A nova metodologia do IBGE para
medir a taxa de desemprego (PNAD Contínua) está mostrando números bem
diferentes da metodologia antiga (PME - Pesquisa Mensal de Emprego) e ainda
levanta outros pontos interessantes. Os resultados finais só serão apresentados
no final do ano, mas resultados parciais já estão sendo divulgados. Além da
taxa de desemprego que foi “atualizada” de 5,9% para 7,4%, foi possível “descobrir”
que as taxas de desemprego no Nordeste são bem mais altas do que se dizia. A
questão aqui não é saber que a taxa de desemprego no NE é alta, mas sim, o porquê
é alta, já que a região recebeu muitos investimentos nos últimos anos e a taxa
deveria ter diminuído. A pesquisa não analisou os motivos, mas podemos estabelecer
algumas hipóteses. Se as oportunidades de trabalho aumentaram no NE, porque o
desemprego é tão alto? Neste caso, a hipótese é o descompasso entre as ofertas
de emprego que exigem trabalhadores melhor preparados e a baixa escolaridade e
capacitação/qualificação profissional desses trabalhadores. Nesta região, 42%
das pessoas ocupadas não têm o ensino fundamental completo e 34% dos
desempregados também não concluíram o ensino fundamental, o que é um índice
altíssimo mesmo para os padrões brasileiros. São ainda 44% de pessoas em Idade
de Trabalhar que estão fora do mercado de trabalho. O IPEA – Instituto Econômico
de Pesquisa Aplicada – apontou que a Força de Trabalho na região está
diminuindo a cada ano. Outra hipótese é o alto número de pessoas que vivem de
benefícios sociais como o “Bolsa Família”. Mais de 50% dos nordestinos vivem desse
benefício. Portanto, essa contradição na região, onde há oportunidades de
emprego mas que não são ocupadas, podem estar mostrando que o problema não são
os investimentos econômicos na região para criar empregos, mas sim a falta de
estrutura e infraestrutura generalizada que dificultam o desenvolvimento. A
baixa qualificação e a baixa escolaridade parecem aqui, serem motivos fortes
para vagas não preenchidas e uma das mais baixas produtividades do país.
ANO XIX
ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Trabalhadores resgatados de regime de escravidão em carvoarias no Estado de SP
Segundo o Superintendente
Regional do Trabalho em São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, a situação ocorre
por haver uma zona de exclusão na região, sem fiscalização, sem a presença do
sindicato da classe, órgãos governamentais e prefeituras.
Menos Emprego na Indústria
Há um bom tempo falo aqui no blog
sobre a nossa economia que vem patinando e que isso, mais cedo ou mais tarde
ocasionaria um impacto negativo no nível de emprego. Isso é muito claro e eu
nem precisava dizer, mas o que não ficou claro para muita gente é que a
economia está patinando. Ouve-se também, há algum tempo, que estamos sofrendo
um processo de desindustrialização. Não sei se isso é fato tecnicamente
falando, mas a indústria vem perdendo o fôlego ano a ano e deixando de ser
competitiva dentro e fora do país. Não vamos discutir esse tema aqui em seu
amplo aspecto, mas sim no que se refere ao emprego.
Com a expectativa de um segundo
semestre (2013) melhor a indústria manteve a mão de obra contratada, porém essa
melhora não aconteceu. Isso resultou, segundo uma pesquisa com 370 empresas
industriais, que 79% delas não realizarão contratações em 2014. A pesquisa foi
dividida em indústria de pequeno, médio e grande porte, e o resultado para a
expectativa de contratações foi respectivamente de 78,9%, 78,3% e 81,6%. Ano a
ano, a pesquisa tem demonstrado uma expectativa cada vez menor de contratações
na indústria. Em 2010 era de 51% e em 2014 é de 21%. Há uma lei no mercado de
trabalho onde economia aquecida é igual a número maior de oportunidades e economia
menos aquecida é igual a menos empregos ou mesmo desemprego. Assim, além de não
promover novas contratações, houve um impacto forte na contratação e efetivação
de trabalhadores temporários. Até a alguns anos, o trabalhador temporário tinha
grandes chances de efetivação, mas agora o horizonte não é tão bom. Em 2013, apenas
10% dos trabalhadores temporários foram efetivados.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
NOVA METODOLOGIA DO IBGE PARA MEDIR O NÍVEL DE EMPREGO - Resultados mais próximos da real situação?
A partir deste mês, o IBGE modifica a atual metodologia para
medir a taxa de emprego no país. Na verdade, a modificação acontece na amostra
da pesquisa e não na totalidade do método em si. Todavia, essa alteração vai
aproximar um pouco mais as taxas da realidade. Até hoje a pesquisa do IBGE era
realizada nas 6 maiores RMs (Regiões Metropolitanas – Recife, Salvador, Rio de
Janeiro, Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte) e agora passa a incluir
outras regiões abrangendo um total de 3500 municípios, porém só será divulgada
a cada três meses.
Segundo alguns economistas, a estimativa é que a taxa de
desemprego medida pela atual metodologia que é de 5,6% ultrapasse os 8%. (Outras
metodologias de outras entidades, já apontam desemprego no patamar de 10% - ver
post : http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2013/06/desemprego-e-as-metodologias-de.html
)
A nova metodologia – PNAD Contínua
- está sendo implantada para se aproximar dos conceitos da OIT (Organização
Internacional do Trabalho) e também analisará outros indicadores como educação,
trabalho infantil e outros. Essa metodologia substituirá completamente em 2015
a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) e a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios). A PME continuará a ser divulgada até o final de 2014. Conforme citamos acima, a nova
metodologia altera alguns pontos, como a idade considerada na PIA, que antes
era de 10 anos e agora passa para 14 anos. Outro ponto relevante foi a mudança
no que se considera “inativo”, que antes considerava apenas 30 dias o período
para que o trabalhador estivesse desempregado. Algumas atividades antes
consideradas como “trabalhador empregado” (subempregados, bicos esporádicos, malabaristas
de semáforo, etc.) passam a ser considerados na nova categoria “Subocupação”. Alguns
termos também estão sendo modificados: a PEA – População Economicamente Ativa
passa a ser FT - Força de Trabalho e a PIA – População em Idade Ativa passa a
ser PIT – População em Idade de Trabalhar.
Na primeira divulgação dos resultados que acontece na data de hoje, o índice passa de 5,9 (2º trimestre de 2013) para 7,4% com a nova metodologia.
Outra situação apontada
nesta nova metodologia é o verdadeiro mar de gente em idade economicamente
ativa que não está procurando trabalho, seja porque recebem benefícios
sociais, desistiram de procurar ou mesmo nem tentaram ingressar no mercado de
trabalho. Isso corresponde a 61,3 milhões de pessoas que não entram nos índices
de desemprego. Isso demonstra a fragilidade do mercado de trabalho brasileiro.
As pessoas já começam a sentir o impacto de uma economia que está se desacelerando,
produzindo uma inflação alta e desequilíbrio nas contas. Portanto, mesmo com a
nova metodologia, o desemprego real no Brasil é muito maior do que os
apontados.
Por: Nelson Miguel Junior
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
CRESCIMENTO NA MICRO E PEQUENA EMPRESA
Já para o setor empresarial como
um todo, o otimismo não é tão grande. As agências internacionais de análise de
risco podem rebaixar o Brasil e os investidores estão prevendo um crescimento
máximo de 2,4% na economia em 2014, o que pode acarretar uma diminuição
considerável no mercado de trabalho. Os economistas brasileiros também preveem um
baixo crescimento econômico, afetando a Indústria principalmente. Analistas
mencionam ainda que esse patamar de crescimento é pífio, principalmente em um
ano onde acontecerá a Copa do Mundo de Futebol, já que nos países onde o evento
aconteceu 1,5% do crescimento deveu-se exclusivamente à Copa.
Vamos aguardar os acontecimentos!
Por: Nelson Miguel Junior
Por: Nelson Miguel Junior
domingo, 22 de dezembro de 2013
CONTRATAÇÃO POR INDICAÇÃO
Muitas pessoas com dificuldade de conseguir uma oportunidade
de trabalho tende, a certa altura, buscar “culpados” pelas dificuldades. Essa
dificuldade pode estar acontecendo por fatores de mercado, onde há mais
candidatos do que vagas naquele segmento ou região geográfica; pode ocorrer por
questões pessoais do candidato, como falta de preparo técnico ou mesmo
comportamental, e ainda em não saber como procurar trabalho.
Em grupos que participo nas redes sociais vejo muitas pessoas
que estão com essa dificuldade reclamar que “se não for indicado, você não trabalha”. Isso em parte é verdade,
mas as pessoas que reclamam entendem isso de forma distorcida, como se essa
indicação fosse por “nepotismo”, uma indicação apenas por ser amigo ou parente.
E não é esse tipo de indicação, popularmente chamada de Q.I. (Quem Indica), que
ocorre.
Hoje em dia, grande parte das contratações, que em alguns
casos chega a 90%, é realizada por meio de indicações de funcionários das
empresas e muitas empresas adotam e incentivam essa prática. Normalmente isso
ocorre porque o funcionário da empresa conhece como é a empresa e também
conhece a pessoa que poderá ser indicada, possibilitando uma maior segurança no
processo de contratação. Isso não significa que o candidato indicado não terá
que passar pelo processo seletivo com as entrevistas e testes de praxe.
Já me aconteceu estar em situação de poder indicar alguém onde
eu trabalhava e em algumas fiz a indicação e outras não. Uma das vezes fiz a
indicação de um amigo que se encaixava perfeitamente à vaga e em outra, apesar
do outro amigo que pensei em indicar, embora fosse extremamente capaz e excelente
para aquele trabalho, eu sabia que ele não permaneceria por muito tempo no
emprego, pois tinha outros objetivos e então eu estaria ajudando o amigo
naquele momento, mas estaria prejudicando a empresa. Assim, até mesmo aquele
que indica, não pode e não deve indicar apenas pela amizade.
Sempre falo sobre isso quando dou palestras sobre o tema “Mercado
de Trabalho”. Falo sobre o “networking” e avisar seus amigos e conhecidos que
você “está na pista” em busca de oportunidade de trabalho e são esses amigos e
conhecidos que são o seu “Q.I.” (quem indica). É sempre uma pessoa dessa que
irá se lembrar de você (caso se encaixe) quando abrir uma vaga na empresa onde
ele trabalha. Para se ter uma ideia, a busca de trabalho pela internet por meio
de sites de emprego e mesmo das empresas, a cada cem currículos recebidos
apenas 1 é chamado. Já pelas indicações de amigos e conhecidos, a cada dez
currículos um é chamado.
Portanto, não interprete o Q.I. na busca por uma oportunidade
de emprego, como algo nocivo (salvo aquelas indicações políticas de “apaniguados”).
Faça-se lembrar pela sua competência, profissionalismo, pelas suas qualidades,
enfim. Assim sua busca se tronará menos difícil.
Por: Nelson Miguel Junior
Para: O Mundo do Trabalho
sábado, 21 de dezembro de 2013
FELIZ NATAL !
DESEJO AOS AMIGOS E LEITORES DO BLOG "O MUNDO DO TRABALHO" UM NATAL ILUMINADO, REPLETO DE AMOR E PAZ
FELIZ NATAL
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
DESEMPREGO EM QUEDA??? Não é bem assim...
Ora, que boa notícia!!!! Mas há aqui uma contradição já que a
economia brasileira está patinando, desacelerada, baixo crescimento, com PIB
baixo, baixíssima criação de novos postos de trabalho e previsões nada
alvissareiras para 2014. Como pode, então, o desemprego cair?
A resposta não é tão difícil: Menos pessoas estão em busca de
emprego.
Então surge outra pergunta não tão simples para ser
respondida: Porque menos pessoas estão desistindo do mercado de trabalho? São
duas as principais hipóteses e que vêm ao mesmo tempo: 1. Jovens que retardam
sua entrada no mercado de trabalho (incluindo aqueles que fazem isso para
aumentar seu tempo de estudo e aqueles que simplesmente não desejam entrar no
mercado no momento, conhecidos como “nem-nem”,
nem trabalham nem estudam); 2. O desemprego por desalento, onde o indivíduo
deixa de procurar emprego em virtude de dificuldades de diversas ordens,
principalmente a de buscar oportunidades e competir.
Outras razões também podem ter peso nessa situação, mas não é
tão simples identificar. O que sabemos é que embora pareça uma boa notícia, o
índice divulgado está longe de demonstrar mercado aquecido, ao contrário,
mostra problemas sérios, uma bomba que pode explodir lá na frente.
Uma coisa é certa: Bom nível de emprego se faz com economia
aquecida. Sem isso, o mercado de trabalho não se sustenta.
Por: Nelson Miguel Junior
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Perdas do FGTS podem ser recuperadas
Notícia interessante para quem contribuiu com o FGTS (contrato
formal de trabalho) de 1999 a 2013: Com a decisão do STF que considerou ilegal a
TR, até então índice que corrigia o valor monetário de precatórios e do FGTS, trabalhadores
(inclusive aposentados e quem já retirou o FGTS) poderão entrar com ações
judiciais requerendo a correção dos valores.
A correção monetária que devia ser aplicada para proteger os
valores do FGTS da inflação, não aconteceu com a utilização da TR (Taxa
referencial) já que haviam outros indicadores, como o INPC, que proporcionavam a
devida correção.
Assim, os trabalhadores receberam abaixo do que deviam. Em alguns casos, a diferença pode chegar a 80% dependendo do período. Para se ter uma ideia, em um determinado período, enquanto a TR foi de 0,04% o INPC registrou 6,67%.
Assim, os trabalhadores receberam abaixo do que deviam. Em alguns casos, a diferença pode chegar a 80% dependendo do período. Para se ter uma ideia, em um determinado período, enquanto a TR foi de 0,04% o INPC registrou 6,67%.
Os trabalhadores que estiverem incluídos nesta situação podem
recorrer à justiça para receber a diferença.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
CONFIA ME é premiado mais uma vez no Prêmio Citi 2013

Pelo quarto ano consecutivo a Instituição de Micro Finanças CONFIA ME, recebe o prêmio principal na categoria IMFs, no Prêmio Citi Melhores Empreendimentos 2013. O Prêmio, o maior em microfinanças, é um incentivo do Citi (Citibank) para Microempreendedores, Agentes de Crédito e Instituições de Micro Finanças, e visa promover o desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil. O CONFIA ME foi duplamente premiado, já que a vencedora da categoria Agente de Crédito, foi Marly Freitas, da equipe do CONFIA ME.
O Blog O MUNDO DO TRABALHO, parabeniza a equipe do CONFIA ME, em nome de seu presidente Augusto Ferreira.
Na foto: imagem 1: Augusto Ferreira (ao centro), imagem 2: Augusto Ferreira e Maria Cândida - (apresentadora e mestre de cerimônias), imagem 3: Prof. Wanderley Rodrigues e Marly Freitas
PARABÉNS A TODOS OS AMIGOS DO CONFIA ME
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Neste sábado, 23 de novembro às 15 h, a AME Campos do Jordão e o blog O MUNDO DO TRABALHO, realizam em Campos do Jordão, na sede da AME Campos, o I Workshop Vida Profissional - Mercado de Trabalho e Empregabilidade, para alunos do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) Algumas vagas foram abertas para o público interessado.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL
Neste dia em que se comemora o
Dia da Consciência Negra, somos remetidos à lembrança dos tempos da escravidão.
Oficialmente abolida pela Princesa Isabel ao assinar a Lei Áurea, a escravidão
de fato nunca acabou. Não falaremos aqui de questões de preconceito racial ou
social, já que não é o foco deste blog, mas comentaremos alguns fatos recentes
e que parecem nunca serem erradicados.
Há algum tempo, aqui no blog,
divulguei dois eventos de combate e discussão sobre trabalho escravo nos dias
de hoje. O Governo do Estado de São Paulo criou uma lei para punição das
empresas flagradas exercendo regime de escravidão aos seus funcionários, bloqueando
sua Inscrição Estadual, que na prática impede as operações da empresa.
Divulguei ainda a realização de um seminário sobre o tema realizado pela
Superintendência do Trabalho no Estado de São Paulo. São ações importantes e
que dão projeção às discussões e possíveis caminhos no combate à escravidão.
Trabalhadores são contratados (entenda-se
aliciados) em diversos segmentos, seja em áreas rurais ou urbanas e acabam
tornando-se verdadeiros prisioneiros, por vários meios de coerção, até mesmo
cárcere privado, vigiados por seguranças e pistoleiros. É comum em áreas rurais os “escravos” serem submetidos
a trabalhos forçados, degradantes e viverem em situação de extrema
precariedade. Nas áreas urbanas é comum encontrar os “escravos” atuando na
indústria de confecções, destacando-se estrangeiros bolivianos (legalizados ou
não). A área de construção também vem se destacando na utilização de mão de
obra “escrava”, principalmente nas grandes obras como a usina de Jirau e Santo
Antonio (na região Norte).
Empresas estão sendo autuadas e
fiscalizadas, principalmente no estado de São Paulo com ações de fiscalização
do Ministério do Trabalho e do Governo do Estado. São grandes empresas de
construção e marcas famosas de vestuário que mais descumprem a lei. No ano
passado quase três mil trabalhadores
foram resgatados do regime de trabalho análogo à escravidão. Este ano só no
estado de São Paulo foram resgatados até o momento 265 trabalhadores (veja quadro abaixo)
SETOR
ECONÔMICO
|
TRABALHADORES
RESGATADOS
|
Construção
|
111
|
Têxtil
|
75
|
Rural
|
79
|
Por: Nelson Miguel Junior
domingo, 17 de novembro de 2013
PREPARANDO-SE PARA ENFRENTAR O MERCADO DE TRABALHO E CONQUISTAR UMA CARREIRA
Nenhum time vence um campeonato
sem preparo. O preparo se inicia na formação do time, na estrutura, no
planejamento e no talento e determinação de cada time. O time tem que ser formado pelos melhores
jogadores que puder contratar, um bom técnico, estabelecer seu objetivo
(exemplo: chegar entre os 4 melhores neste ano e ser campeão no próximo ano) e
planejar a estratégia para alcançar esse objetivo.
Assim deve ser aquele que está
buscando uma posição no mercado de trabalho, ou seja, deve se preparar da
melhor forma possível, aprendendo e estudando, estabelecendo objetivos
profissionais, planejando como será a busca pelo trabalho, a conquista do
emprego, sua evolução até o sucesso profissional.
Muitas coisas só dependem de si,
como vontade e determinação, estudo, comportamento adequado para o ambiente
profissional, entre outras. Então,
deve-se iniciar o preparo dessa caminhada, elaborando um bom currículo,
pesquisando os melhores meios e locais para fazer com que esse currículo seja
eficazmente distribuído de acordo com seus objetivos. O próximo passo é a
entrevista com o possível empregador. Se você foi chamado para uma entrevista é
porque algo em seu currículo chamou a atenção do selecionador, então não estrague
tudo nesse momento. Prepare-se e planeje essa fase. Tenha domínio das
informações que colocou no currículo, apresente-se de forma adequada, com
roupas apropriadas e demonstre a importância do momento para o selecionador. Mostre
sua vontade de conseguir a vaga e seja objetivo nas respostas ao entrevistador.
Conseguir o emprego não é o
objetivo final, mas apenas a primeira parte. Agora que tem o emprego você deve
manter-se nele e para isso, além do desempenho “técnico” que é esperado, seu
comportamento profissional está sendo constantemente avaliado, para o bem e
para o mal. Neste ponto cabe destacar a sua capacidade de trabalhar em equipe e
conviver com as pessoas, sua dedicação, sua prestatividade, sua vontade em
aprender mais sobre seu trabalho e estudar. Assim poderá ser promovido na
empresa ou, no momento adequado, buscar melhores posições no mercado de
trabalho e seguir uma carreira profissional de sucesso.
Lembro que tudo isso não
significa que sua carreira começará, por exemplo, como Office boy ou ajudante
geral e chegará à presidência de uma grande empresa multinacional. Significa
que você poderá ser o melhor na área que escolheu ou na profissão que seguiu.
Tenho um conhecido, entre outros
muitos exemplos, que fez um curso de mecânico e conseguiu um trabalho em uma
pequena oficina de máquinas. Conforme as máquinas que consertava eram
modernizadas ele também foi aprendendo sobre as novidades e estudando cada vez
mais sobre elas e tornou-se um grande técnico especialista neste tipo de
equipamento. Continua metendo a mão na massa e fica com aqueles dedos cheios de
graxa característico dos mecânicos, mas muito bem remunerado, requisitado em
vários países do mundo quando há problemas nas máquinas e a cada ano, passa
suas férias em um lugar diferente do mundo.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
PRÊMIOS ROTÁRIOS DE LIDERANÇA JUVENIL - 1º RYLA de Campos do Jordão

Foto: Com Kassima Campanha - Presidente do Rotary Club de Campos do Jordão/SP
No último sábado, dia 9 de novembro, participei de um importante evento do Rotary Club, o 1º RYLA do Rotary Club de Campos do Jordão - Prêmios Rotários de Liderança Juvenil, colaborando com uma palestra para os jovens do ensino médio, com perspectivas de liderança, que estão em preparação para sua vida adulta e também profissional.
Foi uma belíssima experiência poder passar um pouco de nosso conhecimento para tais jovens comprometidos com um futuro melhor para todos.
Congratulo-me com os organizadores do evento, os membros do Rotary Club de Campos do Jordão e principalmente com esses jovens, futuros condutores de nossa sociedade.
domingo, 3 de novembro de 2013
1º RYLA do Rotary Club Campos do Jordão
No próximo dia 9 de novembro estarei participando do 1º RYLA do Rotary Club de Campos do Jordão, realizando uma palestra sobre Marketing Pessoal. O RYLA é um evento Internacional promovido pelo Rotary Club e destinado aos jovens.
Fiquei muito honrado com o convite para ser um dos palestrantes e deixo registrado meus agradecimentos à presidente do Rotary Club de Campos do Jordão, Sra. Kassima Campanha e a todos os rotários.
Abaixo um print com os detalhes do evento.
Fiquei muito honrado com o convite para ser um dos palestrantes e deixo registrado meus agradecimentos à presidente do Rotary Club de Campos do Jordão, Sra. Kassima Campanha e a todos os rotários.
Abaixo um print com os detalhes do evento.
sábado, 12 de outubro de 2013
CONTRATAR e PROMOVER - Tentando decidir corretamente
A primeira vez que tive que decidir por uma contratação, o
candidato em questão passou nos testes, tinha os requisitos básicos e minha
intuição pedia para aprová-lo. Passado algum tempo, apesar de tecnicamente
estar se saindo bem, mostrou-se incapaz de conviver com os colegas, inclusive
em questões de trabalho, prejudicando a certa altura o rendimento de toda a
equipe. Esse episódio me mostrou que a intuição pode falhar. Mas como, lá no
momento de decidir, a intuição ou a impressão que tinha do candidato era fator
de decisão, comecei a ajudar minha intuição com um olhar para algumas
características subjetivas (além das objetivas e técnicas anteriormente analisadas). Acabei treinando
minha intuição e passei a errar muito menos. Certa vez, aconteceu de
entrevistar para meu departamento duas pessoas bem acima da idade estabelecida
pelo pessoal de RH antes dos testes. Entendemos naquele momento que eram os
profissionais que precisávamos. Tinham capacidade, experiência e disposição. Tivemos
que brigar com o gerente de RH que não queria contratá-los por causa da idade,
mas acabamos por contratá-los e assumir a responsabilidade caso não desse
certo. Aqui a intuição estava correta e ambos se tornaram os melhores da equipe.
Promover um funcionário também é uma questão que exige muita
responsabilidade, pois a escolha não só irá refletir para os objetivos da
empresa como na vida do funcionário promovido. Um funcionário que é promovido
corre um grande risco, pois se não tiver bom desempenho não poderá voltar à
posição que estava e pode ser demitido. Aqui, o responsável pela promoção deve
ter segurança naquilo que está fazendo, tem de saber da capacidade do
funcionário a ser promovido e de suas condições de evoluir. É comum em equipes
de vendas um bom vendedor ser promovido a supervisor ou gerente pelo mérito de
ser um bom vendedor sem que seja observada a sua capacidade de gerir uma
equipe, causando prejuízo para as metas da empresa e para esse profissional que
poderá ter seus ganhos reduzidos ou mesmo perder seu emprego.
Portanto, aquele que decide pela contratação de um novo
funcionário ou por uma promoção deve fazê-lo com muita responsabilidade,
avaliar os critérios técnicos, objetivos e subjetivos e treinar sua intuição a
não lhe pregar peças. Não podemos esquecer que neste momento está em jogo a
necessidade da empresa e a vida de um profissional, onde devemos eliminar o
quanto pudermos a margem de erro para essa decisão.
Por: Nelson Miguel Junior
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
SALÁRIOS E BENEFÍCIOS
Sempre defendi que a renda do
trabalhador deveria ser composta apenas pelo salário e que fosse condizente com
a remuneração pelo trabalho desempenhado. Benefícios deveriam continuar como
uma estratégia para atrair e manter um bom profissional, um algo a mais. Mas
hoje em dia os benefícios fazem parte da remuneração, onde em alguns casos é
quase metade do rendimento. Isso é muito complicado, mas aceitável nos dias de
hoje. O custo do trabalhador é alto e essa é uma forma de atenuar esses custos,
já que não entram no cálculo de indenizações trabalhistas e nem sempre nos
reajustes de valores. Muitas empresas, na hora de negociar reajustes com
classes de trabalhadores, diante das dificuldades passam a negociar aumentos
maiores nos benefícios e menores nos salários propriamente ditos. Para os
trabalhadores é uma forma de preservar o poder de compra nesses tempos de
inflação alta. Penso que não é a forma ideal, mas é o que se pode fazer hoje em
dia para tentar manter um aumento real e o poder de compra pelo trabalhador.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
BUSCANDO EMPREGO - Faça o seu melhor
Fiz um comentário dia desses
fazendo uma comparação simples para aqueles que não fazem questão de entender,
que a relação de trabalho é uma relação de troca, onde o trabalhador entra com
sua “mão-de-obra” e o empregador paga por isso. Se compararmos com uma loja,
por exemplo, onde o trabalhador é o cliente, este deseja comprar um produto de
qualidade (assim como o empregador deseja contratar o melhor profissional). Se
o cliente não ficar satisfeito com o produto, ele buscará outro, em outra loja.
Continuando nossa comparação, o cliente é atraído pela apresentação do produto,
aquilo que em primeiro lugar aparece. Posteriormente o cliente vai analisar se
aquele produto que o atraiu tem os demais atributos que fará decidir pela
compra. É assim com um processo seletivo, onde o profissional deve ter a
apresentação, chamar a atenção positivamente e os demais atributos desejados
pelo empregador.
Desta forma, só posso dizer que
se você deseja aumentar suas chances de ter uma boa oportunidade de trabalho,
seja o melhor produto que puder. E como se faz isso? É quase simples! Precisa de
uma dose de marketing pessoal e outra dose de planejamento e preparo. Para tudo
isso, basta a vontade de ser uma pessoa melhor, um profissional melhor, sem
nenhum custo financeiro. As pessoas devem se apresentar adequadamente, como
pede cada ocasião, com vestuário adequado, higiene, bom vocabulário. Ter
comportamento profissional e buscar conhecimento, seja com a escolaridade
formal, seja com cursos e mesmo muita leitura. Nunca pare de estudar e
aprender; seja uma pessoa bem informada. Lembro que não necessariamente é
preciso pagar para aprender. Existem muitos cursos gratuitos, inclusive
disponíveis Internet. Naquele grupo que participo numa rede social, vejo pessoas
se oferecendo para empregos utilizando uma linguagem quase indecifrável, cheio
de gírias, sem falar os erros grotescos de português. Tenho clareza que muitas
pessoas, infelizmente, não tiveram uma boa educação formal e apresentam sérias
dificuldades com o idioma, mas não é só esse o problema! Essas pessoas se
apresentam aos empregadores sem nenhum esmero ou cuidado. Ao contrário, parece
que fazem de propósito. Quando fazemos esse reparo a essas pessoas, recebemos
como resposta um “concerteza isso num tem nada a ver”, além de outras
manifestações do mesmo calibre. Ou seja, pessoas que sequer estão abertas a uma
auto-análise. Muitas pessoas que procuram os postos do Sistema Público de Emprego
pelo Brasil para realizar a busca por uma oportunidade, comparecem como se
fossem à padaria tomar um cafezinho. Chegam aos postos do SINE de chinelos,
bermudas, com pressa, pois marcaram “um role
com um brother”. Muitas vezes nesses postos, o trabalhador pode ser
encaminhado diretamente para uma empresa ou mesmo ter um processo seletivo ali
mesmo. A falta de bom senso dessas pessoas já dá o resultado: será muito
difícil conquistar a vaga.
Escrevo este artigo em um tom um
pouco mais crítico e menos didático, pois me parece que essa postura de alguns
trabalhadores tem se tornado um pouco mais comum. As pessoas devem ter mais
cuidado, mais zelo com sua própria pessoa, seja no lado pessoal como
profissional, devem planejar a busca pelo emprego, dedicar tempo e atenção,
preparar bem o currículo, buscar aprendizado, e otimizar seus recursos.
Deixo a sugestão da leitura de artigo anterior neste blog sobre REDES SOCIAIS.
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.html
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.html
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
EVENTO: FESTEMP 2013 - Festival de Empreendedorismo
O evento reúne startups, empreendedores, executivos,
universitários, pesquisadores, etc. a fim de preparar líderes globais e
experimentação da cultura empreendedora.
O evento é uma iniciativa do SENAI e FIESP e acontece no
Parque Anhembi em São Paulo, das 8h às 21h.
A inscrição é gratuita.
A revista Pequenas
Empresas & Grandes Negócios realiza uma promoção para os
empreendedores, com a possibilidade de ganhar um espaço na revista. Basta
contar sua história em 3 minutos e se a sua for a melhor, você ganha.
Informações e Inscrições :
QUER SER UM EMPREENDEDOR ?
Havia uma massa de trabalhadores desalojados de suas
atividades, como no setor metalúrgico, que mudou radicalmente e colocou muitos
à margem do emprego. Já não existiam oportunidades de trabalho naquilo que
sabiam fazer e para ingressar em outra atividade teriam que competir com outra
massa de trabalhadores experientes naquelas atividades. Época difícil!
Portanto, nesta fase da história, existiam os empreendedores
natos, aqueles com o “tino comercial” no sangue (como se dizia antigamente) e
um novo grupo, formado daqueles que se viam sem lugar no mundo do trabalho e
que desejavam ter seu próprio negócio.
Isso era algo muito interessante, pois além de satisfazer alguns sonhos
pessoais diminuía a pressão por empregos.
Muitos investiram suas economias, suas indenizações
trabalhistas em algum tipo de empreendimento, desde um carrinho de pipoca até
uma pequena indústria. A maioria não sobreviveu, perderam suas economias e ficaram
ainda sem emprego. Mas porque isso aconteceu? Claro, foram muitos os motivos,
mas basicamente uma mistura de ignorância com falta de planejamento. Muitos
pensaram que uma boa ideia bastava, mas não funciona assim.
Não se pode esquecer que empreender envolve muita coisa e
principalmente riscos. Parte do sucesso de um empreendimento consiste em
realizar um ótimo planejamento e assim diminuir tais riscos e quanto menos
riscos maiores as chances de sobreviver em longo prazo e obter sucesso. O empreendedor deve pensar no tipo de negócio
em si, se há viabilidade, público (clientes), custos, etc. Cito um exemplo
básico, com um pensamento um tanto simplista, mas que ilustra o que digo: Se você pretende abrir uma cafeteria, quantas
xícaras de café devem ser vendidas por dia para cobrir todos os custos e ainda
obter lucro? Conheço vários exemplos. Um exemplo interessante é de uma
empresa, uma casa noturna de sucesso de público e de fracasso financeiro.
Embora com casa cheia diariamente, da inauguração até o fechamento, a falta de
planejamento financeiro corroeu os lucros. Não havia capital de giro e a coisa desandou.
Quero dizer com isso, que todas as etapas para consolidar um
empreendimento devem ser pensadas antes, sem deixar o entusiasmo se sobrepor à
razão. Um empreendimento deve ser pensado com profissionalismo e não apenas com
emoção. Com bom planejamento, problemas e erros terão a possibilidade de serem
sanados a tempo.
Outro importante passo para aquele que deseja empreender é
obter conhecimento. Nada como conhecer um pouco de finanças, de planejamento,
custos, marketing... Há no mercado diversos cursos para pequenos
empreendedores, alguns gratuitos (deixarei alguns links abaixo).
Os setores de Franquias e Micro-franquias também são ótimas
opções para empreendedores iniciantes, mas que do mesmo modo, exige cuidados.
Toda moeda tem dois lados e investir e empreender exige sangue frio e
profissionalismo.
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