ANO XIX

ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE DESEMPREGO

A nova metodologia do IBGE para medir a taxa de desemprego (PNAD Contínua) está mostrando números bem diferentes da metodologia antiga (PME - Pesquisa Mensal de Emprego) e ainda levanta outros pontos interessantes. Os resultados finais só serão apresentados no final do ano, mas resultados parciais já estão sendo divulgados. Além da taxa de desemprego que foi “atualizada” de 5,9% para 7,4%, foi possível “descobrir” que as taxas de desemprego no Nordeste são bem mais altas do que se dizia. A questão aqui não é saber que a taxa de desemprego no NE é alta, mas sim, o porquê é alta, já que a região recebeu muitos investimentos nos últimos anos e a taxa deveria ter diminuído. A pesquisa não analisou os motivos, mas podemos estabelecer algumas hipóteses. Se as oportunidades de trabalho aumentaram no NE, porque o desemprego é tão alto? Neste caso, a hipótese é o descompasso entre as ofertas de emprego que exigem trabalhadores melhor preparados e a baixa escolaridade e capacitação/qualificação profissional desses trabalhadores. Nesta região, 42% das pessoas ocupadas não têm o ensino fundamental completo e 34% dos desempregados também não concluíram o ensino fundamental, o que é um índice altíssimo mesmo para os padrões brasileiros. São ainda 44% de pessoas em Idade de Trabalhar que estão fora do mercado de trabalho. O IPEA – Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada – apontou que a Força de Trabalho na região está diminuindo a cada ano. Outra hipótese é o alto número de pessoas que vivem de benefícios sociais como o “Bolsa Família”. Mais de 50% dos nordestinos vivem desse benefício. Portanto, essa contradição na região, onde há oportunidades de emprego mas que não são ocupadas, podem estar mostrando que o problema não são os investimentos econômicos na região para criar empregos, mas sim a falta de estrutura e infraestrutura generalizada que dificultam o desenvolvimento. A baixa qualificação e a baixa escolaridade parecem aqui, serem motivos fortes para vagas não preenchidas e uma das mais baixas produtividades do país.  

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Trabalhadores resgatados de regime de escravidão em carvoarias no Estado de SP

Estamos ainda acompanhando as ações contra o trabalho escravo no Brasil e nesta semana duas carvoarias no estado de São Paulo, na região de Bragança Paulista, sofreram uma operação conjunta do Ministério do Trabalho (SRTE-SP), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Ministério Público (MP), onde foram resgatados 41 trabalhadores em regime análogo à escravidão.

Segundo o Superintendente Regional do Trabalho em São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, a situação ocorre por haver uma zona de exclusão na região, sem fiscalização, sem a presença do sindicato da classe, órgãos governamentais e prefeituras.
As empresas fiscalizadas produzem marcas bem conhecidas de carvão distribuídas nos grandes supermercados e churrascarias de São Paulo como Carvão Cacique e Carvão são José, entre outras. Dos 41 trabalhadores resgatados muitos eram crianças. Uma lei recente do Governo do Estado de SP cassa a Inscrição Estadual das empresas flagradas utilizando mão de obra análoga à escravidão, impedindo na prática as atividades da empresa. A SRTE-SP também tem realizado grande esforço na fiscalização e erradicação do trabalho escravo no estado de São Paulo.

Menos Emprego na Indústria

Há um bom tempo falo aqui no blog sobre a nossa economia que vem patinando e que isso, mais cedo ou mais tarde ocasionaria um impacto negativo no nível de emprego. Isso é muito claro e eu nem precisava dizer, mas o que não ficou claro para muita gente é que a economia está patinando. Ouve-se também, há algum tempo, que estamos sofrendo um processo de desindustrialização. Não sei se isso é fato tecnicamente falando, mas a indústria vem perdendo o fôlego ano a ano e deixando de ser competitiva dentro e fora do país. Não vamos discutir esse tema aqui em seu amplo aspecto, mas sim no que se refere ao emprego.

Com a expectativa de um segundo semestre (2013) melhor a indústria manteve a mão de obra contratada, porém essa melhora não aconteceu. Isso resultou, segundo uma pesquisa com 370 empresas industriais, que 79% delas não realizarão contratações em 2014. A pesquisa foi dividida em indústria de pequeno, médio e grande porte, e o resultado para a expectativa de contratações foi respectivamente de 78,9%, 78,3% e 81,6%. Ano a ano, a pesquisa tem demonstrado uma expectativa cada vez menor de contratações na indústria. Em 2010 era de 51% e em 2014 é de 21%. Há uma lei no mercado de trabalho onde economia aquecida é igual a número maior de oportunidades e economia menos aquecida é igual a menos empregos ou mesmo desemprego. Assim, além de não promover novas contratações, houve um impacto forte na contratação e efetivação de trabalhadores temporários. Até a alguns anos, o trabalhador temporário tinha grandes chances de efetivação, mas agora o horizonte não é tão bom. Em 2013, apenas 10% dos trabalhadores temporários foram efetivados.  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

NOVA METODOLOGIA DO IBGE PARA MEDIR O NÍVEL DE EMPREGO - Resultados mais próximos da real situação?

A partir deste mês, o IBGE modifica a atual metodologia para medir a taxa de emprego no país. Na verdade, a modificação acontece na amostra da pesquisa e não na totalidade do método em si. Todavia, essa alteração vai aproximar um pouco mais as taxas da realidade. Até hoje a pesquisa do IBGE era realizada nas 6 maiores RMs (Regiões Metropolitanas – Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte) e agora passa a incluir outras regiões abrangendo um total de 3500 municípios, porém só será divulgada a cada três meses.

Segundo alguns economistas, a estimativa é que a taxa de desemprego medida pela atual metodologia que é de 5,6% ultrapasse os 8%. (Outras metodologias de outras entidades, já apontam desemprego no patamar de 10% - ver post : http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2013/06/desemprego-e-as-metodologias-de.html )


A nova metodologia – PNAD Contínua - está sendo implantada para se aproximar dos conceitos da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e também analisará outros indicadores como educação, trabalho infantil e outros. Essa metodologia substituirá completamente em 2015 a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) e a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). A PME continuará a ser divulgada até o final de 2014. Conforme citamos acima, a nova metodologia altera alguns pontos, como a idade considerada na PIA, que antes era de 10 anos e agora passa para 14 anos. Outro ponto relevante foi a mudança no que se considera “inativo”, que antes considerava apenas 30 dias o período para que o trabalhador estivesse desempregado. Algumas atividades antes consideradas como “trabalhador empregado” (subempregados, bicos esporádicos, malabaristas de semáforo, etc.) passam a ser considerados na nova categoria “Subocupação”. Alguns termos também estão sendo modificados: a PEA – População Economicamente Ativa passa a ser FT - Força de Trabalho e a PIA – População em Idade Ativa passa a ser PIT – População em Idade de Trabalhar.

Na primeira divulgação dos resultados que acontece na data de hoje, o índice passa de 5,9 (2º trimestre de 2013) para 7,4% com a nova metodologia.


Outra situação apontada nesta nova metodologia é o verdadeiro mar de gente em idade economicamente ativa que não está procurando trabalho, seja porque recebem benefícios sociais, desistiram de procurar ou mesmo nem tentaram ingressar no mercado de trabalho. Isso corresponde a 61,3 milhões de pessoas que não entram nos índices de desemprego. Isso demonstra a fragilidade do mercado de trabalho brasileiro. As pessoas já começam a sentir o impacto de uma economia que está se desacelerando, produzindo uma inflação alta e desequilíbrio nas contas. Portanto, mesmo com a nova metodologia, o desemprego real no Brasil é muito maior do que os apontados.

Por: Nelson Miguel Junior


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CRESCIMENTO NA MICRO E PEQUENA EMPRESA

A notícia é boa para as micro e pequenas empresas, mas não para o mercado como todo. O CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados apontou em 2013 um crescimento de 7% nas contratações, em relação ao ano anterior,  para empresas desse tipo. O setor do comércio foi o que mais empregou em 2013, números  reforçados pelas contratações sazonais, principalmente as de final de ano.  Isso provocou um otimismo dos pequenos e micro empresários que passaram a acreditar que 2014 será um ano ainda melhor.  Mesmo assim, esses empresários apontam dificuldades para seus empreendimentos, como a dificuldade de crédito e a concorrência desleal de produtos estrangeiros e “piratas”.
Já para o setor empresarial como um todo, o otimismo não é tão grande. As agências internacionais de análise de risco podem rebaixar o Brasil e os investidores estão prevendo um crescimento máximo de 2,4% na economia em 2014, o que pode acarretar uma diminuição considerável no mercado de trabalho. Os economistas brasileiros também preveem um baixo crescimento econômico, afetando a Indústria principalmente. Analistas mencionam ainda que esse patamar de crescimento é pífio, principalmente em um ano onde acontecerá a Copa do Mundo de Futebol, já que nos países onde o evento aconteceu 1,5% do crescimento deveu-se exclusivamente à Copa.

Vamos aguardar os acontecimentos!

Por: Nelson Miguel Junior

domingo, 22 de dezembro de 2013

CONTRATAÇÃO POR INDICAÇÃO

Muitas pessoas com dificuldade de conseguir uma oportunidade de trabalho tende, a certa altura, buscar “culpados” pelas dificuldades. Essa dificuldade pode estar acontecendo por fatores de mercado, onde há mais candidatos do que vagas naquele segmento ou região geográfica; pode ocorrer por questões pessoais do candidato, como falta de preparo técnico ou mesmo comportamental, e ainda em não saber como procurar trabalho.
Em grupos que participo nas redes sociais vejo muitas pessoas que estão com essa dificuldade reclamar que “se não for indicado, você não trabalha”. Isso em parte é verdade, mas as pessoas que reclamam entendem isso de forma distorcida, como se essa indicação fosse por “nepotismo”, uma indicação apenas por ser amigo ou parente. E não é esse tipo de indicação, popularmente chamada de Q.I. (Quem Indica), que ocorre.
Hoje em dia, grande parte das contratações, que em alguns casos chega a 90%, é realizada por meio de indicações de funcionários das empresas e muitas empresas adotam e incentivam essa prática. Normalmente isso ocorre porque o funcionário da empresa conhece como é a empresa e também conhece a pessoa que poderá ser indicada, possibilitando uma maior segurança no processo de contratação. Isso não significa que o candidato indicado não terá que passar pelo processo seletivo com as entrevistas e testes de praxe.
Já me aconteceu estar em situação de poder indicar alguém onde eu trabalhava e em algumas fiz a indicação e outras não. Uma das vezes fiz a indicação de um amigo que se encaixava perfeitamente à vaga e em outra, apesar do outro amigo que pensei em indicar, embora fosse extremamente capaz e excelente para aquele trabalho, eu sabia que ele não permaneceria por muito tempo no emprego, pois tinha outros objetivos e então eu estaria ajudando o amigo naquele momento, mas estaria prejudicando a empresa. Assim, até mesmo aquele que indica, não pode e não deve indicar apenas pela amizade.
Sempre falo sobre isso quando dou palestras sobre o tema “Mercado de Trabalho”. Falo sobre o “networking” e avisar seus amigos e conhecidos que você “está na pista” em busca de oportunidade de trabalho e são esses amigos e conhecidos que são o seu “Q.I.” (quem indica). É sempre uma pessoa dessa que irá se lembrar de você (caso se encaixe) quando abrir uma vaga na empresa onde ele trabalha. Para se ter uma ideia, a busca de trabalho pela internet por meio de sites de emprego e mesmo das empresas, a cada cem currículos recebidos apenas 1 é chamado. Já pelas indicações de amigos e conhecidos, a cada dez currículos um é chamado.  

Portanto, não interprete o Q.I. na busca por uma oportunidade de emprego, como algo nocivo (salvo aquelas indicações políticas de “apaniguados”). Faça-se lembrar pela sua competência, profissionalismo, pelas suas qualidades, enfim. Assim sua busca se tronará menos difícil.

Por: Nelson Miguel Junior
Para: O Mundo do Trabalho

sábado, 21 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL !

DESEJO AOS AMIGOS E LEITORES DO BLOG "O MUNDO DO TRABALHO" UM NATAL ILUMINADO, REPLETO DE AMOR E PAZ
FELIZ NATAL

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

DESEMPREGO EM QUEDA??? Não é bem assim...

Acaba de ser divulgado pelo IBGE o índice de desemprego em novembro. Foi o mais baixo do período, apenas 4,6%.
Ora, que boa notícia!!!! Mas há aqui uma contradição já que a economia brasileira está patinando, desacelerada, baixo crescimento, com PIB baixo, baixíssima criação de novos postos de trabalho e previsões nada alvissareiras para 2014. Como pode, então, o desemprego cair?
A resposta não é tão difícil: Menos pessoas estão em busca de emprego.
Então surge outra pergunta não tão simples para ser respondida: Porque menos pessoas estão desistindo do mercado de trabalho? São duas as principais hipóteses e que vêm ao mesmo tempo: 1. Jovens que retardam sua entrada no mercado de trabalho (incluindo aqueles que fazem isso para aumentar seu tempo de estudo e aqueles que simplesmente não desejam entrar no mercado no momento, conhecidos como “nem-nem”, nem trabalham nem estudam); 2. O desemprego por desalento, onde o indivíduo deixa de procurar emprego em virtude de dificuldades de diversas ordens, principalmente a de buscar oportunidades e competir.
Outras razões também podem ter peso nessa situação, mas não é tão simples identificar. O que sabemos é que embora pareça uma boa notícia, o índice divulgado está longe de demonstrar mercado aquecido, ao contrário, mostra problemas sérios, uma bomba que pode explodir lá na frente.

Uma coisa é certa: Bom nível de emprego se faz com economia aquecida. Sem isso, o mercado de trabalho não se sustenta.


Por: Nelson Miguel Junior

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Perdas do FGTS podem ser recuperadas

Notícia interessante para quem contribuiu com o FGTS (contrato formal de trabalho) de 1999 a 2013: Com a decisão do STF que considerou ilegal a TR, até então índice que corrigia o valor monetário de precatórios e do FGTS, trabalhadores (inclusive aposentados e quem já retirou o FGTS) poderão entrar com ações judiciais requerendo a correção dos valores.
A correção monetária que devia ser aplicada para proteger os valores do FGTS da inflação, não aconteceu com a utilização da TR (Taxa referencial) já que haviam outros indicadores, como o INPC, que proporcionavam a devida correção. 

Assim, os trabalhadores receberam abaixo do que deviam. Em alguns casos, a diferença pode chegar a 80% dependendo do período. Para se ter uma ideia, em um determinado período, enquanto a TR foi de 0,04% o INPC registrou 6,67%.

Os trabalhadores que estiverem incluídos nesta situação podem recorrer à justiça para receber a diferença.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

CONFIA ME é premiado mais uma vez no Prêmio Citi 2013








Pelo quarto ano consecutivo a Instituição de Micro Finanças CONFIA ME, recebe o prêmio principal na categoria IMFs, no Prêmio Citi Melhores Empreendimentos 2013. O Prêmio, o maior em microfinanças, é um incentivo do Citi (Citibank) para Microempreendedores, Agentes de Crédito e Instituições de Micro Finanças, e visa promover o desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil. O CONFIA ME foi duplamente premiado, já que a vencedora da categoria Agente de Crédito, foi Marly Freitas, da equipe do CONFIA ME.

O Blog O MUNDO DO TRABALHO, parabeniza a equipe do CONFIA ME, em nome de seu presidente Augusto Ferreira.


Na foto: imagem 1: Augusto Ferreira (ao centro), imagem 2: Augusto Ferreira e Maria Cândida - (apresentadora e mestre de cerimônias), imagem 3: Prof. Wanderley Rodrigues e Marly Freitas

PARABÉNS A TODOS OS AMIGOS DO CONFIA ME

sexta-feira, 22 de novembro de 2013


Neste sábado, 23 de novembro às 15 h, a AME Campos do Jordão e o blog O MUNDO DO TRABALHO, realizam em Campos do Jordão, na sede da AME Campos, o I Workshop Vida Profissional - Mercado de Trabalho e Empregabilidade, para alunos do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) Algumas vagas foram abertas para o público interessado.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL

Neste dia em que se comemora o Dia da Consciência Negra, somos remetidos à lembrança dos tempos da escravidão. Oficialmente abolida pela Princesa Isabel ao assinar a Lei Áurea, a escravidão de fato nunca acabou. Não falaremos aqui de questões de preconceito racial ou social, já que não é o foco deste blog, mas comentaremos alguns fatos recentes e que parecem nunca serem erradicados.

Há algum tempo, aqui no blog, divulguei dois eventos de combate e discussão sobre trabalho escravo nos dias de hoje. O Governo do Estado de São Paulo criou uma lei para punição das empresas flagradas exercendo regime de escravidão aos seus funcionários, bloqueando sua Inscrição Estadual, que na prática impede as operações da empresa. Divulguei ainda a realização de um seminário sobre o tema realizado pela Superintendência do Trabalho no Estado de São Paulo. São ações importantes e que dão projeção às discussões e possíveis caminhos no combate à escravidão.

Trabalhadores são contratados (entenda-se aliciados) em diversos segmentos, seja em áreas rurais ou urbanas e acabam tornando-se verdadeiros prisioneiros, por vários meios de coerção, até mesmo cárcere privado, vigiados por seguranças e pistoleiros.  É comum em áreas rurais os “escravos” serem submetidos a trabalhos forçados, degradantes e viverem em situação de extrema precariedade. Nas áreas urbanas é comum encontrar os “escravos” atuando na indústria de confecções, destacando-se estrangeiros bolivianos (legalizados ou não). A área de construção também vem se destacando na utilização de mão de obra “escrava”, principalmente nas grandes obras como a usina de Jirau e Santo Antonio (na região Norte).

Empresas estão sendo autuadas e fiscalizadas, principalmente no estado de São Paulo com ações de fiscalização do Ministério do Trabalho e do Governo do Estado. São grandes empresas de construção e marcas famosas de vestuário que mais descumprem a lei. No ano passado quase três mil trabalhadores foram resgatados do regime de trabalho análogo à escravidão. Este ano só no estado de São Paulo foram resgatados até o momento 265 trabalhadores (veja quadro abaixo)

SETOR ECONÔMICO
TRABALHADORES RESGATADOS
Construção
111
Têxtil
75
Rural
79

Por: Nelson Miguel Junior

domingo, 17 de novembro de 2013

PREPARANDO-SE PARA ENFRENTAR O MERCADO DE TRABALHO E CONQUISTAR UMA CARREIRA

Vamos fazer uma singela analogia entre alguém que está buscando ingressar no mercado de trabalho ou obter uma nova oportunidade, um novo emprego e a preparação de um time de futebol.
Nenhum time vence um campeonato sem preparo. O preparo se inicia na formação do time, na estrutura, no planejamento e no talento e determinação de cada time.  O time tem que ser formado pelos melhores jogadores que puder contratar, um bom técnico, estabelecer seu objetivo (exemplo: chegar entre os 4 melhores neste ano e ser campeão no próximo ano) e planejar a estratégia para alcançar esse objetivo.
Assim deve ser aquele que está buscando uma posição no mercado de trabalho, ou seja, deve se preparar da melhor forma possível, aprendendo e estudando, estabelecendo objetivos profissionais, planejando como será a busca pelo trabalho, a conquista do emprego, sua evolução até o sucesso profissional.
Muitas coisas só dependem de si, como vontade e determinação, estudo, comportamento adequado para o ambiente profissional, entre outras.  Então, deve-se iniciar o preparo dessa caminhada, elaborando um bom currículo, pesquisando os melhores meios e locais para fazer com que esse currículo seja eficazmente distribuído de acordo com seus objetivos. O próximo passo é a entrevista com o possível empregador. Se você foi chamado para uma entrevista é porque algo em seu currículo chamou a atenção do selecionador, então não estrague tudo nesse momento. Prepare-se e planeje essa fase. Tenha domínio das informações que colocou no currículo, apresente-se de forma adequada, com roupas apropriadas e demonstre a importância do momento para o selecionador. Mostre sua vontade de conseguir a vaga e seja objetivo nas respostas ao entrevistador.
Conseguir o emprego não é o objetivo final, mas apenas a primeira parte. Agora que tem o emprego você deve manter-se nele e para isso, além do desempenho “técnico” que é esperado, seu comportamento profissional está sendo constantemente avaliado, para o bem e para o mal. Neste ponto cabe destacar a sua capacidade de trabalhar em equipe e conviver com as pessoas, sua dedicação, sua prestatividade, sua vontade em aprender mais sobre seu trabalho e estudar. Assim poderá ser promovido na empresa ou, no momento adequado, buscar melhores posições no mercado de trabalho e seguir uma carreira profissional de sucesso.
Lembro que tudo isso não significa que sua carreira começará, por exemplo, como Office boy ou ajudante geral e chegará à presidência de uma grande empresa multinacional. Significa que você poderá ser o melhor na área que escolheu ou na profissão que seguiu.
Tenho um conhecido, entre outros muitos exemplos, que fez um curso de mecânico e conseguiu um trabalho em uma pequena oficina de máquinas. Conforme as máquinas que consertava eram modernizadas ele também foi aprendendo sobre as novidades e estudando cada vez mais sobre elas e tornou-se um grande técnico especialista neste tipo de equipamento. Continua metendo a mão na massa e fica com aqueles dedos cheios de graxa característico dos mecânicos, mas muito bem remunerado, requisitado em vários países do mundo quando há problemas nas máquinas e a cada ano, passa suas férias em um lugar diferente do mundo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

PRÊMIOS ROTÁRIOS DE LIDERANÇA JUVENIL - 1º RYLA de Campos do Jordão







Foto: Com Kassima Campanha - Presidente do Rotary Club de Campos do Jordão/SP


                                                       No último sábado, dia 9 de novembro, participei de um importante evento do Rotary Club, o 1º RYLA do Rotary Club de Campos do Jordão - Prêmios Rotários de Liderança Juvenil, colaborando com uma palestra para os jovens do ensino médio, com perspectivas de liderança, que estão em preparação para sua vida adulta e também profissional.
Foi uma belíssima experiência poder passar um pouco de nosso conhecimento para tais jovens comprometidos com um futuro melhor para todos.

Congratulo-me com os organizadores do evento, os membros do Rotary Club de Campos do Jordão e principalmente com esses jovens, futuros condutores de nossa sociedade.




domingo, 3 de novembro de 2013

1º RYLA do Rotary Club Campos do Jordão

No próximo dia 9 de novembro estarei participando do 1º RYLA do Rotary Club de Campos do Jordão, realizando uma palestra sobre Marketing Pessoal. O RYLA é um evento Internacional promovido pelo Rotary Club e destinado aos jovens.

Fiquei muito honrado com o convite para ser um dos palestrantes e deixo registrado meus agradecimentos à presidente do Rotary Club de Campos do Jordão, Sra. Kassima Campanha e a todos os rotários.

Abaixo um print com os detalhes do evento.


sábado, 12 de outubro de 2013

CONTRATAR e PROMOVER - Tentando decidir corretamente

Eu começo este artigo lembrando que não sou um especialista em RH (Recursos Humanos), mas durante a vida corporativa, principalmente quando estava ocupando cargo de liderança ou em meu próprio negócio, muitas vezes me deparava com situações onde era obrigado a tomar uma decisão em relação à equipe, seja para admitir um novo profissional, promover ou mesmo demitir. Para um profissional responsável por uma equipe, esse é um momento crucial e deve ser encarado como estratégico. Um erro nesse momento pode contribuir para o surgimento de problemas futuros e comprometer os objetivos. Além das técnicas de seleção e de estabelecer corretamente o perfil do cargo, o que pode decidir uma contratação ou promoção é a intuição daquele que decide, a impressão que teve daquele candidato.
A primeira vez que tive que decidir por uma contratação, o candidato em questão passou nos testes, tinha os requisitos básicos e minha intuição pedia para aprová-lo. Passado algum tempo, apesar de tecnicamente estar se saindo bem, mostrou-se incapaz de conviver com os colegas, inclusive em questões de trabalho, prejudicando a certa altura o rendimento de toda a equipe. Esse episódio me mostrou que a intuição pode falhar. Mas como, lá no momento de decidir, a intuição ou a impressão que tinha do candidato era fator de decisão, comecei a ajudar minha intuição com um olhar para algumas características subjetivas (além das objetivas e técnicas anteriormente analisadas). Acabei treinando minha intuição e passei a errar muito menos. Certa vez, aconteceu de entrevistar para meu departamento duas pessoas bem acima da idade estabelecida pelo pessoal de RH antes dos testes. Entendemos naquele momento que eram os profissionais que precisávamos. Tinham capacidade, experiência e disposição. Tivemos que brigar com o gerente de RH que não queria contratá-los por causa da idade, mas acabamos por contratá-los e assumir a responsabilidade caso não desse certo. Aqui a intuição estava correta e ambos se tornaram os melhores da equipe.
Promover um funcionário também é uma questão que exige muita responsabilidade, pois a escolha não só irá refletir para os objetivos da empresa como na vida do funcionário promovido. Um funcionário que é promovido corre um grande risco, pois se não tiver bom desempenho não poderá voltar à posição que estava e pode ser demitido. Aqui, o responsável pela promoção deve ter segurança naquilo que está fazendo, tem de saber da capacidade do funcionário a ser promovido e de suas condições de evoluir. É comum em equipes de vendas um bom vendedor ser promovido a supervisor ou gerente pelo mérito de ser um bom vendedor sem que seja observada a sua capacidade de gerir uma equipe, causando prejuízo para as metas da empresa e para esse profissional que poderá ter seus ganhos reduzidos ou mesmo perder seu emprego.

Portanto, aquele que decide pela contratação de um novo funcionário ou por uma promoção deve fazê-lo com muita responsabilidade, avaliar os critérios técnicos, objetivos e subjetivos e treinar sua intuição a não lhe pregar peças. Não podemos esquecer que neste momento está em jogo a necessidade da empresa e a vida de um profissional, onde devemos eliminar o quanto pudermos a margem de erro para essa decisão.

Por: Nelson Miguel Junior

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

SALÁRIOS E BENEFÍCIOS

Há alguns anos os benefícios foram adicionados à remuneração dos trabalhadores. Inicialmente essa estratégia foi usada por grandes empresas e visava atrair e manter os melhores profissionais. Com o tempo foi sendo introduzida em empresas de todos os tamanhos e posteriormente passou a compor a renda do trabalhador.


Sempre defendi que a renda do trabalhador deveria ser composta apenas pelo salário e que fosse condizente com a remuneração pelo trabalho desempenhado. Benefícios deveriam continuar como uma estratégia para atrair e manter um bom profissional, um algo a mais. Mas hoje em dia os benefícios fazem parte da remuneração, onde em alguns casos é quase metade do rendimento. Isso é muito complicado, mas aceitável nos dias de hoje. O custo do trabalhador é alto e essa é uma forma de atenuar esses custos, já que não entram no cálculo de indenizações trabalhistas e nem sempre nos reajustes de valores. Muitas empresas, na hora de negociar reajustes com classes de trabalhadores, diante das dificuldades passam a negociar aumentos maiores nos benefícios e menores nos salários propriamente ditos. Para os trabalhadores é uma forma de preservar o poder de compra nesses tempos de inflação alta. Penso que não é a forma ideal, mas é o que se pode fazer hoje em dia para tentar manter um aumento real e o poder de compra pelo trabalhador.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

BUSCANDO EMPREGO - Faça o seu melhor

Muitas vezes, aqui mesmo neste blog e nas palestras que realizamos, damos dicas sobre processos seletivos, comportamento em entrevistas de emprego, etc. Muita gente aproveita essas dicas para aprender e mesmo melhorar alguns pontos em seu comportamento a fim de aumentar sua empregabilidade, ou seja, aumentar suas chances de conseguir um emprego. Participo ainda de um grupo numa rede social que atua para proporcionar o encontro de empregadores com trabalhadores. Este grupo acaba se tornando indiretamente um grande laboratório para discutir temas relacionados ao mercado de trabalho, principalmente a empregabilidade e nos fornece muitas informações a respeito do comportamento profissional das pessoas. Percebo nessas atividades (blog, palestras e rede social) que muitas pessoas não se importam com pontos extremamente relevantes e fundamentais para a busca de emprego, como se apresentar bem e se preparar para uma entrevista e acabam sendo preteridas e culpando o empregador, o sistema, etc.

Fiz um comentário dia desses fazendo uma comparação simples para aqueles que não fazem questão de entender, que a relação de trabalho é uma relação de troca, onde o trabalhador entra com sua “mão-de-obra” e o empregador paga por isso. Se compararmos com uma loja, por exemplo, onde o trabalhador é o cliente, este deseja comprar um produto de qualidade (assim como o empregador deseja contratar o melhor profissional). Se o cliente não ficar satisfeito com o produto, ele buscará outro, em outra loja. Continuando nossa comparação, o cliente é atraído pela apresentação do produto, aquilo que em primeiro lugar aparece. Posteriormente o cliente vai analisar se aquele produto que o atraiu tem os demais atributos que fará decidir pela compra. É assim com um processo seletivo, onde o profissional deve ter a apresentação, chamar a atenção positivamente e os demais atributos desejados pelo empregador.

Desta forma, só posso dizer que se você deseja aumentar suas chances de ter uma boa oportunidade de trabalho, seja o melhor produto que puder. E como se faz isso? É quase simples! Precisa de uma dose de marketing pessoal e outra dose de planejamento e preparo. Para tudo isso, basta a vontade de ser uma pessoa melhor, um profissional melhor, sem nenhum custo financeiro. As pessoas devem se apresentar adequadamente, como pede cada ocasião, com vestuário adequado, higiene, bom vocabulário. Ter comportamento profissional e buscar conhecimento, seja com a escolaridade formal, seja com cursos e mesmo muita leitura. Nunca pare de estudar e aprender; seja uma pessoa bem informada. Lembro que não necessariamente é preciso pagar para aprender. Existem muitos cursos gratuitos, inclusive disponíveis Internet. Naquele grupo que participo numa rede social, vejo pessoas se oferecendo para empregos utilizando uma linguagem quase indecifrável, cheio de gírias, sem falar os erros grotescos de português. Tenho clareza que muitas pessoas, infelizmente, não tiveram uma boa educação formal e apresentam sérias dificuldades com o idioma, mas não é só esse o problema! Essas pessoas se apresentam aos empregadores sem nenhum esmero ou cuidado. Ao contrário, parece que fazem de propósito. Quando fazemos esse reparo a essas pessoas, recebemos como resposta um “concerteza isso num tem nada a ver”, além de outras manifestações do mesmo calibre. Ou seja, pessoas que sequer estão abertas a uma auto-análise. Muitas pessoas que procuram os postos do Sistema Público de Emprego pelo Brasil para realizar a busca por uma oportunidade, comparecem como se fossem à padaria tomar um cafezinho. Chegam aos postos do SINE de chinelos, bermudas, com pressa, pois marcaram “um role com um brother”. Muitas vezes nesses postos, o trabalhador pode ser encaminhado diretamente para uma empresa ou mesmo ter um processo seletivo ali mesmo. A falta de bom senso dessas pessoas já dá o resultado: será muito difícil conquistar a vaga.


Escrevo este artigo em um tom um pouco mais crítico e menos didático, pois me parece que essa postura de alguns trabalhadores tem se tornado um pouco mais comum. As pessoas devem ter mais cuidado, mais zelo com sua própria pessoa, seja no lado pessoal como profissional, devem planejar a busca pelo emprego, dedicar tempo e atenção, preparar bem o currículo, buscar aprendizado, e otimizar seus recursos.

Deixo a sugestão da leitura de artigo anterior neste blog sobre REDES SOCIAIS.
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.html

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

EVENTO: FESTEMP 2013 - Festival de Empreendedorismo



Acontece nos próximos dias 25 e 26 de setembro o FESTEMP 2013, o maior evento de empreendedorismo realizado no país, onde por 48 horas ininterruptas acontecerá uma série de ações como concursos de investimento anjo, networking, rodadas de negócios, mentorias, palestras, gincanas empreendedoras, arena de aceleração, dentre outras.

O evento reúne startups, empreendedores, executivos, universitários, pesquisadores, etc. a fim de preparar líderes globais e experimentação da cultura empreendedora.

O evento é uma iniciativa do SENAI e FIESP e acontece no Parque Anhembi em São Paulo, das 8h às 21h.  A inscrição é gratuita. 

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios realiza uma promoção para os empreendedores, com a possibilidade de ganhar um espaço na revista. Basta contar sua história em 3 minutos e se a sua for a melhor, você ganha.

Informações e Inscrições :

QUER SER UM EMPREENDEDOR ?



Nas décadas de 80 e 90, principalmente no auge da crise do emprego, com mudanças importantes nos meios de produção e economia instável, criou-se uma expectativa em muitas pessoas de tornarem-se patrões, ter seu próprio negócio e não depender dos empregos. Aprimorou-se o conceito de empreendedorismo e novas oportunidades surgiram no mercado com a estabilização econômica a partir do Plano Real.
Havia uma massa de trabalhadores desalojados de suas atividades, como no setor metalúrgico, que mudou radicalmente e colocou muitos à margem do emprego. Já não existiam oportunidades de trabalho naquilo que sabiam fazer e para ingressar em outra atividade teriam que competir com outra massa de trabalhadores experientes naquelas atividades. Época difícil!
Portanto, nesta fase da história, existiam os empreendedores natos, aqueles com o “tino comercial” no sangue (como se dizia antigamente) e um novo grupo, formado daqueles que se viam sem lugar no mundo do trabalho e que desejavam ter seu próprio negócio.  Isso era algo muito interessante, pois além de satisfazer alguns sonhos pessoais diminuía a pressão por empregos.
Muitos investiram suas economias, suas indenizações trabalhistas em algum tipo de empreendimento, desde um carrinho de pipoca até uma pequena indústria. A maioria não sobreviveu, perderam suas economias e ficaram ainda sem emprego. Mas porque isso aconteceu? Claro, foram muitos os motivos, mas basicamente uma mistura de ignorância com falta de planejamento. Muitos pensaram que uma boa ideia bastava, mas não funciona assim.
Não se pode esquecer que empreender envolve muita coisa e principalmente riscos. Parte do sucesso de um empreendimento consiste em realizar um ótimo planejamento e assim diminuir tais riscos e quanto menos riscos maiores as chances de sobreviver em longo prazo e obter sucesso.  O empreendedor deve pensar no tipo de negócio em si, se há viabilidade, público (clientes), custos, etc. Cito um exemplo básico, com um pensamento um tanto simplista, mas que ilustra o que digo: Se você pretende abrir uma cafeteria, quantas xícaras de café devem ser vendidas por dia para cobrir todos os custos e ainda obter lucro? Conheço vários exemplos. Um exemplo interessante é de uma empresa, uma casa noturna de sucesso de público e de fracasso financeiro. Embora com casa cheia diariamente, da inauguração até o fechamento, a falta de planejamento financeiro corroeu os lucros. Não havia capital de giro e a coisa desandou.
Quero dizer com isso, que todas as etapas para consolidar um empreendimento devem ser pensadas antes, sem deixar o entusiasmo se sobrepor à razão. Um empreendimento deve ser pensado com profissionalismo e não apenas com emoção. Com bom planejamento, problemas e erros terão a possibilidade de serem sanados a tempo.
Outro importante passo para aquele que deseja empreender é obter conhecimento. Nada como conhecer um pouco de finanças, de planejamento, custos, marketing... Há no mercado diversos cursos para pequenos empreendedores, alguns gratuitos (deixarei alguns links abaixo).
Os setores de Franquias e Micro-franquias também são ótimas opções para empreendedores iniciantes, mas que do mesmo modo, exige cuidados. Toda moeda tem dois lados e investir e empreender exige sangue frio e profissionalismo.

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