ANO XIX

ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

UM NOVO MOMENTO DE AUSTERIDADE PARA AS EMPRESAS



Com o novo momento da economia brasileira, as empresas começam a adotar novas medidas. Algumas simplesmente demitem funcionários para reduzir custos. Outras preferem usar estratégias diferentes e inteligentes para melhorar o desempenho da empresa, seja quanto aos custos, seja quanto aos funcionários. As empresas que demitem, o fazem de modo geral, ou por ser a solução mais fácil e rápida ou por uma real falta de condições de manter seus funcionários.

Mas preferimos mencionar aqui aquelas empresas que adotam medidas mais eficazes nesses tempos de dificuldade e que exigem mais austeridade. Fazer isso não é fácil, já que exige esforço intelectual das equipes, mudanças na cultura da empresa e das pessoas que ali trabalham. Por outro lado, os funcionários passam a valorizar mais a empresa e seus empregos. Muitas empresas estão se adequando aos novos tempos com atitudes que vão desde a redução de custos gerais, como implantação de ações que reduzem energia elétrica ou materiais de escritório, por exemplo, até o melhor aproveitamento dos talentos que já existem, reduzindo eventuais ociosidades e dando oportunidades aos funcionários, inclusive oferecendo formação acadêmica ou técnica. Empresas que também se utilizavam terceiros para sua área de Treinamento, passam a utilizar seus próprios profissionais, aqueles com conhecimento e experiência, para atuar com os novatos ou com aqueles que estão ampliando suas responsabilidades dentro da corporação.

Com funcionários sentindo-se mais valorizados, melhor aproveitados e com menor risco de demissão a empresa pode gerar uma relação profissional de maior confiança mesmo com ações de redução de custos e eventuais "apertos" nas equipes, o que no final, vai gerar ganhos tanto para a empresa quanto para seus funcionários.


sábado, 9 de janeiro de 2016

A TEORIA DA SELEÇÃO NATURAL

Em épocas de crise econômica como a que estamos enfrentando agora, a situação dos trabalhadores, tanto aqueles que necessitam do emprego para sobreviver como os empreendedores, torna-se muito difícil. É preciso desenvolver boas estratégias para se manter ou conseguir um novo emprego, além de uma boa dose de sorte.

Muitas pessoas reclamam que não conseguem trabalho, mas pouco fazem para melhorar suas condições de concorrer a uma nova oportunidade. A baixa escolaridade ou tempo de estudo, o comportamento inadequado, a capacidade de se expressar e de se apresentar são bons exemplos de quesitos que podem barrar uma contratação até mesmo antes de começar o processo.

A teoria da Evolução/ Seleção Natural de Darwin pode ser aplicada a aqueles que buscam oportunidades de trabalho. A teoria diz que não é o mais forte que vence e sim o melhor adaptado. Exemplifico isso com muitas mensagens que recebo de pessoas reclamando que tem estudo, apresentam um bom currículo e mesmo assim não conseguem se recolocar. E então eu digo que ter um excelente currículo e um ótimo nível de escolaridade não faz necessariamente essa pessoa ser o melhor candidato para determinada vaga.

Poucos planejam ou se preparam para enfrentar um processo seletivo. Poucos preparam um currículo adequado e orientado para aquela oportunidade a qual pretendem conquistar. Não basta que o candidato tenha condições técnicas para conseguir a vaga. É preciso que esse candidato conquiste também a confiança do empregador ou da pessoa que estiver conduzindo o processo seletivo. Muitas vezes num processo de seleção,  a falta de experiência ou de capacitação técnica em determinada área pode ser superada por outras qualidades do candidato, mesmo algumas qualidades subjetivas. Muitas dinâmicas de grupo tem essa finalidade.

Portanto, devemos entender que em tempos de economia estagnada sempre haverá mais gente procurando trabalho do que vagas disponíveis e que a disputa por vagas terá como vencedores não os mais fortes mas os melhores preparados, os mais adaptados.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O MUNDO DO TRABALHO na rádio Showtime

Próximo domingo, dia 10 de janeiro,às 10h15 estarei no programa Celebridades In Foco da rádio ShowTime de São José dos Campos, falando sobre mercado de trabalho e comportamento. Falaremos também sobre o Blog O Mundo do Trabalho. O programa é apresentado pela jornalista Eliciane Alves.

Em São José dos Campos : 87,9 FM
Pela Internet: www.radioshowtime.com.br


sábado, 19 de dezembro de 2015

Um feliz Natal e um ótimo 2016, é o desejo do Blog O MUNDO DO TRABALHO para todos os amigos e leitores:


Mais um ano termina e o blog O MUNDO DO TRABALHO entra em seu oitavo ano, informando, compartilhando idéias, repercutindo os acontecimentos que provocam impacto na vida dos trabalhadores, empregadores e empreendedores. Continuem acompanhando o blog, participem, comentem e vamos juntos esclarecer as dúvidas para melhorar as chances de obter trabalho e de como contratar bem.
Grande abraço a todos os amigos e leitores do blog

Nelson Miguel Junior

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Quer saber mais sobre como fazer um bom currículo?

O currículo é um dos primeiros passos a serem dados na busca por uma oportunidade de trabalho. Fizemos esse vídeo apresentando uma forma simples e eficaz para elaborar um bom currículo. Veja o vídeo em nosso canal no youtube:

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

NOTÍCIAS DA ECONOMIA BRASILEIRA NÃO PODERIAM SER PIORES PARA O EMPREGO

É evidente que a economia desandou. Má gestão e corrupção desenfreada não só estão paralisando o país como o faz andar para trás. No meio do ano já se previa um PIB negativo em torno de 1%. Mas o ano ainda não terminou e o Produto Interno Bruto já está negativo em mais de 3%. É a queda mais forte da economia de um país em todo o mundo. Isso significa uma grave crise e forte recessão e a pior conseqüência é o DESEMPREGO.

Não só o número de desempregados já está na casa dos milhões como aumentou vertiginosamente a informalidade. A taxa de desocupados já ultrapassa os 33%, um recorde. Não é necessário ler jornais e as estatísticas, pois basta ir a rua para ver comércios vazios ou fechados e as placas de “passo o ponto” também estão por todos os lugares. Não há por parte do comércio, por exemplo, a perspectiva de contratação de funcionários temporários para este final de ano. A previsão para 2016 é ainda pior. O governo anunciou um ajuste fiscal, com cortes dolorosos, porém necessários. Todavia não cumpriu absolutamente nada e o rombo só aumenta.

Não estamos aqui para falar de política, mas das conseqüências de uma gestão nefasta e incompetente. Ao final quem paga essa conta são, principalmente, os trabalhadores e pequenos empresários. O estrago não será fácil de reparar.

Os trabalhadores estão temerosos e alguns setores já realizam demissões em massa. Agora, não só a Indústria apresenta resultados negativos, mas todo o setor produtivo. Aqueles que ainda estão empregados devem se emprenhar para manter seus empregos e aqueles que já perderam devem se preparar e aprimorar para aumentarem suas chances de voltar ao mercado de trabalho.

Todavia, a matemática é uma ciência exata: economia ruim = desemprego maior.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Reveja alguns dos artigos mais acessados pelos nossos leitores sobre o tema EMPREGO


Para ajudar na busca por uma oportunidade de trabalho, publicamos aqui os links dos artigos mais acessados e comentados sobre o tema Emprego, oferecendo dicas de comportamento profissional, entrevista de emprego e outras dicas importantes. Há ainda muitos artigos com dicas no blog além desses. Publicamos também muitos artigos sobre a conjuntura do mercado de trabalho, empreendedorismo e geração de renda. Convido os leitores a participar do blog ou ainda seguir a página do facebook ( https://www.facebook.com/omundodotrabalhosp/?ref=bookmarks )

ESTRATÉGIAS PARA ENFRENTAR O DESEMPREGO



QUALIFICAÇÃO E CAPACITAÇÃO – Como Entendemos?http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2015/07/qualificacao-e-capacitacao-como.html

BOA APRESENTAÇÃO NO PROCESSO SELETIVO:  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2015/05/boa-apresentacao-no-processo-seletivo.html

NÃO FOI PRA ISSO QUE FUI CONTRATADO:http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/11/nao-foi-para-isso-que-fui-contratado.html

A CONQUISTA DE UM EMPREGO – O SER COMPETITIVO:  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/11/a-conquista-de-um-emprego-ser.html

O MERCADO DE TRABALHO E AS REDES SOCIAIS:  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/08/o-mercado-de-trabalho-e-as-redes-sociais.html

COMPORTAMENTO PROFISSIONAL:  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/05/comportamento-profissional.html

A PREGUIÇA NUNCA CRIOU BONS FILHOS 
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/07/a-preguica-nunca-criou-bons-filhos.html

A MOTIVAÇÃO ESTÁ DENTRO OU FORA DE NÓS? :  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2011/06/motivacao-vem-de-fora-ou-esta-dentro-de.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Os Rumos do Mercado de Trabalho – Estratégias para enfrentar o desemprego

Há muito tempo não se via um quadro tão desolador no mercado de trabalho. A cada mês são divulgados números cada vez piores. O maior problema é que não há ainda uma luz no fim do túnel. Aliás, esse túnel escuro está apenas começando.

O número de postos de trabalho formal (com carteira assinada), assim como a renda do trabalhador está diminuindo drasticamente. A política econômica totalmente equivocada e populista, cobra agora seu preço. E no final, quem paga essa conta são os trabalhadores, principalmente os de menor renda. São os primeiros a perder seus empregos e ainda devem enfrentar a nova regra do Seguro Desemprego, que impedirá muitos de receberem o benefício.

Quais as estratégias para enfrentar a situação? Há como se salvar dos nefastos efeitos do desemprego?

O trabalhador deve tentar manter seu emprego, dedicando-se, aprendendo mais, produzindo melhor. Todavia, nem sempre isso é suficiente, já que há uma possibilidade de que o empregador simplesmente não possa mais arcar com o salário e demais custos. Caso a demissão se concretize, é importante que não se abata e mantenha o ânimo para a busca de nova oportunidade. Não se esconda nessa hora. Conte para seus amigos, parentes e conhecidos, que está desempregado e está em busca de recolocação. Quanto mais gente souber, maior a chance de alguém indicar uma vaga.

Nessa época de mercado de trabalho restrito, devemos lembrar que todo trabalho é digno e que estar empregado é a melhor opção. Caso surja alguma oportunidade, mesmo que não seja aquela desejada, esse trabalho lhe dará alguma remuneração e ainda lhe dará a chance de conhecer mais pessoas e a possibilidade de conquistar uma posição melhor na empresa. Estar empregado ajuda também a ter tranqüilidade para estar preparado para uma oportunidade melhor em outra empresa também.

Fazer bicos ou um pequeno negócio, mesmo que rudimentar, é uma possibilidade de obter alguma renda. Quem sabe esse bico ou esse negócio rudimentar não se transformam em um ótimo negócio?

O que não se pode é lamentar, ou apenas lamentar. Muitas vezes é num período de crise que surgem as grandes oportunidades da vida. É onde aprendemos a fazer coisas que nunca imaginamos, apresentarmos soluções nunca pensadas ou mesmo mudar totalmente o rumo da vida, para melhor.

Além de tudo isso, não se esqueça daquilo que é básico na busca de oportunidade de trabalho, como se preparar adequadamente, planejar, estudar, montar um currículo adequado, ir bem preparado numa entrevista, trajado adequadamente, etc.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

CUIDADO! VOCÊ PODE ESTAR SENDO ENGANADO

Junto com a crise vêm os aproveitadores da crise. Fiquem atentos para golpes aplicados contra pessoas desempregadas em busca de recolocação. Alguns golpistas, disfarçados de agência de empregos, estão voltando com essa prática com o aumento de pessoas desempregadas.

Agências e consultorias de emprego não costumam cobrar antecipadamente pelo serviço. Ou seja, só recebem depois que candidato estiver empregado. Se cobrarem alguma taxa ou o serviço antecipado, você pode estar caindo em algum golpe. Não pague! Algumas consultorias oferecem serviços de preparação do candidato, de coaching”, mas isso estará claro para o candidato ao contratar tal serviço. Normalmente, agências de emprego são remuneradas de duas formas: a) pelo candidato, que paga pelo serviço, após a recolocação (que pode ser uma percentagem do salário que vier a receber); b) pelo empregador, que contratou a agência para realizar o serviço de recrutamento e seleção.

Outro golpe aplicado em pessoas desempregadas é a promessa de efetivação em determinada vaga caso o "candidato" passe em um determinado teste, como por exemplo: "se você fechar 10 contratos a vaga é sua..." O candidato, para "garantir a vaga" vende o serviço para a mãe, para a tia, ele mesmo compra, gastando seus últimos recursos. Não caia nessa. É golpe!

Portanto, fique atento e não deixe que sua necessidade em conseguir rapidamente a recolocação no mercado de trabalho, piore ainda mais a situação.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Capital Human Report 2013 e 2015. O Brasil cai no ranking de qualidade da Força de Trabalho

Há exatamente dois anos, o FEM – Forum Econômico Mundial, divulgou o primeiro relatório sobre Capital Humano (Capital Human Report - 2013), envolvendo 122 países. O estudo avaliou 4 pilares principais: Educação, Saúde e Bem Estar, Força de Trabalho e Emprego e Ambiente Favorável. Cada um desses pilares continha algumas subdivisões avaliadas individualmente.


No ranking geral - 2013, o Brasil ficou apenas com a 57ª posição.

Veja quadro abaixo com a posição em cada pilar estudado:



Como podemos observar, o pilar Educação é o que apresenta situação mais crítica e isso tem influência direta na qualidade do trabalhador e em como seu trabalho pode gerar riquezas para o país.

O Brasil teve outras notas que ficaram bem abaixo da sua média geral, por exemplo:
·         Facilidade de encontrar profissional qualificado, ficou com a 101ª posição.
·         Em acesso a educação básica ficou em 69º lugar.
·         Acesso a Internet nas escolas: 88ª posição
·         Qualidade do sistema educacional: 105ª posição
·         Mortalidade Infantil: 64ª posição
·         Saneamento básico: 71ª posição

Como estará o Brasil hoje, em 2015?

 Está assim: 



No Capital Human Report – 2015, o Brasil ocupa a posição 78. A lista em 2013 envolvia 122 países e agora em 2015, são 124 paises. Apenas 2 a mais. Portanto, podemos afirmar que o Brasil despencou nesse ranking em apenas 2 anos.

(os links levam aos relatórios originais, em inglês) 




quarta-feira, 30 de setembro de 2015

BRASIL TEM A PIOR POSIÇÃO DA HISTÓRIA NO RANKING DE COMPETITIVIDADE

Há algum tempo publicamos aqui um artigo sobre a decadência da produtividade brasileira. Em 2012 estava na 48ª posição, caiu para 57ª posição e agora, em 2015, passa a uma vergonhosa 75ª. O Brasil deveria estar galgando posições no ranking, mas está rapidamente fazendo o caminho inverso, devido às políticas adotadas pelo governo. Dos 12 critérios analisados, o Brasil decaiu em 9. No quesito Educação e Treinamento o país ficou na vergonhosa 93ª posição. No indicador Ambiente Macroeconômico ficamos na 117ª posição. Pontos como Tributação ruim e ineficiente, Infraestrutura deficiente e defasada, fornecimento de energia (eletricidade), Educação de péssima qualidade e Saúde, também pesaram na queda no ranking. Dentre os países da América do Sul, ficamos atrás do Chile, Peru, Colômbia e Uruguai.

Enquanto outros países buscam melhorar seus níveis de educação, para a desenvolver e reter talentos, o Brasil faz o contrário, aprofundando cada vez mais o abismo com os países mais competitivos. Em nenhum momento, o poder Executivo ou mesmo o Legislativo, moveu um só dedo para aprimorar as políticas tributárias e a infraestrutura do país, por exemplo.

O quesito Confiança também foi responsável pelo salto negativo no ranking – 121ª posição. Esse indicador analisa as instituições, as contas públicas, pesando também os escândalos de corrupção generalizada nas instituições públicas, principalmente nos altos escalões. No indicador Ética e Corrupção, o Brasil ficou na 138ª posição, ou seja, a antepenúltima, somente a frente de Paraguai e Venezuela.

Abaixo, alguns indicadores analisados pelo estudo. No final deste artigo há um link para o ranking completo com todos os indicadores e subdivisões (em inglês)



O ranking é realizado pelo Fórum Econômico Mundial e os dados brasileiros foram pesquisados pela Fundação Dom Cabral.

Veja o ranking completo:


Para visualizar ou baixar o relatório completo:

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

DESEMPREGO AUMENTA EM VELOCIDADE ASSUSTADORA

Em apenas um ano aumentou em 52% o número de pessoas desempregadas. Quase 1 milhão de vagas perdidas nesse período. O que nos assusta não é apenas esse aumento, mas a velocidade em que o desemprego está aumentando. Segundo a metodologia utilizada, a PME – Pesquisa Mensal de Emprego, o desemprego está em quase 8%, todavia sabemos que utilizando metodologias mais próximas da realidade, como a do DIEESE ou Fundação SEADE, este número fica perto do dobro, ou seja, ente 15% e 16%. (veja artigo sobre as metodologias). Não é só o emprego que está diminuindo. A renda do trabalhador também. Os salários encolhem e ainda são corroídos pela inflação. Os setor da Indústria foi responsável por quase metade das demissões (475.000 postos de trabalho perdidos), seguido pelo setor da Construção, (com 385.000 postos de trabalho perdidos).

O próprio governo já admite que neste ano de 2015, teremos crescimento negativo, ou seja, apresentaremos um PIB de -2,7%. Segundo os economistas, o ano de 2016 pode ser ainda pior. Uma eventual retomada da economia poderia acontecer somente em 2018, mas que não significa melhora no mercado de trabalho.

O governo cometeu erros grotescos nas políticas públicas, principalmente nas políticas de emprego. Os incentivos como a desoneração da carga tributária em alguns setores produtivos, só fez adiar e aumentar o estrago no mercado de trabalho. Geralmente governos populistas implantam políticas sociais sem lastro econômico e que resultam em tragédias sociais. Todos sabem que a melhor política social é aquela que gera emprego, com boa educação de base e técnica. Mas não foi isso que aconteceu. Agora, além do aumento abrupto do desemprego, as políticas sociais começam a ruir. Hoje, os trabalhadores têm dificuldade em conseguir o Seguro Desemprego, por exemplo.

A situação é tão preocupante, que já começamos ver a crise nas ruas, com portas fechando no comércio e filas aumentando nos serviços de recolocação de mão de obra. É o pior mês de agosto desde 1995 na questão “emprego”.

Muitos trabalhadores partem para a informalidade ou mesmo tentam abrir o próprio negócio a fim de manter alguma renda. Para o governo, a informalidade piora ainda mais o quadro, já que cai a arrecadação.
O Brasil precisa acordar e mudar completamente o paradigma atual. É necessário uma mudança de cultura, promover o crescimento com sustentabilidade, fazer um verdadeiro choque de gestão (e nem vamos comentar aqui as questões relativas à qualidade ética e moral dos nossos políticos e governantes).


sábado, 12 de setembro de 2015

ESTÁ CADA VEZ MAIS DIFÍCIL VOLTAR AO MERCADO DE TRABALHO

As notícias sobre mercado de trabalho não estão nada boas. O desemprego aumenta rapidamente e a criação de vagas diminuiu como há muito tempo não ocorria. Os economistas afirmam que a queda do Produto Interno Bruto este ano será maior do que o esperado pelo governo e 2016 será ainda menor. Isso significa que a situação ainda irá piorar. Com a queda da produção industrial e o impacto da economia ruim no comercio e setor de serviços não há no horizonte perspectivas para o mercado de trabalho. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, feita para o jornal Folha de S. Paulo, os níveis da produção na Industria de Transformação estão próximos a dos anos 1940, época da pré-industrialização e a tendência é de piora do quadro. É o nível mais baixo da série histórica.

Os que estão empregados estão em risco de perder o emprego e os que estão desempregados estão encontrando muitas dificuldades para encontrar uma nova colocação. Uma das formas de medir essa situação é o tempo que uma pessoa demora para conseguir voltar ao mercado de trabalho. Esse tempo de demora aumentou muito neste ano. Em média um desempregado está demorando mais de 4 meses para conseguir uma vaga. As filas para o Seguro Desemprego estão grandes e ainda com um agravante: as novas regras impostas pelo governo para requerer o benefício, o processamento está demasiadamente lento e grande parte dos requerentes só conseguem começar a receber após 90 dias ou mais.

O que o trabalhador deve fazer neste momento? Em primeiro lugar, dar o seu melhor a fim de diminuir os riscos de ser demitido. Em seguida, ter em mente que os tempos de “bonança” acabaram e agir evitando gastos desnecessários e poupar, se possível. Para quem já está em situação de desemprego, o trabalhador deve se preparar cada vez mais para enfrentar a situação e o mercado de trabalho mais competitivo. Deve se preparar cada vez melhor para cada entrevista e cada processo seletivo que participar. Cumprir todo o “ritual” da busca pela oportunidade de trabalho é fundamental. A sorte ajuda quem se ajuda. É importante ter um currículo bem montado; estar sempre vestido adequadamente para a ocasião; estar pronto para todo o tipo de testes e perguntas dos selecionadores; importante ainda é manter a tranqüilidade diante do problema e o pensamento focado em cada processo seletivo. Avalie o que pode estar errado e corrigir eventuais falhas. Lembre-se que nesse momento, aqueles que estiverem mais preparados e adequados para cada oportunidade conseguirão as melhores vagas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

SETOR DE SERVIÇOS RECUA PELA PRIMEIRA VEZ DESDE 1990

O rumo da economia, direcionado pelo atual governo, está conseguindo um feito inédito: o recuo do setor de Serviços. Esse setor é responsável por 71% dos postos de trabalho no Brasil e tem sido até hoje aquele que consegue manter seus níveis de emprego mesmo em épocas de crise. Desta vez será diferente. Desde a redemocratização do país, mesmo com a grave crise dos anos 80 e início dos anos 90, é a primeira vez que isso ocorre.  O setor ainda é responsável por 61% do PIB – Produto Interno Bruto. Este ano teremos PIB negativo e o ano que vem (2016) também será negativo, apontam os economistas. Não houve área do setor de Serviços que resistiu a essa crise (que ainda está no começo). Com o encolhimento do setor Industrial e a queda da renda da população (inflação alta e desemprego) toda a cadeia produtiva foi afetada.

Para piorar a situação da economia brasileira, a exportação para países vizinhos se deteriora rapidamente, já que também vivem crises políticas e econômicas, e assim piora e expectativa da Indústria brasileira e conseqüentemente para o nível de emprego.

O setor de Supermercados também está prevendo forte queda no faturamento e diminuição dos postos de trabalho, pois com a diminuição da renda e dos empregos, cairá o consumo em geral, principalmente de alimentos.

O mês de julho, como mostramos no artigo anterior, registrou desemprego no país e não será diferente nos próximos meses. Teremos tempos difíceis pela frente já que o Brasil passa por uma séria crise política, institucional e econômica sem precedentes desde a redemocratização.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PREPARE-SE: A CRISE CHEGOU

Em tempos difíceis como a que começamos enfrentar, com a economia se deteriorando e uma crise política sem precedentes, a população em geral passa a pagar a conta do estrago.  Os efeitos mais aparentes são a perda do poder de compra e o desemprego. Já começamos a perceber isso com o aumento das filas pelo emprego e a queda de venda nos supermercados e em outros setores como o de automóveis e eletrodomésticos, por exemplo.

Neste ano de 2015, o PIB – Produto Interno Bruto será negativo e a previsão para 2016 é também de PIB negativo. Isso significa que há uma forte tendência de desemprego. O que até o final do ano passado foi queda no crescimento de postos de trabalho, hoje já podemos falar em desemprego. Para se ter uma idéia o que antes, segundo a metodologia do governo, se dizia haver um desemprego de aproximadamente 5%, hoje já está próximo dos 10%. Utilizando uma metodologia mais realista, podemos deduzir que o desemprego já é o dobro desse número.

Abaixo reproduzimos um gráfico comparativo entre os meses de julho de 2003 a 2015:

Visualizando a imagem acima podemos ver qual a situação do trabalhador brasileiro hoje e qual a tendência do nível de emprego. Julho de 2015 apresentou uma perda efetiva de 157.905 postos de trabalho, ou seja, houve desemprego.

Assim, resta aos trabalhadores e empreendedores, buscar mais conhecimento, desenvolver habilidades, treinamento, estudo e qualidade. Melhorar seus potenciais é a melhor forma de se manter no emprego ou conseguir nova colocação. Vamos lembrar também da fundamental importância das habilidades sociais e comportamento profissional, que muito antes do conhecimento técnico e experiência, pode decidir pela conquista da vaga ou não. (veja outros artigos publicados aqui no blog sobre esses assuntos).

Muitas pessoas que nos acompanham aqui, que nasceram nos anos 90, talvez não tenham a percepção exata do que estamos passando, não sabe o que é viver com inflação alta e desemprego. Deste modo, a minha sugestão é estar preparado para combater os efeitos do salário corroído, evitar a perda do emprego e se isso acontecer, estar apto a buscar novas oportunidades com maiores chances de sucesso.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

O PAÍS EM DECADÊNCIA - DESEMPREGO DISPARA

Acaba de ser divulgado o resultado do índice de desemprego no Brasil. Foram fechados em junho mais de 111 mil postos de trabalho, segundo o CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. O resultado é semelhante aos piores dias do início da década de 90 quando tínhamos hiperinflação e desemprego. É o pior mês de junho desde 1992. No acumulado de 12 meses já são mais de 600 mil postos de trabalho fechados.

Mais uma vez o quadro foi pior do que os especialistas (segundo pesquisa da Reuters) projetavam para o mês, que era de 98 mil postos perdidos. Os setores mais prejudicados foram os da Indústria de Transformação, Serviços e Comércio, mas todos os setores apresentaram desemprego salvo a Agricultura que apresentou um leve saldo positivo por motivos sazonais.

O quadro é muito sério, pois ainda estamos apenas no início de uma crise econômica. Nos últimos anos o governo adotou uma estratégia insustentável, com conceitos ultrapassados, sem nenhum planejamento e visando apenas a manutenção do poder. Nenhuma economia se sustenta dessa forma. Além da decadência econômica, uma crise política sem precedentes nos últimos anos começa a se desenhar.

O prognóstico não é bom. Não há nada que aponte uma mudança em curto ou médio prazo. Já voltamos a ver trabalhadores desempregados engrossar as filas dos centros de atendimento do SINE.


Senhores trabalhadores, preparem-se para dias difíceis. 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

DIANTE DA ALTA DO DESEMPREGO GOVERNO LANÇA PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO

O governo acaba de anunciar um Programa de Proteção ao Emprego, que prevê redução de jornada de trabalho de até 30% com redução proporcional de salários. O Programa passa a valer a partir de amanhã (7/07) por meio de uma Medida Provisória. O Programa permitirá que empresas de setores atingidos pela crise econômica possam aderir a esse regime temporário. A empresa que aderir não poderá demitir durante esse período e os trabalhadores ainda terão estabilidade de 1/3 do tempo em que vigorar o Programa na empresa. A metade restante do tempo da redução da jornada, o trabalhador deverá fazer cursos profissionalizantes do FAT. Segundo o ministro do planejamento, o Programa permitirá que o governo economize com o pagamento de Seguro desemprego. Um comitê está definindo, baseando-se em estatísticas, quais setores poderão aderir ao programa. A validade do Programa é até o final de 2016.  As empresas só poderão utilizar o sistema caso haja acordo entre a empresa e o sindicato.

Fonte: M.T.E. - http://portal.mte.gov.br/imprensa/governo-cria-programa-de-protecao-ao-emprego.htm

#omundodotrabalho

sábado, 4 de julho de 2015

QUALIFICAÇÃO e CAPACITAÇÃO – Como entendemos?

Constantemente ouvimos que para entrar ou se manter no mercado de trabalho devemos estar qualificados e capacitados. Ouvimos também que o que falta para as pessoas é “qualificação profissional”. Sem precisar pensar, apenas por lógica, já podemos entender que isso é uma verdade, ou seja, aqueles mais qualificados e capacitados terão mais chances no mercado de trabalho. Mas isso basta? É simples assim? Recebo muitas mensagens sobre isso e também vejo pessoas falando sobre isso nas redes sociais: “fiz curso profissionalizante e não consigo emprego”; “tenho vários cursos e formação superior, mas não consigo trabalho”; etc. Podemos ver pelos depoimentos que estar preparado para o mercado de trabalho não significa que apenas cursos e boa formação acadêmica irá garantir a vaga de emprego.

A Empregabilidade, ou seja, a capacidade de conseguir trabalho com mais ou menos dificuldades, depende de uma série de fatores e não apenas da qualificação ou capacitação. Estar qualificado e capacitado para uma determinada vaga indica que a pessoa pode ter conhecimento e capacidade técnica para exercer a função, mas isso sozinho não basta.

Tamanho do mercado para a profissão/função escolhida, nível de atividade econômica (nacional e local) determinam de imediato que muitos profissionais, mesmo capacitados e qualificados, terão muita dificuldade em conseguir trabalho, simplesmente pelo fato que há mais candidatos do que vagas. Porém se o nível de atividade econômica estiver em alta, com vagas suficientes para todos, outros fatores irão estabelecer as melhores chances: a experiência, a qualificação e capacitação técnica, a escolaridade formação acadêmica e o que chamamos de comportamento profissional (incluindo aqui as habilidades sociais, nível de comprometimento, etc.). Assim, as melhores vagas ficarão para os melhores candidatos, aqueles que completarem o conjunto de características necessárias para o mercado de trabalho.

Em muitos casos, uma pessoa que fez cursos de qualificação pensa que isso basta e que a dificuldade em conseguir trabalho é culpa de outra pessoa, da empresa... não é bem assim. Muitos desses candidatos não se apresentam adequadamente para a vaga, possuem um nível de idioma (português) muito ruim, dificuldade no raciocínio lógico e de se expressar. Muitos ainda perguntam: “mas o que tem a ver meu nível de português se estou me candidatando a auxiliar de limpeza?”. Só para exemplificar, nessa função, é importante o nível de leitura e entendimento (compreensão de texto), pois vários produtos utilizados por esses profissionais não podem ser utilizados ao mesmo tempo ou em certos ambientes, e assim, uma leitura ruim pode levar ao engano na leitura do rótulo de um produto. Portanto, se isso acontece para uma função onde “não é necessário dominar o idioma” imagine em funções mais técnicas, mesmo administrativas, onde o profissional tem de entender documentos, interpretar projetos, processos produtivos, etc.

Portanto, podemos entender que “QUALIFICAR-se e CAPACITAR-se” não é apenas realizar cursos, mas TAMBÉM se preparar como um todo, um profissional, com conhecimento e comportamento adequado. Para ser um bom profissional precisa ser antes um bom ser humano, um bom cidadão. 

#omundodotrabalho

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O FECHAMENTO DE POSTOS DE TRABALHO CONTINUA

O CAGED apontou o fim de mais de 115 mil postos de trabalho em maio. É o pior número de um mês de maio da série histórica, ou seja, desde 1992. 

De todos os setores, apenas a Agricultura se manteve estável. A Indústria e a Construção apresentaram o maior número de postos de trabalho fechados. Também é a primeira vez que há fechamento de postos de trabalho no mês de maio. Nem mesmo o setor de Serviços, que normalmente é uma reserva de empregos, se safou da paralização da economia.

Uma pesquisa realizada pela Reuters com especialistas, apontou uma projeção (média) de que no mês de maio haveria o fechamento de 38 mil postos, mas a realidade apresentou 115 mil postos. A Indústria apresentou o pior resultado em 13 anos. 

Os caminhos da economia escolhidos pelo governo, com forte incentivo ao consumo, baixo investimento em Infraestrutura e inovação (sem contar a educação básica), sem sustentabilidade e equilíbrio fiscal, só poderia ter como consequência os problemas graves que apenas começam a aparecer, como estagnação da economia com desemprego e alta da inflação.




segunda-feira, 8 de junho de 2015

RETROCESSO NO MERCADO DE TRABALHO

O mercado de trabalho começa a apresentar retrocesso com a estagnação da economia. Além de setores que já estão desempregando, principalmente na Indústria, outro fenômeno começa a surgir.

No mundo de hoje, incluindo o Brasil, há uma tendência de que se diminua o número de trabalhadores braçais, principalmente pelo fato dos mais jovens buscarem outros caminhos profissionais por terem mais acesso à informação e a educação, podendo se capacitar para outras funções. Todavia, o Brasil acaba de apresentar, segundo o IBGE, um aumento na oferta de trabalhadores domésticos. Isso significa que com a estagnação da economia as pessoas menos qualificadas profissionalmente estão voltando a buscar esse tipo de trabalho.

Desde o início da década o estoque de trabalhadores domésticos vinha diminuindo, mas neste ano o estoque voltou a crescer. O mesmo acontece se consideramos somente trabalhadores domésticos empregados. Enquanto a economia estava equilibrada trabalhadores domésticos buscavam outras áreas do mercado de trabalho, áreas com maiores possibilidades de crescimento profissional. Com a economia, agora em total desequilíbrio, os trabalhadores acabam sendo obrigados a voltar ao serviço doméstico. A notícia boa para esses profissionais é que a nova lei lhes dá garantias e direitos como qualquer outro trabalhador.


O desemprego na Indústria e o retorno de trabalhadores ao serviço doméstico é um forte indicador que uma crise relevante chega à economia e conseqüentemente ao mercado de trabalho.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

DESEMPREGO AUMENTA NO BRASIL

O IBGE acaba de divulgar a taxa de desemprego de abril (e do primeiro trimestre). Foram fechados quase 100 mil postos de trabalho, o pior índice desde 1992. A Indústria encolheu mais de 5% em março e a crise na Indústria começa a refletir nos setores do Comercio e Serviços. Segundo a metodologia utilizada o desemprego atingiu os 8%, mesmo não considerando como desempregados as pessoas que desistiram de procurar emprego formal ou não procuraram emprego nos últimos 30 dias. ( Entenda melhor as metodologias ).

Alguns setores do comércio varejista já registram queda de 30% no faturamento. A Indústria já está dando férias coletivas aos trabalhadores ou mesmo realizando demissões em massa. Além do aumento de desemprego, a inflação em alta, que já estourou a meta do governo em quase 100% está corroendo o rendimento do trabalhador.

Estejam preparados para um ano muito difícil!

domingo, 31 de maio de 2015

A BAIXA PRODUTIVIDADE BRASILEIRA – 2

Há algum tempo publicamos um artigo sobre a baixa produtividade brasileira e como isso afeta a economia e o mercado de trabalho. Naquele artigo mostramos que o Brasil é o penúltimo colocado da América Latina, somente a frente da Bolívia. Se levarmos em conta que o Brasil tem uma das maiores economias do mundo, esse dado mostra como somos um país atrasado e de futuro incerto.

Recentemente, um estudo da Conference Board, uma entidade americana formada por mais de 1200 empresas de 60 países, além de estudiosos e pesquisadores, mostra que o Brasil, comparado aos Estados Unidos, está ainda na década de 1950 e que são necessários 4 trabalhadores brasileiros para realizar uma tarefa que um trabalhador americano realiza.

Mencionamos no artigo anterior que isso não é decorrência da “preguiça” do trabalhador brasileiro, mas fruto de vários fatores negligenciados pelo Brasil e pela falta de prioridades do governo.

A baixa produtividade brasileira, segundo especialistas, é resultado de escolaridade baixa e de má qualidade, falta de capacitação e qualificação, infra-estrutura precária em todas as áreas, falta de investimento em tecnologia e inovação, planejamento e visão de longo prazo. A burocracia exagerada e alta carga tributária sem contrapartidas para a sociedade brasileira também são fatores importantes que acentuam a distância do Brasil dos outros países. Deste modo, não é sem razão, que o Brasil tem apresentado queda acentuada no PIB, com índice de crescimento negativo, enquanto outros países têm crescido.

O Brasil está cada vez pior em relação aos demais países emergentes e as distâncias no tema produtividade são cada vez maiores. O estudo aponta que na década de 80 um trabalhador brasileiro produzia quase metade do que um trabalhador americano. Hoje é de menos de ¼.

Com isso o Brasil vem perdendo acentuadamente a competitividade no mercado internacional e está tendo sua indústria corroída, transformando o mercado de trabalho em um mercado do setor de serviços que produz empregos de baixa qualidade e assim, uma sociedade de baixa qualidade.

Devemos lembrar, que é principalmente no setor industrial que são gerados os empregos de melhor qualidade, com trabalhadores mais preparados e qualificados. Quanto maior o desenvolvimento e crescimento da Indústria, melhor para o mercado de trabalho e para os trabalhadores.


Como aponta o estudo, o Brasil ainda está na metade do século passado e andando para trás. O Brasil, outrora país do futuro, anda a passos largos para o passado.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

DESEMPREGO EM ALTA

Um país só vai pra frente com estímulo a produção e investimentos nos setores produtivos. O governo optou por incentivar o consumo e alavancar a economia artificialmente assim. Não podia dar outra: Neste ano já se foram mais de 100 mil postos de trabalho na industria paulista e 350 mil no setor da construção. Outros setores começam a demitir em massa.

A política de desenvolvimento foi tão ridícula que mesmo na época onde havia emprego, eram massivamente empregos de baixa qualidade. O buraco estava sendo cavado a passos largos, mas muita gente preferiu ignorar a verdade.

Hoje, os empregos de maior qualidade que também necessitam de profissionais de melhor qualidade são em número muito pequeno. Ao mesmo tempo que um câmbio desvalorizado pode contribuir com exportadores brasileiros, o custo de produção é muito alto, o que torna o produto brasileiro muito caro e numa das pontas dessa cadeia, os empregos e a valorização dos profissionais são sacrificados.

Nesta semana, um atacadista abriu algumas vagas para uma de suas lojas e formou-se uma fila com milhares (sim, milhares) de pessoas, como há muito tempo não se via. As empresas varejistas já estão sentido fortemente a queda de vendas. Podemos até exemplificar o caso da a empresa Magazine Luiza, onde sua dona defendeu ferozmente a política econômica do governo e agora foi obrigada a fechar várias lojas e demitir funcionários.

Preparem-se, antes de melhorar, vai piorar muito.