ANO XIV

ANO XIV - Catorze anos informando sobre o mundo do trabalho

terça-feira, 22 de agosto de 2017

BRASIL PIORA NA AVALIAÇÃO DE RISCO DO TRABALHO ESCRAVO

A Revista EXAME publicou hoje uma matéria sobre a pesquisa da Verisk Maplecroft - uma consultoria britânica especializada em estratégia e risco corporativo, que apontou que o Brasil está em risco extremo no tema Trabalho Escravo. A pesquisa apontou que o Brasil é o país das Américas com maior grau de risco e piorou sua posição na pesquisa anterior.

O objetivo do estudo não é apontar ou calcular o trabalho escravo e sim o risco de que uma empresa utilize o trabalho escravo ou análogo à escravidão mesmo involuntariamente, utilizando serviços terceirizados de fornecedores que por sua vez utilizam tal mão de obra. Isso é muito comum nos setores de carvão, mineração e têxtil. Embora o Brasil não tenha uma legislação ruim nessa área, nos outros critérios avaliados, há muita deficiência, como no de “inspeções e punições” e “nível de escravidão verificado”.

Deste modo, a consultoria mostra aos investidores e empresas internacionais que desejam se estabelecer nos países pesquisados, o risco de terem problemas com esse tipo de mão de obra. O Brasil tem diminuído recursos para a fiscalização e é muito vulnerável à corrupção. A reportagem aponta que o Brasil ficou três anos sem divulgar a lista de empresas que haviam cometido tal crime (utilizar mão de obra escrava ou análoga à escravidão) e somente agora voltou a divulgar depois de uma grande polêmica e acirrada disputa judicial com o MPT – Ministério Público do Trabalho.

Vou deixar o link da matéria no final deste artigo para a leitura completa. A reportagem cita ainda algumas das causas da exploração de mão de obra escrava em vários países

Em 2016 o Ministério do Trabalho realizou 115 operações e resgatou 885 trabalhadores da condição de trabalho análogo à escravidão. O Estado de Minas Gerais é o campeão em trabalho análogo à escravidão.

http://exame.abril.com.br/economia/brasil-esta-proximo-de-ter-risco-extremo-de-trabalho-escravo/

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