Em maio, os números do CAGED ( Cadastro de Geral de Empregados e desempregados ) apontou uma desaceleração no nível de criação de empregos e ainda houve setores que apresentaram desemprego (diminuição do número de postos de trabalho). Divulga-se agora, que nesse mesmo período houve queda de 2% na produção industrial. No início do ano a indústria esboçou um aumento de produção, mas que não se sustentou devido aos rumos que a economia toma. O recuo na atividade industrial era esperado, mas 2% foi mais do que os analistas aguardavam e de ocorreu forma geral no setor, o que tornou a situação muito preocupante. Isso afetará o resultado do PIB brasileiro e ainda trará outras consequências.
Temos no momento alguns fatores que isoladamente poderiam ser superados, mas juntos provocam uma tendência pouco edificante: estoques grandes, consumo diminuindo, dificuldades na exportação (principalmente pela taxa cambial e falta de infraestrutura), entrada de produtos importados, pessimismo dos investidores e inflação alta. Segundo o IBGE os setores de Máquinas e Equipamentos e Alimentos, importantes “termômetros” do setor industrial, apresentaram queda de 5% e 4,4% respectivamente.
Na Micro e Pequena Empresa
Pesquisa realizada pelo SIMPI – Sindicato da Micro e Pequena Empresa - aponta um pessimismo generalizado e pouca confiança no governo. A avaliação dos governantes caiu em todos os níveis, mas principalmente no governo federal que controla e dá os rumos da economia. A presidente Dilma que apresentava em março apenas 13% de ruim/péssimo, em maio subiu para 19% e agora passou para 44% que consideram o governo ruim/péssimo. A mesma porcentagem, ou seja, 44% dos entrevistados afirmam que a situação econômica é ruim/péssima.
O setor é o maior empregador do país e também é o primeiro a sentir as consequências da alta da inflação e diminuição do consumo. A inadimplência vem aumentando no setor e os custos de produção aumentando sobremaneira. Ainda segundo a pesquisa, 41% dessas empresas possuem dívidas, fazendo declinar suas atividades e eliminar postos de trabalho. Toda essa situação pode desencadear uma série de problemas muito sérios como o desemprego.
Apesar de não ser economista, entendo que há tempos, o modelo pouco austero de “investimento” das riquezas produzidas pelo país, principalmente a com a elevada carga tributária que pagamos sem ter esses recursos aplicados em áreas fundamentais, só tem um ponto de chegada: inflação alta, dificuldades no setor produtivo e impacto nos empregos.
Fica nossa torcida para que os rumos da economia sejam corrigidos a tempo de manter a riqueza do país e os empregos dos trabalhadores.
Por Nelson Miguel Junior
ANO XIX
ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho
quarta-feira, 3 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
DESEMPREGO e as METODOLOGIAS DE PESQUISA ( IBGE, DIEESE, SEADE )
Grosso modo, a metodologia do IBGE considera como critério
apenas o Desemprego Aberto, ou seja, pessoas que naquele período medido estavam
a procura de emprego e disponíveis são consideradas desempregadas. Considera
ainda que uma pessoa que exerceu naquele período, qualquer atividade
remunerada, mesmo que por algumas horas, não é um desempregado, inclusive
qualquer tipo de “bico”, incluindo os “profissionais” dos cruzamentos (vendedor
de balas, limpador de pára-brisas, cuspidor de fogo, etc.). Já as metodologias
do DIEESE e SEADE consideram o Desemprego Total, ou seja, está incluído na
metodologia o Desemprego Oculto (Trabalho Precário e pessoas em Situação de Desalento).
No final do texto colocarei uma nota sobre o significado de
cada termo.
Ambas as metodologias pesquisam nas seis principais Regiões
Metropolitanas e baseiam-se na PEA – População Economicamente Ativa. Vale aqui
um comentário: se a pesquisa fosse realizada em outras regiões fora das RMs e a
base fosse a PIA – População em Idade Ativa, os resultados seriam ainda mais
relevantes e mais próximos da real situação, já que algumas regiões menos
desenvolvidas são muito mais sensíveis ao desemprego e a PIA ampliaria
enormemente a base da amostra.
Conceitos:
Desemprego Aberto:
Pessoas que procuraram emprego no último período de 30 dias e não exerceram
atividade remunerada de nenhum tipo nos últimos sete dias.
Desemprego Oculto: 1.
Por trabalho precário – pessoa que exerceu algum tipo de atividade informal, de
forma não contínua e irregular, mas que no período de 12 meses anteriores buscaram
trabalho. 2. Por desalento – pessoas que deixaram de buscar trabalho nos
últimos 30 dias, mas que procuraram nos últimos 12 meses, e que desistiram da
busca, por desestímulo ou outro motivo fortuito.
PIA – População em
Idade Ativa – é a população acima de 10 anos, aptas a exercer alguma
atividade econômica.
PEA – População Economicamente
Ativa – é a população ( parcela da PIA) que está ocupada ou desocupada.
Para saber detalhes de cada metodologia e conhecer mais
sobre o tema, o leitor pode acessar os sites das três entidades citadas:
DIEESE: www.dieese.org.br
SEADE: www.seade.gov.br
Por Nelson Miguel Junior
domingo, 23 de junho de 2013
O Mercado de Trabalho está bem?
Vivemos um momento bem complicado e muita gente ainda não se deu conta disso. As pessoas desavisadas ou que não estão atentas aos sinais, demoram a perceber os rumos e conseqüências da situação econômica. A criação de empregos vem patinando há vários meses e a inflação corroendo os salários, mas há demora nessa percepção.
Duas notícias nesta semana acenderam o sinal de alerta: Queda acentuada na criação de novos empregos (48,4% em relação ao mesmo período de 2012 e 63% em relação ao mês de abril de 2013) e Inflação alta ultrapassando as metas estabelecidas pelo governo.
Algo que também me preocupa é o resultado da pesquisa do Datafolha que mostra que o brasileiro não tem medo de perder o emprego. Essa situação mascara a realidade, pois como (ainda?) não há desemprego e a maioria está empregada e estabilizada, não percebe os riscos do desemprego, já que hoje, mesmo se o trabalhador for demitido, logo conseguirá a recolocação. E quando isso não for mais tão fácil assim? Outra situação demonstrada é que apenas 8% dos trabalhadores tiveram seus salários reajustados acima da inflação, com ganhos reais de salários. A maioria teve perdas salariais em menor ou maior grau. Com essa “estabilidade” que hoje começa a ficar precária, pode ser uma grande armadilha para o trabalhador, que foi incentivado a gastar e comprar mais, desde que a prestação coubesse em seu salário.
O País está com parte da população indo às ruas, pedindo por seus direitos, reclamando das péssimas condições dos serviços públicos, apesar dos altos impostos pagos e outras pautas como corrupção. Emprego ainda não entrou nessa pauta de reivindicações exatamente porque os trabalhadores brasileiros ainda não sentiram os reflexos que estão atingindo seus salários e seus empregos. Mas se os rumos da economia continuarem como estão, isso também chegará às ruas.
Por Nelson Miguel Junior
sábado, 22 de junho de 2013
CRIAÇÃO DE EMPREGOS CAI 48,4% EM MAIO
A boa notícia fica para o setor
Industrial, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo que apresentou
um crescimento na oferta de postos de trabalho. E dentro desse setor,
destaca-se a indústria de transformação de plásticos que quase dobrou suas
vagas, mesmo com o setor de plásticos e borrachas estarem estagnados. Segundo o
sindicato deste setor, isso se deveu a desoneração da folha de pagamento para
alguns setores, que facilitou a contratação, mas destaca que não houve
incremento na produção e vendas, mostrando que esse aumento de vagas pode não
se sustentar em médio prazo.
Por Nelson Miguel Junior
quinta-feira, 20 de junho de 2013
ENTREVISTA COM O SUPERINTENDENTE REGIONAL DO TRABALHO no Estado de São Paulo
Realizamos
nesta semana uma entrevista exclusiva com o novo Superintendente Regional do
Trabalho no Estado de São Paulo, Sr. Luiz Antonio de Medeiros Neto, que falou sobre
os desafios e projetos da SRTE.
O MUNDO DO TRABALHO – Sr. Medeiros, obrigado por nos conceder essa
entrevista e desejamos uma excelente gestão. Para iniciarmos nossa conversa,
vamos falar um pouco de sua trajetória.
Luiz Antonio de Medeiros- Em toda a minha vida busquei e briguei por direitos
para os trabalhadores em movimentos sindicais, no legislativo e no poder
executivo. Presidi a Força Sindical, atuei como Deputado Federal,
assumi o comando da Secretaria de Relações do Trabalho, atuei como secretário
adjunto na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, em
São Paulo, e agora, recentemente empossado pela presidente Dilma para assumir o
comando da Superintendência Regional do Trabalho/SP.
O MUNDO DO TRABALHO - Quando foi que o senhor assumiu ao cargo e como foi a receptividade da equipe da SRTE?
O MUNDO DO TRABALHO - Quando foi que o senhor assumiu ao cargo e como foi a receptividade da equipe da SRTE?
Luiz Antonio de Medeiros - Fui nomeado dia 20 de maio pela Presidente Dilma para
assumir. No dia 21 assumi minhas responsabilidades na Superintendência, onde
fui muito bem recebido por todos.
O MUNDO DO TRABALHO - Como o senhor encara esse novo desafio?
Luiz Antonio de Medeiros - Encaro como mais um importante desafio de continuar
brigando pelos direitos dos trabalhadores, junto com a minha equipe de fiscais,
administrativo, buscando que todas as empresas do estado cumpram as leis
trabalhistas, garantindo todos os direitos da CLT. As que não cumprirem deverão
ser penalizadas. Mas, mantendo sempre o diálogo com os sindicatos
patronais e dos trabalhadores para ajudar neste importante desafio.
O MUNDO DO TRABALHO – Já podemos falar sobre quais são os projetos na sua gestão?
O MUNDO DO TRABALHO – Já podemos falar sobre quais são os projetos na sua gestão?
Luiz Antonio de Medeiros Reativação do Conselho Sindical; Aumentar os
esforços nos serviços prestados pela Superintendência e nossas 26 gerências
espalhadas pelo estado de SP; Aumentar a fiscalização; Ampliar os
canais de diálogo com as empresas, com os trabalhadores e com os sindicatos.
Realização de seminários e eventos temáticos do mundo do trabalho: trabalho
infantil, lei de cotas para deficientes, assédio no trabalho, trabalho doméstico,
com objetivos de conscientização e de prevenção.
O MUNDO DO TRABALHO - Como será a relação da SRTE-SP junto ao sindicato dos auditores fiscais?
O MUNDO DO TRABALHO - Como será a relação da SRTE-SP junto ao sindicato dos auditores fiscais?
Luiz Antonio de Medeiros - Ótima, integrada, ouvindo as demandas e trabalhando em conjunto.
O MUNDO DO TRABALHO - Como o senhor pretende lidar com a questão do reduzido número de auditores fiscais no Estado de São Paulo para cobrir todas as demandas?
Luiz Antonio de Medeiros - Do ponto de vista político, fazendo gestões junto ao
Ministério do Trabalho para a realização de mais concursos públicos. Administrativamente, prestigiando a fiscalização,
a segurança e saúde do trabalhador por projetos, ou seja, priorizando os temas
mais abrangentes que envolvem os mais diversos seguimentos das atividades
econômicas do estado de São Paulo.
O MUNDO DO TRABALHO - Quais são as metas traçadas para este ano?
Luiz Antonio de Medeiros - Combater a precarização das relações de trabalho e diminuir a informalidade, direcionar todos os esforços no combate ao trabalho escravo, trabalho infantil, degradante e inseguro.
O MUNDO DO TRABALHO - Como o senhor avalia a questão da eliminação dos riscos no ambiente de trabalho?
Luiz Antonio de Medeiros - Questão primordial para que seja dada toda a atenção. A meta é reduzir os acidentes exigindo das empresas a adoção de medidas protetoras e de prevenção.
O MUNDO DO TRABALHO – Recentemente, o Governo do Estado de São Paulo aprovou uma lei para combater o trabalho escravo no Estado. Quanto à essa questão, quais as ações para erradicá-lo?
O MUNDO DO TRABALHO - Quais são as metas traçadas para este ano?
Luiz Antonio de Medeiros - Combater a precarização das relações de trabalho e diminuir a informalidade, direcionar todos os esforços no combate ao trabalho escravo, trabalho infantil, degradante e inseguro.
O MUNDO DO TRABALHO - Como o senhor avalia a questão da eliminação dos riscos no ambiente de trabalho?
Luiz Antonio de Medeiros - Questão primordial para que seja dada toda a atenção. A meta é reduzir os acidentes exigindo das empresas a adoção de medidas protetoras e de prevenção.
O MUNDO DO TRABALHO – Recentemente, o Governo do Estado de São Paulo aprovou uma lei para combater o trabalho escravo no Estado. Quanto à essa questão, quais as ações para erradicá-lo?
Luiz Antonio de Medeiros - Fiscalização rigorosa, articulada e parceria com os segmentos econômicos envolvidos na busca da erradicação do trabalho escravo.
O MUNDO DO TRABALHO - A SRTE-SP tem algum trabalho de conscientização para a sociedade?
Luiz Antonio de Medeiros - O trabalho de conscientização é feito através da participação da SRTE/SP em diversos eventos e em parceiras com outros órgãos. No âmbito da fiscalização, por exemplo, pessoas com deficiência, convocação das empresas para cumprimento da Lei de Cotas antes da autuação. Porém, ainda há muito que ser feito. Sem dúvida, a conscientização é melhor do que a autuação.
O MUNDO DO TRABALHO Quais são os serviços para o trabalhador realizados
pela Superintendência do Trabalho?
Luiz Antonio de Medeiros - Concessão de seguro desemprego, emissão de carteira de trabalho para estrangeiro, registro profissional, homologação de rescisão contratual e orientação ao público.
Entrevista concedida a Nelson Miguel Junior
segunda-feira, 17 de junho de 2013
ESTABILIDADE NO EMPREGO
Sim. Um dos pontos observados pelos
profissionais de Recursos Humanos e Selecionadores é a estabilidade nos
empregos anteriores. Mudanças constantes
de emprego não devem ser analisadas isoladamente ou fora do contexto
profissional do candidato.
Essas mudanças não são
necessariamente eliminatórias em um processo seletivo, já que tais mudanças
podem ocorrer por diversos motivos. Mudanças constantes podem ocorrer por
questões de mercado, incluindo sazonalidades e instabilidade econômica, por
evolução profissional ou ainda por questões pessoais, ou seja, uma não
adaptação do profissional. Neste caso, isso pode ocorrer também por várias
razões como ter um “temperamento difícil”, perfil inflexível, não ter encontrado
ainda sua “vocação”, ou mesmo um perfil profissional que não se enquadra dentro
das normas ou rigidez de uma corporação, possuindo um perfil mais independente,
voltado a ser seu próprio patrão.
O selecionador é treinado para
perceber essas diferenças e fazer sua escolha, visando qual candidato será o melhor
para a empresa. Porém, mais importante do que isso, é o candidato perceber onde
se enquadra, para poder mostrar suas qualidades no processo seletivo ou mesmo
fazer uma auto-análise, saber onde se enquadra dentro dessa situação,
corrigindo possíveis falhas e ainda planejar e traçar uma estratégia para os
processos seletivos que escolher participar.
Por Nelson Miguel Junior
terça-feira, 11 de junho de 2013
Escolhi a profissão Errada
Li no blog "Propositto Design", de autoria de Rodrigo Teixeira, um artigo muito interessante. O texto foi indicado por um amigo, mas o título chamou-me muito a atenção e pareceu importante: "Escolhi uma profissão de merda. E agora?" O Blog é voltado aos profissionais e ao mercado de Design, mas muita coisa do que foi apresentado pelo Rodrigo, encaixa-se perfeitamente a muitas profissões...quase todas, eu diria. O texto é um pouco longo, mas vale a pena ler pois tem muita informação sobre o comportamento dos profissionais, "prostituição" no mercado e desvalorização do profissional. Vi isso em muitas categorias.
Vamos ao artigo:
"No meio da semana fomos surpreendidos (você foi?) por essa matéria da Forbes mostrando as profissões menos rentáveis dos EUA. E lá está o Design Gráfico, em plena terra do Tio Sam, com um dos 8 piores níveis salariais do país. Sabemos que temos a tendência de copiar tudo da América do Norte. E quem vive e trabalha na área aqui, sabe em terra brasilis, é provável que nem mesmo em oitavo lugar estejamos.E agora, designer, o que fazer?
Resolvi escrever este texto para tentar trazer a discussão para outros focos, e ligar pontos que ficam desconexos. De um modo ou de outro, a mudança dessa panorama passa por discussões sérias, onde cada lado vai ter que apresentar argumentos sólidos para convencer o outro. Porque, indo cada um para um lado, como está, não iremos a parte alguma. Eis o que penso:
1 – Se você comprar esse lixo, ele é todo seu
Vejamos. A pesquisa diz que estamos na base da cadeia alimentar. Somos devorados por todos. Estamos entre os primeiros a ser descartados quando a água bate nos digníssimos traseiros de nossos empregadores.
Existe um lado não explorado na matéria, que tem a ver com outra matéria que eu li, semanas atrás. Essa aqui. Ela dá conta de que milhares de pessoas aportando no mercado de trabalho atual tem procurado as áreas da chamada “Economia Criativa”. Áreas que teoricamente são “excitantes”, “vibrantes”, que têm menos regras de conduta, com horários mais flexíveis, em que você pode ser mais você. Setores como games, software, audiovisual, moda, editoração e mídia, e é claro, DESIGN.
Isso transformou o setor numa certa meca, um local de sonhos, onde as empresas mais parecem clubes, cheias de gente interessante, inteligente, com valores pessoais tão grandes… E dura, sem grana.
É preciso que se saiba, que estamos entre as áreas mais demandadas da economia atual. O design exerce um papel cada vez maior da escolha de compra do consumidor. Em alguns casos, é o fator central. Milhões e milhões de dólares são feitos sobre o trabalho de valorosos designers.
Mas o sonho, dizem, é trabalhar por prazer. Bom, eu tenho algo a dizer:
2 – Trabalhe por grana
Amigos meus de longa data, profissionais competentes, com portfólios bem estruturados me dizem que o mercado não está pra brincadeira. Que um diretor de arte num estúdio de médio porte ganha por volta de R$ 3.000,00 , bruto. E para merecer esse salário, ele vai ter que dominar o pacote master Adobe, manjar de HTML, CSS, PHP, arranhar um ASP, se virar num 3D Max e saber fazer vinhetas animadas pra vídeo.
Minha reação quanto a isso. Para mim, não. Eu não dirijo arte por RS 3.000,00. Antes disso, faço um curso de torneiro mecânico, uma profissão que não exige muito da minha criatividade, mas que paga melhor do que isso, e nas horas vagas eu pinto quadros, faço histórias em quadrinhos, aprendo a tocar um instrumento e mato meu desejo por realização criativa.
É preciso aprender a dizer não. E isso é mais difícil do que se espera.
Afinal, como deixar passar aquele job de logo para uma Surf Shop que caiu no seu colo, mas que o dono agora não tem grana pra nvestir? Como recusar aquela ilustra engraçadinha que vai sair numa revista mais ou menos bem-lida? Como deixar de pegar o catálogo só porque o dono da empresa quer que você também tire fotos da linha de produtos inteira dele, mesmo você explicando que só tem uma Cybershot simples? E como correr o risco de perder uma concorrência só porque você vai perder duas noites num “rascunho” simples que todos os outros designers vão fazer, para o cliente escolher qual gosta mais?
É fácil dizer. Mas na hora, o medo da dispensa leva muitos a colocar os rabos entre as perninhas, mandar um “ok”, e o pior de tudo, ainda achar algum prazer na experiência do estupro.
Seu cliente precisa saber que você trabalha por dinheiro, assim como ele. Que você está comprometido com o sucesso daquele projeto para que ele ganhe dinheiro, e te procure novamente para que você faça sua mágica. É simples assim. Você precisa cobrar o suficiente para que, se um dia tiver seu dia completamente lotado de trabalhos, esteja bem de vida. O quão bem de vida? Isso é contigo. Eu tenho meus sonhos, e as duas únicas ferramentas que tenho para realizá-los são meu trabalho, e a chance de acertar sozinho na mega-sena.
3 – Projete a imagem de si que você quer que os outros vejam
Saiba que seu cliente tem uma visão de você. E que você o ajudou a construir essa visão.
Na cabeça dele, um advogado, um engenheiro ou um médico muito bem-sucedidos andam de BMW, tem casas na praia e viajam para a Europa com a família nas férias. Um designer muito bem sucedido tem um iPhone, dirige um Pegeout 206 e usa roupas “muito loucas”.
Culpa sua.
São os valores que você mostrou para seu chefe, para seus amigos, sua rede. Você fala disso, veste isso, dirige isso, e parece não ter as preocupações que todos têm em relação ao futuro. “A vida até parece uma festa”, diriam os Titãs. Você tenta passar para o mundo que nasceu predestinado, com um dom, e que por isso não dá trabalho fazer o que faz. É tranquilo, com um pé nas costas. Bom, ninguém valoriza quem trabalha na moleza. Você sente muito prazer em sua profissão, guarde-o para si. Até ator pornô diz que o trabalho dele é bem duro e técnico.
Todo profissional quer ser respeitado. O modo como cada um batalha para conseguir esse respeito e proteger seu meio de vida é que difere.
Alguns designers que tenho visto (e alguns são muito bons), tentando quebrar essa visão, tem usado um approach absurdamente técnico no exercício do design. Explicam grids, pixels, minúcias tipográficas, tendências com uma desenvoltura que eu poucas vezes vi. É uma saída. O cliente e o mercado passam a ver design como uma profissão, não como estilo de vida. Mas não sou completamente a favor.
Na minha opinião, deveriam estar se esmerando na arte de mostrar para o cliente o quanto o investimento dele RETORNA ao seu bolso. O quanto ele PRECISA investir em design, antes que o concorrente o faça, ou faça melhor, e o deixe chupando o dedo. O quanto o design vale a pena, e a quantidade de gente que não entende patavina disso tudo. O lado técnico estará lá, mas embutido dentro da entrega. Caso contrário, o risco é o cliente achar que tudo isso é muito complicado para ele e deixar para seu sobrinho, que não lhe dá essas dores de cabeça.
Não sei quem foi que disse, que, o mundo seria diferente se todos soubessem o que se passa dentro de um centro cirúrgico ou numa fábrica de linguiça. No fundo, nem tudo o cliente tem que saber. E dissecar os tintins por tintins da área para todos é no máximo um bom exercício acadêmico, que surte um grande efeito na pagação de pau entre outros designers.
4 – Regulamentação?
Estamos convivendo com uma ameaça(?) de regulamentação desde que eu me formei, e olha que eu fiz paste-up. Eu já fui a favor, já fui contra e muito pelo o contrário.
Hoje, eu acho que é um caminho natural, como profissão, de se ter alguma regulamentação. O difícil é achar que isso ajuda a mudar qualquer coisa desse panorama. Ok, vamos ter uma lei que diz que não se poderá pagar menos que R$ 700 para um estagiário. E daí? Que precisará de diploma para exercer (será?) mas e daí?
Se o mercado não valoriza uma profissão por si só, uma lei vai fazer isso?
Alguém acha que a Regulamentação vai obrigar um patrão pagar R$ 10.000 para um diretor de arte? Que vai impedir que os bróder fiquem trampando até as 3 da matina para entregar layout a troco de pizza (mesmo que na lei seja proibido, mesmo sem regulamentação nenhuma)? Que um cliente pague a um designer o suficiente para que ele possa viver dignamente e dedique a quantidade de horas necessária para que ele lhe entregue um trabalho realmente de primeira? Sempre gostam de nos comparar com as leis de médicos, advogados e engenheiros (eu mesmo fiz isso parágrafos acima), profissões ultra-regulamentadas, que tem entidades de classe representativas. Mas precisamos entender certas verdades do mercado. Aceite: o mundo sempre vai precisar mais de médicos, engenheiros e advogados. Se fossemos atacados por alienígenas hoje, iríamos precisar especialmente dos dois primeiros. É do jogo. Mas isso não quer dizer que precisemos ganhar menos do que a secretária de um médico. Porque no frigir dos ovos, médicos, advogados e engenheiros vão ao supermercado, e resolvem comprar um produto em detrimento do outro porque a embalagem ou a marca lhe passou mais confiança. Compram carros porque são mais bonitos. Vestem roupas que combinam com estilos de vida que um designer ajudou a criar. Portanto, enquanto os aliens não chegam, você é sim, parte importante da sociedade em que vivemos, e merece ser pago pelo que faz.
5 – O que ninguém falou
Junto da lista da Forbes, há uma outra matéria (essa). Que diz que as profissões ligadas a arte e ciências estão entre as menos bem pagas nos EUA.
Se você ler, vai ver que eles colocam a faixa dos salários. A frase que me chamou a atenção é essa: “Quando conseguem um emprego, o salário médio é de apenas US$ 28 mil por ano, em comparação com ganhos iniciais de um engenheiro mecânico, de US$ 58 mil anuais”. Faça as contas. US$ 28 mil por ano dá, em valores de hoje, algo em torno de R$ 4.600 mensais, para um iniciante. O que mostra que aqui, em terras tupiniquins vamos ter que melhorar MUITO para ficar ruim igual lá.
Ou seja: se você não quer abraçar a carreira de torneiro mecânico, e melhor começar a fazer algo para mudar.
Vamos ao artigo:
"No meio da semana fomos surpreendidos (você foi?) por essa matéria da Forbes mostrando as profissões menos rentáveis dos EUA. E lá está o Design Gráfico, em plena terra do Tio Sam, com um dos 8 piores níveis salariais do país. Sabemos que temos a tendência de copiar tudo da América do Norte. E quem vive e trabalha na área aqui, sabe em terra brasilis, é provável que nem mesmo em oitavo lugar estejamos.E agora, designer, o que fazer?
Resolvi escrever este texto para tentar trazer a discussão para outros focos, e ligar pontos que ficam desconexos. De um modo ou de outro, a mudança dessa panorama passa por discussões sérias, onde cada lado vai ter que apresentar argumentos sólidos para convencer o outro. Porque, indo cada um para um lado, como está, não iremos a parte alguma. Eis o que penso:
1 – Se você comprar esse lixo, ele é todo seu
Vejamos. A pesquisa diz que estamos na base da cadeia alimentar. Somos devorados por todos. Estamos entre os primeiros a ser descartados quando a água bate nos digníssimos traseiros de nossos empregadores.
Existe um lado não explorado na matéria, que tem a ver com outra matéria que eu li, semanas atrás. Essa aqui. Ela dá conta de que milhares de pessoas aportando no mercado de trabalho atual tem procurado as áreas da chamada “Economia Criativa”. Áreas que teoricamente são “excitantes”, “vibrantes”, que têm menos regras de conduta, com horários mais flexíveis, em que você pode ser mais você. Setores como games, software, audiovisual, moda, editoração e mídia, e é claro, DESIGN.
Isso transformou o setor numa certa meca, um local de sonhos, onde as empresas mais parecem clubes, cheias de gente interessante, inteligente, com valores pessoais tão grandes… E dura, sem grana.
É preciso que se saiba, que estamos entre as áreas mais demandadas da economia atual. O design exerce um papel cada vez maior da escolha de compra do consumidor. Em alguns casos, é o fator central. Milhões e milhões de dólares são feitos sobre o trabalho de valorosos designers.
Mas o sonho, dizem, é trabalhar por prazer. Bom, eu tenho algo a dizer:
2 – Trabalhe por grana
Amigos meus de longa data, profissionais competentes, com portfólios bem estruturados me dizem que o mercado não está pra brincadeira. Que um diretor de arte num estúdio de médio porte ganha por volta de R$ 3.000,00 , bruto. E para merecer esse salário, ele vai ter que dominar o pacote master Adobe, manjar de HTML, CSS, PHP, arranhar um ASP, se virar num 3D Max e saber fazer vinhetas animadas pra vídeo.
Minha reação quanto a isso. Para mim, não. Eu não dirijo arte por RS 3.000,00. Antes disso, faço um curso de torneiro mecânico, uma profissão que não exige muito da minha criatividade, mas que paga melhor do que isso, e nas horas vagas eu pinto quadros, faço histórias em quadrinhos, aprendo a tocar um instrumento e mato meu desejo por realização criativa.
É preciso aprender a dizer não. E isso é mais difícil do que se espera.
Afinal, como deixar passar aquele job de logo para uma Surf Shop que caiu no seu colo, mas que o dono agora não tem grana pra nvestir? Como recusar aquela ilustra engraçadinha que vai sair numa revista mais ou menos bem-lida? Como deixar de pegar o catálogo só porque o dono da empresa quer que você também tire fotos da linha de produtos inteira dele, mesmo você explicando que só tem uma Cybershot simples? E como correr o risco de perder uma concorrência só porque você vai perder duas noites num “rascunho” simples que todos os outros designers vão fazer, para o cliente escolher qual gosta mais?
É fácil dizer. Mas na hora, o medo da dispensa leva muitos a colocar os rabos entre as perninhas, mandar um “ok”, e o pior de tudo, ainda achar algum prazer na experiência do estupro.
Seu cliente precisa saber que você trabalha por dinheiro, assim como ele. Que você está comprometido com o sucesso daquele projeto para que ele ganhe dinheiro, e te procure novamente para que você faça sua mágica. É simples assim. Você precisa cobrar o suficiente para que, se um dia tiver seu dia completamente lotado de trabalhos, esteja bem de vida. O quão bem de vida? Isso é contigo. Eu tenho meus sonhos, e as duas únicas ferramentas que tenho para realizá-los são meu trabalho, e a chance de acertar sozinho na mega-sena.
3 – Projete a imagem de si que você quer que os outros vejam
Saiba que seu cliente tem uma visão de você. E que você o ajudou a construir essa visão.
Na cabeça dele, um advogado, um engenheiro ou um médico muito bem-sucedidos andam de BMW, tem casas na praia e viajam para a Europa com a família nas férias. Um designer muito bem sucedido tem um iPhone, dirige um Pegeout 206 e usa roupas “muito loucas”.
Culpa sua.
São os valores que você mostrou para seu chefe, para seus amigos, sua rede. Você fala disso, veste isso, dirige isso, e parece não ter as preocupações que todos têm em relação ao futuro. “A vida até parece uma festa”, diriam os Titãs. Você tenta passar para o mundo que nasceu predestinado, com um dom, e que por isso não dá trabalho fazer o que faz. É tranquilo, com um pé nas costas. Bom, ninguém valoriza quem trabalha na moleza. Você sente muito prazer em sua profissão, guarde-o para si. Até ator pornô diz que o trabalho dele é bem duro e técnico.
Todo profissional quer ser respeitado. O modo como cada um batalha para conseguir esse respeito e proteger seu meio de vida é que difere.
Alguns designers que tenho visto (e alguns são muito bons), tentando quebrar essa visão, tem usado um approach absurdamente técnico no exercício do design. Explicam grids, pixels, minúcias tipográficas, tendências com uma desenvoltura que eu poucas vezes vi. É uma saída. O cliente e o mercado passam a ver design como uma profissão, não como estilo de vida. Mas não sou completamente a favor.
Na minha opinião, deveriam estar se esmerando na arte de mostrar para o cliente o quanto o investimento dele RETORNA ao seu bolso. O quanto ele PRECISA investir em design, antes que o concorrente o faça, ou faça melhor, e o deixe chupando o dedo. O quanto o design vale a pena, e a quantidade de gente que não entende patavina disso tudo. O lado técnico estará lá, mas embutido dentro da entrega. Caso contrário, o risco é o cliente achar que tudo isso é muito complicado para ele e deixar para seu sobrinho, que não lhe dá essas dores de cabeça.
Não sei quem foi que disse, que, o mundo seria diferente se todos soubessem o que se passa dentro de um centro cirúrgico ou numa fábrica de linguiça. No fundo, nem tudo o cliente tem que saber. E dissecar os tintins por tintins da área para todos é no máximo um bom exercício acadêmico, que surte um grande efeito na pagação de pau entre outros designers.
4 – Regulamentação?
Estamos convivendo com uma ameaça(?) de regulamentação desde que eu me formei, e olha que eu fiz paste-up. Eu já fui a favor, já fui contra e muito pelo o contrário.
Hoje, eu acho que é um caminho natural, como profissão, de se ter alguma regulamentação. O difícil é achar que isso ajuda a mudar qualquer coisa desse panorama. Ok, vamos ter uma lei que diz que não se poderá pagar menos que R$ 700 para um estagiário. E daí? Que precisará de diploma para exercer (será?) mas e daí?
Se o mercado não valoriza uma profissão por si só, uma lei vai fazer isso?
Alguém acha que a Regulamentação vai obrigar um patrão pagar R$ 10.000 para um diretor de arte? Que vai impedir que os bróder fiquem trampando até as 3 da matina para entregar layout a troco de pizza (mesmo que na lei seja proibido, mesmo sem regulamentação nenhuma)? Que um cliente pague a um designer o suficiente para que ele possa viver dignamente e dedique a quantidade de horas necessária para que ele lhe entregue um trabalho realmente de primeira? Sempre gostam de nos comparar com as leis de médicos, advogados e engenheiros (eu mesmo fiz isso parágrafos acima), profissões ultra-regulamentadas, que tem entidades de classe representativas. Mas precisamos entender certas verdades do mercado. Aceite: o mundo sempre vai precisar mais de médicos, engenheiros e advogados. Se fossemos atacados por alienígenas hoje, iríamos precisar especialmente dos dois primeiros. É do jogo. Mas isso não quer dizer que precisemos ganhar menos do que a secretária de um médico. Porque no frigir dos ovos, médicos, advogados e engenheiros vão ao supermercado, e resolvem comprar um produto em detrimento do outro porque a embalagem ou a marca lhe passou mais confiança. Compram carros porque são mais bonitos. Vestem roupas que combinam com estilos de vida que um designer ajudou a criar. Portanto, enquanto os aliens não chegam, você é sim, parte importante da sociedade em que vivemos, e merece ser pago pelo que faz.
5 – O que ninguém falou
Junto da lista da Forbes, há uma outra matéria (essa). Que diz que as profissões ligadas a arte e ciências estão entre as menos bem pagas nos EUA.
Se você ler, vai ver que eles colocam a faixa dos salários. A frase que me chamou a atenção é essa: “Quando conseguem um emprego, o salário médio é de apenas US$ 28 mil por ano, em comparação com ganhos iniciais de um engenheiro mecânico, de US$ 58 mil anuais”. Faça as contas. US$ 28 mil por ano dá, em valores de hoje, algo em torno de R$ 4.600 mensais, para um iniciante. O que mostra que aqui, em terras tupiniquins vamos ter que melhorar MUITO para ficar ruim igual lá.
Ou seja: se você não quer abraçar a carreira de torneiro mecânico, e melhor começar a fazer algo para mudar.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Convite aos Profissionais de RH
Caros leitores,
Quero recomendar aqui uma página no Facebook, de nossa amiga Danielle leme, destinada aos profissionais de RH: "Profissionais de Recursos Humanos do Brasil". Se é um profissional da área, visite e curta em: https://www.facebook.com/groups/profissionaisderhbrasil/ ; O link ficará disponível aqui no blog na coluna "llinks interessantes"
Abraços
Quero recomendar aqui uma página no Facebook, de nossa amiga Danielle leme, destinada aos profissionais de RH: "Profissionais de Recursos Humanos do Brasil". Se é um profissional da área, visite e curta em: https://www.facebook.com/groups/profissionaisderhbrasil/ ; O link ficará disponível aqui no blog na coluna "llinks interessantes"
Abraços
terça-feira, 4 de junho de 2013
EVENTO: Café com pROSA - Empreendedorismo Rosa
O Blog EMPREENDEDORISMO ROSA está promovendo o evento Café com Prosa.
O blog Empreendedorismo Rosa é voltado para mulheres empreendedoras e para este universo.
O evento: Dia 20 de junho. Este encontro tem como objetivo oferecer um ambiente para a aproximação de mulheres empreendedoras (ou aquelas que pensam em empreender) e estimular a troca de experiências. "E por falar em Networking" será o tema do bate-papo com Lênia Luz. Logo em seguida, será a sua vez de se apresentar e falar sobre sua empresa.Venha tomar um café conosco e confira, na prática, como o networking pode agregar na sua vida profissional e pessoal.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
ABF FRANCHISING 2013 - Feira de franquias
ABF
FRANCHISING 2013
Entre os dias 12 e 15 de junho de 2013 acontece em São Paulo, no Expo
Center Norte a edição 2013 de um dos mais importantes eventos sobre franquias
no Brasil. A Feira busca oferecer ao público oportunidades de investimentos em
diversos segmentos do mercado brasileiro e divulgar e informar sobre o sistema
de franchising.
O evento é organizado pela ABF – Associação Brasileira de Franchising e
BTS Informa.
Outras informações visite o site da ABF: http://www.portaldofranchising.com.br
Em tempo: A Aurélio Luz Franchising &Varejo está fazendo uma promoção para
este evento: Visite a página da Aurélio Luz no Facebook, compartilhe o post
sobre o evento com a frase “quero ir a Franchising 2013 porque ...” e concorra
a dois ingressos. A frase mais criativa receberá os ingressos. https://www.facebook.com/mundofranquias
segunda-feira, 27 de maio de 2013
QUEDA NA ABERTURA DE NOVOS EMPREENDIMENTOS
O recuo na região Sudeste (a maior em número de novos
empreendimentos) foi de 7,6% e a média do país foi de 4,1% em relação ao mesmo
período de 2012.
O estudo foi realizado pela empresa SERASA-Experian.
Há pouco mais de um ano (maio de 2012), publiquei um artigo comentando que essa era a tendência, já naquela época. Acompanhe mo link abaixo. Por Nelson Miguel Junior.
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/05/evolucao-do-mercado-de-trabalho-no.html
Por Nelson Miguel Junior
Há pouco mais de um ano (maio de 2012), publiquei um artigo comentando que essa era a tendência, já naquela época. Acompanhe mo link abaixo. Por Nelson Miguel Junior.
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/05/evolucao-do-mercado-de-trabalho-no.html
Por Nelson Miguel Junior
domingo, 19 de maio de 2013
EMPREENDEDORISMO – Investimento em Franquias
Em um artigo sobre empreendedorismo que postei aqui em novembro de 2010 ( ver em: http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2010/11/ser-um-empreendedor.html ), comentei sobre as características de um empreendedor, sobre vocação e oportunidade. Muitas vezes essa “oportunidade” acontece quando a pessoa perde seu emprego e decide investir sua indenização e demais economias em um negócio próprio. Esse tipo de investidor precisa se cercar de cuidados adicionais. O investidor, o empreendedor nato, já está, a princípio, familiarizado com o “negócio próprio” e já sabe os cuidados que deve ter para abrir o seu empreendimento. Porém, o investidor novato, muitas vezes, se entusiasma em ser o próprio patrão e esquece que empreender não é fácil nem simples. Tendo o pé no chão e cercando-se de todos os cuidados básicos e com informações necessárias, pode investir com mais qualidade e segurança.
No setor de franquias é um bom
modo de começar. Há franquias de todos os tamanhos que podem se adequar ao
poder de investimento do empreendedor. Além disso, é uma maneira de realizar o
empreendimento que vem crescendo rápida e constantemente no Brasil. É hoje um
modelo bem estruturado, com boas ofertas e que vale a pena ter a atenção do
empreendedor. As empresas franqueadoras hoje estão mais profissionalizadas e
oferecem maior segurança e apoio ao franqueados (todavia, pesquise bem antes de
investir). O franqueado deve ter em mente também, que deve ter um capital de
giro suficiente para lhe dar o fôlego necessário até que o seu negócio se
estabilize (em média 4 anos para se fixar plenamente).
Uma situação que ajuda no
crescimento do setor de franquias é o crescimento do número de “Shopping
Centers” pelo país, principalmente fora dos grandes centros e áreas
metropolitanas. Entre 50% e 70% das lojas em shoppings são franquias. A
tendência é que mais shoppings abram pelo interior e consequentemente mais
franquias. Para quem deseja empreender, sugiro atenção nesse modelo e
principalmente nos shoppings que estão surgindo no interior, que apresentam
eventualmente menores custos de operação e boas possibilidades de crescimento.
Eu não sou especialista no
assunto, mas quem quiser obter informações sobre este modelo de negócio podem
(e devem) fazer contato com um especialista. A consultoria Aurélio&Luz
oferece todo o apoio para quem deseja obter uma franquia e também para aquela empresa que deseja franquear sua marca. (Vou
deixar um link de contato)
visite:
http://www.aurelioluz.com.br/site/Por: Nelson Miguel Junior
sábado, 18 de maio de 2013
ALTERAÇÃO NA CLT PROTEGE A GESTANTE MESMO QUE ESTEJA EM AVISO PRÉVIO
Alteração acrescenta o artigo 391A - "A confirmação do estado de gravidez advindo no curso do contrato de trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias."
segunda-feira, 13 de maio de 2013
EMPREGOS ANÁLOGOS À ESCRAVIDÃO PODEM ESTAR NO FIM NO ESTADO DE SP
Mais de 44 mil trabalhadores
foram resgatados da condição de escravidão ou trabalho degradante desde 1995.
Pretende-se agora conseguir as condenações não somente na área criminal como na
trabalhista.
O processo de cassação da
Inscrição Estadual é iniciado assim que o Fisco receber o comunicado de mais de
um juiz (a decisão será colegiada) seja criminal, civil ou trabalhista, mesmo
que ainda haja possibilidade de recurso.
Este Decreto do Estado de São
Paulo é uma das mais importantes ações para coibir as empresas que realizam essa
prática. Na cidade de São Paulo, dentre outras, não é incomum encontrar
trabalhadores nessas condições no setor de confecções. O trabalho degradante
também é encontrado em diversas regiões do Brasil, principalmente na produção
de carvão, no setor rural e na construção.
imagem de nossa participação na Conferência Estadual do Trabalho Decente
Por: Nelson Miguel Junior
domingo, 12 de maio de 2013
O que faz o nível de emprego crescer ou decrescer é em primeiro lugar o nível do crescimento econômico
A consultoria EIU (Economist
Intelligence Unit) acaba de divulgar um estudo onde o desempenho da Indústria
no Brasil em 2012 foi o pior entre as 25 nações emergentes, incluindo economias
da América Latina. Esse dado demonstra claramente que a situação econômica do
Brasil, embora pareça estar passeando em céu de brigadeiro, na verdade está
sendo calçada em terreno arenoso. Vide a inflação que está em nível
extremamente perigoso. Um risco para os empregos e para o bolso dos
trabalhadores brasileiros.
Os trabalhadores estão tranquilos
hoje, já que seus empregos parecem estar garantidos. Mas até quando terão essa
garantia?
Por: Nelson Miguel Junior
Por: Nelson Miguel Junior
sábado, 11 de maio de 2013
FEIRA DO TRABALHO 2013 - Em São Paulo
Acontece na cidade de São Paulo, entre os dias 13 e 24 de maio a terceira edição da Feira do Trabalho. A edição 2013 da Feira do Trabalho que começa na segunda-feira, conta com 20 parceiros, empregadores e dezenas de serviços ao cidadão. São 5000 vagas de emprego que serão ofertadas exclusivamente durante o evento, além das vagas disponibilizadas pelo CAT (Centro de Apoio ao Trabalho). É uma excelente oportunidade para os paulistanos que estão em busca de uma oportunidade de trabalho. Este evento já está se tornando uma tradição da cidade, ajudando milhares de pessoas a conseguirem seu espaço no mercado de trabalho. Durante o evento, o cidadão poderá assistir palestras e receber orientações para aprimoramento de seu perfil profissional.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
VOCÊ SABE COMO PROCURAR EMPREGO?
Em tempos difíceis ou tempos mais
tranquilos, sempre tem gente procurando emprego. Seja por que está desempregado
ou por que deseja uma nova recolocação, uma mudança de emprego. Mas qual é o
melhor caminho para a busca de um emprego, ou melhor, qual é o caminho? Como
começar a busca por uma oportunidade de trabalho?
Em primeiro lugar você deve planejar como
fará essa busca. A falta de planejamento antes de começar pode lhe trazer perda
de tempo precioso e ainda consumir parte de seus recursos financeiros que pode
lhe fazer falta em caso de uma demora em se recolocar. Planejar é se conhecer
profissionalmente, saber com clareza o que quer, ter um currículo adequado e
bem feito e procurar no lugar certo. Procure causar boa impressão no primeiro
contato, pois uma segunda chance é quase impossível. Procure destacar suas
qualidades e as vantagens que a empresa pode ter em contratá-lo, mostre porque
a empresa deve contratá-lo e o que você pode fazer por ela.
Vamos comentar aqui os principais ou os
mais utilizados meios para procurar emprego.
1. Anúncios de Jornal –
Hoje esse canal é um dos menos procurados. Menos de 10% das oportunidades estão
nos classificados de jornal. Muitas vezes os anúncios são utilizados como meio
de pesquisa para agências de emprego para pesquisa salarial e deste modo acabam
não sendo o melhor caminho. Todavia muitas empresas se utilizam dos
classificados dos jornais para a busca de candidatos.
2. Portais de Emprego
na Internet – É o caminho mais simples já que grande parte da população tem
acesso hoje à Internet. A desvantagem aqui é que essa facilidade joga para os
selecionadores uma quantidade gigantesca de currículos, causando um problema
para selecionar. Outro ponto é como esse currículo é colocado no site, já que
os filtros de busca podem não encontrar o currículo certo se as informações não
estiverem de acordo com a forma que o mecanismo cruza as informações. Muita
gente reclama que nunca tem retorno, mas em torno de 20% dos candidatos recebem
algum tipo de resposta.
3. Sistema Público de
Emprego – Este é um bom canal para busca de oportunidades, mas normalmente há
uma cultura onde as vagas oferecidas aqui são de nível médio. As empresas não
disponibilizam em quantidade vagas de nível superior, assim como são poucos os
candidatos de nível superior que buscam o sistema público. (neste blog há um link para os candidatos se
cadastrarem no sistema público, assim como empresas cadastrarem suas vagas).
A vantagem é a boa quantidade de ofertas de vagas e ser totalmente gratuito.
4. Agências de
Emprego, Consultorias e Headhunters – Muita gente procura essas empresas ou
profissionais para a busca de emprego. É um canal interessante, mas que precisa
ter cuidado. Agências de emprego não costumam cobrar do candidato, assim como
as consultorias que atuam como se fossem um RH terceirizado da empresa. Essas
empresas podem sim cobrar uma taxa do candidato, mas apenas após a recolocação.
Desconfie se a cobrança for antecipada. Já os headhunters, os “caçadores de
cabeça” atuam basicamente procurando talentos e indicando às empresas.
Candidatos também podem e devem se oferecer a esses profissionais, que também
orientam e preparam o candidato. Normalmente atuam em um mercado muito
qualificado, em cargos executivos, de alto escalão ou ainda de técnicos com
alta especialização.
5. Networking – Nada mais
é do que construir uma rede de conhecidos e amigos que podem em algum momento ajudá-lo
ou indicá-lo para uma vaga. Sabemos que mais de 70% das oportunidades de
trabalho são preenchidas por indicação de amigos e conhecidos, mas apenas 10%
das pessoas utilizam esse meio. Sempre comento em minhas palestras, que muitas
vezes quando a pessoa fica desempregada ela perde um pouco de sua autoestima, fica
envergonhada com aquela situação e não comenta com ninguém. Ora, se ninguém
sabe que você está procurando emprego, como poderão ajudá-lo? Estabeleça esse
contato, deixe sempre que elas conheçam um pouco de suas qualidades
profissionais e assim, se houver necessidade, essas pessoas podem ajudar na
solução de seu problema.
Agora você já tem o primeiro passo. O resto
é com você.
Por: Nelson Miguel Junior
Por: Nelson Miguel Junior
sábado, 20 de abril de 2013
Buscar emprego não é brincadeira! Leve a sério.
Eu participo de um grupo no Facebook com oferta de oportunidades de
trabalho (principalmente de médias e pequenas empresas) e pessoas em busca
dessas oportunidades.
Fala-se muito em falta de qualificação profissional, mas pior ainda é a falta de qualificação geral, vamos dizer assim! Sabemos que o país tem seu sistema educacional sucateado, problemas sociais, etc. Mas vejo ainda que as pessoas não se esforçam para melhorar, querem que tudo “caia do céu”! Estou generalizando aqui apenas para chamar a atenção para o fato. É claro que tem muita gente boa, que mesmo em condições adversas, supera tudo e conquista seu espaço. Naquele grupo costumo dar dicas sobre comportamento profissional, sobre o mercado de trabalho, entrevista de emprego dentre outras, mas infelizmente há pessoas que ignoram e reclamam por não conseguir passar em um processo seletivo ou pior, não consegue ao menos ser chamado para entrevista.
Falo tudo isso, pois muitas das falhas apresentadas podem ser
solucionadas com um pouco de atenção e esmero com aquilo que está fazendo. Devemos
lembrar que o empregador buscará o melhor dos candidatos que se apresentarem e
se o nível desse grupo não atender ao perfil da vaga, o processo será estendido
e outro grupo de candidatos será chamado. Então, pessoal, mais cuidado com
vocês mesmos. Estejam atentos e busquem o crescimento.
Não entendam isso como uma crítica gratuita, mas sim um alerta para quem deseja ter um espaço melhor no mercado de trabalho, um alerta para que sejamos melhores profissionais, seres humanos.
Por: Nelson Miguel Junior
Não entendam isso como uma crítica gratuita, mas sim um alerta para quem deseja ter um espaço melhor no mercado de trabalho, um alerta para que sejamos melhores profissionais, seres humanos.
Por: Nelson Miguel Junior
sexta-feira, 5 de abril de 2013
EMPREGOS TEMPORÁRIOS NA PÁSCOA e TRABALHADORES EFETIVADOS
Em postagem anterior, mostramos nossa preocupação
com os indicadores que mostram uma tendência na queda no nível de emprego no
país. Inflação excessivamente alta e quedas constantes na produção industrial
mostram que a economia não está tão bem como se alardeia por ai.A ASSERTTEM - Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário e o SINDIPRESTEM - Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo, realizaram uma pesquisa, divulgada nesta quarta feira, com um balanço dos empregos gerados na Páscoa e quantos trabalhadores foram efetivados. Foram 74 mil trabalhadores temporários contratados e apenas 6% deles foram efetivados. Apesar do aumento no número de vagas para este ano
Quase 74 mil temporários foram contratados para o
período de Páscoa em todo o país neste ano. Apesar do aumento de 4,2% no número
de vagas, houve uma queda na proporção dos que foram efetivados após o fim do
contrato: apenas 6%. Foram mais de 3 mil vagas a mais do que no ano
passado, mas o número de efetivações comparadas com esse período foi muito
baixo. Em 2012 o nível de efetivados em relação às vagas temporárias foi de
25%, ou seja, uma grande diferença e que mostra um sinal amarelo para os
trabalhadores. Outro dado importante apresentado na pesquisa foi que 60% dessas
vagas foram geradas na Indústria (setor que vem encolhendo a cada mês, a cada ano).
Lentamente
nossa economia vem se estagnando e da forma como está sendo conduzida, poderemos
voltar aos tempos onde a inflação corroíam os salários e ceifavam os empregos.
Fica meu alerta para aqueles que acham que tudo está na perfeita ordem e em
situação de “pleno emprego”
quarta-feira, 27 de março de 2013
ARTIGOS PUBLICADOS EM 2012 PARA LER NOVAMENTE:
NOVA QUEDA NO EMPREGO INDUSTRIAL – novembro de 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/11/nova-queda-no-emprego-industrial.html
MICROEMPRESA X GERAÇÃO DE EMPREGOS – setembro 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/09/microempresa-x-geracao-de-empregos.html
DESEMPREGO NA EUROPA E NO BRASIL - Maio de 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/05/desemprego-na-europa-e-no-brasil.html
A EVOLUÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL – maio 2012
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/05/evolucao-do-mercado-de-trabalho-no.html
EMPREGO NOVO? PECADOS QUE NÃO SE PODE COMETER – Abril de
2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/04/o-uol-publicou-uma-materia-em-1004-onde.html
ROTATIVIDADE NO MERCADO DE TRABALHO ATUAL – Abril de
2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/04/rotatividade-no-mercado-de-trabalho.html
OS NOVOS PARADIGMAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE
TRABALHO, EMPREGO E RENDA – Março 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/03/os-novos-paradigmas-e-as-politicas.html
NCLUSÃO E GERAÇÃO DE RENDA PARA MULHERES VÍTIMAS DE
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – Março 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/03/inclusao-e-geracao-de-renda-para.html
PANORAMA DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO – Março 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/03/panorama-atual-da-presenca-da-mulher-no.html
VAGA DE EMPREGO – VIDA PESSOAL DO CANDIDATO – março 2012
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/03/vida-pessoal-do-candidato-uma-vaga-de.html
CRESCIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS – Março 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/03/crescimento-das-micro-e-pequenas.html
ESTAMOS EM SITUAÇÂO DE PLENO EMPREGO? – Fevereiro 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/02/estamos-em-situacao-de-pelno-emprego.html
A FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS – Janeiro 2012
http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/01/formacao-e-capacitacao-de-profissionais.html
A FALTA DE PROFISSIONAIS QUALIFICADOS – Janeiro 2012
SOBRAM VAGAS DE TRABALHO,
FALTAM CANDIDATOS – Janeiro 2012 http://blogdonelsonsp.blogspot.com.br/2012/01/sobram-vagas-de-trabalho-faltam.html
Tendência de Aumento na Taxa de Desemprego
Seguindo a tendência apresentada em
janeiro a taxa de desemprego vem aumentando. Pesquisa do DIEESE divulgada hoje
reforça essa tendência, ficando acima dos 10% (10,4%). A pesquisa foi realizada
nas sete principais RMs (Regiões Metropolitanas) mostrou que 2,3 milhões de
trabalhadores estão desempregados. O mercado de trabalho perdeu 174 mil postos.
A Indústria foi o setor que mais demitiu, seguido pelos setores da Construção,
Serviços e Comércio, nesta ordem. Houve ainda queda na renda do trabalhador.
O resultado desta pesquisa mostrou o
que já havíamos comentado em artigos anteriores, aonde a condução da economia
vem se dando de maneira eleitoral e pouco técnica, resultando em pouca produtividade
e competitividade, impactando ainda de forma significativa no Produto Interno
Bruto que vem caindo. O Potencial do país é enorme e em comparação com outros
países nas mesmas condições econômicas, mas o nosso desempenho é sofrível nessa
comparação.
terça-feira, 26 de março de 2013
DIREITOS PARA EMPREGADOS DOMÉSTICOS II
Complementando a postagem anterior, informamos que a PEC das Domésticas, como ficou conhecida a PEC 66/2012, acaba de ser aprovada em segundo turno pelo Senado e não será necessário a sanção presidencial e será promulgada em 2 de abril.
DIREITOS PARA OS EMPREGADOS DOMÉSTICOS
Muito
se discute sobre as relações de trabalho nessa área, sobre a capacidade da
classe média (principal contratante de domésticos) de assimilar os custos
trabalhistas e que isso pode piorar, causando maior dificuldade de contratação
podendo até aumentar a informalidade, dentre outros problemas.
Porém
é inequívoco afirmar que a atual situação dos empregados domésticos é uma
aberração, com direitos menores em relação a qualquer outro trabalhador
brasileiro.
Cria-se
agora a possibilidade de direitos como 13° salário, hora extra, FGTS, jornada
de 44 horas semanais, adicional noturno, Seguro Desemprego, Licença Maternidade
e outros. A PEC das Domésticas, como é conhecida, foi aprovada em votação unânime em 1° turno e está sendo votada no Senado e há uma grande expectativa
dos profissionais que prestam serviços domésticos (incluem-se aqui babás,
cuidadores, motoristas, jardineiros, etc.). São quase 7 milhões de trabalhadores aguardando a aprovação.
Leia
também:
terça-feira, 19 de março de 2013
Palestra para alunos do ensino médio
Na manhã de hoje realizamos uma palestra sobre comportamento profissional e mercado de trabalho para cerca de 80 alunos do ensino médio da rede estadual. Parabenizo os professores da Escola TCC, principalmente o professor Vilson pela iniciativa e agradeço pela recepção que tivemos.

Da página de AURELIO & LUZ: https://www.facebook.com/aurelio.luz.franquias
Palestras gratuitas movimentam Feira do Empreendedor Sebrae em Curitiba. As palestras estão divididas em três grandes grupos e acontecem, simultaneamente, em mais de dez salas, das 14h15 às 20h15. As palestras serão divididas para quem já tem empresas e para potenciais empresários.
Você não pode perder! Te esperaos no stand 1.
A Aurélio & Luz é uma empresa especializada na área de FRANQUIAS e VAREJO. Este evento é uma ótima oportunidade para conhecer a empresa e saber melhor sobre o que é e como funciona uma franquia. Ótimo para quem quer empreender e para quem deseja franquear seu empreendimento.
Não perca!De 21 a 24 de março
ExpoUnimed, que fica na Universidade Positivo, na Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, nº 5.300
sexta-feira, 8 de março de 2013
PALESTRA ROTARY CLUB DE CAMPOS DO JORDÃO
No último dia 06, realizamos uma palestra sobre mercado de trabalho para o Rotary Club de Campos do Jordão e jovens do Interact. Deixo aqui meus agradecimentos à diretoria do Rotary de Campos do Jordão pelo convite e pela especial recepção.
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