ANO XIX

ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

NETWORKING DE MÁ REPUTAÇÃO - Por Adalberto Piotto

Networking de má reputação

Já está insuportável essa coisa de que tudo é networking. As pessoas vão a eventos, mal se olham, mal se cumprimentam, mal se falam e já estão tentando ver como usar o outro para ganhar algo pra si. Num lançamento de livro, numa festa de fim de ano, num almoço entre "amigos", tudo em todos os lugares é focado só nisso. 

Obviamente que não sou contra relações profissionais e troca de contatos. Sou a favor é da educação e da elegância do cumprimento olhos nos olhos, do aperto de mão firme, preteridos nessas ocasiões até que um e outro se vejam com possibilidade de negócios. Aí a falta de convicção no cumprimento evolui (?!) para a falsidade. 

É muito possível fazer diferente. Ser autenticamente atencioso, gentil e cortês com o outro no contato inicial, mesmo que não evolua para além disso. Se não fizer negócio, você salva a sua reputação e melhora o mundo do qual sempre reclama

Adalberto Piotto é Jornalista e documentarista, proprietário da AF Piotto Produções. Atuou como Âncora nas rádios CBN e Joven Pan
Colaborou com seu artigo para o blog O Mundo do Trabalho

domingo, 14 de fevereiro de 2016

RENDA DO TRABALHADOR BRASILEIRO DIMINUI

O FMI – Fundo Monetário Internacional divulgou a classificação dos países sobre a renda per capita. Os brasileiros, como era esperado, vem perdendo o seu poder de compra.

Nos anos de estabilidade econômica, onde as bases da economia estavam alicerçadas em responsabilidade fiscal e financeira, o Brasil estava nadando de braçada, sendo que a média da renda per capita estava acima dos demais países emergentes. A Indústria produzia, a oferta de emprego era suficiente e de boa qualidade e o trabalhador tinha seu poder de compra equilibrado. Mesmo durante as fortes subidas da renda na Índia e China, nosso país ficou equiparado a eles.

Mas a “bolha” estourou e a estabilidade outrora construída, foi dizimada por políticas temerárias, equivocadas e por final, mal-intencionadas do governo, que criaram um rombo sem precedentes nas finanças do país. Hoje, a média da renda per capita do brasileiro é bem menor que a nos países emergentes. Segundo o FMI é o nível mais baixo desde 1980 (época de inflação astronômica).

Se a comparação for feita com os EUA, por exemplo, a renda do brasileiro é de apenas 27% a do americano. Um abismo. O trabalhador brasileiro, além do risco de perder seu emprego (aqueles que ainda não perderam) tem sua renda corroída pela altíssima inflação e alta de impostos.


Pelo panorama atual, vamos voltar a ver as grandes filas de emprego nos centros de intermediação de mão de obra, as maquininhas de reajustes de preços nos supermercados, dentre outros problemas decorrentes do esfacelamento da economia. Se você é nostálgico fique feliz: voltamos aos anos 80.

domingo, 31 de janeiro de 2016

DESEMPREGO - Um filme de terror que demora a acabar

Outro dado assustador apareceu na PME – Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Além de o desemprego ter aumentado de forma alarmante em 2015, proporcionalmente, o número de empregadores que deixaram de existir foi maior que o de postos de trabalho.

Isso é muito preocupante já que o problema que surge não é apenas o de postos de trabalho fechando e sim o número de empresas fechando. Embora a maioria dessas empresas sejam micro e pequenas, grandes empresas também estão fechando suas portas também. Isso pode denotar que a crise não é passageira. O empreendedor vem perdendo o seu fôlego e “pisar no freio” não adianta. Muitos estão morrendo.


É uma crise sem precedentes já que não há uma “luz no fim do túnel”. As barbaridades que são cometidas na condução das políticas econômicas do país não têm fim, além do quadro político que mais parece um filme de terror (embora esse tenha hora para acabar). Analistas afirmam que se algo de positivo fosse feito agora a fim de colocar a economia efetivamente nos trilhos, só começaríamos a sentir os efeitos em 2017. Como aparentemente não estamos vendo nada que possa mudar o atual estado das coisas, preparem-se para tempos difíceis.

domingo, 24 de janeiro de 2016

ENTREGUEI CENTENAS DE CURRÍCULOS E NÃO FUI CHAMADO PARA NENHUMA ENTREVISTA

Há algum tempo publicamos aqui um vídeo mostrando como montar um currículo básico, com todas as informações importantes que esse documento deve conter ( curriculovideo ). Não há só uma forma correta e o candidato a uma vaga de trabalho pode escolher e adaptar modelos de acordo com o tipo de empresa ou cargo irá se candidatar.

Devemos partir do princípio que um currículo nada mais é do que um “cartão de visitas” do candidato, uma breve apresentação. Devemos também ter em mente que sair por ai distribuindo currículos não é a forma mais eficiente de conseguir a vaga, pois muitas vezes deixamos o documento em uma empresa que não está contratando naquele momento e provavelmente o currículo vai parar numa pilha de papel onde nem sempre a empresa vai pesquisar quando precisar. Algumas empresas fazem um banco de currículos para procurar os candidatos quando abrir uma vaga, mas poucas são as empresas que adotam esse processo ou fazem isso de modo organizado, pois convenhamos, é muito complicado fazer isso. Certa vez estive numa empresa onde o dono me mostrou várias pilhas de currículos no chão e me disse: -“recebemos dezenas de currículos por dia, fora o que chega pela internet. Como podemos administrar isso?”

Com esse panorama podemos deduzir que muitas vezes sair por ai entregando currículos pode ser perda de tempo e assim devemos mudar a estratégia. Em primeiro lugar devemos montar um bom currículo, adequado ao cargo que pretendemos obter, em forma e conteúdo. Nem preciso mencionar aqui a qualidade da gramática. Em segundo lugar devemos dar prioridade às empresas que estão com vagas abertas. O próximo passo é tentar conversar e entregar o documento para a pessoa correta, de preferência o responsável pelo processo seletivo ou mesmo o gerente da área a qual está se candidatando. Evite deixar na portaria ou com um funcionário qualquer, ouvindo um “deixe ai que depois eu entrego”. Não tenha medo de ser cara de pau e pergunte o nome do responsável e tente falar com ele. Se não for possível naquela hora tente em outra. Como podem ver até aqui, devemos direcionar bem nossos esforços, ser objetivos nessa parte do processo. Não podemos enganar a nós mesmos, achando que sair por ai entregando muitos currículos é suficiente, acreditando que “fiz a minha parte”. Esse é só o inicio do processo e o caminho pode ser longo. Se não fizer direito agora, as chances de passar para o segundo momento, ou seja, ser chamado para a entrevista fica mais difícil. Quando atiramos para todos os lados sem olhar o alvo, gastamos muita munição e temos poucas chances de acertar, portanto, planeje cada passo da busca pela oportunidade de trabalho, ajuste seu currículo para cada tipo de empresa que pretende entregar. Evite dizer “aceito qualquer coisa”, pois o empregador não procura “qualquer coisa”, ele procura alguém que possa realizar aquele trabalho específico.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O DESASTRE DA POLÍTICA ECONÔMICA E O FIM DOS EMPREGOS

Cada dia novas manchetes anunciam a decadência da economia brasileira e a gravidade da situação para os empregos. Empresas de todos os tamanhos estão fechando suas portas, principalmente no setor Industrial. Pequenas empresas sofrem ainda mais e muitas vezes de forma a aniquilar o negócio. Uma nova legislação de ICMS está destruindo as empresas de e-commerce. O governo não tem política industrial e pior, econômica. É um governo errático e sem comando. Quando se viu numa situação difícil pela quantidade de erros cometidos, seja por incompetência ou má fé, resolveu nomear para conduzir a economia o banqueiro Joaquim Levy. Todavia a intenção com essa nomeação era apenas “acalmar os mercados” e de forma alguma o deixaram mudar a desastrosa política econômica. Sem poder atuar e transformando-se em figura decorativa, sai o ministro para dar lugar a outro que foi um dos mentores do desastre.

Não tenho o hábito aqui no blog de fazer esse tipo de comentário, mas não é possível ficar passivo frente ao descalabro em que o Brasil se encontra. São mais de 1,5 milhões de postos de trabalho fechados somente em 2015, empresas grandes e pequenas encerrando suas atividades, redução da renda e inflação nas alturas corroendo os salários. A nossa moeda tem a pior cotação desde que foi criada. Toda
as as análises nacionais e internacionais afirmam que o Brasil não sairá dessa situação antes do final de 2017.

Vejo tudo isso com muita tristeza. Um país que estava estabilizado, crescendo e gerando empregos, é vilipendiado e se transforma num país com uma política econômica atrasada e retrógrada, destruindo todas as conquistas.

Somos um país atrasado. Muito atrasado.

Enquanto as “cabeças pensantes” apresentarem milagres e principalmente os “votantes” acreditarem nesses milagres, o Brasil está fadado ao fracasso, ao atraso. Uma nação não pode dividir riqueza se são gera riqueza. Qualquer proposta diferente dessa é basicamente uma mentira.

Os trabalhadores brasileiros acreditaram que estavam mudando de patamar, que suas vidas estavam melhorando, foram induzidos a comprar e gastar e agora, provavelmente, estão com seus carnês do crediário para pagar e sem seus empregos e salários.

Os empregos só se mantém se a economia se mantém. Economia em crescimento é ter empregos em crescimento e de melhor qualidade. Toda política econômica deve ser fundamentada em crescimento sustentável, sem milagres, para assim o país se desenvolver cada vez mais, proporcionando a cada trabalhador e a cada empregador a estabilidade dos empregos e dos negócios.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

UM NOVO MOMENTO DE AUSTERIDADE PARA AS EMPRESAS



Com o novo momento da economia brasileira, as empresas começam a adotar novas medidas. Algumas simplesmente demitem funcionários para reduzir custos. Outras preferem usar estratégias diferentes e inteligentes para melhorar o desempenho da empresa, seja quanto aos custos, seja quanto aos funcionários. As empresas que demitem, o fazem de modo geral, ou por ser a solução mais fácil e rápida ou por uma real falta de condições de manter seus funcionários.

Mas preferimos mencionar aqui aquelas empresas que adotam medidas mais eficazes nesses tempos de dificuldade e que exigem mais austeridade. Fazer isso não é fácil, já que exige esforço intelectual das equipes, mudanças na cultura da empresa e das pessoas que ali trabalham. Por outro lado, os funcionários passam a valorizar mais a empresa e seus empregos. Muitas empresas estão se adequando aos novos tempos com atitudes que vão desde a redução de custos gerais, como implantação de ações que reduzem energia elétrica ou materiais de escritório, por exemplo, até o melhor aproveitamento dos talentos que já existem, reduzindo eventuais ociosidades e dando oportunidades aos funcionários, inclusive oferecendo formação acadêmica ou técnica. Empresas que também se utilizavam terceiros para sua área de Treinamento, passam a utilizar seus próprios profissionais, aqueles com conhecimento e experiência, para atuar com os novatos ou com aqueles que estão ampliando suas responsabilidades dentro da corporação.

Com funcionários sentindo-se mais valorizados, melhor aproveitados e com menor risco de demissão a empresa pode gerar uma relação profissional de maior confiança mesmo com ações de redução de custos e eventuais "apertos" nas equipes, o que no final, vai gerar ganhos tanto para a empresa quanto para seus funcionários.


sábado, 9 de janeiro de 2016

A TEORIA DA SELEÇÃO NATURAL

Em épocas de crise econômica como a que estamos enfrentando agora, a situação dos trabalhadores, tanto aqueles que necessitam do emprego para sobreviver como os empreendedores, torna-se muito difícil. É preciso desenvolver boas estratégias para se manter ou conseguir um novo emprego, além de uma boa dose de sorte.

Muitas pessoas reclamam que não conseguem trabalho, mas pouco fazem para melhorar suas condições de concorrer a uma nova oportunidade. A baixa escolaridade ou tempo de estudo, o comportamento inadequado, a capacidade de se expressar e de se apresentar são bons exemplos de quesitos que podem barrar uma contratação até mesmo antes de começar o processo.

A teoria da Evolução/ Seleção Natural de Darwin pode ser aplicada a aqueles que buscam oportunidades de trabalho. A teoria diz que não é o mais forte que vence e sim o melhor adaptado. Exemplifico isso com muitas mensagens que recebo de pessoas reclamando que tem estudo, apresentam um bom currículo e mesmo assim não conseguem se recolocar. E então eu digo que ter um excelente currículo e um ótimo nível de escolaridade não faz necessariamente essa pessoa ser o melhor candidato para determinada vaga.

Poucos planejam ou se preparam para enfrentar um processo seletivo. Poucos preparam um currículo adequado e orientado para aquela oportunidade a qual pretendem conquistar. Não basta que o candidato tenha condições técnicas para conseguir a vaga. É preciso que esse candidato conquiste também a confiança do empregador ou da pessoa que estiver conduzindo o processo seletivo. Muitas vezes num processo de seleção,  a falta de experiência ou de capacitação técnica em determinada área pode ser superada por outras qualidades do candidato, mesmo algumas qualidades subjetivas. Muitas dinâmicas de grupo tem essa finalidade.

Portanto, devemos entender que em tempos de economia estagnada sempre haverá mais gente procurando trabalho do que vagas disponíveis e que a disputa por vagas terá como vencedores não os mais fortes mas os melhores preparados, os mais adaptados.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O MUNDO DO TRABALHO na rádio Showtime

Próximo domingo, dia 10 de janeiro,às 10h15 estarei no programa Celebridades In Foco da rádio ShowTime de São José dos Campos, falando sobre mercado de trabalho e comportamento. Falaremos também sobre o Blog O Mundo do Trabalho. O programa é apresentado pela jornalista Eliciane Alves.

Em São José dos Campos : 87,9 FM
Pela Internet: www.radioshowtime.com.br


sábado, 19 de dezembro de 2015

Um feliz Natal e um ótimo 2016, é o desejo do Blog O MUNDO DO TRABALHO para todos os amigos e leitores:


Mais um ano termina e o blog O MUNDO DO TRABALHO entra em seu oitavo ano, informando, compartilhando idéias, repercutindo os acontecimentos que provocam impacto na vida dos trabalhadores, empregadores e empreendedores. Continuem acompanhando o blog, participem, comentem e vamos juntos esclarecer as dúvidas para melhorar as chances de obter trabalho e de como contratar bem.
Grande abraço a todos os amigos e leitores do blog

Nelson Miguel Junior

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Quer saber mais sobre como fazer um bom currículo?

O currículo é um dos primeiros passos a serem dados na busca por uma oportunidade de trabalho. Fizemos esse vídeo apresentando uma forma simples e eficaz para elaborar um bom currículo. Veja o vídeo em nosso canal no youtube:

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

NOTÍCIAS DA ECONOMIA BRASILEIRA NÃO PODERIAM SER PIORES PARA O EMPREGO

É evidente que a economia desandou. Má gestão e corrupção desenfreada não só estão paralisando o país como o faz andar para trás. No meio do ano já se previa um PIB negativo em torno de 1%. Mas o ano ainda não terminou e o Produto Interno Bruto já está negativo em mais de 3%. É a queda mais forte da economia de um país em todo o mundo. Isso significa uma grave crise e forte recessão e a pior conseqüência é o DESEMPREGO.

Não só o número de desempregados já está na casa dos milhões como aumentou vertiginosamente a informalidade. A taxa de desocupados já ultrapassa os 33%, um recorde. Não é necessário ler jornais e as estatísticas, pois basta ir a rua para ver comércios vazios ou fechados e as placas de “passo o ponto” também estão por todos os lugares. Não há por parte do comércio, por exemplo, a perspectiva de contratação de funcionários temporários para este final de ano. A previsão para 2016 é ainda pior. O governo anunciou um ajuste fiscal, com cortes dolorosos, porém necessários. Todavia não cumpriu absolutamente nada e o rombo só aumenta.

Não estamos aqui para falar de política, mas das conseqüências de uma gestão nefasta e incompetente. Ao final quem paga essa conta são, principalmente, os trabalhadores e pequenos empresários. O estrago não será fácil de reparar.

Os trabalhadores estão temerosos e alguns setores já realizam demissões em massa. Agora, não só a Indústria apresenta resultados negativos, mas todo o setor produtivo. Aqueles que ainda estão empregados devem se emprenhar para manter seus empregos e aqueles que já perderam devem se preparar e aprimorar para aumentarem suas chances de voltar ao mercado de trabalho.

Todavia, a matemática é uma ciência exata: economia ruim = desemprego maior.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Reveja alguns dos artigos mais acessados pelos nossos leitores sobre o tema EMPREGO


Para ajudar na busca por uma oportunidade de trabalho, publicamos aqui os links dos artigos mais acessados e comentados sobre o tema Emprego, oferecendo dicas de comportamento profissional, entrevista de emprego e outras dicas importantes. Há ainda muitos artigos com dicas no blog além desses. Publicamos também muitos artigos sobre a conjuntura do mercado de trabalho, empreendedorismo e geração de renda. Convido os leitores a participar do blog ou ainda seguir a página do facebook ( https://www.facebook.com/omundodotrabalhosp/?ref=bookmarks )

ESTRATÉGIAS PARA ENFRENTAR O DESEMPREGO



QUALIFICAÇÃO E CAPACITAÇÃO – Como Entendemos?http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2015/07/qualificacao-e-capacitacao-como.html

BOA APRESENTAÇÃO NO PROCESSO SELETIVO:  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2015/05/boa-apresentacao-no-processo-seletivo.html

NÃO FOI PRA ISSO QUE FUI CONTRATADO:http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/11/nao-foi-para-isso-que-fui-contratado.html

A CONQUISTA DE UM EMPREGO – O SER COMPETITIVO:  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/11/a-conquista-de-um-emprego-ser.html

O MERCADO DE TRABALHO E AS REDES SOCIAIS:  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/08/o-mercado-de-trabalho-e-as-redes-sociais.html

COMPORTAMENTO PROFISSIONAL:  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/05/comportamento-profissional.html

A PREGUIÇA NUNCA CRIOU BONS FILHOS 
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2014/07/a-preguica-nunca-criou-bons-filhos.html

A MOTIVAÇÃO ESTÁ DENTRO OU FORA DE NÓS? :  http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2011/06/motivacao-vem-de-fora-ou-esta-dentro-de.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Os Rumos do Mercado de Trabalho – Estratégias para enfrentar o desemprego

Há muito tempo não se via um quadro tão desolador no mercado de trabalho. A cada mês são divulgados números cada vez piores. O maior problema é que não há ainda uma luz no fim do túnel. Aliás, esse túnel escuro está apenas começando.

O número de postos de trabalho formal (com carteira assinada), assim como a renda do trabalhador está diminuindo drasticamente. A política econômica totalmente equivocada e populista, cobra agora seu preço. E no final, quem paga essa conta são os trabalhadores, principalmente os de menor renda. São os primeiros a perder seus empregos e ainda devem enfrentar a nova regra do Seguro Desemprego, que impedirá muitos de receberem o benefício.

Quais as estratégias para enfrentar a situação? Há como se salvar dos nefastos efeitos do desemprego?

O trabalhador deve tentar manter seu emprego, dedicando-se, aprendendo mais, produzindo melhor. Todavia, nem sempre isso é suficiente, já que há uma possibilidade de que o empregador simplesmente não possa mais arcar com o salário e demais custos. Caso a demissão se concretize, é importante que não se abata e mantenha o ânimo para a busca de nova oportunidade. Não se esconda nessa hora. Conte para seus amigos, parentes e conhecidos, que está desempregado e está em busca de recolocação. Quanto mais gente souber, maior a chance de alguém indicar uma vaga.

Nessa época de mercado de trabalho restrito, devemos lembrar que todo trabalho é digno e que estar empregado é a melhor opção. Caso surja alguma oportunidade, mesmo que não seja aquela desejada, esse trabalho lhe dará alguma remuneração e ainda lhe dará a chance de conhecer mais pessoas e a possibilidade de conquistar uma posição melhor na empresa. Estar empregado ajuda também a ter tranqüilidade para estar preparado para uma oportunidade melhor em outra empresa também.

Fazer bicos ou um pequeno negócio, mesmo que rudimentar, é uma possibilidade de obter alguma renda. Quem sabe esse bico ou esse negócio rudimentar não se transformam em um ótimo negócio?

O que não se pode é lamentar, ou apenas lamentar. Muitas vezes é num período de crise que surgem as grandes oportunidades da vida. É onde aprendemos a fazer coisas que nunca imaginamos, apresentarmos soluções nunca pensadas ou mesmo mudar totalmente o rumo da vida, para melhor.

Além de tudo isso, não se esqueça daquilo que é básico na busca de oportunidade de trabalho, como se preparar adequadamente, planejar, estudar, montar um currículo adequado, ir bem preparado numa entrevista, trajado adequadamente, etc.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

CUIDADO! VOCÊ PODE ESTAR SENDO ENGANADO

Junto com a crise vêm os aproveitadores da crise. Fiquem atentos para golpes aplicados contra pessoas desempregadas em busca de recolocação. Alguns golpistas, disfarçados de agência de empregos, estão voltando com essa prática com o aumento de pessoas desempregadas.

Agências e consultorias de emprego não costumam cobrar antecipadamente pelo serviço. Ou seja, só recebem depois que candidato estiver empregado. Se cobrarem alguma taxa ou o serviço antecipado, você pode estar caindo em algum golpe. Não pague! Algumas consultorias oferecem serviços de preparação do candidato, de coaching”, mas isso estará claro para o candidato ao contratar tal serviço. Normalmente, agências de emprego são remuneradas de duas formas: a) pelo candidato, que paga pelo serviço, após a recolocação (que pode ser uma percentagem do salário que vier a receber); b) pelo empregador, que contratou a agência para realizar o serviço de recrutamento e seleção.

Outro golpe aplicado em pessoas desempregadas é a promessa de efetivação em determinada vaga caso o "candidato" passe em um determinado teste, como por exemplo: "se você fechar 10 contratos a vaga é sua..." O candidato, para "garantir a vaga" vende o serviço para a mãe, para a tia, ele mesmo compra, gastando seus últimos recursos. Não caia nessa. É golpe!

Portanto, fique atento e não deixe que sua necessidade em conseguir rapidamente a recolocação no mercado de trabalho, piore ainda mais a situação.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Capital Human Report 2013 e 2015. O Brasil cai no ranking de qualidade da Força de Trabalho

Há exatamente dois anos, o FEM – Forum Econômico Mundial, divulgou o primeiro relatório sobre Capital Humano (Capital Human Report - 2013), envolvendo 122 países. O estudo avaliou 4 pilares principais: Educação, Saúde e Bem Estar, Força de Trabalho e Emprego e Ambiente Favorável. Cada um desses pilares continha algumas subdivisões avaliadas individualmente.


No ranking geral - 2013, o Brasil ficou apenas com a 57ª posição.

Veja quadro abaixo com a posição em cada pilar estudado:



Como podemos observar, o pilar Educação é o que apresenta situação mais crítica e isso tem influência direta na qualidade do trabalhador e em como seu trabalho pode gerar riquezas para o país.

O Brasil teve outras notas que ficaram bem abaixo da sua média geral, por exemplo:
·         Facilidade de encontrar profissional qualificado, ficou com a 101ª posição.
·         Em acesso a educação básica ficou em 69º lugar.
·         Acesso a Internet nas escolas: 88ª posição
·         Qualidade do sistema educacional: 105ª posição
·         Mortalidade Infantil: 64ª posição
·         Saneamento básico: 71ª posição

Como estará o Brasil hoje, em 2015?

 Está assim: 



No Capital Human Report – 2015, o Brasil ocupa a posição 78. A lista em 2013 envolvia 122 países e agora em 2015, são 124 paises. Apenas 2 a mais. Portanto, podemos afirmar que o Brasil despencou nesse ranking em apenas 2 anos.

(os links levam aos relatórios originais, em inglês) 




quarta-feira, 30 de setembro de 2015

BRASIL TEM A PIOR POSIÇÃO DA HISTÓRIA NO RANKING DE COMPETITIVIDADE

Há algum tempo publicamos aqui um artigo sobre a decadência da produtividade brasileira. Em 2012 estava na 48ª posição, caiu para 57ª posição e agora, em 2015, passa a uma vergonhosa 75ª. O Brasil deveria estar galgando posições no ranking, mas está rapidamente fazendo o caminho inverso, devido às políticas adotadas pelo governo. Dos 12 critérios analisados, o Brasil decaiu em 9. No quesito Educação e Treinamento o país ficou na vergonhosa 93ª posição. No indicador Ambiente Macroeconômico ficamos na 117ª posição. Pontos como Tributação ruim e ineficiente, Infraestrutura deficiente e defasada, fornecimento de energia (eletricidade), Educação de péssima qualidade e Saúde, também pesaram na queda no ranking. Dentre os países da América do Sul, ficamos atrás do Chile, Peru, Colômbia e Uruguai.

Enquanto outros países buscam melhorar seus níveis de educação, para a desenvolver e reter talentos, o Brasil faz o contrário, aprofundando cada vez mais o abismo com os países mais competitivos. Em nenhum momento, o poder Executivo ou mesmo o Legislativo, moveu um só dedo para aprimorar as políticas tributárias e a infraestrutura do país, por exemplo.

O quesito Confiança também foi responsável pelo salto negativo no ranking – 121ª posição. Esse indicador analisa as instituições, as contas públicas, pesando também os escândalos de corrupção generalizada nas instituições públicas, principalmente nos altos escalões. No indicador Ética e Corrupção, o Brasil ficou na 138ª posição, ou seja, a antepenúltima, somente a frente de Paraguai e Venezuela.

Abaixo, alguns indicadores analisados pelo estudo. No final deste artigo há um link para o ranking completo com todos os indicadores e subdivisões (em inglês)



O ranking é realizado pelo Fórum Econômico Mundial e os dados brasileiros foram pesquisados pela Fundação Dom Cabral.

Veja o ranking completo:


Para visualizar ou baixar o relatório completo:

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

DESEMPREGO AUMENTA EM VELOCIDADE ASSUSTADORA

Em apenas um ano aumentou em 52% o número de pessoas desempregadas. Quase 1 milhão de vagas perdidas nesse período. O que nos assusta não é apenas esse aumento, mas a velocidade em que o desemprego está aumentando. Segundo a metodologia utilizada, a PME – Pesquisa Mensal de Emprego, o desemprego está em quase 8%, todavia sabemos que utilizando metodologias mais próximas da realidade, como a do DIEESE ou Fundação SEADE, este número fica perto do dobro, ou seja, ente 15% e 16%. (veja artigo sobre as metodologias). Não é só o emprego que está diminuindo. A renda do trabalhador também. Os salários encolhem e ainda são corroídos pela inflação. Os setor da Indústria foi responsável por quase metade das demissões (475.000 postos de trabalho perdidos), seguido pelo setor da Construção, (com 385.000 postos de trabalho perdidos).

O próprio governo já admite que neste ano de 2015, teremos crescimento negativo, ou seja, apresentaremos um PIB de -2,7%. Segundo os economistas, o ano de 2016 pode ser ainda pior. Uma eventual retomada da economia poderia acontecer somente em 2018, mas que não significa melhora no mercado de trabalho.

O governo cometeu erros grotescos nas políticas públicas, principalmente nas políticas de emprego. Os incentivos como a desoneração da carga tributária em alguns setores produtivos, só fez adiar e aumentar o estrago no mercado de trabalho. Geralmente governos populistas implantam políticas sociais sem lastro econômico e que resultam em tragédias sociais. Todos sabem que a melhor política social é aquela que gera emprego, com boa educação de base e técnica. Mas não foi isso que aconteceu. Agora, além do aumento abrupto do desemprego, as políticas sociais começam a ruir. Hoje, os trabalhadores têm dificuldade em conseguir o Seguro Desemprego, por exemplo.

A situação é tão preocupante, que já começamos ver a crise nas ruas, com portas fechando no comércio e filas aumentando nos serviços de recolocação de mão de obra. É o pior mês de agosto desde 1995 na questão “emprego”.

Muitos trabalhadores partem para a informalidade ou mesmo tentam abrir o próprio negócio a fim de manter alguma renda. Para o governo, a informalidade piora ainda mais o quadro, já que cai a arrecadação.
O Brasil precisa acordar e mudar completamente o paradigma atual. É necessário uma mudança de cultura, promover o crescimento com sustentabilidade, fazer um verdadeiro choque de gestão (e nem vamos comentar aqui as questões relativas à qualidade ética e moral dos nossos políticos e governantes).


sábado, 12 de setembro de 2015

ESTÁ CADA VEZ MAIS DIFÍCIL VOLTAR AO MERCADO DE TRABALHO

As notícias sobre mercado de trabalho não estão nada boas. O desemprego aumenta rapidamente e a criação de vagas diminuiu como há muito tempo não ocorria. Os economistas afirmam que a queda do Produto Interno Bruto este ano será maior do que o esperado pelo governo e 2016 será ainda menor. Isso significa que a situação ainda irá piorar. Com a queda da produção industrial e o impacto da economia ruim no comercio e setor de serviços não há no horizonte perspectivas para o mercado de trabalho. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, feita para o jornal Folha de S. Paulo, os níveis da produção na Industria de Transformação estão próximos a dos anos 1940, época da pré-industrialização e a tendência é de piora do quadro. É o nível mais baixo da série histórica.

Os que estão empregados estão em risco de perder o emprego e os que estão desempregados estão encontrando muitas dificuldades para encontrar uma nova colocação. Uma das formas de medir essa situação é o tempo que uma pessoa demora para conseguir voltar ao mercado de trabalho. Esse tempo de demora aumentou muito neste ano. Em média um desempregado está demorando mais de 4 meses para conseguir uma vaga. As filas para o Seguro Desemprego estão grandes e ainda com um agravante: as novas regras impostas pelo governo para requerer o benefício, o processamento está demasiadamente lento e grande parte dos requerentes só conseguem começar a receber após 90 dias ou mais.

O que o trabalhador deve fazer neste momento? Em primeiro lugar, dar o seu melhor a fim de diminuir os riscos de ser demitido. Em seguida, ter em mente que os tempos de “bonança” acabaram e agir evitando gastos desnecessários e poupar, se possível. Para quem já está em situação de desemprego, o trabalhador deve se preparar cada vez mais para enfrentar a situação e o mercado de trabalho mais competitivo. Deve se preparar cada vez melhor para cada entrevista e cada processo seletivo que participar. Cumprir todo o “ritual” da busca pela oportunidade de trabalho é fundamental. A sorte ajuda quem se ajuda. É importante ter um currículo bem montado; estar sempre vestido adequadamente para a ocasião; estar pronto para todo o tipo de testes e perguntas dos selecionadores; importante ainda é manter a tranqüilidade diante do problema e o pensamento focado em cada processo seletivo. Avalie o que pode estar errado e corrigir eventuais falhas. Lembre-se que nesse momento, aqueles que estiverem mais preparados e adequados para cada oportunidade conseguirão as melhores vagas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

SETOR DE SERVIÇOS RECUA PELA PRIMEIRA VEZ DESDE 1990

O rumo da economia, direcionado pelo atual governo, está conseguindo um feito inédito: o recuo do setor de Serviços. Esse setor é responsável por 71% dos postos de trabalho no Brasil e tem sido até hoje aquele que consegue manter seus níveis de emprego mesmo em épocas de crise. Desta vez será diferente. Desde a redemocratização do país, mesmo com a grave crise dos anos 80 e início dos anos 90, é a primeira vez que isso ocorre.  O setor ainda é responsável por 61% do PIB – Produto Interno Bruto. Este ano teremos PIB negativo e o ano que vem (2016) também será negativo, apontam os economistas. Não houve área do setor de Serviços que resistiu a essa crise (que ainda está no começo). Com o encolhimento do setor Industrial e a queda da renda da população (inflação alta e desemprego) toda a cadeia produtiva foi afetada.

Para piorar a situação da economia brasileira, a exportação para países vizinhos se deteriora rapidamente, já que também vivem crises políticas e econômicas, e assim piora e expectativa da Indústria brasileira e conseqüentemente para o nível de emprego.

O setor de Supermercados também está prevendo forte queda no faturamento e diminuição dos postos de trabalho, pois com a diminuição da renda e dos empregos, cairá o consumo em geral, principalmente de alimentos.

O mês de julho, como mostramos no artigo anterior, registrou desemprego no país e não será diferente nos próximos meses. Teremos tempos difíceis pela frente já que o Brasil passa por uma séria crise política, institucional e econômica sem precedentes desde a redemocratização.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PREPARE-SE: A CRISE CHEGOU

Em tempos difíceis como a que começamos enfrentar, com a economia se deteriorando e uma crise política sem precedentes, a população em geral passa a pagar a conta do estrago.  Os efeitos mais aparentes são a perda do poder de compra e o desemprego. Já começamos a perceber isso com o aumento das filas pelo emprego e a queda de venda nos supermercados e em outros setores como o de automóveis e eletrodomésticos, por exemplo.

Neste ano de 2015, o PIB – Produto Interno Bruto será negativo e a previsão para 2016 é também de PIB negativo. Isso significa que há uma forte tendência de desemprego. O que até o final do ano passado foi queda no crescimento de postos de trabalho, hoje já podemos falar em desemprego. Para se ter uma idéia o que antes, segundo a metodologia do governo, se dizia haver um desemprego de aproximadamente 5%, hoje já está próximo dos 10%. Utilizando uma metodologia mais realista, podemos deduzir que o desemprego já é o dobro desse número.

Abaixo reproduzimos um gráfico comparativo entre os meses de julho de 2003 a 2015:

Visualizando a imagem acima podemos ver qual a situação do trabalhador brasileiro hoje e qual a tendência do nível de emprego. Julho de 2015 apresentou uma perda efetiva de 157.905 postos de trabalho, ou seja, houve desemprego.

Assim, resta aos trabalhadores e empreendedores, buscar mais conhecimento, desenvolver habilidades, treinamento, estudo e qualidade. Melhorar seus potenciais é a melhor forma de se manter no emprego ou conseguir nova colocação. Vamos lembrar também da fundamental importância das habilidades sociais e comportamento profissional, que muito antes do conhecimento técnico e experiência, pode decidir pela conquista da vaga ou não. (veja outros artigos publicados aqui no blog sobre esses assuntos).

Muitas pessoas que nos acompanham aqui, que nasceram nos anos 90, talvez não tenham a percepção exata do que estamos passando, não sabe o que é viver com inflação alta e desemprego. Deste modo, a minha sugestão é estar preparado para combater os efeitos do salário corroído, evitar a perda do emprego e se isso acontecer, estar apto a buscar novas oportunidades com maiores chances de sucesso.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

O PAÍS EM DECADÊNCIA - DESEMPREGO DISPARA

Acaba de ser divulgado o resultado do índice de desemprego no Brasil. Foram fechados em junho mais de 111 mil postos de trabalho, segundo o CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. O resultado é semelhante aos piores dias do início da década de 90 quando tínhamos hiperinflação e desemprego. É o pior mês de junho desde 1992. No acumulado de 12 meses já são mais de 600 mil postos de trabalho fechados.

Mais uma vez o quadro foi pior do que os especialistas (segundo pesquisa da Reuters) projetavam para o mês, que era de 98 mil postos perdidos. Os setores mais prejudicados foram os da Indústria de Transformação, Serviços e Comércio, mas todos os setores apresentaram desemprego salvo a Agricultura que apresentou um leve saldo positivo por motivos sazonais.

O quadro é muito sério, pois ainda estamos apenas no início de uma crise econômica. Nos últimos anos o governo adotou uma estratégia insustentável, com conceitos ultrapassados, sem nenhum planejamento e visando apenas a manutenção do poder. Nenhuma economia se sustenta dessa forma. Além da decadência econômica, uma crise política sem precedentes nos últimos anos começa a se desenhar.

O prognóstico não é bom. Não há nada que aponte uma mudança em curto ou médio prazo. Já voltamos a ver trabalhadores desempregados engrossar as filas dos centros de atendimento do SINE.


Senhores trabalhadores, preparem-se para dias difíceis. 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

DIANTE DA ALTA DO DESEMPREGO GOVERNO LANÇA PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO

O governo acaba de anunciar um Programa de Proteção ao Emprego, que prevê redução de jornada de trabalho de até 30% com redução proporcional de salários. O Programa passa a valer a partir de amanhã (7/07) por meio de uma Medida Provisória. O Programa permitirá que empresas de setores atingidos pela crise econômica possam aderir a esse regime temporário. A empresa que aderir não poderá demitir durante esse período e os trabalhadores ainda terão estabilidade de 1/3 do tempo em que vigorar o Programa na empresa. A metade restante do tempo da redução da jornada, o trabalhador deverá fazer cursos profissionalizantes do FAT. Segundo o ministro do planejamento, o Programa permitirá que o governo economize com o pagamento de Seguro desemprego. Um comitê está definindo, baseando-se em estatísticas, quais setores poderão aderir ao programa. A validade do Programa é até o final de 2016.  As empresas só poderão utilizar o sistema caso haja acordo entre a empresa e o sindicato.

Fonte: M.T.E. - http://portal.mte.gov.br/imprensa/governo-cria-programa-de-protecao-ao-emprego.htm

#omundodotrabalho

sábado, 4 de julho de 2015

QUALIFICAÇÃO e CAPACITAÇÃO – Como entendemos?

Constantemente ouvimos que para entrar ou se manter no mercado de trabalho devemos estar qualificados e capacitados. Ouvimos também que o que falta para as pessoas é “qualificação profissional”. Sem precisar pensar, apenas por lógica, já podemos entender que isso é uma verdade, ou seja, aqueles mais qualificados e capacitados terão mais chances no mercado de trabalho. Mas isso basta? É simples assim? Recebo muitas mensagens sobre isso e também vejo pessoas falando sobre isso nas redes sociais: “fiz curso profissionalizante e não consigo emprego”; “tenho vários cursos e formação superior, mas não consigo trabalho”; etc. Podemos ver pelos depoimentos que estar preparado para o mercado de trabalho não significa que apenas cursos e boa formação acadêmica irá garantir a vaga de emprego.

A Empregabilidade, ou seja, a capacidade de conseguir trabalho com mais ou menos dificuldades, depende de uma série de fatores e não apenas da qualificação ou capacitação. Estar qualificado e capacitado para uma determinada vaga indica que a pessoa pode ter conhecimento e capacidade técnica para exercer a função, mas isso sozinho não basta.

Tamanho do mercado para a profissão/função escolhida, nível de atividade econômica (nacional e local) determinam de imediato que muitos profissionais, mesmo capacitados e qualificados, terão muita dificuldade em conseguir trabalho, simplesmente pelo fato que há mais candidatos do que vagas. Porém se o nível de atividade econômica estiver em alta, com vagas suficientes para todos, outros fatores irão estabelecer as melhores chances: a experiência, a qualificação e capacitação técnica, a escolaridade formação acadêmica e o que chamamos de comportamento profissional (incluindo aqui as habilidades sociais, nível de comprometimento, etc.). Assim, as melhores vagas ficarão para os melhores candidatos, aqueles que completarem o conjunto de características necessárias para o mercado de trabalho.

Em muitos casos, uma pessoa que fez cursos de qualificação pensa que isso basta e que a dificuldade em conseguir trabalho é culpa de outra pessoa, da empresa... não é bem assim. Muitos desses candidatos não se apresentam adequadamente para a vaga, possuem um nível de idioma (português) muito ruim, dificuldade no raciocínio lógico e de se expressar. Muitos ainda perguntam: “mas o que tem a ver meu nível de português se estou me candidatando a auxiliar de limpeza?”. Só para exemplificar, nessa função, é importante o nível de leitura e entendimento (compreensão de texto), pois vários produtos utilizados por esses profissionais não podem ser utilizados ao mesmo tempo ou em certos ambientes, e assim, uma leitura ruim pode levar ao engano na leitura do rótulo de um produto. Portanto, se isso acontece para uma função onde “não é necessário dominar o idioma” imagine em funções mais técnicas, mesmo administrativas, onde o profissional tem de entender documentos, interpretar projetos, processos produtivos, etc.

Portanto, podemos entender que “QUALIFICAR-se e CAPACITAR-se” não é apenas realizar cursos, mas TAMBÉM se preparar como um todo, um profissional, com conhecimento e comportamento adequado. Para ser um bom profissional precisa ser antes um bom ser humano, um bom cidadão. 

#omundodotrabalho