ANO XVII

ANO XVII - Dezessete anos informando sobre o mundo do trabalho

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

EMPREGO E INFLAÇÃO

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Como já mencionei diversas vezes em postagens anteriores, o que faz o nível de emprego crescer ou diminuir é, principalmente, a situação da economia do país. Vivemos há alguns anos em uma estabilidade econômica que permitiu até agora o crescimento e a estabilidade do nível de emprego. Tudo isso só foi possível graças ao fim daqueles tempos de inflação galopante que destruía qualquer possibilidade de crescimento econômico. Quem viveu aqueles tempos sabe do que estou falando. Com a economia estabilizada, o governo viu-se com a possibilidade de aumentar os gastos públicos, com pouco ou nenhum critério e isso certamente produziu e produzirá uma conta que tem de ser paga em algum momento. Quem paga essa conta é a população.
Isto posto, percebemos os sinais da economia que começam a refletir no nível de emprego. A Indústria tem perdido postos de trabalho mês a mês e agora o comércio também começa a ter problemas. Este mês o IBGE divulgou os dados com queda na criação de empregos em quase todos os setores (os mais baixos desde 2009). O Crescimento econômico e o PIB estão muito abaixo do esperado e das próprias metas estabelecidas pelo governo. As variações podem até parecerem pequenas, mas em tempos de economia “estável” pequenas variações representam um número muito grande. A inflação nos níveis que estamos percebendo é extremamente danosa, pois corrói e muito a renda dos assalariados. Para aqueles que acompanham os noticiários de economia, sabem também que empresas que poderiam investir no Brasil não estão fazendo, preferindo outras economias. Tudo isso afeta diretamente o nível de emprego e se assim continuar afetará muito mais.
 (A charge acima foi publicada originalmente no jornal Hoje em Dia de Belo Horizonte/MG)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

I WORKSHOP DE PROFISSIONALIZAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO de Campos do Jordão

Ontem, dia 5 de fevereiro, aconteceu no auditório da Secretaria de Educação de Campos do Jordão o Workshop de Profissionalização e Mercado de Trabalho de Campos do Jordão. O evento chamou a atenção de muita gente e algumas inscrições tiveram que ser abertas no local, já que eram inicialmente 25 vagas e mais 15 foram realizadas. Foi muito importante também a presença de relevantes empresas da região, como a MINALBA, a BRASIL KIRIM (cervejaria Baden Baden), ARAUCÁRIA, dentre outras. O evento foi uma iniciativa de um grupo de pessoas, todos voluntários, que fundaram dois grupos no Facebook (“Oportunidades de Emprego em Campos do Jordão” e “Juntos por Campos do Jordão”) com o objetivo de levar informação para a população de Campos do Jordão na questão do emprego. Estiveram presentes ainda diversos apoiadores da iniciativa, incluindo o presidente da Câmara de vereadores de Campos do Jordão, Sr. Felipe Cintra e o presidente da Associação Comercial de Campos do Jordão, Sr. Wagner Cardoso. O evento teve ainda o apoio da Secretaria Municipal de Educação, que cedeu o espaço; o jornal O POVO, a Rádio Campos do Jordão e portal Conexão Campos.com que colaboraram na divulgação; o Sindicato da Alimentação que cedeu os equipamentos de áudio visual e som; o Yazigi e a Datacampos que sortearam bolsas de estudo; Loja do Tadeu, Pousada Jóia da Serra, Papelaria Arco Iris, Agência Arte Digital, que colaboram de diversas maneiras.

O evento contou com as palestras de Nelson Miguel Junior (eu) e Clodoaldo da Cunha que levaram importantes informações para quem quer conquistar um espaço no mercado de trabalho. Os participantes tiveram ainda a oportunidade de concorrer a três bolsas de estudos (uma de idiomas e duas de cursos profissionalizantes).

“Este workshop foi o passo inicial para uma série de outros eventos desse tipo para a população de Campos do Jordão e já estamos recebendo apoio das empresas para a realização do próximo”, dizem os representantes do grupo.

Palestra de Nelson Miguel Junior







 
Clodoaldo da Cunha


Nelson Miguel Junior, Luis Fernando e Clodoaldo da Cunha com 2 vencedoros dos cursos da Datacampos

Nelson Miguel Junior e o vereador Felipe Cintra (pres. Câmara)



Lilian M.Matta Reis,  Luciana Betencorte Gonzalez e Sidney Dib







segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

COMPORTAMENTO E OPORTUNIDADE DE TRABALHO

Nos meus anos como responsável por várias equipes, houve momentos em que precisei demitir. Isso quase sempre é desagradável, mas faz parte do jogo. Fazendo uma análise dessas ocasiões a maioria das demissões foi provocada não por deficiência técnica do demitido, mas por questões de comportamento. Hoje, nos processos seletivos, muito mais importante do que as habilidades técnicas são as habilidades sociais, ou seja, como o profissional se relaciona e se comporta no ambiente corporativo, seja com os colegas, com os superiores e inferiores hierarquicamente ou mesmo com clientes ou fornecedores.

Vivemos num mundo mais diversificado, com todo tipo de pessoa e cultura, e assim precisamos aprender a respeitar e conviver, seja no mundo pessoal ou profissional. A questão hoje não é só “saber trabalhar em equipe”, mas principalmente saber lidar com diversos tipos de pessoas e culturas sociais. Isso tem um peso muito grande na escolha do profissional para uma oportunidade de emprego. Isso vale para o a contratação de um operário e para a contratação de um executivo. Na hora da busca por um emprego você deve estar ciente disso e preparado. Muitos selecionadores pedem que conte situações que ocorreram em sua vida profissional e não esperam um determinado tipo de resposta, mas objetivam saber como você lidou com cada situação.

É corriqueiro observar que quando o candidato não é aprovado no processo seletivo ou o profissional é demitido, a culpa sempre é do selecionador ou do empregador. Nunca é dele. Ora, até podemos entender o sentimento de frustração nessa hora e de não reconhecer as próprias falhas, mas isso não resolve, pois certamente acontecerá novamente. Muitas vezes isso acontece sem nos darmos conta desse comportamento inadequado, muitas vezes a ideia que fazemos de nós mesmos é completamente diferente de como as outras pessoas nos enxergam.

Assim, é importante fazer uma autoavaliação e corrigir atitudes que não são compatíveis no contexto profissional e ainda desenvolver habilidades como flexibilidade, versatilidade e discrição. Isto serve para sua entrevista de emprego e para permanecer no seu emprego!


* Informo que no dia 5 de fevereiro às 18h30 acontece o I Seminário de Profissionalização e Mercado de Trabalho em Campos do Jordão. Este tema será abordado em minha palestra

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

WORKSHOP sobre mercado de Trabalho em Campos do Jordão

Amigos,

Informo que no próximo dia 5 de fevereiro estará acontecendo em Campos do Jordão/SP um workshop sobre o mercado de trabalho local, com palestras sobre empregabilidade, processos seletivos, entrevista de emprego, etc. As palestras serão realizadas por mim e pelo prof. Clodoaldo da Cunha.

Convido os interessados a realizar suas inscrições gratuitamente na sede do jornal O POVO. As vagas são limitadas. O evento acontecerá no auditório da Secretaria de Educação de Campos do Jordão às 18h30. Além das palestras, serão sorteadas bolsas para cursos de idiomas e profissionalizantes. 


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

DESEMPREGO: Trabalho e Educação

Já há algum tempo são noticiados sinais de que a pujança de nossa economia não é tão grande quanto querem fazer crer os responsáveis por essa área do governo. Na indústria, a geração de empregos vem patinando há vários meses refletindo a verdadeira situação econômica. O Mês de dezembro de 2012 apresentou mais demissões que contratações segundo o CAGED. A criação de empregos em 2012 foi abaixo da expectativa governamental para o ano, sendo a pior desde 2009.

Portanto, a situação não é tão boa quanto parece e ainda não recebemos o maior impacto da crise na Europa. Não sou pessimista, mas é bom ter cautela! A maioria dos trabalhadores brasileiros não está preparada ou capacitada para esse novo mercado de trabalho que se apresenta, mais tecnológico e com conhecimentos mais atualizados, sem mencionar o baixo nível de escolaridade. Já há uma espécie de apagão de mão de obra que cresce em velocidade maior do que a capacidade de formar profissionais e técnicos. Sempre me preocupei com a decisão de privilegiar o ensino superior em relação ao ensino técnico. Faltam técnicos no mercado de trabalho e formamos doutores de segunda linha. Essa, a meu ver, não é a decisão mais inteligente em longo prazo. É quase como a opção feita nos anos 60 pela planta rodoviária em detrimento à ferrovia. Maior custo e menor eficiência.

E assim cria-se um abismo cada vez maior entre a demanda de profissionais para o atual mercado de trabalho e a oferta de trabalhadores disponíveis. Será um desemprego não por falta de oportunidades, mas por falha na base de formação de trabalhadores.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Emprego Tradicional e Empreendedorismo

Sabemos que nos últimos anos o mercado de trabalho mudou. O principal motivo que provoca maior ou menor desemprego é a economia mais ou menos aquecida. Economia aquecida é igual a uma maior oferta de empregos. Em segundo plano fica a qualificação profissional, que numa situação de maior oferta de empregos, onde há uma população de trabalhadores sem a capacitação adequada, essa parcela tende a ter dificuldade de conseguir um trabalho. Mas não vou entrar nesta questão agora, e sim falar sobre outra tendência do mercado de trabalho, que é o que chamamos de auto-emprego, o negócio próprio.

Aqui sempre incentivamos o empreendedorismo e realmente acreditamos que uma parcela da população pode se tornar um empresário (seja individual, micro, pequeno ou grande), todavia começamos ouvir que o emprego como conhecemos está em extinção. Ora, isso pode ser verdade para uma parcela da população, como mencionei acima, mas não é regra para toda a população. As políticas públicas voltadas ao emprego tradicional não podem ser abandonadas ou menosprezadas já que em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e a maioria das cidades, milhões de pessoas necessitam do emprego tradicional e não possuem perfil empreendedor. O sistema público de emprego ainda é fundamental para muitos. Não se pode ter o entendimento que todos podem abrir seu próprio negócio e ainda mais obter sucesso. Políticas públicas neste setor devem objetivar o incentivo ao empreendedor, até mesmo como forma de geração de empregos. Milhões e milhões de pessoas no Brasil dependem de políticas públicas voltadas ao emprego formal, à qualificação profissional e mesmo educacional, principalmente ao ensino técnico. Preocupa-me quando ouço coisas como “pleno emprego”, “não existirá mais empregos como conhecemos hoje”, etc. Isso tem sua parte de verdade, mas uma grande parte da população não conhecerá essa situação e é obrigação do poder público proteger essa população, não de forma assistencialista, mas de forma a preservar sua participação no mercado de trabalho.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

PREMIO CITI MELHORES MICROEMPREENDIMENTOS


Em 2005, como parte das comemorações do ANO DO MICROCRÉDITO foi criado o Prêmio Global de Microempreendedorismo, por iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas) em parceria com o Citi.
Em 2006, a Fundação Citi assumiu a responsabilidade pela gestão do programa, renomeando a ação para Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos. Desde seu início, o objetivo do Prêmio é reconhecer empreendedores que aproveitam o recurso do microcrédito para impulsionar o seu negócio, seja dando o passo inicial ou melhorando seus produtos e serviços, contribuindo assim com o desenvolvimento econômico e social de suas comunidades.
Este ano, em sua 8ª edição, além de reconhecer os melhores microempreendedores, o Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos reconheceu a Instituição de Microfinanças mais Inovadora. E foi nesta categoria que o Banco Confia (antigo São Paulo Confia) foi premiado. A premiação visa destacar a importância do microcrédito no desenvolvimento de pequenos negócios em comunidades de baixa renda, em razão da contribuição das instituições premiadas para a geração de emprego e renda.

Parabéns ao Banco Confia e a todos os agentes, personagens fundamentais para essa importante atividade.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

SEMANA DO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL EM SP

Durante toda esta semana na cidade de São Paulo acontece  a “SEMANA DO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL.
 
O evento é mais uma importante iniciativa da Coordenadoria do Trabalho da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho e tem como principal objetivo proporcionar conhecimento aos pequenos empreendedores com diversos cursos e palestras, além da própria formalização desses que querem empreender e não querem ficar na informalidade.
Segundo o coordenador do Trabalho, Fernando Cerqueira, "Auxiliar alguém que já é ou deseja se tornar um empreendedor é contribuir para a realização de sonhos que modificam a sociedade como um todo, em razão da geração de trabalho e renda".

Dentre as atividades oferecidas está o “Curso Básico de Empreendedorismo” que ensina o pequeno empreendedor a lidar com o dinheiro, o fluxo de caixa, a formação de preço de seus produtos e técnicas de venda. Haverá ainda palestras sobre a “Importância do Microcrédito" e de "Ser um Empreendedor” e “Empreendedorismo”

Para buscar informações, inscrever-se nos cursos e palestras e realizar sua inscrição como MEI – Micro Empreendedor Individual, basta comparecer em uma unidade do CAT – Centro de Apoio ao Trabalho (verifique os endereços no site www.prefeitura.sp.gov.br/trabalho ).

O evento ocorre até o dia 14/12 das 8h as 17h

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

VENCEDORES DA SEXTA EDIÇÃO DO PRÊMIO EMPREENDEDORES DE SUCESSO

Hoje estivemos no evento de entrega do prêmio EMPREENDEDORES DE SUCESSO, que deu reconhecimento aos empreendimentos que mais se destacaram neste ano de 2012. Foram três menções honrosas e três vencedores nas categorias Negócio de Alto Impacto, Startup e Negócio Social, além do prêmio principal de Destaque do Ano. Estiveram prestigiando o evento diversos empresários e profissionais na área de empreendedorismo, como o Consultor de Franquias Marcio Tadeu Aurélio da Aurélio Luz  Franchising&Varejo e autor do blog O Mundo das Franquias e sua Sócia na Aurélio Luz, Lênia Luz, que também é autora do blog Empreendedorismo Rosa.  Os presentes foram brindados com uma especial palestra de Jack London, Professor e Empreendedor de sucesso, e pioneiro da Internet no Brasil.


O Destaque do Ano ficou para a empresa P3D Educação, dos empresários Emerson Hippolyto e Merwyn Lowe Neto;
Na categoria Alto Impacto o vencedor foi a CLEARSALE de Bernardo Lustosa e Pedro Chiamulera;
 












O prêmio da categoria Startup foi para BABY.COM.BR de David Smith e Kimball Thomas










NA categoria Negócio Social a empresa vencedora foi a CASA E CAFÉ de Rodrigo Neaime e Daniele Kulpers













PARABENS AOS VENCEDORES E AOS DEMAIS LAUREADOS.

 




Lênia Luz e Márcio Tadeu Aurélio da
Aurélio Luz Franchising&Varejo



O evento foi promovido pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, e faz parte do Movimento Empreenda.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

PREMIO EMPREENDEDOR DE SUCESSO 2012

No próximo dia 6 de dezembro, às 19h, acontecerá no Auditório da Editora Globo em São Paulo a entrega do Prêmio Empreendedor de Sucesso, promovido pela Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.
Nesta sexta edição, quatro empresas serão premiadas nas categorias Negócio de Alto Impacto, Startup e Negócio Social, além do Destaque do Ano. Outras três empresas também receberão menção honrosa por suas notórias atuações nos segmentos da premiação. O objetivo é incentivar a criação de novos negócios no Brasil e divulgar e reconhecer empreendedores e companhias de sucesso. Pela primeira vez neste ano, além das inscrições diretas das empresas, 41 embaixadores – profissionais especializados em empreendedorismo espalhados pelo país – indicaram até dez companhias para participar do prêmio. Essas empresas foram convidadas a enviar seus dados para inscrição eletrônica, realizada em outubro. A curadoria dos dados para a escolha dos vencedores foi realizada pelo Insper Instituto de Ensino e Pesquisa.
O Prêmio Empreendedor de Sucesso é o último evento de 2012 do Movimento Empreenda, iniciativa da Editora Globo para despertar e encorajar novos empreendedores no país, além de educar e capacitar aqueles que já empreendem.

O Blog O MUNDO DO TRABALHO estará lá prestigiando o evento.




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

PALESTRA NA APAM - Ass. Paulista de Motéis

Quero agradecer publicamente a receptividade que tive na APAM – Associação Paulista de Moteis, especialmente o Sr. Antonio Carlos Morilha, Coordenador de Treinamento e Palestras desta associação, em virtude da palestra que proferi no último dia 27, aos empresários do setor no auditório desta importante entidade. Publico abaixo a mensagem que recebemos do Sr. Morilha:

Prezado Sr Nelson
Em nome dos Diretores e Moteleiros da APAM - Associação Paulista de Motéis, agradecemos a vossa apresentação no 2º Ciclo de Palestras ocorrido no último dia 27/11. Estamos recebendo ligações e emails de moteleiros de diversas regiões de São Paulo, elogiando sua Exposição. Muito obrigado, pela sua gentileza em transmitir um pouco do seu conhecimento a todos os presentes na Palestra. Esperamos continuar a merecer a sua atenção em nossos futuros eventos.
Antonio Carlos Morilha
Diretor Administrativo
APAM – Associação Paulista de Motéis
Sede Própria: Rua Bento Freitas, 178 conjs 41/43 V. Buarque
(11) 3223-7834/3222-2353


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

QUEDA NO SALDO DE VAGAS FORMAIS EM OUTUBRO (ou forte recuo na criação de vagas formais)

Desde 2008 não se tinha índices tão baixos na criação de vagas. É o pior mês de outubro neste período (2008-2012). A queda foi de aproximadamente 50% em relação a outubro de 2011. Um resultado que requer atenção. Os setores que mais perderam postos de trabalho foram a Agricultura e a Construção. Nos demais setores, Comércio, Indústria e Serviços, houve criação de vagas, mas em número muito reduzido. O crescimento na Indústria começa a reverter a situação anterior de queda, mas ainda não mostra uma tendência consolidada, já que a economia apesar de estar em crescimento anda a passos de tartaruga.

Analistas do Ministério do Trabalho apontam como principal causa desse resultado a alta rotatividade de trabalhadores, mas eu não acredito que esse seja o principal motivo, já que o quadro do mercado do trabalho não se alterou muito nos últimos três anos. O nível de emprego está estável já há algum tempo com pequenas variações para cima e para baixo, refletindo na realidade a evolução da economia. Como já explicamos em postagens anteriores, não é correto dizer que estamos em situação de pleno emprego, pois além do aspecto técnico do termo, o país é muito grande e apresenta diferenças enormes nas características do emprego em cada região. Há ainda a questão da economia internacional, com a crise na Europa, refletindo na queda da exportação brasileira para esses países, fazendo com que exportadores diminuam suas produções e se voltem ao mercado interno, mudando sua matriz de mercado, mudando o quanto e como realizam seus investimentos.

Podemos afirmar ainda, que o mercado de trabalho está em transformação. O desemprego é menor do que era há anos atrás, os tipos de emprego mudaram em vários setores, o empregado está mudando! Os locais onde está o emprego estão mudando, com empresas migrando para o Norte, Nordeste e Centro Oeste, por exemplo, devido aos custos menores (ver artigo sobre Call Center publicado em 19/11/2012). E assim as políticas públicas de emprego também têm de estar em transformação e entender que o problema principal atual não é o desemprego por falta de vagas.

O IBGE apontou em outubro a menor taxa de desemprego ndos últimos 10 anos (5,3%), mas temos também em outubro a pior taxa de criação de vagas. Para que não se confunda as duas informações é importante ressaltar que com a economia em baixo crescimento, novas vagas NÃO SÃO CRIADAS, mas as vagas já existentes começam a ser ocupadas em maior escala. Essa situação mostra algo interessante: o tamanho do mercado de trabalho brasileiro está chegando ao seu limite em relação ao nível econômico.



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Visita da OECD - Políticas Públicas no setor do Trabalho em São Paulo e no Brasil

Hoje o CAT – Centro de Apoio ao Trabalho da Prefeitura de São Paulo recebeu uma comitiva da OECD - Organisation for Economic Co-operation and Development (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), uma organização internacional com sede em Paris, que tem como objetivo incentivar e melhorar as políticas de desenvolvimento econômico e bem estar das pessoas. A OCDE é um fórum em que os governos podem trabalhar juntos para compartilhar experiências e buscar soluções para problemas comuns.

Essa comitiva esteve no CAT, que é referência nacional do Sistema Público de Emprego e em políticas públicas no setor do Trabalho, com o objetivo de conhecer o mercado de trabalho no Brasil e na maior cidade do País e observar in loco os Programas e as formas de execução das políticas públicas deste setor na cidade de São Paulo. Ainda dentro dos objetivos da visita, os técnicos da OECD pesquisavam o mercado de trabalho para os jovens e como se dá a entrada desses no mercado de trabalho, como é a transição desse indivíduo da fase escolar para a fase profissional.

Acompanhei pessoalmente a visita dos técnicos, conversamos bastante sobre o mercado de trabalho no Brasil, seu estágio de evolução, as contradições e dificuldades enfrentadas diante do crescimento econômico durante os últimos anos no Brasil. Essa comitiva formada por economistas especializados em políticas públicas ficaram positivamente impressionados com o profissionalismo dos técnicos do CAT e qualidade dos serviços oferecidos. Mencionaram que não encontraram nada parecido nos outros países que visitaram para a realização desta pesquisa. Esperamos que nosso trabalho, que realizamos com imenso profissionalismo e dedicação, e nossas experiências possam ser difundidas e aproveitadas por outros entes pelo mundo.

Aproveito para parabenizar a OECD que completa 50 anos.
http://www.oecd.org

O CAT - Centro de Apoio ao Trabalho é uma instituição pertencente à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho da Prefeitura de São Paulo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O MERCADO DE TRABALHO EM CALL CENTER (TELEMARKETING)

O setor de Call Center é um dos setores que mais emprega (um milhão e seiscentos mil trabalhadores no Brasil) porém é um dos que apresenta o maior “turn over”, ou seja, rotatividade de mão de obra. Isso acontece por uma série de motivos que vão desde a contratação de pessoas sem experiência e que não se adaptam até a baixa remuneração. São milhares de trabalhadores contratados a cada mês e outros milhares são desligados. Isso pode ser visto nos postos do sistema público de emprego, como no CAT – Centro de Apoio ao Trabalho na cidade de São Paulo, onde há uma enorme oferta de vagas para o setor e que não são preenchidas.

Por outro lado, muita gente se dá bem nessa atividade e faz carreira. O telemarketing é ainda uma ótima porta de entrada no mercado de trabalho para jovens sem experiência profissional, que aprendem nessas empresas muito sobre o mundo corporativo.
Mas nas grandes cidades onde se concentram as maiores empresas de Call Center, o mercado de trabalho mostra índices de saturação, já que pessoas em busca de emprego estão recusando as vagas do setor, principalmente pela baixa remuneração. As empresas de Call Center dizem atuar com margens de lucratividade reduzidíssimas, pois seus custos devem ser enquadrados dentro do valor dos contratos com seus clientes, dificultando o aumento dos níveis salariais para o setor.
Diante desse quadro, muitas empresas começam a transferir parte de suas operações para estados do nordeste, onde o custo da mão de obra é menor e recebem incentivos fiscais. O piso salarial da categoria é o mesmo em qualquer região do país, porém os custos variáveis, como alimentação e transporte são menores do que em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. É uma boa notícia para o Nordeste, que ganha um novo setor, fazendo crescer o mercado de trabalho na região.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

SEMANA GLOBAL DE EMPREENDEDORISMO

Durante toda esta semana, de 12 a 18 de novembro, acontece o maior movimento de empreendedorismo do mundo com atividades em mais de 120 países. São atividades voltadas ao conhecimento, ao incentivo, e crescimento do empreendedorismo. Hoje participam desse movimento mais de 24 mil organizações que realizarão 37 mil atividades mobilizando mais de 1,7 milhão de pessoas.

Assim, a convite da Consultoria AURÉLIO & LUZ ASSOCIADOS, uma das mais importantes consultorias no setor de franquias, estivemos presentes no evento do Movimento Empreenda, promovido pela Editora Globo, ocorrido no auditório do Banco Santander em São Paulo, que congregou diversos empreendedores e incentivadores em um encontro com palestras e histórias de sucesso.

O bom momento que o país atravessa, não obstante à crise na Europa e EUA, é favorável a quem quer empreender. É um momento de oportunidades e consolidação daqueles que já iniciaram uma atividade. Sempre é bom lembrar que para se tornar um empreendedor não basta o desejo. É muito importante saber o que está fazendo, ter um objetivo bem claro e planejar como pretende alcançá-lo. É fundamental ter em mente ainda, que ao abrir seu próprio negócio estará correndo riscos: risco de obter grande sucesso e risco de fracassar. É preciso coragem e muitas vezes frieza para saber o momento em que se deve ou não correr riscos. Vida de empreendedor não é fácil. É preciso muita luta e perseverança. É preciso conhecimento e muita atenção com o mundo ao seu redor. Por outro lado, essas dificuldades são extremamente gratificantes a cada pequena ou grande vitória.

Para saber mais:

http://www.semanaglobal.org.br/

http://movimentoempreenda.revistapegn.globo.com/

https://www.facebook.com/EmpreendedorismoRosa



                                                   Com Marcio T. Aurélio, diretor da Aurélio & Luz Associados
                                      
                                   Com Lênia Luz, da Aurélio&Luz Associados e Empreendedorismo Rosa

sábado, 10 de novembro de 2012

NOVA QUEDA NO EMPREGO INDUSTRIAL

Mais uma vez o IBGE aponta queda no nível de emprego no setor industrial. Os dados apontam queda tanto em relação ao mês anterior, quanto ao mesmo mês do ano anterior. Em setembro, a queda foi de 0,3% em relação a agosto e 1,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Isso é preocupante, já que denota uma consolidação da situação no setor industrial, mesmo a Indústria apresentando aumento de produtividade no período. A queda não é somente do nível de emprego, mas também do nível salarial. Esse cenário provocou nos empresários e empreendedores do setor um receio de investir em planos de crescimento, equipamentos, etc. Mesmo com certo aumento da produtividade no período, os resultados foram pífios, o que não permitiu que a Indústria recuperasse seu fôlego. Neste momento, a produção está em queda, não há novas vagas e turnos de trabalho estão sendo paralisados. Estudos realizados por institutos especializados não apontam melhora ou recuperação para os próximos meses, haja vista que a queda perdura pelo 12º mês consecutivo, desde setembro de 2011. Grandes empregadores como a indústria têxtil, calçadista e de vestuário, que são também grandes exportadores, sofreram os maiores impactos com a crise internacional.


Vários são os motivos dessa situação, que vai desde o modelo de exportação que optou preferencialmente pelas “commodities” em lugar de produtos de maior valor agregado até a situação de baixa atividade econômica nos maiores mercados consumidores internacionais como EUA e Europa.




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terça-feira, 16 de outubro de 2012

LEITORES  E AMIGOS DO BLOG "O MUNDO DO TRABALHO" :

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Além do seu voto, o blog também é analisado por um juri técnico.

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domingo, 23 de setembro de 2012

NIVEL DE EMPREGO EM AGOSTO: Contradição?

O nível de emprego no mês de agosto teve um pequeno aumento, mas desproporcional ao crescimento da economia. Isso mostra uma contradição, já que o nível de emprego cresce se a economia cresce e vice-versa. Aqui a economia teve um crescimento maior que o nível de emprego e a explicação pode estar nos meses anteriores, onde as empresas não demitiram mesmo com queda na produção, mantendo seus empregados e agora, quando a economia apresenta algum crescimento, não foi necessário contratar.

É provável que ainda tenhamos um crescimento nos níveis de emprego este ano, já que a época é de contratação devido principalmente às festas de final de ano, onde a indústria começa a aumentar sua produção e logo mais o comércio e serviços.

Segundo os dados do CAGED (Cadastro de Empregados e Desempregados), A cidade de São Paulo registrou uma variação relativa positiva de 0,21% em relação ao mês anterior e foi o maior crescimento da região sudeste. No Brasil a variação relativa foi de 0,26%.

Como podemos observar pelos dados acima a variação foi pequena, mostrando uma estabilidade. Apesar da variação negativa na Indústria de transformação e na agricultura, a perda de postos de trabalho nesses setores foi compensada pelo aumento nos setores do comércio no no setor de serviços.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

MICROEMPRESA X GERAÇÃO DE EMPREGOS

Já há algum tempo as pequenas e médias empresas (com até 100 funcionários) geram a maioria dos empregos no Brasil. Na última pesquisa realizada com base no CAGED –Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - em julho, essas empresam responderam por mais de 77% do saldo de empregos gerados. Deste modo, podemos afirmar que este tipo de empresa sustenta o mercado de trabalho e principalmente o atual crescimento do nível de emprego. Um fato ainda mais relevante é que deste percentual, foram as microempresas (com até quatro funcionários) que geraram a maioria desses empregos, em torno de 81%.

Com estes dados podemos concluir que essa geração de empregos só foi possível porque alguém resolveu empreender, ter o seu próprio negócio. E isso pode significar também, que os empreendedores estão mais responsáveis quando resolvem montar uma empresa e estão mais preparados para enfrentar o mercado. Sabemos que a mortalidade precoce dessas empresas sempre foi muito grande, mas hoje a tendência é que mesmo a empresa de um só empregado, seja mais bem planejada antes de ser fundada. Na cidade de São Paulo há o São Paulo Confia, que é um banco de microcrédito, com participação do Município e que cumpre muito bem a sua função de fomentar os pequenos empreendimentos, mas o mais importante é que criaram uma Academia de Microfinanças, que prepara e ensina os empreendedores a administrarem bem seus negócios e que cada vez tem tido maior procura. Isso demonstra a preocupação que hoje em dia os empreendedores têm em se profissionalizar.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

EMPREGO NA INDÚSTRIA EM QUEDA (...e comércio desacelerando)


Em tempos de estabilidade econômica no Brasil, mas com grande parte do mundo em crise, seria muito fácil dizer que a situação não é preocupante para os brasileiros. O nível de emprego na indústria vem caindo constantemente, desde o início de 2011. Praticamente todos os setores da indústria estão sendo afetadas, com raras exceções. É o pior desempenho desde 2009. Isso é um alerta e um indicador que a situação não é tão boa assim. A Indústria de São Paulo por ser a mais diversificada e mais importante em exportações tem sido muito afetada e isso se refletiu em fechamento de postos de trabalho. A piora tem sido gradual e constante, já que há menos exportação e maior importação. A concessão de crédito de forma quase indiscriminada a fim de incentivar o consumo, provocou uma onda de inadimplência e agora o consumo interno também se retrai. A inadimplência do consumidor cresceu mais de 19%, já que boa parte de sua renda foi comprometida com a compra de bens de alto valor e muitos recorrem aos crédito rotativo (e muito mais caro) como cartão de crédito e cheque especial.

Todo esse quadro faz com que a situação do nível emprego na indústria não evolua positivamente e não há perspectivas seguras de melhora em curto prazo. Nesse momento da economia, mesmo se houver algum crescimento do consumo e aumento da produção industrial, isso não levará necessariamente ao aumento de postos de trabalho, já que para a empresa é mais vantajoso ampliar as jornadas. Para que se criem postos de trabalho é necessário que a produção seja aumentada de forma constante e não sazonal.
Segundo o IBGE as áreas mais afetadas pela queda do nível do emprego são a indústria do fumo (-10,4); vestuário (-8,7); madereira (-7,7); calçados (-6,1); têxtil (-5,7) e metalúrgica (-4,8).

Como disse em postagens anteriores, não podemos afirmar que vivemos em uma situação de pleno emprego. Isso não corresponde à realidade técnica do termo e nem mesmo a todas as regiões do Brasil, onde o desemprego ainda é importante.