ANO XIX

ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

IBGE DIVULGA PNAD 2013 – DESEMPREGO AUMENTA

Acaba de ser divulgada pelo IBGE a PNAD 2013 – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio e apresenta alguns dados preocupantes. Como comentamos várias vezes aqui no blog, a economia vem se degradando e provocando estragos. A Indústria já vem há tempos apresentando queda, com perda de produtividade e desemprego.

A população desocupada cresceu 7,2%, um número tão ruim quanto na crise mundial de 2009. A Taxa de desocupação (desemprego) também se elevou para 6,5%, a pior do período 2001-2013. A taxa de desocupados, ou seja, pessoas que estão procurando emprego, aumentou para 6,7 milhões de pessoas. Essa taxa aumentou em todas as regiões do Brasil, exceto na região Sul:

NORTE
17,2 %
NORDESTE
6,2 %
CENTRO OESTE
11%
SUDESTE
7,8 %
SUL
-2,2 %

Embora haja a expectativa ruim para a questão do desemprego para os próximos meses, tendência mostrada nesta pesquisa, outros indicadores foram positivos, como a taxa de formalização, onde aumentou em 3,6% o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado.

Essa diminuição na taxa de emprego em 2013 em relação a 2012, mostra que não é de hoje que a economia começa a dar sinais de estagnação. Se os indicadores apresentados neste ano de 2014 em outras, como a PME, estão piores do que 2013, podemos esperar uma PNAD de 2014 mais preocupante, já que estamos o país entrou em recessão técnica em agosto. Não é (ainda) motivo para desespero, mas para preocupação e atenção.

A PNAD 2013 apresenta outros dados como dados populacionais, analfabetismo, educação, renda, domicílios e tecnologia. Para conhecer a íntegra da pesquisa, acesse o site do IBGE: http://www.ibge.gov.br/


POPULAÇÃO
201,5 milhões
                                      Mulheres
51,5%
                                      Homens
49,5%
TAXA DE ANALFABETISMO
8,3%
ACESSOA A INTERNET
50,1%
                                       





* O IBGE divulgou um erro na pesquisa e alterou várias informações, incluindo população e taxa de analfabetismo que publicamos acima. Os dados corrigidos são:
População - Homens 49,4% e Mulheres 51,6%
Taxa de Analfabetismo - 8,5%
Pesquisa corrigida: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000018883109232014310419410583.pdf

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

EMPREGOS EM RISCO

Pesquisa da FIESP e CIESP aponta um cenário muito ruim para os empregos no setor da Indústria. Temos comentado neste blog o desempenho ruim que o setor industrial vem apresentando há vários meses, tanto na questão da produtividade como na questão do emprego. Até agosto, foram fechados 31.500 postos de trabalho só no Estado de SP e a previsão é que este ano 100 mil postos de trabalho sejam fechados no setor.

O quadro na indústria pode ser pior do que na crise mundial em 2008/2009, com a economia atual paralisada, com expectativa do PIB muito baixo, beirando 0,5% (ou menos) e sem nenhuma política industrial implantada pelo governo. Se a Indústria não tem competitividade, por incapacidade de investimentos, altos impostos e baixa produtividade, não só os empregos no setor serão afetados, mas como também no comércio e no setor de serviços.


A situação do emprego atual só não é pior estatisticamente porque muita gente está fora do mercado de trabalho, desistindo de procurar emprego. Mesmo pela metodologia atual (e duvidosa) do IBGE (PME), que aponta desemprego em torno de 5%, se essas pessoas continuassem a procurar emprego, haveria um salto para algo em torno de 8%. 

domingo, 14 de setembro de 2014

O MUNDO DESABOU. E DAI?

Por: Ana Christina Coelho da Silva

De repente,”não mais que de repente” a vida nos derruba de uma forma tão intensa que o chão desaparece sob nossos pés. O ar nos falta, as idéias se embaralham. A primeira coisa que se faz é nos afogarmos em nossa tristeza e em nosso desamparo, aparece um denso véu sob nossos olhos, em seguida aparece a revolta, aí então o que fazer? Erguemos a cabeça e tentamos tudo o que nos é possível no momento, jogamos toda nossa revolta nas coisas que podem mudar nosso destino, que sim pode ser mudado, muitas vezes com suor e lágrimas mas antes de tudo possível. Se tentamos uma vez e tudo escorre dentre nossos dedos, começa-se mais uma vez e mais quantas dezenas forem necessárias. Muitas fortunas começaram assim.

Por diversas vezes ouvi dizerem “isso não é pra mim”, “não consigo”. Sou absolutamente contra esse discurso, sim podemos tudo o que quisermos desde que usemos tudo o que podemos e o que não podemos para o conquistar.

Vocês devem estar pensando, discurso politicamente correto mas longe da realidade, mas estão muito enganados. Há alguns anos adoeci gravemente e isso me impediu de continuar com minha profissão, depois de 20 anos fazendo a mesma coisa pensei que não seria possível uma alternativa. Passado o susto busquei tudo o que era e o que não parecia possível. Cada dia um desafio, muitas frustrações e novos recomeços. Não fiquei rica mas resgatei minha dignidade, mas sobretudo não me vi mais aprisionada na minha cama. Minha saúde piorou, mas mesmo assim sigo lutando, me levantarei quantas vezes necessitar, mesmo que meus braços estejam exaustos de tantos recomeços.

Certo. Mais uma vez e daí? Se estamos sem emprego, com renda menor que nossas necessidades, muito podemos fazer, quer na diminuição de gastos ou na complementação de renda em habilidades das quais jamais pensamos. Aí se pergunta como? Existem inúmeros cursos e possibilidades gratuitas, revistas e livros, quanto mais habilidades mais oportunidades. Agora só depende de você!Ainda resta alguma desculpa?



ANA CHRISTINA C. DA SILVA – médica anestesiologista , legista e especialista em Saúde Pública, escritora e artista plástica 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

QUEDA DE 20,5% NA GERAÇÃO DE EMPREGOS EM AGOSTO

Os meses de agosto e setembro normalmente são de crescimento do número de postos de trabalho, principalmente pelo fato de estar começando a cadeia de produção para as vendas de final de ano. Mas neste ano a coisa não está tão boa.

A situação não foi pior pois o setor de serviços contribuiu positivamente para as contratações. Todavia, o setor industrial continua em queda livre e apresenta desemprego, ou seja, demite mais do que contrata. O mesmo acontece na agricultura.

A queda na geração de postos de trabalho em agosto foi 20,5% menor que no mesmo período do ano anterior. A queda no emprego vem acontecendo desde maio, fruto de políticas econômicas inadequadas e ausência de uma política industrial, que diminui a produtividade e desestimula investimentos. A cada mês as previsões do PIB são reduzidas e há quem aponte um crescimento de apenas 0,5%, um número pífio para um país como o Brasil, ainda mais se compararmos com outros países da América Latina que estão apresentando crescimento bem acima do crescimento brasileiro.

  
        

Em agosto de 2013 foram gerados 127,65 mil postos de trabalho contra apenas 101,42 mil em agosto de 2014. A tendência não é de melhora, já que há muita desconfiança nos rumos da economia para ofuturo próximo, incluindo ainda a dívida pública altíssima criada nos últimos anos, que ao final das contas, ceifará muitos postos de trabalho. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

FORUM PROFISSIONAL ROTARY de Campos do Jordão

Tivemos a honra de participar do I Fórum Profissional em Campos do Jordão, promovido pelo Rotary, com o objetivo de apresentar e trocar idéias sobre mercado de trabalho, profissões e carreiras, com jovens que estão iniciando ou iniciarão sua vida profissional. 

Vários profissionais participam contando suas experiências e atividades, exemplificando alguns caminhos que podem ser escolhidos na vida profissional desses jovens. Parabéns pela iniciativa do Rotary que com mais essa ação colabora para termos cidadão melhores para um país melhor.

Realizamos uma palestra sobre Comportamento Profissional e Marketing Pessoal para jovens que estão cursando o 2º e 3º ano do ensino médio.

O evento acontece entre os dias 01 e 05 de setembro na EE Vila Albertina, em Campos do Jordão.



Nelson Miguel Junior
Kassima Campanha
Lucas De Marco
Bernadete Padovesi
Marcio Arakaki
Lucas De Marco
Nelson Miguel Junior
 Nelson Miguel Junior
Nelson Miguel Junior
Benedito Mariano
Lucas De Marco

SETOR DE SERVIÇOS ENCOLHE EM AGOSTO

Como sabemos, a economia brasileira está mostrando sinais de crise e entra em recessão técnica. Assim como o setor industrial que há meses apresenta retração, afetando a produtividade e os empregos, o setor de Serviços, que ainda caminhava positivamente, perdeu fôlego e apresenta retração em agosto. Não é boa notícia para os brasileiros, já que esse setor é um dos que mais emprega.

Com o desaquecimento da economia e o com o ambiente econômico desfavorável, os investimentos, principalmente os novos, param. Além disso, o custos das empresas aumentam e os empregos começam a ser sacrificados.

Aparentemente, com o clima de pessimismo no mercado, não aparece a luz no fim do túnel para o próximo ano. teremos um ano de 2015 mais complicado e com menos empregos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

SITUAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO CENTRO DE APOIO AO TRABALHO (cidade de SP)

Tenho tentado acompanhar a situação dos CAT- Centro de Apoio ao Trabalho da cidade de São Paulo, que já foi uma referência nacional em sistema público de emprego e que agora vem se arrastando por uma série de problemas e falta de atenção por parte de quem o gere.

Há muitos meses estão acontecendo atrasos no pagamento dos salários e benefícios dos funcionários e o caso tem sido tratado sem a atenção necessária, pois são funcionários treinados e experientes. Embora sejam contratados por uma entidade, os funcionários não prestam serviço como funcionários de uma empresa terceirizada, já que todo o treinamento e estrutura hierárquica é subordinada ao órgão público a qual o CAT pertence.

Uma nova licitação para contratação de uma empresa para essa prestação de serviços está marcada para o próximo dia 29 e os funcionários estão de aviso prévio. A contratante (AVAPE) já está recolhendo as CTPS dos funcionários para um possível desligamento caso essa entidade não vença a licitação. Como sabemos, um processo licitatório leva tempo já que tem de respeitar vários prazos legais, incluindo eventuais contestações. O que pode acontecer nesse período? As unidades do CAT serão fechadas? Os funcionários serão efetivamente desligados? Haverá prorrogação do contrato atual?

Os funcionários já entraram em greve por diversas vezes (conforme noticiado e repercutido aqui no blog), já recorreram ao MPT e várias decisões foram tomadas e algumas descumpridas. A SDTE parece não se importar, já que nos recursos judiciais alega não ter responsabilidade sobre as contratações, mas os funcionários respondem a uma cadeia de comando na SDTE. Não sou advogado e nem pretendo entrar nessa seara, mas penso que a situação deveria receber melhor tratamento pelo órgão público.

Vou publicar abaixo o mais recente acórdão sobre o dissídio coletivo de greve, do mês de julho e que embora os funcionários tenham voltado ao trabalho, conforme o acordo, a entidade voltou a atrasar saláros e benefícios em agosto:

Acórdão DEJT
Processo Nº DCG-1000991-89.2014.5.02.0000
Relator RAFAEL EDSON PUGLIESE RIBEIRO
SUSCITANTE SINDICATO EMP INST BENEF RELIGIOSAS FILANTROPICAS SP
ADVOGADO NORIO OTA (OAB: 0117773)
ADVOGADO JORGE DONIZETTI FERNANDES (OAB: 0082747)
SUSCITADO MUNICIPIO DE SÃO PAULO
SUSCITADO ASSOCIACAO PARA VALORIZACAO DE PESSOAS COM DEFICIENCIA
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO

10009918920145020000

Natureza: DISSÍDIO COLETIVO DE GREVE

Data Base / Vigência: 1ª de julho - de 01.07.14 a 30.06.15 Suscitante: SEIBREF - Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes Religiosas e Filantrópicas de São Paulo Suscitada: 

1) AVAPE - Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência
2) PMSP - Prefeitura Municipal de São Paulo
/REPR/19/#/2014-07-22
RELATÓRIO
Trata-se de Dissídio Coletivo de Greve, ajuizado pelo SEIBREF -Sin-dicato dos Empregados em Instituições Beneficentes Religiosas e Filantrópicas de São Paulo, visando o pagamento dos salários atrasados de junho de 2014, do vale-refeição de junho e julho de 2014, o abono dos dias parados, reembolso de descontos indevidos de maio de 2014 e multa da cláusula 61ª da CCT vigente. Alega: que o dissídio refere-se aos empregados da 1ª suscitada (AVAPE) que prestam serviços para a 2ª suscitada (PMSP); que já houve greves anteriores por atraso de salários, em fevereiro e março de 2014, com acordos firmado entre as partes; que a 1ª suscitada (AVAPE) efetuou descontos indevidos de faltas de alguns empregados em maio de 2014, e não regularizou tal situação, além de atrasar os salários de julho de 2014 e o vale-refeição de junho e julho de 2014; que, ante a mora salarial, os trabalhadores se reuniram em assembléia e decidiram deflagrar a greve em 15.07.14. Juntou procuração (Num. 800344), estatuto (Num. 800349), carta de concessão de registro sindical (Num. 800359), ata de posse da diretoria (Num. 800364), atas de reunião relativas aos Dissídios Coletivos de Greve 10003457920145020000 e 1000559702014502000 (Nums. 800371 a 800380), ata de audiência de mediação junto ao Ministério Público do Trabalho (Num. 800386), Con-venção Coletiva de Trabalho vigente do período 2013/2014 (num. 800387) e ata de assembléia em que foi decidida a deflagração da greve (Num. 817638).

Em manifestação (Num. 817575), o suscitante (SEIBREF) informou o pagamento pela 1ª suscitada (AVAPE), em 16.07.14, do valerefeição e os salários de junho de 2014.

A 2ª suscitada (PMSP) apresentou contestação (Num. 825590), sus -tentando não ter responsabilidade pelos inadimplementos da 1ª suscitada (AVAPE).

Na audiência de 21.07.14 (Num. 826376) as partes firmaram acordo nos seguintes termos:

1 - Os trabalhadores retornarão ao serviço na data de 22/07/2014 e a Associação não descontará os dias de paralisação, contados da data de 15/07/2014 a 21/07/2014, inclusive.
2 - A Associação se compromete a efetivar a entrega dos vales refeições até a data de 25/07/2014.
3 - As partes estabelecem multa de 50% em prol do trabalhador prejudicado sobre o valor da parcela ou do benefício, no caso de inadimplemento.
4 - A Associação se compromete a efetivar o pagamento de salários nos moldes previstos em Lei sob pena das cominações previstas em Norma Coletiva da categoria.
5 - Garantia de emprego nos moldes do Precedente Normativo nº 36 deste E. Tribunal.



terça-feira, 19 de agosto de 2014

PEQUENAS E MICRO EMPRESAS COMEÇAM A SOFRER OS EFEITOS DA DESACELERAÇÃO DA ECONOMIA

Indicadores do próprio governo começam a registrar os efeitos da desaceleração da economia. Conforme mencionamos em artigos anteriores a Indústria está paralizada e está encolhendo. Teve a 33ª queda consecutiva e já apresenta desemprego em alguns setores. Informações divulgadas pelo Banco Central, em seu Índice de Atividade Econômica, o Brasil já está em recessão. A expectativa é que o PIB diminua ainda mais este ano, ficando na casa de 0,79%, bem distante dos 2,3% do ano passado. O Brasil, ao contrário de seus vizinhos da América Latina, terá um crescimento pífio.

Dentro desse quadro, as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) estão sofrendo ainda mais. As MPEs que estão no Estado de São Paulo tiveram seu pior desempenho desde 2009, auge da crise internacional. Outro importante indicador é que a inadimplência com cheques é a maior desde 1991.

Isso atinge diretamente o nível de salários que por sua vez impacta também no consumo, prejudicando todo o ciclo, principalmente as MPEs, mais suscetíveis a variações de desempenho da economia. Em seguida, os empregos são atingidos e os postos de trabalho começam a diminuir. Todavia, a expectativa das MPEs, segundo pesquisa do SEBRAE-SP é que o impacto negativo não seja tão grande.


Empreendedores devem sempre ser otimistas e enxergar oportunidades principalmente em tempos mais difíceis. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

MAIS EDUCAÇÃO E EMPREGO DE QUALIDADE

Acompanhando estudos sobre o mercado de trabalho observamos um interessante fenômeno no Brasil, onde, embora tenha aumentado o número de empregos nos últimos anos a renda dos trabalhadores diminuiu. Especialistas indicam que isso ocorre por que mais da metade dos empregos gerados enquanto tínhamos uma economia aquecida, eram empregos de baixa qualidade, que não exigiam escolaridade e muito menos alguma capacitação profissional.  Os analistas apontam ainda um sério problema nesse quadro, que embora os salários pagos para esse tipo de trabalhador sejam menores, os custos finais são maiores do que as ocupadas por trabalhadores com nível de escolaridade e qualificação profissional mais elevada.

Um grande perigo ainda para os trabalhadores com baixa escolaridade e que exercem o tipo de atividade mencionada, é que esses empregos são muito voláteis e como dissemos acima, com um custo mais alto para o empregador, são os primeiros a perderem seus postos de trabalho.

Para o País que pouco faz para melhorar a educação da população, principalmente nos primeiros anos de escola, ou seja, no ensino fundamental, essa criação de empregos de má qualidade para trabalhadores pouco qualificados, provoca uma produtividade muito baixa, trazendo aumento nos custos de produção e baixa capacidade competitiva.

Neste momento passamos por um grande perigo, pois mesmo com algum esforço para melhorar o nível e qualidade da educação em nosso país, a economia começa a patinar e o mercado de trabalho a encolher.
Lembramos que não só na questão da educação, mas em diversas outras, não devemos esperar que o governo faça o que tem de fazer.  Devemos ser pró-ativos e procurar melhorar nosso nível de conhecimento e fazê-lo com qualidade.  Somente com educação teremos empregos melhores, seremos mais produtivos, com maior estabilidade e melhores salários. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O MERCADO DE TRABALHO E AS REDES SOCIAIS












Há algum tempo publiquei aqui um artigo sobre as redes sociais ( http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.htm )  e a importância desse canal de relacionamento no mercado de trabalho. A Internet é um relevante meio de comunicação e de troca de informações, assim como as redes sociais, principalmente o Facebook, uma das principais redes utilizadas nos dias de hoje. Muitas empresas utilizam as redes sociais durante um processo seletivo. Não exatamente para encontrar candidatos, mas para obter mais informações sobre o candidato que já está participando do processo. 

Segundo uma recente pesquisa do site CareerBuilder, especializado em carreiras, 40% das empresas utilizam essa prática. A pesquisa mostrou que a maioria dos selecionadores encontra nessas “visitas” motivos reais para eliminar o candidato. Falamos disso no artigo anterior. Nessa pesquisa foram ouvidos 2138 profissionais da área de Recursos Humanos, que listaram 10 problemas freqüentes e que podem eliminar um candidato a uma oportunidade de trabalho, independente de suas experiências profissionais e acadêmicas.

1. Publicação de informações, fotos ou comentários provocativos e inadequados;
2. Informações e comentários sobre uso de bebidas e drogas; 
3. Reclamações de colegas de trabalho, chefias e empregos anteriores; 
4. Baixa habilidade em comunicação (incluindo excesso de gírias e baixo conhecimento do idioma);
5. Informações e comentários discriminatórios em relação à gênero, raça, religião, etc; 
6. Mentem sobre suas qualificações e habilidades;
7. Publicam informações confidenciais sobre o emprego anterior;
8. Possuem ligações com práticas ilícitas ou criminais;
9. Possuem apelidos não profissionais;
10.Mentem sobre a ausência em uma entrevista.

Como podemos observar se visitarmos o Facebook, por exemplo, encontraremos muitas páginas contendo algum dos dez itens listados acima. Digamos que você tenha um perfil no Facebook e outro no Linked In. Sabemos que o Linked In é uma rede social de perfil profissional e, portanto ao construir sua página você escolhe uma foto mais formal, publica seu currículo com suas informações profissionais e acadêmicas, suas habilidades e competências, tudo muito sério. Em contrapartida, em sua página no Facebook você publica um perfil totalmente diferente daquele publicado no Linked In, sempre com um copo na mão, fotos “sensuais”, escrito naquele “idioma” da Internet, utiliza muito palavrão, enfim, mostrando quem você “realmente” é. Tome muito cuidado e utilize as redes sociais e a Internet em geral a seu favor. Há mecanismos de privacidade nessas redes que podem deixar que coisas pessoais sejam vistas apenas por pessoas específicas. É como nos filmes policiais americanos que sempre dizem no momento da prisão: "tudo o que disser poderá ser utilizado contra você no julgamento". Um pouco de bom senso não faz mal a ninguém. 

Então, amigo, muito cuidado com aquilo que mostra publicamente em sua página em uma rede social. Sua página pode não levá-lo ao pedestal, mas certamente poderá derrubá-lo.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

SEUS DIREITOS: LER-DORT - A Doença Invisível dos Trabalhadores

Um tema muito importante será abordado aqui pelo nosso articulista na área de Direito Wallace Dias Silva. A LER e a DORT afetam milhares de trabalhadores e esse artigo visa informar e orientar tanto os trabalhadores como os empregadores quanto a essas doenças, principalmente no aspecto do Direito Trabalhista. 

1. O QUE É?
2. COMO É CAUSADA?
3. QUEM É O RESPONSÁVEL?
4. QUAL O AMPARO LEGAL?
5. E PARA O EMPREGADOR? COMO SE PRECAVER DE AÇÕES TRABALHISTAS E INDENIZAÇÕES RELACIONADAS A LER-DORT?
6. O QUE FAZER QUANDO UM EMPREGADO APRESENTA DOENÇA OCUPACIONAL?

Boa leitura!

Por Wallace Dias Silva

Olá Trabalhadores e Trabalhadoras, Empresários e Empresárias!
O tema deste artigo será a LER-DORT, assunto importante para a grande massa de trabalhadores e empresários brasileiros, que causa muitos efeitos sociais e jurídicos na sociedade, eis que envolve questões de saúde e convívio social dos trabalhadores, sendo de suma importância que todos tenham conhecimento de seus direitos e deveres, tanto por parte dos empregados quanto dos empregadores.

O QUE É?
A LER - Lesão por Esforço Repetitivo e a DORT - Doença Osteomuscular Relacionada com o Trabalho são doenças invisíveis que acometem os trabalhadores, os quais, com o passar do tempo, sem perceber, têm sua capacidade de trabalho total ou parcialmente reduzida.

De modo geral, são doenças ocupacionais relacionadas à área ortopédica e fisioterapêutica, afetando braços, ombros e mãos, como a tendinite ou a síndrome do túnel do carpo.
O trabalhador acometido por alguma Ler-Dort pode ter o direito de receber até 3 formas de indenizações: pelo INSS, pela Empresa e por eventual Seguro. Neste artigo, abordo a indenização de responsabilidade da empresa.

COMO É CAUSADA?
Os fatos geradores da Ler-Dort são movimentos repetitivos, reincidentes e contínuos, além do estresse e má postura, em razão da falta de descanso e de condições ergonômicas de trabalho decentes, com a consequente sobrecarga dos músculos, tendões e nervos,
Tais condições são ligadas a trabalhos relacionados a digitação, preenchimento de relatórios e contagem de dinheiro, como de caixas, atendentes, secretarias e escriturários bancários.

QUEM É O RESPONSÁVEL?
O responsável pela existência de Ler-Dort nos trabalhadores são, naturalmente, os empregadores que não fornecem os devidos intervalos e descansos, condições ergonômicas decentes de trabalho ou até mesmo Equipamentos Individuais de Trabalho (EPIs).
Logicamente, pode-se falar que os trabalhadores podem adquirir Ler-Dort por motivos externos ao trabalho, contudo, ainda que existindo "concausas" externas, é o ambiente de trabalho o principal causador e desencadeador das doenças.

QUAL O AMPARO LEGAL? 
O direito protege o trabalhador para prevenção e indenização por Ler-Dort em diversas frentes.
Neste sentido, existem normas preventivas como as Normas Regulamentadoras, Portarias, Instruções Normativas e Notas Técnicas do Ministério do Trabalho e Emprego, além de legislação esparsa e artigos da CLT.
No contexto da indenização (posterior ao dano), pode-se citar as indenizações por dano moral e por dano material, neste último incluindo a pensão mensal, lucros cessantes, restituição dos valores gastos com tratamento e manutenção do trabalhador em planos de saúde concedidos pela empresa.
Como amparo legal para o pagamento de indenização, existe, principalmente, os Arts. 5º, caput e Art. 7º, incisos XXII e XXVIII da Constituição Federal; Arts. 154, 157 e 166 da CLT e a NR17 do MTE.
Por tais dispositivos, os empregadores são responsáveis por toda e qualquer lesão que cause ao trabalhador, independente do grau da lesão (seja pequena ou grande) e independente de sua culpa (diante da responsabilidade objetiva e ser da empresa o risco do empreendimento, conforme determina o Art. 2º da CLT).

E PARA O EMPREGADOR? COMO SE PRECAVER DE RECLAMAÇÕES TRABALHISTAS E INDENIZAÇÕES RELACIONADAS A LER-DORT?

Sendo do empregador o risco da empresa, possui ele, também, o poder diretivo, ou seja, o poder de determinar as formas e estratégias das prestações de serviços.
Desta maneira, cabe ao empregador fornecer os EPIs aos empregados, condições ergonômicas de trabalho favoráveis, permitir que o trabalhador goze seus intervalos intrajornada e VIGIAR para que eles efetivamente usem os equipamentos e cumprem as ordens da empresa quanto à Segurança e Medicina do Trabalho.
Diante dessa responsabilidade, de modo geral, entrando na área jurídica, cabe o empregador cumprir o Capitulo V da CLT - "Da segurança e medicina do trabalho" - Arts. 154 a 200 da CLT e as Normas Regulamentadoras do MTE.
Cumprindo todas estas normas de proteção e vigiando para que sejam cumpridas pelos trabalhadores, efetivamente, é muito improvável que seus funcionários sejam acometidos por Ler-Dort.
Vale ressaltar ainda, diante do dever de vigiar e fazer serem cumpridas as normas de segurança, conforme determina o art. 482, inciso "h" da CLT, se o empregador fornecer e vigiar corretamente as condições de trabalho e o empregado não respeitá-las (não gozando dos intervalos ou não utilizando os EPIs, por exemplo), ele pode ser DISPENSADO POR JUSTA CAUSA, por ato de insubordinação.

O QUE FAZER QUANDO O EMPREGADO APRESENTA DOENÇA OCUPACIONAL?

O empregador deve emitir CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho e realizar os devidos exames médicos, como o ASO - Atestado de Saúde Ocupacional.
Dessa forma, uma vez que uma das formas de indenização e amparo ao trabalhador enfermo é o afastamento e pagamento de auxilio pelo INSS, após a emissão dos devidos documentos, sendo o trabalhador afastado, após o 15º dia de afastamento suspende-se o contrato de trabalho e o empregador não possui mais o dever de pagamento de salários ao trabalhador até o seu retorno ao trabalho.

EM CONCLUSÃO, ressalta-se que a Ler-Dort são enfermidades invisíveis, que afetam uma grande massa de trabalhadores provocando reduções motoras em suas capacidades de trabalho e até mesmo podendo afetá-los em suas vidas pessoal, lazer e convívio social.
Diante disso, é essencial que os empregadores respeitem as normas de segurança, proteção e medicina do trabalho, evitando terem de pagar indenizações vultuosas no futuro e também em respeito à dignidade e a vida dos empregados.

Por fim, vale relembrar a famosa máxima: um trabalhador respeitado e feliz produz muito mais ao curto e longo prazo, além da empresa não ser surpreendida com uma reclamação trabalhista no futuro, de modo que todos saem ganhando.

***

O leitor pode entrar em contato com nosso articulista pelo e-mail wallace.mundodotrabalho@gmail.com

Este artigo possui cunho informativo e educativo e não representa um parecer jurídico, para o qual é necessário a consulta de um Advogado ou do seu Sindicato.



WALLACE DIAS SILVA é membro da Comissão Acadêmicos de Direito da OAB/SP, fundador do Grupo de Estudos em Direito do Trabalho na PUC/SP, pesquisador e militante na área trabalhista, membro da Revista Fórum Jurídico e da Associação Sapientia e membro do escritório Anjos Ramos Advogados (Advocacia Trabalhista Bancária Especializada).

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sobre a greve no CENTRO DE APOIO AO TRABALHO na cidade de São Paulo

Sobre a greve no CENTRO DE APOIO AO TRABALHO na cidade de São Paulo, informamos que em audiência no Tribunal Regional do Trabalho ficou decidido que:
Os funcionários deverão retornar ao trabalho em 22/07 (amanhã) e terão os dias parados abonados (de 15 a 21/07). A AVAPE se comprometeu a regularizar o pagamento do Vale Refeição até 25/07. Determinou ainda o Tribunal que a AVAPE deve cumprir rigorosamente todas as obrigações legais. O descumprimento desse acordo pela AVAPE acarretará multa a favor dos trabalhadores.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

JUNHO 2014: menor criação de oportunidades de trabalho desde 1998

Acaba de ser divulgado pelo MTE - Ministério do Trabalho e Emprego os dados do CAGED (Cadastro geral de Empregados e Desempregados) do mês de junho. Os números apresentados indicam a menor taxa de abertura de novos empregos desde 1998. Foram geradas em todo o país apenas 25.363 vagas. Conforme comentamos em outros artigos nos últimos dias, a Indústria é o setor que está perdendo o maior número de postos de trabalho, seguidos pela Construção e o Comércio respectivamente. Foram mais de 28 mil vagas fechadas no setor da Indústria, 12 mil na Construção e 7 mil no comércio.

Outra informação importante é que a Região Nordeste fechou mais de 24 mil postos de trabalho, ficando com o saldo negativo,ou seja, há desemprego na região.

O declínio da economia brasileira está tendo, como não poderia deixar de acontecer, reflexos nas taxas de emprego. Setores como a Indústria e o Comércio vêm apresentando quedas constantes, o que aponta para um grande risco para os trabalhadores. O número apresentado para junho de 2014, mesmo com o advento da Copa, foi quase 80% menor que em junho de 2013.

Os dados completos ainda não foram publicados pelo MTE até este momento.

terça-feira, 15 de julho de 2014

CENTRO DE APOIO AO TRABALHO TEM NOVAMENTE SUAS ATIVIDADES PARALIZADAS











Nesta terça feira, em assembléia, os funcionários do CAT-Centro de Apoio ao Trabalho da Prefeitura de São Paulo, decidiram paralizar novamente as atividades e o atendimento ao público por falta de pagamento de salários e vale-refeição. Desta vez o atraso é de dois meses. Os funcionários foram informados que os salários poderiam ser depositados ainda no final do dia.

Mesmo com tantos problemas e com prognóstico ruim, a SDTE - Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo prorrogou o contrato com a AVAPE, entidade que contrata os funcionários para as atividades do CAT e que está em séria situação financeira.

A situação se arrasta sem que haja uma perspectiva concreta de solução do problema. Assim, a cada dia a qualidade dos serviços do CAT, tem decaído muito. Funcionários capacitados e bem treinados foram demitidos e os poucos que continuam e os recém contratados sofrem com os constantes problemas.

Muitos funcionários anteriormente desligados também encontram muitas dificuldades para receber suas indenizações e direitos.

O CAT é responsável pelas ações de Emprego no município de São Paulo e fornece diversos serviços como Carteira de Trabalho e Seguro Desemprego.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

QUEDA NO NÍVEL DE EMPREGO INDUSTRIAL

Ainda ontem publicamos um artigo sobre a queda constante no setor industrial e comentamos sobre isso, no reflexo que isso geraria nos empregos ( http://www.blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/07/setor-industrial-em-queda-constante.html  ).

Não precisamos esperar muito para confirmar a queda no nível de emprego. Hoje o IBGE divulgou os dados do Emprego para a Industria, apresentando queda em 15 das 19 setores pesquisadas e 10 em 13 regiões pesquisadas. Os Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul apresentaram as maiores quedas, mas a queda no emprego é generalizada em todo o país. Até setores que receberam facilidades do governo como desoneração da folha de pagamento ou redução de IPI apresentam dificuldades. Os setores como o Textil, Calçadista e de Vestuário, apresentam quedas mais fortes, já que ainda recebem a concorrência de produtos importados importados. Falamos isso no artigo de ontem.

O nível de emprego em maio recuou 0,7% e o acumulado do ano (até maio) é de 2,2%. Se comparado com maio do ano passado, a retração é ainda maior: 2,6%.

Como mencionei no artigo de ontem, a falta de uma política econômica e industrial correta e de longo prazo, só poderia acarretar em queda na produção e fatalmente na queda do nível de empregos.