ANO XIX

ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

EVENTO: FESTEMP 2013 - Festival de Empreendedorismo



Acontece nos próximos dias 25 e 26 de setembro o FESTEMP 2013, o maior evento de empreendedorismo realizado no país, onde por 48 horas ininterruptas acontecerá uma série de ações como concursos de investimento anjo, networking, rodadas de negócios, mentorias, palestras, gincanas empreendedoras, arena de aceleração, dentre outras.

O evento reúne startups, empreendedores, executivos, universitários, pesquisadores, etc. a fim de preparar líderes globais e experimentação da cultura empreendedora.

O evento é uma iniciativa do SENAI e FIESP e acontece no Parque Anhembi em São Paulo, das 8h às 21h.  A inscrição é gratuita. 

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios realiza uma promoção para os empreendedores, com a possibilidade de ganhar um espaço na revista. Basta contar sua história em 3 minutos e se a sua for a melhor, você ganha.

Informações e Inscrições :

QUER SER UM EMPREENDEDOR ?



Nas décadas de 80 e 90, principalmente no auge da crise do emprego, com mudanças importantes nos meios de produção e economia instável, criou-se uma expectativa em muitas pessoas de tornarem-se patrões, ter seu próprio negócio e não depender dos empregos. Aprimorou-se o conceito de empreendedorismo e novas oportunidades surgiram no mercado com a estabilização econômica a partir do Plano Real.
Havia uma massa de trabalhadores desalojados de suas atividades, como no setor metalúrgico, que mudou radicalmente e colocou muitos à margem do emprego. Já não existiam oportunidades de trabalho naquilo que sabiam fazer e para ingressar em outra atividade teriam que competir com outra massa de trabalhadores experientes naquelas atividades. Época difícil!
Portanto, nesta fase da história, existiam os empreendedores natos, aqueles com o “tino comercial” no sangue (como se dizia antigamente) e um novo grupo, formado daqueles que se viam sem lugar no mundo do trabalho e que desejavam ter seu próprio negócio.  Isso era algo muito interessante, pois além de satisfazer alguns sonhos pessoais diminuía a pressão por empregos.
Muitos investiram suas economias, suas indenizações trabalhistas em algum tipo de empreendimento, desde um carrinho de pipoca até uma pequena indústria. A maioria não sobreviveu, perderam suas economias e ficaram ainda sem emprego. Mas porque isso aconteceu? Claro, foram muitos os motivos, mas basicamente uma mistura de ignorância com falta de planejamento. Muitos pensaram que uma boa ideia bastava, mas não funciona assim.
Não se pode esquecer que empreender envolve muita coisa e principalmente riscos. Parte do sucesso de um empreendimento consiste em realizar um ótimo planejamento e assim diminuir tais riscos e quanto menos riscos maiores as chances de sobreviver em longo prazo e obter sucesso.  O empreendedor deve pensar no tipo de negócio em si, se há viabilidade, público (clientes), custos, etc. Cito um exemplo básico, com um pensamento um tanto simplista, mas que ilustra o que digo: Se você pretende abrir uma cafeteria, quantas xícaras de café devem ser vendidas por dia para cobrir todos os custos e ainda obter lucro? Conheço vários exemplos. Um exemplo interessante é de uma empresa, uma casa noturna de sucesso de público e de fracasso financeiro. Embora com casa cheia diariamente, da inauguração até o fechamento, a falta de planejamento financeiro corroeu os lucros. Não havia capital de giro e a coisa desandou.
Quero dizer com isso, que todas as etapas para consolidar um empreendimento devem ser pensadas antes, sem deixar o entusiasmo se sobrepor à razão. Um empreendimento deve ser pensado com profissionalismo e não apenas com emoção. Com bom planejamento, problemas e erros terão a possibilidade de serem sanados a tempo.
Outro importante passo para aquele que deseja empreender é obter conhecimento. Nada como conhecer um pouco de finanças, de planejamento, custos, marketing... Há no mercado diversos cursos para pequenos empreendedores, alguns gratuitos (deixarei alguns links abaixo).
Os setores de Franquias e Micro-franquias também são ótimas opções para empreendedores iniciantes, mas que do mesmo modo, exige cuidados. Toda moeda tem dois lados e investir e empreender exige sangue frio e profissionalismo.

VISITE OS LINKS ABAIXO

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

RISCO PARA OS EMPREGOS E MICRO EMPREENDEDORES



Venho acompanhando há bastante tempo e falado aqui sobre a tendência ao desemprego que estamos caminhando. Há meses, a economia dá sinais que os empregos serão afetados. Já é o terceiro mês consecutivo que a Indústria elimina postos de trabalho, antes houve uma pequena melhora devido aos incentivos fiscais como redução de IPI para alguns setores, mas desde o começo do ano o setor está ficando estagnado. Na verdade, não é só a Indústria que vem perdendo postos de trabalho, outros setores também, mas é na Indústria que mais vagas estão se fechando (ver quadro abaixo). Não falo aqui de vagas que deixam de ser criadas, mas de postos de trabalho que se fecham!

Políticas públicas ou econômicas “emergenciais” como a redução de IPI, não se sustentam a médio e longo prazo, ou seja, nenhuma ação emergencial funciona sem outra de longo prazo que busque a solução do problema. 

Agora, os estoques estão altos, a inflação está alta, juros altos, balança comercial desfavorável e os empresários não estão confiantes na economia. Mesmo os investidores estrangeiros colocaram o pé no freio.

Logo o Comércio também estará sentindo os efeitos e outra massa de trabalhadores será prejudicada. Os micros empreendedores também sentirão essa situação e terão dificuldades em manter seus empreendimentos, já que muitos não têm “gordura” pra queimar.
Preocupo-me com a situação desses pequenos empreendedores, que investem suas economias, muitas vezes acumulada por toda uma vida e que não tem um preparo técnico para uma gestão adequada, que correm riscos importantes numa situação de economia paralisada.

O quadro abaixo mostra os setores da indústria mais afetados na variação da criação de postos de trabalho


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O PAPEL DAS REDES SOCIAIS NA BUSCA POR EMPREGO

Há algum tempo as redes sociais tornaram-se uma ótima ferramenta para buscar oportunidades de trabalho, ou melhor, as pessoas perceberam que as redes sociais podem ajudar muito na busca por uma nova colocação. Os especialistas em Recursos Humanos sempre orientam e estimulam sobre cada um desenvolver uma rede de amigos, o networking no jargão profissional. Quanto maior e mais qualidade tiver seu círculo de amizades e de conhecidos melhor. Várias pesquisas foram realizadas nos últimos anos que comprovaram que de 70% a 90% das vagas de emprego são preenchidas por indicação de um amigo ou conhecido. Assim, as redes sociais acabam facilitando esse processo e a divulgação tanto de oportunidades como das pessoas que buscam emprego.

Hoje a rede social mais conhecida e difundida no Brasil é o Facebook, mas há outras como o LinkedIn, que é voltada para o mercado de trabalho. As pessoas hoje em dia estão mais conscientes que quando estão em situação de desemprego devem “espalhar a notícia” e não ter vergonha de estar desempregado. Muitas pessoas com vergonha de contar para os amigos e conhecidos, perdiam muitas oportunidades, pois se não sabemos que você está desempregado, como ajudá-lo. Mas como disse, isso está mudando e além dos métodos tradicionais de buscar emprego, divulgar isso nas redes sociais aumentam as chances de quem busca uma oportunidade.

Mas isso não deve ser feito de qualquer jeito. É muito importante saber utilizar essa ferramenta para mostrar suas qualidades e não para “aprofundar seus defeitos”. Devemos lembrar ainda, que muitas empresas visitam os perfis dos seus candidatos a fim de buscar informações que não aparecem nos currículos e nas entrevistas. Eu sou moderador de um grupo de oportunidades de emprego onde se divulgam vagas, candidatos, informações sobre mercado de trabalho, etc. e ainda me impressiono com a dificuldade que muitos têm em se expressar, em dizer claramente o que desejam e ainda escrevem em “idioma internetês” ou em um português muito ruim, que já demonstra, no mínimo, a falta de cuidado desses candidatos. Então, já fica aqui a primeira dica: Muito cuidado ao se apresentar em um grupo de busca de oportunidades de trabalho. Faça isso com esmero, mesmo que seja para colocar uma simples frase – “procuro emprego de auxiliar de escritório”!


Outro fato importante que mencionei é a visita das empresas aos perfis dos candidatos, que tem também se tornado uma prática. O seu perfil nas redes sociais como no Facebook, é uma coisa particular, pessoal e que (normalmente) não tem elementos profissionais, por assim dizer! Todavia, mostra um pouco de quem você é de seu comportamento. Normalmente isso não te ajuda a conseguir o emprego, mas há grande chance de reprová-lo se houver alguma coisa que coloque em dúvida coisas como caráter, honestidade, valores, etc. Um bom exemplo são as fotos que publicamos e que dizem muito de nós. Imagine que você publica fotos onde sempre está com um copo na mão, na balada, e com aquele aspecto que bebeu demais; imagine a menina que publica fotos sempre de roupas “ousadas” em poses sensuais. Vejam bem, são apenas exemplos de pequenas coisas que podem comprometer aquela boa impressão que construiu na entrevista, com as informações de seu currículo. Certa vez recebi um currículo onde o email da candidata era betepiriguete@hotmail.com. O que pode pensar um empregador nessa situação? (não escrevam pra ela, pois ela mudou o email). Algumas fotos ou declarações não precisam ser públicas, as redes permitem que se escolham quem pode ou não ver algumas de suas publicações. Em uma de minhas palestras mencionei isso e recebi uma “bronca” de um jovem da plateia dizendo “mas a empresa não tem nada a ver com que eu faço fora do trabalho”... hmmm ...o que pensam disso? Ele está certo em sua reclamação? Deixo essa indagação para sua reflexão, porém reforço o que disse: algumas coisas lá no seu perfil da rede social podem dizer coisas que não foram ditas na entrevista e nem mostradas em seu currículo. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

MENOS ESCOLA, PIORES EMPREGOS

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Uma frase que utilizo sempre em minhas palestras sobre mercado de trabalho, principalmente para jovens é “nunca deixe de estudar e aprender”. Não falo isso à toa. É óbvio que uma pessoa com maior escolaridade, maior bagagem de conhecimento, conseguirá em sua vida profissional, as melhores posições. Isso vale para aqueles que buscam oportunidades de trabalho como para aqueles que desejam empreender e ter seu próprio negócio.
Todavia, pesquisas recentes apresentam um dado que na minha avaliação é muito preocupante: está aumentando o número de jovens que não estudam e não trabalham. O dado se torna mais grave quando o maior aumento de jovens que abandonam a escola está na fase do ensino fundamental. A educação formal realizada nas escolas de hoje, não consegue estimular as crianças e adolescentes, produzindo apenas analfabetos funcionais. Talvez tenha exagerado nessa última frase, mas estamos chegando a um nível muito ruim de educação, o que já se reflete no mercado de trabalho, com o descompasso entre as ofertas de trabalho e os candidatos às vagas. Muito se fala na falta de qualificação e capacitação profissional, mas eu também sempre menciono a falta de educação básica antes da qualificação profissional. Como capacitar jovens que mal sabem escrever, interpretar um texto ou realizar uma simples “conta de mais”? Participo de um grupo na rede social Facebook onde empregadores divulgam suas vagas e as pessoas se oferecem a essas vagas. Fico impressionado com o nível baixo da escrita. Às vezes fica difícil entender o que estão querendo dizer! Vejo que as pessoas nem ao menos se esforçam para aparecer bem ali no grupo. Sem contar as coisas grotescas que colocam em seus perfis pessoais nas redes sociais! (falaremos disso em outro artigo)
Voltando ao tempo de estudo, que está cada vez mais baixo, a consequência para o país é desastrosa, mas, mais desastrosa ainda é para esse indivíduo, esse cidadão que corre o risco de ficar marginalizado no mercado de trabalho, perdendo as boas oportunidades e ficando com os piores empregos. Serão também os primeiros a perder seus empregos (mesmo ruins) e terão poucas chances de se recolocarem no mercado de trabalho diante de um quadro econômico instável.
Portanto, mesmo que a educação formal não tenha o nível de qualidade desejado, cada um deve buscar seu aprendizado, o conhecimento e zelar por sua evolução como cidadão e como profissional.  

Por Nelson Miguel Junior


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A CAMINHO DO DESEMPREGO

Desde os primeiros meses do ano apontamos a tendência de queda na geração de empregos. A cada divulgação mensal dos índices do CAGED essa tendência se confirma, ou melhor, deixou de ser uma tendência e é uma realidade. A cada mês, menos empregos são gerados. Os economistas prevêem ainda que logo chegaremos a uma situação de desemprego. A economia está patinando há tempo e não há uma ação governamental efetiva para conter os problemas. A recente alta do dólar e colapso na infrainstrutura do país, por exemplo, acelerarão a chegada dos problemas. Os estoques de grãos estão grandes na região Centro-oeste e não há como levar tal estoque para os portos. Não há ferrovias, estradas e mesmo caminhões para o escoamento da safra. Este é um exemplo de que sem uma base sólida, o país sempre irá sofrer com qualquer abalo na economia. Cada abalo desse tipo provoca conseqüência direta ao trabalhador, refletindo no número de empregos, nos salários e na qualidade do trabalho.

Estudos econômicos recentes afirmam que as empresas já estão sofrendo com o desajuste cambial e isso refletirá diretamente e primeiramente nos empregos. A indústria é o setor que mais está sendo impactado pela situação econômica e cambial e em muitas áreas do setor já há desemprego. Mesmo no setor de serviços já está havendo desemprego. Em julho, ainda houve criação de empregos (41.463 vagas), mas é a pior marca desde 2003. Se compararmos com o mesmo período do ano passado, a queda é de 71%. Mais grave ainda é que em 8 das 10 RMs (Regiões Metropolitanas) já há desemprego, ou seja foram fechadas mais vagas do que abriram (veja quadro abaixo). O governo já reduziu a meta de criação de vagas para este ano. A taxa de desemprego já está na casa dos 6% em julho.

Saldo de vagas nas 10 RMs: (total: -11058 vagas) 
Rio de Janeiro: -622
Curitiba: -1038
Salvador: -1069
São Paulo: -1455
Belo Horizonte: -1657
Porto Alegre: -2280
Recife: -5213
Fortaleza: 803
Belém: 1473


O saldo total ainda é positivo devido a setores que ainda estão crescendo, mas até quando isso se sustentará?

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

QUE TIPO DE TRABALHADOR A EMPRESA PREFERE?

O que é melhor: ser uma pessoa que trabalha muito ou que seja mais produtiva?

É de certa forma evidente que as empresas gostam muito daqueles que trabalham muito, os chamados “workaholics”, mas outras empresas encaram isso como um vício tolerável, já que favorece a empresa. Ainda há outra questão: nem sempre quem trabalha muito é o mais produtivo. Então, o “ideal” para a empresa é aquele que trabalha muito e com produtividade elevada. O que a empresa busca é a obtenção de bons resultados, portanto, trabalho e produtividade devem andar juntos.

Se você se considera um bom profissional, dedicado e que trabalha muito, veja se sua produtividade acompanha seu ritmo de trabalho. Trabalhar em excesso pode não ser o ideal, já que corre o risco de negligenciar outros pontos de sua vida profissional e pessoal. Você pode destoar de sua equipe, ter problemas de relacionamento no trabalho, perder oportunidades de se atualizar e ampliar seus conhecimentos técnicos e de mercado. Na vida pessoal, você pode estar deixando de participar de momentos familiares importantes e ainda desperdiçar um valioso tempo dedicado a você mesmo, cuidando da saúde e do lazer.

Uma auto-análise é fundamental e buscar o equilíbrio é sempre o melhor caminho. Alguma vez já se perguntou por que trabalha tanto? Por que isso é tão necessário? É vício ou necessidade? Se seu foco estiver totalmente no trabalho, isso é vício. Lembre-se: há um mundo fora do escritório. Há família, amigos, lugares...

Vamos deixar aqui algumas dicas para ser um profissional mais produtivo, e quem sabe, mais desejado pelas empresas.

1. Assumir tudo que lhe pedem para fazer pode trazer uma sobrecarga e isso não vai acabar bem. Ou não conseguirá fazer tudo ou não fará bem feito. Assim, somente assuma a responsabilidade por aquilo que possa fazer com qualidade e dentro do prazo. Até mesmo seu chefe deve receber um “não” quando for necessário.
2. Administre seu tempo de forma que consiga gerenciar suas atividades (profissionais e pessoais). Organize-se.
3. Entenda que suas tarefas devem ser realizadas dentro do horário de expediente e que fora disso, só em casos excepcionais.
4. Seja disciplinado
5. Recursos tecnológicos como smartfones, tablets, etc. devem ser utilizados a seu favor. O uso indiscriminado como responder mensagens e atender chamadas, por exemplo, irá atrapalhar a realização das tarefas.

Bom trabalho!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

INDICADO AO PRÊMIO TOP BLOG

Amigos e leitores,

O blog O MUNDO DO TRABALHO acaba de ser indicado por mais um ano consecutivo ao PRÊMIO TOP BLOG 2013, que escolherá os melhores blogs neste ano.

O nosso blog foi finalista nos últimos 3 anos, sendo eleito um dos melhores blogs nesses anos. temos certeza que com o apoio dos leitores estaremos novamente entre os melhores.

A escolha dos melhores blogs é realizada por juri popular e juri técnico. Assim que a fase de votação popular for iniciada, informaremos e convidaremos nossos leitores para participar.

Abraços a todos!

Nelson Miguel Junior

terça-feira, 6 de agosto de 2013

I SEMINÁRIO DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO NO ESTADO DE SÃO PAULO.

Acontece no próximo dia 21 de agosto de 2013, um importante evento promovido pela Superintendência Regional do Trabalho no Estado de São Paulo (SRTE/SP), o I SEMINÁRIO DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO NO ESTADO DE SÃO PAULO.


Este é um importante tema que já vem sendo debatido e combatido no Estado de São Paulo pelos entes públicos, inclusive com a promulgação de leis mais rigorosas contra maus empresários, que se utilizam deste meio cruel contra trabalhadores. A SRTE/SP promove esse seminário em um importante momento que buscamos erradicar essa prática.

Faça sua inscrição pelo telefone 11 3150-8120. Vagas limitadas!
Local: SENAC – Consolação – Rua Dr. Vila Nova 228
Horário: das 8h30 às 14h30 – (credenciamento a partir das 8h)

O Superintendente do Trabalho no Estado de São Paulo, Sr. Luiz Antonio de Medeiros, convida também para a participação em uma ação social, com a doação de 1kg de alimento não perecível, válido como ingresso no I SEMINÁRIO DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO NO ESTADO DE SÃO PAULO, que será recolhido na recepção do evento e revertido para entidade de apoio aos idosos.




O Seminário é uma realização da SRTE/SP e apoio do SENAC

domingo, 4 de agosto de 2013

PROPOSTA DE MUDANÇAS NO SEGURO DESEMPREGO

Ao ler os jornais de hoje, vejo as manchetes em letras garrafais: “Fazenda defende regra mais dura no Seguro-desemprego” e “Fazenda propõe limitar concessão de Seguro-desemprego e cortar parcelas”. Fiquei muito curioso sobre tal proposta. Nas últimas semanas, o governo federal, assustado com as manifestações de rua e possibilidade de perda de seu cacife eleitoral, vem anunciando medidas e propostas para a população, mas de forma atabalhoada e sem realizar análise mais profunda sobre cada uma delas. Neste caso específico sobre o Seguro-desemprego, mostra também a falta de unidade e comando, já que o Ministério do Trabalho e Emprego manifestou-se contrário a essa proposta do Ministério da Fazenda.
Dentre outras alterações, a proposta lançada agora pretende aumentar o tempo mínimo de emprego para a requisição deste direito, passando de 6 meses para um período entre 8 e 18 meses (na primeira vez que há o requerimento do Seguro-desemprego o tempo mínimo passa a 8 meses e 18 meses até a terceira solicitação).
O Ministério da fazenda alega que tal proposta de alteração no SD e no Abono Salarial, resultaria numa economia de R$ 5,8 bilhões ao ano.
Em outros artigos que escrevi e mesmo durante minhas atividades no sistema público de emprego, sempre orientávamos os trabalhadores requerentes do Seguro, que esse benefício é apenas um apoio temporário para que se busque uma nova oportunidade no período de desemprego e que quanto mais tempo demorar em buscar uma nova oportunidade, mais difícil se torna encontrá-la. Ou seja, o ideal é não receber o seguro e sim conseguir um novo emprego o mais rápido possível!
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, as principais causas do aumento de gastos com esses benefícios, são o aumento da formalidade, a grande rotatividade (turn-over) e o reajuste do valor do benefício.
Penso que tal proposta visa apenas economizar sem levar em conta o direito do trabalhador. Outras maneiras podem ser implementadas para se evitar fraudes (que ocorrem em profusão) e outras medidas a evitar que o trabalhador fique muito tempo fora do mercado de trabalho, inclusive uma campanha de educação e orientação.
Em 2011 um novo sistema informatizado começou a ser implantado nas unidades do sistema público de emprego em todo o Brasil, que permite agora colocar em prática uma ação que era prevista em lei, mas impossível de realizar por questões técnicas, que era a chamada “rotina de recusa” (hoje com outra nomenclatura), onde ao requerer o seguro, o trabalhador já realiza uma busca por uma nova oportunidade de trabalho e caso surja uma nas mesmas condições (ou em melhores) do emprego anterior, esse trabalhador, em caso de recusa sem justificativa dessa oportunidade, pode ter seu benefício bloqueado.  Isso foi uma medida muito importante, mas apesar do sistema conseguir fazer esse monitoramento, em muitos postos do sistema público de emprego do país, evitam orientar e mesmo bloquear o seguro do trabalhador que não deseja trabalhar e apenas receber suas parcelas (como se isso fosse uma vantagem para ele). O sistema também permite o cruzamento de algumas informações que também evita alguns tipos de fraude.

Assim, mais importante do que restringir ainda mais o direito dos trabalhadores com medidas obtusas, seria aprimorar os meios de fiscalização contra fraudes e permitir maior inserção e menos rotatividade de trabalhadores no mercado formal de trabalho, por meio de educação e valorização do emprego.

sábado, 27 de julho de 2013

DICAS SOBRE ENTREVISTA DE EMPREGO - entrevista com Claudia Fermino


Caros leitores,

Realizamos esta semana uma entrevista com a Supervisora de Intermediação de Mão de Obra do Centro de Apoio ao Trabalho da Cidade de São Paulo, um dos maiores centros públicos de emprego do Brasil, e que dará aqui sua contribuição com informações e dicas de comportamento na busca por oportunidades de trabalho, principalmente no momento da entrevista de emprego.

O MUNDO DO TRABALHO: Claudia, vocês atendem milhares de pessoas mensalmente. Sabemos que muitos trabalhadores que buscam oportunidades de trabalho têm dificuldades para achar seu espaço. Porque isso acontece?

Claudia Fermino: Muitos desses trabalhadores preenchem todos os requisitos para a vaga, como experiência ou cursos realizados, mas cometem erros durante a entrevista, por exemplo, que comprometem seu desempenho no processo seletivo e muitas vezes sendo determinante para sua exclusão do processo.

O MUNDO DO TRABALHO: Então não basta ter capacidade e experiência para preencher a vaga?

Claudia Fermino: É preciso também apresentar qualidade e outras habilidades, principalmente comportamentais.

O MUNDO DO TRABALHO: E você pode dar dicas aos nossos leitores?

Claudia Fermino: Alguns cuidados são essenciais para não perder pontos na hora "H". Por nervosismo, ou mesmo despreparo, muitos candidatos acabam desperdiçando oportunidades à toa. Planejar o que vai fazer é fundamental! No momento da entrevista, cumprimente o entrevistador com um aperto de mão firme e memorize seu nome. É importante manter uma fisionomia alegre e não demonstrar impaciência.

O MUNDO DO TRABALHO: esse momento inicial é muito importante?

Claudia Fermino: Sim. É aquela coisa de causar uma boa impressão logo no primeiro contato.  Algumas pessoas perdem chances por parecerem desinteressados e não prestar atenção ao que está sendo pedido. Se houver alguma dúvida, deve ser perguntado ao entrevistador. Então, ao sentar-se, mantenha uma postura reta. Esparramar-se de qualquer jeito na cadeira pode deixar uma impressão de preguiça, o que não é desejável para um candidato. Não coloque objetos pessoais sobre a mesa do entrevistador tais como bolsas, mochilas, pastas etc. A mesa é um território dele e não deve ser invadido. Mantenha seus pertences no colo. Não se debruce sobre sua mesa, não mexa em suas coisas e nem tente ler papeis que estão à vista. Se o telefone tocar, não preste atenção à conversa. Entrevistadores não gostam de candidatos “enxeridos” (risos).
Agora, durante a entrevista propriamente dita, quando tiver a oportunidade de falar, lembre-se que o entrevistador quer ouvir o que você tem a dizer e esta é sua chance de impressioná-lo. Respostas monossilábicas como “sim”, “não” e “é” não vão ajudar a mostrar como você pode ser importante para a empresa. Tente argumentar e interagir com o entrevistador. Mostre seu potencial e os diferenciais que você tem em relação aos concorrentes. Converse olhando de frente e pense antes de falar, evitando responder precipitadamente.

O MUNDO DO TRABALHO: Este momento da entrevista inicial é crítico para quem está concorrendo a vaga. Como lidar com esse nervosismo?

Claudia Fermino: Se estiver muito tenso, pode falar como está se sentindo. Com isso, você quebrará o gelo e se sentirá mais calmo. Mencionar isso para o selecionador não irá prejudicar o candidato na entrevista. Ao falar sobre si mesmo não se supervalorize. Isso pode levar o entrevistador a tentar lhe provar que você não é tão bom assim, além de criar uma imagem que muitos consideram antipática. Entretanto, não se subestime nem seja negativo. É importante ser humilde, mas confiante. Mantenha a calma mesmo em situações difíceis. Uma resposta ríspida ou grosseira pode eliminar suas chances de sucesso na entrevista.

O MUNDO DO TRABALHO: O nervosismo durante a entrevista pode levar o candidato a querem falar muito. Isso prejudica?

Claudia Fermino: É importante responder com objetividade. Responder somente aquilo que foi perguntado, pois o nervosismo ou mesmo querer demonstrar “conhecimento” pode levar a dizer coisas deslocadas e que não interessa ao entrevistador. Isso pode prejudicar. Um erro freqüente é tentar inventar respostas quando o entrevistador faz alguma pergunta sobre o assunto que você desconhece. Se você não souber, é melhor dizer “Eu não sei”. Ao dar uma resposta errada você perde sua credibilidade. Também é bom evitar dar opiniões sobre política e religião, por exemplo. Esses assuntos são muito polêmicos e nunca se sabe como a outra pessoa pensa. Limite-se a responder o que está sendo perguntado, evitando prolongar o assunto contando casos pessoais. A menos que seja necessário e pertinente, evite usar um vocabulário muito técnico. Ainda, evite falar mal do seu último emprego, do seu ex-chefe, ou comentar assuntos confidenciais da empresa anterior, pois isso pode levar à interpretação de que você está cuspindo no prato que comeu, o que não deixa uma boa impressão.

O MUNDO DO TRABALHO: Claudia, muito obrigado pela entrevista e sei que há muito mais dicas para as pessoas que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho, e espero poder contar com você em outras oportunidades.

Claudia Fermino nos concedeu uma entrevista com dicas sobre entrevista de emprego em 2012 no programa TVDesenvolver, onde disponibilizamos aqui o link para que você possa assistir.



Por Nelson Miguel Junior