economic Forum – WEF). O resultado é fruto da análise combinada dados de outras pesquisas realizadas pelo Forum como Indicador de Competitividade e Monitor Global de Empreendedorismo. A pesquisa alcançou 44 países que tiveram seus dados monitorados por cinco anos.

A pesquisa apontou que apenas 6% dos empreendedores brasileiros investem em inovação, enquanto em Uganda são 12% e na Argentina 29% os que investem em inovação. Os empreendedores que mais investem são os chilenos, quase 55% e os dinamarqueses com 46%.

No quesito Ambição, ou seja, empreendedores que desejam ampliar seus negócios, os brasileiros também estão na rabeira, na 37ª posição. Apenas 4% dos empresários pretendem expandir.

O ponto positivo é que os brasileiros estão empreendendo. Dentre os países pesquisados o Brasil é o 10º em Novas Ações Empreendedoras.

O estudo levantou que parte da baixa performance dos empreendedores brasileiros deve-se à burocracia, à baixa confiança na economia, tamanho do mercado interno e ainda o baixo tempo de escolaridade, incluindo aqui o menor número de empreendedores com nível superior.

Na América do Sul, os destaques foram o Chile e Colômbia que tiveram altos índices positivos em todos os itens avaliados.

As políticas governamentais do Brasil desfavorecem o investimento em inovação, incluindo a pouca preocupação que o governo tem em pólos de desenvolvimento regional, que favoreceriam não só a implementação de novos empreendimentos, mas uma variedade de tipos e tamanhos de empresas, promovendo a competitividade e investimentos em inovação. Lembramos que no atual governo, o Brasil vem caindo no ranking de competitividade do WEF.

O relatório completo será apresentado hoje pelo WEF.


Fontes: site WEF – Word Economic Forum , Veja e FGV


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