ANO XVII

ANO XVII - Dezessete anos informando sobre o mundo do trabalho

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

EMPREENDEDORISMO COM INTELIGÊNCIA

Há algum tempo, participando de um evento sobre mercado de trabalho e geração de renda, falamos sobre o tema Empreendedorismo.  O Empreendedorismo nada mais é do que “ter o próprio negócio”. Mas chamamos “empreendedorismo” algo um pouco além disso, que é o próprio negócio acompanhado de conhecimento e práticas de gestão empresarial. Sabemos que muitos negócios não sobrevivem ao primeiro ano exatamente por ser fundamentado apenas na vontade do empreendedor.

Assim, sempre que falamos sobre o tema, somos obrigados a falar sobre planejamento, gestão administrativa, financeira e outros pontos fundamentais que podem determinar o sucesso ou não do empreendimento.

Mas o que me chama a atenção é o fato que grande parte dos agentes envolvidos no incentivo do empreendedorismo esqueceram-se disso, ou seja, esqueceram das técnicas e práticas empresariais, focando quase que exclusivamente nos aspectos motivacionais. É claro que o empreendedor necessita de muita coragem, autoconfiança e motivar-se a cada dia diante das dificuldades que aquele que tem seu próprio negócio enfrenta, mas somente esses aspectos não levarão ao sucesso tampouco à sobrevivência da empresa. Fizemos um teste simples e buscamos no Google sobre “empreendedorismo” e nos apareceu uma relação de sites onde boa parte tratava o tema assim como estamos dizendo, muito de “motivação” e pouco de “gestão de negócio”.

Empreendedorismo transformou-se em uma moda, muito mais do que a necessidade ou vontade de empreender. Um deles apresentava uma lista com “10 práticas para fazer de sua empresa um sucesso” e todas as 10 eram “motivacionais”. Nenhuma delas falava sobre Planejamento, Plano de Negócios, etc. Há aproximadamente dois anos estive em um evento sobre Empreendedorismo, onde aconteceram quatro palestras, sendo três proferidas por empresários, contando seus cases de sucesso, recheados de “suor” e alguma inspiração. A quarta palestra foi realizada por um consultor na área de empreendedorismo, certamente com muito conhecimento, mas que focou mais uma vez no aspecto motivacional.

Há entidades de apoio ao empreendedorismo que fazem uma abordagem correta, orientando e mesmo ensinado aquelas pessoas que querem se lançar como donos do próprio negócio. Alguns têm mais facilidade e características pessoais que favorecem o empreendedorismo, mas muitas pessoas tornam-se empreendedoras por força das circunstâncias como a perda do emprego, por exemplo, e que para sobreviver investem suas reservas em um negócio. Tanto essas pessoas como as que têm o empreendedorismo “no sangue”, precisam de muito mais do que incentivo e motivação. Precisam de conhecimento e estudo daquilo que pretendem fazer.


O entusiasmo, a motivação e a autoconfiança são fundamentais para o empreendedor, mas a técnica empresarial, o conhecimento, o planejamento, a estratégia, dentre outros, são fundamentais para o empreendimento. Equilíbrio correto aqui é o fundamental para o empreendedor e para seu empreendimento.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O QUE ESTÁ FAZENDO ENQUANTO ESTÁ DESEMPREGADO ?

 A economia ainda está longe de retomar o seu pleno crescimento, mas já dá sinais de melhora. Com a aprovação de medidas austeras para o reequilíbrio das contas públicas, os investimentos voltarão com certa rapidez e assim, o emprego começará a ser retomado. Há muito dinheiro represado para ser investido no Brasil.

Quando esse momento chegar, você estará preparado para conquistar o seu espaço no mercado de trabalho?

Em momentos de dificuldade devemos tentar encontrar a saída mais adequada para “sobrevivermos”, não desperdiçando tempo e oportunidades de estudar, aprender e mesmo de realizar atividades profissionais alternativas, até que se possa voltar ao trabalho desejado. O período de desemprego deve ser aproveitado para o desenvolvimento de nossas capacidades e aprimoramento do conhecimento geral e profissional. Em um processo seletivo, aquilo que realizou no período de desemprego, pode ser determinante para a aprovação, seja pelo aprendizado específico de algo que a empresa necessite, seja simplesmente pelo fato do selecionador perceber em você o desejo de crescer profissionalmente, que não ficou parado enquanto estava sem emprego.

Então, o que está fazendo?

Fez algum curso?
Leu algum livro?
Participou de alguma palestra?

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

BRASIL CAI MAIS UMA VEZ NO RAKING DE COMPETITIVIDADE

A cada ano o Brasil perde posições no ranking de competitividade. Desta vez caiu da 75ª posição para a 81ª posição. Em 2014 a queda também foi grande, caindo da 57ª para a 75ª posição. O país está atrás dos outros países que compõe os BRICS (Brasil, Russia, India, China e Africa do Sul) e ainda de outros países como Ruanda, Guatemala, Vietnã e Sri Lanka. O Estudo é realizado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Fundação Dom Cabral e foi divulgado no último dia 4 de outubro. Dos países sul americanos, ficamos atrás do Chile, Colômbia, Peru e Uruguai. No alto do ranking estão a Suiça, Singapura, EUA, Holanda e Alemanha. Participam do estudo 138 países.
O ranking é estabelecido por 118 indicadores em 12 pilares. O Brasil despencou nos itens “Desenvolvimento do Mercado Financeiro” e “inovação”
Analistas apontam que a queda acentuada no Ranking deve-se à condução errática das políticas públicas e econômicas, à expectativa ruim dos empresários e investidores e do turbulento momento político que o país enfrentou. A Fundação Dom Cabral informa que parte do estudo, a pesquisa junto aos empresários, foi realizada entre os meses de março e maio, época de grande insatisfação e recessão econômica. A entidade analisa ainda, que para o próximo ano o país pode melhorar sua posição, já que a expectativa é de melhora do cenário político e econômico.

Um estudo dos 27 Estados da Federação feito pela EIU – Economist Intelligence Unit, o CLP – Centro de Liderança Pública e a Tendência Consultoria, que atribui nota (0 a 100) baseados em 65 indicadores em 10 pilares, apontam que o Estado de São Paulo apresentou a melhor média de nota (88,9). Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul ficaram nas posições seguintes. Outros 14 estados ficaram abaixo da nota 50. Alagoas teve a pior nota (15,9)

Fontes:
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=247702
https://www.fdc.org.br/blogespacodialogo/Documents/2015/relatorio_global_competitividade2015.pdf

http://www.rankingdecompetitividade.org.br/

sábado, 1 de outubro de 2016

A BATALHA PELA OPORTUNIDADE DE TRABALHO

A batalha pela oportunidade de trabalho não é nada fácil, ainda mais em tempos tão nefastos como o que estamos passando. A destruição da economia e, conseqüentemente, dos empregos, nunca foi tão grande. A dívida pública foi aumentada como nunca e esse dinheiro todo gasto de forma criminosa e irresponsável. Já são mais de 12 milhões de desempregados, o que faz a luta pelo emprego muito mais difícil.

Em vários artigos deste blog você irá encontrar dicas e orientações de como atenuar a dificuldade para encontrar uma nova colocação. Mas o sucesso, nesses tempos, não depende somente de você, mas também do crescimento do país. Todavia, somente os melhores preparados terão as melhores chances. Chamo de “melhores preparados” aqueles que atacam o problema de todos os lados, desde a vontade e gana de buscar seu lugar no mercado de trabalho como se preparar tecnicamente, montando um bom currículo, planejando a busca pelo emprego, estudando, falando com as pessoas, enfim, entrar nessa batalha com as armas adequadas. Muitos ainda reclamam dos empregadores, como se não contratassem simplesmente porque não desejam. Uma empresa contrata se precisar e nenhuma empresa contrata por caridade. É uma troca: a empresa precisa do profissional e o profissional da empresa. Podemos fazer uma comparação: a empresa precisa ter um bom produto para se colocar no mercado, utilizar as estratégias corretas e ter capacidade para enfrentar a concorrência. Com aquele que busca sua oportunidade de trabalho é a mesma coisa.

O IBGE nesta semana divulgou a “PNAD Contínua” que apontou o número do desemprego no Brasil e a taxa de desocupação de 11,8% da população que buscou trabalho nos últimos 30 dias. Se abrirmos um pouco mais os critérios, veremos que o desemprego real é bem maior que isso. Foram 2 milhões de vagas fechadas nos últimos meses. Somente no último período pesquisado, quase 1 milhão de pessoas deixaram de procurar emprego.


Mas uma brisa começou a soprar favoravelmente, pois alguns setores começam a reagir, onde houve até mesmo algumas contratações. Até há pouco tempo, dois ou três meses atrás, nem mesmo no emprego informal (sem carteira assinada) havia oportunidades. Até camelôs perdiam sua fonte de renda. Agora, o mercado informal começa a reagir também. Pessoas começam a obter renda novamente, mesmo sem a carteira assinada. Como dissemos em artigos anteriores, o mercado de trabalho ainda demora a crescer, mas já há uma luz no final do túnel. 

sábado, 17 de setembro de 2016

EMPREGO EM 2015 - balanço final aponta pior situação em mais de 30 anos

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou pela primeira vez o balanço final do desemprego em 2015. Foi o pior índice em 31 anos. Não podia haver uma política econômica para os trabalhadores e empregadores tão desastrosa. Nem na época daqueles pacotes econômicos malucos a situação foi tão ruim, já que desta vez, o número de postos de trabalho que desapareceu nunca foi tão elevado para um curto período de tempo.

Tal situação mostra o quanto é danoso para toda a Nação, uma política populista que engana a todos, apresentando mais um “milagre econômico”, mas que na verdade tudo está sendo feito “fiado” e mais tarde a conta vai chegar para que a população pague. Constrói-se um verdadeiro castelo de cartas que cedo ou tarde irá desmoronar.

Políticas Públicas mal feitas, mal aplicadas e fora do orçamento público só trazem malefícios no médio e longo prazo.

A destruição da economia promovida pelo governo nos últimos anos, por total irresponsabilidade, má gestão e má fé, destruiu muitas famílias de trabalhadores e empregadores, que perderam seus empregos e empreendimentos. A maior parte da população que perdeu seu emprego compreende jovens na faixa entre 18 e 29 anos (1,15 milhões de vagas perdidas somente nessa faixa), pessoas que estão iniciando sua vida profissional e buscando uma vida adulta independente. Mas em todas as camadas da população houve desemprego. O país fechou o ano de 2015 com mais de 48 milhões de pessoas desempregadas (levando-se em conta apenas os empregos perdidos com carteira assinada).


Já neste ano de 2016 a situação ainda é de desemprego elevado, já que as conseqüências desse desastre econômico ainda vão perdurar por um bom tempo. O atual governo precisará de muita coragem e acertos para que nossa economia comece a se estabilizar e levar o país de volta ao crescimento, mas mesmo assim, os efeitos positivos não serão percebidos pela maioria das famílias antes de meados de 2017 (numa visão otimista).

domingo, 21 de agosto de 2016

DESEMPREGO AINDA EM ALTA. VAI MELHORAR?

Os atuais indicadores econômicos apontam para uma rudimentar melhora na economia. Todavia, essa melhora está relacionada com o fator credibilidade, que mesmo ainda não consolidado, a troca de governo já chamou a atenção de investidores e produtores. O novo governo interino tem demonstrado a intenção de corrigir o rumo da economia, mas há obstáculos como o total descontrole das contas públicas, rombos gigantescos nas finanças, indefinição política, aparelhamento das instituições públicas e corrupção. Bilhões de dólares estão represados para serem investidos no país, mas só serão aplicados quando boa parte desses obstáculos for removida.

A Indústria apresentou uma pequena melhora na produção, mas insuficiente para estancar o aumento no desemprego. Muitas empresas, embora comecem a aumentar sua produção, não têm condições de contratar. Muitas ainda estão demitindo. Podemos dizer que ainda estamos numa curva de aumento do desemprego. Há algum tempo avaliamos que mesmo que a economia voltasse a se desenvolver, o reflexo positivo no mercado de trabalho demoraria a aparecer. Os últimos números apontados pelo IBGE para o mês de julho ainda registarm aumento do desemprego.



 Os próximos dias serão fundamentais para que os investidores possam avaliar a possibilidade de retomarem as atividades no país. Serão dois momentos: o primeiro, com a definição se o governo interino assumirá definitivamente até as próximas eleições em 2018; o segundo, onde o governo mostrará de fato para onde apontará nossa economia, ou seja, se as correções serão feitas no âmbito político e econômico. Somente assim haverá segurança para que o país volte a crescer.

A parte ruim dessa situação a qual nos encontramos é que antes de meados de 2017 não haverá impacto significativo na retomada do emprego. A parte boa é que começaremos a sair do buraco onde nos deixaram.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

LUZ NO FIM DO TÙNEL?

Há uma luz no fim do túnel, mas está ainda distante.

Em uma pesquisa realizada com empresas multinacionais aponta aumento de confiança na economia brasileira devido a possibilidade de troca definitiva de governo.

Com a instabilidade política que se faz presente no país, não só as multinacionais, mas empresas brasileiras e investidores internacionais seguram seus investimentos. O cenário que se apresenta, onde o impeachment de Dilma se concretize, já começa a chamar a atenção dos investidores.
Todavia, a estabilidade política é apenas o início de um ciclo mais positivo, mas que levará um bom tempo para que a economia brasileira se recupere, trazendo de volta os empregos. Lembramos que a situação ainda é gravíssima, com desemprego ainda crescendo: apenas no mês de junho quase 100 mil postos de trabalho foram fechados, aumentando o número de desempregados para 11,6 milhões de pessoas.

Outro dado relevante sobre o desemprego é que no início da crise o desemprego atingia apenas 3,5% dos chefes de família, ou seja, a pessoa que possuía a principal fonte de renda da família, e que agora atinge 72%. É assustador!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

25 ANOS DA LEI DE COTAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

No próximo dia 24 comemora-se 25 anos da Lei 8123/91  que ficou conhecida como Lei de Cotas para pessoas com deficiência, e que determina a inclusão de deficientes no mercado de trabalho. A lei determina que toda empresa com mais de 100 funcionários deve contratar para seus quadros pessoas com deficiência (veja quadro abaixo)


Mesmo após esses 25 anos, a Lei encontra problemas para sua aplicação já que muitas empresas não conseguem preencher suas vagas destinadas a pessoas com deficiência. Todavia, foi um importante progresso para a sociedade, que incluiu na vida profissional muitas pessoas que simplesmente eram marginalizadas por apresentar algum tipo de deficiência.

A lei de Cotas ajudou ainda a iniciar uma cultura de acessibilidade e uma nova lei que atenda à essa necessidade. Embora pareça óbvio, muitos não respeitam nem a lei de cotas e nem a lei de acessibilidade. São cotidianos os exemplos de falta de respeito como a ocupação de vagas exclusivas em estacionamentos, a falta de rampas, etc. Nem mesmo o poder público que deveria zelar pelo respeito ao cidadão e cumprimento da lei, deixa de cumprir.

Mas de qualquer maneira, há o que comemorar nesses 25 anos da Lei 8123/91. mesmo que ainda falte um longo trecho a percorrer nesse caminho da inclusão;


sábado, 25 de junho de 2016

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL GARANTE MEU EMPREGO?

Algumas pessoas têm questionado sobre a importância de ser “qualificado/capacitado” já que mesmo assim há grande dificuldade de se colocar no mercado de trabalho. Então, coloco outra questão: Se está difícil para quem é qualificado pode ficar bem pior para aquele sem qualificação.

Na verdade, são muitos os fatores do desemprego, mas o principal deles é a estagnação da economia, que tem conseqüências devastadoras para um país, principalmente para os empregadores e empregados, lembrando ainda que são esses agentes que retroalimentam a economia. Portanto, quando empresas param de produzir e postos de trabalho são eliminados, toda a cadeia produtiva se deteriora.

Podemos ainda mencionar outros importantes fatores para essa questão da qualificação/capacitação. Um deles tem relação com a economia local ou regional e outro com o tipo de formação do indivíduo, incluindo aqui a qualificação profissional e a capacitação técnica. Uma das situações guarda relação com a “economia local ou regional” onde a formação do trabalhador pode estar em dissonância com esse mercado de trabalho, ou seja, as ofertas e oportunidades de trabalho daquela região são diversas da formação do trabalhador e assim, por mais qualificado que seja não estará apto a ocupar essas vagas. Muitos jovens quando estão se preparando, seja cursando o ensino técnico ou superior, ou ainda cursos profissionalizantes, não avaliam o mercado de trabalho e escolhem cursos sem levar em consideração tal fato. Muitos escolhem ainda cursos “da moda” ou que “estão em alta” e acabam correndo um grande risco no futuro, pois muitas dessas profissões têm um mercado de trabalho restrito ou ainda acabam formando tanta gente que o mercado nunca terá capacidade de absorver esses profissionais. São muitos os exemplos. Vamos citar um: uma cidade de 100 mil habitantes tem uma escola técnica de ótimo nível que forma 200 técnicos em Edificações por ano. A cidade tem 5 construtoras de tamanho médio e 30 de porte pequeno. Aqui a matemática não mente – se cada empresa pequena contratasse 1 técnico e as médias 2 técnicos, a cidade teria 160 técnicos desempregados ( e aqui nem vamos continuar sobre os outros 200 que se formarão no próximo ano).

Então, podemos concluir que numa economia paralisada e decadente TODOS sofrem com o desemprego, seja aqueles com maior qualificação seja aquele com qualificação menor. Algumas vezes a pessoa com melhor qualificação pode sim ser preterida para uma vaga, pois muitas vezes essa vaga é moldada para outro perfil de candidato, não obstante a vontade de trabalhar. Podemos concluir ainda que a escolha da formação/qualificação/capacitação pelo candidato pode ter influência direta em suas chances de obter trabalho. Devemos também ter em mente que aquele que contrata precisa do melhor candidato para aquela função, com o perfil certo para contribuir da melhor maneira possível para aquela empresa. Uma contratação deve atender o objetivo e as expectativas de ambos.


Mas uma coisa é certa: as chances de obter trabalho são bem maiores para aqueles que têm boa formação, melhor qualificação, capacitação e preparo.

terça-feira, 31 de maio de 2016

BRASIL DESPENCA NO RANKING DE COMPETITIVIDADE INTERNACIONAL

Nos dois anos anteriores a 2016, o blog O Mundo do Trabalho informou sobre a queda do Brasil no Ranking de Competitividade. Informamos mais uma vez, que o Brasil caiu novamente. Em 2010 o país ocupava a 38ª posição e agora despencou para 57ª posição. São seis anos de queda consecutiva. e neste ano a
queda só não foi maior pois não tinha como ser pior que países como Venezuela, Mongólia e Ucrânia.

A situação de abandono a que o país foi levado não podia resultar em outra coisa. Lembramos que isso também significa muito menos produção e muito menos empregos

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Como definir a pretensão salarial em tempos de crise?

Convidamos uma especialista em Recursos Humanos para nos ajudar a entender como funciona a questão da pretenção salarial quando se está em busca de uma oportunidade de trabalho.  Leia o artigo. 
Nelson Miguel Junior - O Mundo do Trabalho


De acordo com o IBGE, no primeiro trimestre do ano o desemprego ficou em 10,9% No mesmo período de 2015, essa taxa era de 7,9%. Com a diminuição no número de vagas e o aumento do desemprego é necessário ter alguns cuidados antes de mencionar a pretensão salarial.

A pretensão salarial deverá ser colocada apenas quando for questionada pelo recrutador. O valor deve ser baseado no último salário e no valor que está sendo pago no mercado. Em geral, as empresas pedem a pretensão salarial durante a entrevista para os cargos de especialistas e liderança. Já nas para as vagas operacionais, o selecionador costuma avisar do salário no momento em que convida do candidato para participar do processo seletivo. Nesse último caso, na maioria das vezes não é possível negociar o valor.

A pesquisa de mercado pode ser feita através de aplicativos em que é possível fazer uma pesquisa salarial, que se baseiam no salário declarado pelos funcionários das empresas. Outra sugestão é conversar com pessoas da mesma área para saber o valor que está sendo pago no setor.

Antes de estipular o valor do salário, deve-se levar em conta o setor e o porte da empresa, o desafio profissional, a possibilidade de crescimento, o pacote de benefícios oferecido, que se forem bons podem compensar um salário menor, já que será possível economizar no plano de saúde, supermercado na mensalidade de cursos e faculdades, já que muitas empresas tem parcerias com diversas escolas e universidades. Se a empresa for próxima da residência será possível economizar no transporte, além de proporcionar qualidade de vida ou tempo disponível para trabalhos eventuais. Entretanto, é importante rever o orçamento para ter a clareza do valor que é possível flexibilizar. Caso contrário, um trabalho que não seja suficiente para pagar as contas vai causar insatisfação em pouco tempo. Se não for possível voltar a ter o mesmo salário anterior, deve-se considerar a possibilidade de fazer trabalhos eventuais com o objetivo de ter outra fonte de renda para não prejudicar o orçamento. Se for uma oportunidade que seja do interesse do candidato, é importante avisar o selecionador durante a entrevista disposição para negociar caso seja necessário. Além disso, a pretensão deve ser no máximo de 10 a 20% maior que o último salário.

De qualquer maneira, o mais importante é ter em mente o valor mínimo que poderá aceitar para não ser pego de surpresa.


Flávia Mentone é consultora de RH
flaviamentone@gmail.com

quinta-feira, 26 de maio de 2016

MINISTÉRIO DO TRABALHO DIVULGA OS NÚMEROS DO DESEMPREGO

Acaba de ser divulgado pelo M.T.E. os números mais recentes do desemprego, levando-se em conta apenas o emprego formal, ou seja, aquele que tem a “carteira assinada”. Devemos levar em conta ainda que mesmo no mercado informal, muitos postos de trabalho também foram fechados. Aqui se inclui os autônomos, profissionais liberais e aqueles que atuam na informalidade. A pesquisa do IBGE (PNAD Contínua) divulgada para o primeiro trimestre contabilizou mais de 11,1 milhões de pessoas desempregadas. 

O CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados apontou que no mês de abril quase 64 mil postos de trabalho foram fechados, acumulando quase 2 milhões de desempregados nos últimos 12 meses. É assustador quando se pensa que a cada dia 5.000 trabalhadores perderam seus empregos.

Os principais fatores desse desastre no mercado de trabalho são a economia em frangalhos e a forte desconfiança dos investidores devido à crise política. Analistas econômicos projetam que se a partir de agora a crise de confiança começar a cessar, os investimentos voltarem e as contas públicas forem equacionadas e organizadas, o mercado de trabalho pode se recuperar na segunda metade de 2017.

O setor do comércio foi o que mais encolheu, com fechamentos de lojas e diminuição doas equipes, seguido pelo setor da Indústria, com fechamento de fábricas e investimentos levados a outros países. O estado de São Paulo foi o que mais perdeu postos de trabalho.


O fato de o Brasil ter um novo governo mudou o olhar dos investidores e da população brasileira, que passam a ver o futuro com um pouco mais de esperança, embora ainda não tenha conquistado a confiança de forma definitiva. Ainda é cedo para saber o que vai acontecer, mas algumas medidas econômicas apresentadas pelo novo governo já demonstram que ajustes necessários estão sendo feitos para recolocar o Brasil no caminho da estabilidade e crescimento. 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

EMPREENDER COM SUCESSO

Um desejo comum a muitas pessoas é possuir o próprio negócio, ser o próprio patrão. Outra coisa comum a muitas dessas pessoas é que no momento em que concretizam esse desejo, percebem que esse ideal de liberdade profissional transformou-se em pesadelo.

Calma. Não se assustem!

Na verdade, concretizar o sonho de ter seu próprio negócio e obter sucesso depende de muitos fatores além do desejo de empreender. Muitos investem todas as economias que escorrem pelo ralo do desconhecimento e falta de planejamento. Em muitas ocasiões o entusiasmo entorpece o empreendedor e o impede de trilhar o caminho do sucesso. A vontade e o entusiasmo fazem parte apenas da primeira etapa no desejo de empreender, de obter sucesso profissional e a independência financeira. Se uma pessoa deseja ter seu próprio negócio deve estudar muito, planejar e analisar todos os aspectos que fazem uma empresa viável ou não. Não basta uma boa idéia.

Um estudo de viabilidade ou o plano de negócios deve contemplar aspectos como investimento compatível, capital de giro e capacidade financeira, conhecimento da atividade a ser implantada, capacidade administrativa, produto/serviço, potencial de público, etc. Vale para qualquer tipo de negócio, até mesmo para um carrinho de pipoca. No setor de comércio, um aspecto particularmente importante é a escolha do ponto. Lembre-se também que outro importante fator é a capacidade de produção e distribuição. O sucesso repentino também pode ser indesejável se o empreendimento não conseguir atender a demanda, seja na produção ou na distribuição. 

Então, antes de abrir qualquer tipo de negócio, siga o caminho correto para posteriormente não ter saudades dos tempos em que assinava o ponto na empresa de outra pessoa. 

Estude, aprenda, observe, dedique-se e... ouse.

Boa jornada.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

DESEMPREGO RECORDE: Já são 11,1 milhões de brasileiros sem emprego

O IBGE acaba de divulgar os dados sobre o desemprego do primeiro trimestre de 2016: Já são 11,1 milhões de brasileiros desempregados, uma taxa de quase 11%, No trimestre anterior foi registrado a marca de 9,1 milhões de desempregados, portanto, houve um aumento de 22,2% no número de desempregados do trimestre anterior para este primeiro de 2016.

Há muito tempo o blog O Mundo do Trabalho "previu" o quadro que chegaríamos hoje, falávamos disso desde 2013. Não precisava ser muito inteligente para observar que os rumos da política econômica do governo nos levariam ao caos no mercado de trabalho. Independente de ideologia e torcida para este ou aquele partido, as ações governamentais não poderiam resultar em outra coisa na economia e consequentemente nos empregos. Isso, sem mencionar a queda na renda do trabalhador, tanto pela precarização dos empregos como no forte aumento da inflação.

Não há saída fácil para o Brasil e para os trabalhadores. Do ponto de vista do trabalhador o primeiro passo é torcer para que haja mudanças radicais nos rumos da economia, a fim de estabelecer alguma confiabilidade e a volta dos investimentos. Posteriormente, cada um deve se preparar para ser mais competitivo no mercado de trabalho aumentando suas chances de obter ou se manter no trabalho.



domingo, 10 de abril de 2016

NÃO TENHO EXPERIÊNCIA. O que devo fazer para conseguir um trabalho?

Um dos maiores dilemas na hora de conseguir uma oportunidade de trabalho acontece entre os jovens que ainda não tiveram nenhuma experiência profissional. Aparece sempre a questão: “Se ninguém dá oportunidade como vou conseguir experiência?”

Fica até mesmo difícil elaborar um currículo. O que a pessoa vai colocar? O nome, endereço, telefone e deixa o resto em branco? Claro que não! O que acontece é que a pessoa sem experiência deve fazer uma abordagem diferente e mostrar outras qualidades além da experiência profissional, que ela não tem ainda.
O candidato a uma vaga de emprego deve mostrar o quanto quer aquela oportunidade e ter argumentos para apresentar que possam ao menos ganhar a atenção do selecionador e “plantar” na mente dele que você é uma pessoa que, embora sem experiência, tem um grande potencial para ser um bom funcionário para aquela empresa. Mas não há mágica, não há um caminho simples para isso. Cada um tem de descobrir o que dizer e como dizer sobre si, suas qualidades e capacidades.

Posso citar um exemplo onde a pessoa conseguiu chamar a atenção do selecionador já no currículo. Ela começou com um pequeno texto introdutório dizendo o porquê a empresa teria um ótimo funcionário se o contratasse, mesmo não tendo experiência naquela função. Escreveu sobre confiança, vontade e capacidade de aprender, comportamento profissional, participação em grupos de voluntários, seu desempenho dentro desses grupos, etc. Tudo, é claro, num bom idioma português. Em seguida colocou normalmente sua escolaridade, cursos e listou as atividades voluntárias que participa e participou. O pequeno texto, feito de forma inteligente e clara, foi suficiente para que fosse chamado para uma entrevista e posteriormente para as demais fases do processo seletivo. Infelizmente não soube se a pessoa conseguiu ser o escolhido, mas ele conseguiu o mais importante dentro de sua condição de “candidato sem experiência” que foi participar até o final do processo de seleção.

Eu mesmo recebi muitos currículos de pessoas sem experiência ou mesmo com pouca experiência que não diziam absolutamente nada. Então, como e para que os convocaria para uma entrevista? Eu pensava comigo mesmo como uma pessoa pretendia ser chamada se apresentava uma folha de papel com seu nome, endereço, telefone e o nome da escola que estudou. Como é que isso poderia chamar a atenção de um selecionador? Devemos ter em mente que a empresa precisa de um funcionário que atenda às suas necessidades e vai escolher dentre as centenas de currículos que recebe aqueles com maiores possibilidades. Isso inclui as oportunidades que não exigem experiência, mas serão escolhidos os que têm maior potencial de satisfazer a necessidade da empresa.


Costumamos dizer que a busca por um emprego já é um trabalho em si e só colherá bons resultados aqueles que trabalharem bem e bastante, suando a camisa e colocando o cérebro para funcionar. Se fizer o que a maioria faz, será apenas mais um na lista de desempregados. 

segunda-feira, 28 de março de 2016

DESEMPREGO: O QUE FAZER?

A situação não é fácil e não há perspectiva de melhora em curto prazo. O desemprego aumenta em velocidade assustadora, a renda cai e investimentos desaparecem. Este é um resumo do que acontece hoje no país. Numa entrevista, o jornalista Ricardo Amorim, comenta a situação econômica e didaticamente mostra que o país ainda tem jeito, não obstante ao triste cenário atual. Cita, por exemplo, que o ex-ministro Mantega quando entrou no governo, havia um superávit na balança comercial de US$ 10 bilhões e quando entregou o cargo, deixou um déficit de US$ 110 bilhões. Somente com essa diferença da balança comercial em produtos manufaturados, podemos imaginar a quantidade de empresas e de empregos que simplesmente desapareceram. Só para se ter uma ideia, na região metropolitana de São Paulo o desemprego ultrapassa os 14%.

Mas como podem os trabalhadores se proteger dessa situação de grande desemprego e paralização da economia? É muito difícil, sabemos. Os mais jovens são os mais prejudicados, mas ainda podem fazer alguma coisa para si, estudando mais, se preparando mais, para ser mais competitivo e aumentar suas chances no mercado de trabalho.

Se o governo não oferece educação e formação de qualidade, seja na escola fundamental, técnica ou universitária, cabe a cada um se aprimorar, buscar o aprendizado por conta própria, com cursos e muita leitura. Devemos lembrar que muitos candidatos a um trabalho são preteridos no primeiro momento de uma entrevista simplesmente por falarem ou escreverem um português ruim, por não conseguirem interpretar uma pergunta ou um texto. E isso só depende de cada um. Muitos se esquecem que a maior parte do sucesso de uma pessoa vem de seu esforço pessoal e não daquilo que lhe dão ou mesmo da sorte.

Neste blog há dezenas de artigos que oferecem dicas de comportamento profissional, processo seletivo, entrevistas de emprego, etc. que podem ajudar o candidato à uma vaga de emprego aumentando suas chances. A informação está disponível aqui e em outros lugares, mas cabe a cada um a vontade e a persistência de aprender e se desenvolver.

Buscar um trabalho não é fácil. É um trabalho duro por si só e é assim que o candidato deve entender. É um emprego não remunerado onde a pessoa trabalha para si mesmo, sem esmorecer e fazer o melhor possível e a recompensa de verdade pode ser o almejado emprego.


Artigos relacionados: dicas, comportamento profissional, entrevistas de emprego, etc: 











Dê uma navegada pelos artigos do blog. Há muito mais.
Abraços
Nelson Miguel Junior









quarta-feira, 23 de março de 2016

Atendente Pessoal de Pessoa com Deficiência pode ter atividade profissional regulamentada

Projeto sobre o assunto está pronto para ser votado na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência
Atendente pessoal de pessoa com deficiência pode ter atividade profissional regulamentada. É o que propõe o projeto de lei (1152/15) de autoria da deputada Mara Gabrilli, do PSDB paulista.
O assunto é de grande relevância para a deputada, já que ela mesma tem um profissional desses no auxílio de suas atividades diárias.
O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº. 13146/2015) define que esse profissional pode ser um membro ou não da família que assiste ou presta cuidados básicos e essenciais à pessoa com deficiência no exercício de suas atividades diárias, sem necessariamente possuir conhecimento sobre as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas.
De acordo com o projeto de lei, pode habilitar-se como atendente pessoal aquela pessoa que concluiu o ensino fundamental e participou de cursos de formação promovidos por instituições de ensino profissional, assistenciais ou pelo governo. Também fica estabelecido que o atendente pessoal de pessoa tenha a função remunerada no atendimento habitual ou eventual de pessoas com deficiência. A medida determina ainda que aqueles atendentes que forem contratados sem fins lucrativos terão contratos de trabalho regidos pela Lei do Empregado Doméstico (5859/1972).
Para a deputada Mara Gabrilli, a regulamentação vem para facilitar a vida, tanto da pessoa com deficiência, quanto a de seus familiares.
“É uma profissão importantíssima. As pessoas que têm filhos com deficiência, as mães param de trabalhar – essa é a realidade do Brasil – para poder cuidar do filho. Então, por exemplo, se ela tivesse alguém que pudesse ajudar, a mãe pode sair, a mãe pode fazer outro trabalho, a mãe pode ter mais qualidade de vida, o que vai impactar diretamente no filho.”
O projeto que regulamenta a profissão de atendente pessoal de pessoa com deficiência está pronto para ser votado na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

domingo, 6 de março de 2016

DESEMPREGO ENTRE JOVENS DISPARA

É gravíssima a situação para o jovem brasileiro. O desemprego na faixa etária entre 18 e 24 anos fechou 2015 na faixa de 16,8% e foi nessa faixa de idade onde mais aumentou o desemprego. Os jovens também são os que mais têm dificuldade de entrar no mercado de trabalho, seja pela falta de experiência seja pela qualidade ruim da educação formal que possuem. A situação não para por ai: esses indicadores estão piorando neste primeiro trimestre de 2016.

O mercado de trabalho para essas pessoas é mais competitivo e assim, é necessário que estejam mais bem preparadas para essa “batalha”. Especialistas apontam o risco que corre toda essa geração que está buscando suas primeiras oportunidades de não conseguirem trabalho agora e muita dificuldade depois quando a situação econômica melhorar, pois não terão obtido experiência de trabalho.

Alguns jovens preferem retardar sua entrada no mercado de trabalho para se aperfeiçoar e avançar nos estudos, mas muitos dos que já querem (ou precisam) ingressar no mercado de trabalho estão encontrando uma enorme barreira e essa barreira está represando cada vez mais gente sem emprego disputando um pequeno espaço. Isso não pode ter bom resultado. Essa situação está ocorrendo com jovens de todas as classes sociais e níveis de escolaridade; de quem já completou o ensino médio ou se formou em uma faculdade.

O Brasil, com suas políticas econômicas e um governo errático, está jogando no lixo seus talentos e roubando de toda uma geração de jovens suas expectativas, seus sonhos.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

NETWORKING DE MÁ REPUTAÇÃO - Por Adalberto Piotto

Networking de má reputação

Já está insuportável essa coisa de que tudo é networking. As pessoas vão a eventos, mal se olham, mal se cumprimentam, mal se falam e já estão tentando ver como usar o outro para ganhar algo pra si. Num lançamento de livro, numa festa de fim de ano, num almoço entre "amigos", tudo em todos os lugares é focado só nisso. 

Obviamente que não sou contra relações profissionais e troca de contatos. Sou a favor é da educação e da elegância do cumprimento olhos nos olhos, do aperto de mão firme, preteridos nessas ocasiões até que um e outro se vejam com possibilidade de negócios. Aí a falta de convicção no cumprimento evolui (?!) para a falsidade. 

É muito possível fazer diferente. Ser autenticamente atencioso, gentil e cortês com o outro no contato inicial, mesmo que não evolua para além disso. Se não fizer negócio, você salva a sua reputação e melhora o mundo do qual sempre reclama

Adalberto Piotto é Jornalista e documentarista, proprietário da AF Piotto Produções. Atuou como Âncora nas rádios CBN e Joven Pan
Colaborou com seu artigo para o blog O Mundo do Trabalho

domingo, 14 de fevereiro de 2016

RENDA DO TRABALHADOR BRASILEIRO DIMINUI

O FMI – Fundo Monetário Internacional divulgou a classificação dos países sobre a renda per capita. Os brasileiros, como era esperado, vem perdendo o seu poder de compra.

Nos anos de estabilidade econômica, onde as bases da economia estavam alicerçadas em responsabilidade fiscal e financeira, o Brasil estava nadando de braçada, sendo que a média da renda per capita estava acima dos demais países emergentes. A Indústria produzia, a oferta de emprego era suficiente e de boa qualidade e o trabalhador tinha seu poder de compra equilibrado. Mesmo durante as fortes subidas da renda na Índia e China, nosso país ficou equiparado a eles.

Mas a “bolha” estourou e a estabilidade outrora construída, foi dizimada por políticas temerárias, equivocadas e por final, mal-intencionadas do governo, que criaram um rombo sem precedentes nas finanças do país. Hoje, a média da renda per capita do brasileiro é bem menor que a nos países emergentes. Segundo o FMI é o nível mais baixo desde 1980 (época de inflação astronômica).

Se a comparação for feita com os EUA, por exemplo, a renda do brasileiro é de apenas 27% a do americano. Um abismo. O trabalhador brasileiro, além do risco de perder seu emprego (aqueles que ainda não perderam) tem sua renda corroída pela altíssima inflação e alta de impostos.


Pelo panorama atual, vamos voltar a ver as grandes filas de emprego nos centros de intermediação de mão de obra, as maquininhas de reajustes de preços nos supermercados, dentre outros problemas decorrentes do esfacelamento da economia. Se você é nostálgico fique feliz: voltamos aos anos 80.

domingo, 31 de janeiro de 2016

DESEMPREGO - Um filme de terror que demora a acabar

Outro dado assustador apareceu na PME – Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Além de o desemprego ter aumentado de forma alarmante em 2015, proporcionalmente, o número de empregadores que deixaram de existir foi maior que o de postos de trabalho.

Isso é muito preocupante já que o problema que surge não é apenas o de postos de trabalho fechando e sim o número de empresas fechando. Embora a maioria dessas empresas sejam micro e pequenas, grandes empresas também estão fechando suas portas também. Isso pode denotar que a crise não é passageira. O empreendedor vem perdendo o seu fôlego e “pisar no freio” não adianta. Muitos estão morrendo.


É uma crise sem precedentes já que não há uma “luz no fim do túnel”. As barbaridades que são cometidas na condução das políticas econômicas do país não têm fim, além do quadro político que mais parece um filme de terror (embora esse tenha hora para acabar). Analistas afirmam que se algo de positivo fosse feito agora a fim de colocar a economia efetivamente nos trilhos, só começaríamos a sentir os efeitos em 2017. Como aparentemente não estamos vendo nada que possa mudar o atual estado das coisas, preparem-se para tempos difíceis.

domingo, 24 de janeiro de 2016

ENTREGUEI CENTENAS DE CURRÍCULOS E NÃO FUI CHAMADO PARA NENHUMA ENTREVISTA

Há algum tempo publicamos aqui um vídeo mostrando como montar um currículo básico, com todas as informações importantes que esse documento deve conter ( curriculovideo ). Não há só uma forma correta e o candidato a uma vaga de trabalho pode escolher e adaptar modelos de acordo com o tipo de empresa ou cargo irá se candidatar.

Devemos partir do princípio que um currículo nada mais é do que um “cartão de visitas” do candidato, uma breve apresentação. Devemos também ter em mente que sair por ai distribuindo currículos não é a forma mais eficiente de conseguir a vaga, pois muitas vezes deixamos o documento em uma empresa que não está contratando naquele momento e provavelmente o currículo vai parar numa pilha de papel onde nem sempre a empresa vai pesquisar quando precisar. Algumas empresas fazem um banco de currículos para procurar os candidatos quando abrir uma vaga, mas poucas são as empresas que adotam esse processo ou fazem isso de modo organizado, pois convenhamos, é muito complicado fazer isso. Certa vez estive numa empresa onde o dono me mostrou várias pilhas de currículos no chão e me disse: -“recebemos dezenas de currículos por dia, fora o que chega pela internet. Como podemos administrar isso?”

Com esse panorama podemos deduzir que muitas vezes sair por ai entregando currículos pode ser perda de tempo e assim devemos mudar a estratégia. Em primeiro lugar devemos montar um bom currículo, adequado ao cargo que pretendemos obter, em forma e conteúdo. Nem preciso mencionar aqui a qualidade da gramática. Em segundo lugar devemos dar prioridade às empresas que estão com vagas abertas. O próximo passo é tentar conversar e entregar o documento para a pessoa correta, de preferência o responsável pelo processo seletivo ou mesmo o gerente da área a qual está se candidatando. Evite deixar na portaria ou com um funcionário qualquer, ouvindo um “deixe ai que depois eu entrego”. Não tenha medo de ser cara de pau e pergunte o nome do responsável e tente falar com ele. Se não for possível naquela hora tente em outra. Como podem ver até aqui, devemos direcionar bem nossos esforços, ser objetivos nessa parte do processo. Não podemos enganar a nós mesmos, achando que sair por ai entregando muitos currículos é suficiente, acreditando que “fiz a minha parte”. Esse é só o inicio do processo e o caminho pode ser longo. Se não fizer direito agora, as chances de passar para o segundo momento, ou seja, ser chamado para a entrevista fica mais difícil. Quando atiramos para todos os lados sem olhar o alvo, gastamos muita munição e temos poucas chances de acertar, portanto, planeje cada passo da busca pela oportunidade de trabalho, ajuste seu currículo para cada tipo de empresa que pretende entregar. Evite dizer “aceito qualquer coisa”, pois o empregador não procura “qualquer coisa”, ele procura alguém que possa realizar aquele trabalho específico.