ANO XIX

ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho

sábado, 19 de maio de 2012

DESEMPREGO NA EUROPA E NO BRASIL

Uma reportagem muito interessante do programa SEM FRONTEIRAS da Globo News (no qual tenho uma breve participação) faz uma comparação sobre a situação do emprego na Europa e a situação no Brasil. A comparação é muito importante neste momento da economia mundial, onde o desemprego que lá ocorre é totalmente diferente do que acontece aqui.

Já comentamos em postagens anteriores sobre o desemprego no Brasil e seus principais motivos. Enquanto lá fora, nos E.U.A. e Europa, em linhas gerais, o desemprego se dá pela estagnação da economia aqui se dá pelo descompasso entra a oferta de empregos e a qualidade da mão de obra. Muitos são os fatores do desemprego aqui. Enquanto os meios de produção evoluem, a preparação de trabalhadores para atuarem não evolui. A educação básica não estimula os jovens a se capacitarem para o futuro e seu conteúdo é precário. Políticas Públicas investem na formação de nível superior e esquecem o ensino técnico e de qualidade, que é fundamental para que o país realmente cresça. Mesmo aqueles que têm condição de se capacitar e conquistar o mercado de trabalho, muitas vezes são iludidos por novas profissões, ou profissões da moda, onde o mercado de trabalho não tem como absorver toda a quantidade de profissionais que se formam.

O Brasil está em um momento muito favorável, com uma oportunidade única para se tornar de fato uma grande nação, no melhor sentido da palavra, mas ainda continua ligado a velhas formas, a um pensamento tacanho e medíocre.

Espero que aqueles que conduzem o país consigam enxergar mais adiante e não desperdicem este momento favorável diante do mundo. O Brasil já está sendo prejudicado pela falta de técnicos e profissionais preparados para viver nesse novo mundo, neste mercado de trabalho onde se faz necessário o profissionalismo, onde se faz necessária a mão de obra preparada e capacitada e em constante evolução. Precisamos preparar não só trabalhadores, mas homens (e mulheres) para esse mundo que vivemos.

LINK para assistir a reportagem completa:
http://g1.globo.com/globo-news/sem-fronteiras/videos/t/todos-os-videos/v/aumento-do-desemprego-afeta-jovens-na-europa/1952585/

terça-feira, 8 de maio de 2012

FEIRA DO TRABALHO em São Paulo

A partir do dia 14 de maio acontecerá na cidade de São Paulo a 2ª edição da FEIRA DO TRABALHO, promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho e destinada aos trabalhadores, empregadores, empreendedores e público em geral.
Neste ano a Feira do Trabalho contará com a participação de empregadores, que estarão oferecendo oportunidades de trabalho e várias entidades públicas e privadas que colocarão a disposição da população diversos serviços.
Acontecerão ainda palestras e cursos de curta duração voltados aos profissionais de Recursos Humanos, empresários, trabalhadores, empreendedores e demais interessados.
O Evento apresentará os diversos serviços disponibilizados à população da cidade de São Paulo na área do Trabalho, que fazem parte das políticas públicas implementadas pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho e que se tornaram referência para outras cidades brasileiras.

Alguns serviços que estarão disponíveis na Feira:

Oportunidades de trabalho, habilitação ao Seguro Desemprego, Emissão de Carteira de Trabalho, RG, Atestado de Antecedentes, CNH, consulta ao SCPC, orientação para o trabalho (currículo, processo seletivo, comportamento, etc.), inscrição para cursos, MEI (Micro Empreendedor Individual), Microcrédito, orientação jurídica e previdenciária, Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, saúde do trabalhador
VISITE A FEIRA DO TRABALHO. De 14 a 25 de maio, das 9h às 17h no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo



                               Imagem da 1ª edição da Feira do Trabalho em 2011

sábado, 5 de maio de 2012

A EVOLUÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL

Desde o início do processo da estabilização da economia com o Plano Real, os paradigmas do mundo do trabalho estão mudando e agora os resultados estão aparecendo com maior clareza. O tipo desemprego mudou e a forma das iniciativas empreendedoras também mudou. Há 20 anos ou há 10 anos havia muito mais pessoas que desejavam ter seu próprio negócio, mas hoje isso está diminuindo. Menos pessoas estão interessadas em abrir seu próprio negócio e isso é resultado direto do emprego estar mais estável, ou seja, mais pessoas empregadas. Como disse em postagens anteriores, o que existe hoje em dia é o desemprego em nichos e são esses nichos que devem ter a atenção das políticas públicas e são nesses nichos onde as políticas públicas que incentivem o empreendedorismo se fazem necessárias, como as leis do MEI , EIRELI, disponibilidade de Microcrédito, etc. Uma pesquisa do Datafolha mostra que em 2001, 70% das pessoas desejavam ter seu próprio negócio, hoje apenas 60% tem essa vontade. Ter o próprio negócio no Brasil ainda é muito complicado. Como podemos ver na informação acima, onde 60% das pessoas desejam ter seu próprio negócio, poucos partem para a ação ou conseguem esse objetivo. O Brasil é considerado um dos mais hostis para se abrir um negócio, contribuindo para isso os altos impostos, as contribuições sociais e taxas que só aumentam, além de uma burocracia voraz. Em algumas cidades há maiores incentivos ou políticas públicas que favorecem o empreendedorismo, como em São Paulo e outras, mas ainda não acontece em todo o país.


A mesma pesquisa do Datafolha que citei acima, mostra que as pessoas estão mais satisfeitas também com seu trabalho, seja empregado ou empreendedor. Hoje são 61% das pessoas contra apenas 45% em 2001. O medo do desemprego também diminuiu, segundo a pesquisa.

Penso que apesar desta percepção, as pessoas não devem pensar que emprego está fácil, e normalmente se acomodam e deixam de evoluir em sua educação e em seu desenvolvimento profissional, podendo transformar isso em risco futuro. Afirmo que mesmo com essa mostra positiva do mercado de trabalho, políticas públicas devem ser criadas ou ampliadas para faixas onde há grande dificuldade de trabalho como jovens e pessoas acima dos 45 anos, por exemplo.



terça-feira, 1 de maio de 2012

DIA 1 DE MAIO - DIA DO TRABALHO

O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.

A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores. Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou uma revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze manifestantes e dezenas de pessoas feridas. Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:
Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)

Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.



terça-feira, 24 de abril de 2012

MERCADO DE TRABALHO E OS EGRESSOS DO SISTEMA PRISIONAL

Na última segunda-feira, dia 23, aconteceu no auditório do Centro de Apoio ao Trabalho, o 1º Seminário - Oportunidades de Trabalho, Emprego e Renda para Egressos do Sistema Prisional de São Paulo, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho da Cidade de São Paulo.

A SEMDET, por meio da Coordenadoria do Trabalho, tem realizado no decorrer dos últimos dois anos, diversos seminários abordando temas complexos e chamando outras instâncias do Poder Público e da sociedade para discutir e buscar soluções para cada tema. Já foram discutidos temas como a mulher no mercado de trabalho, negros, pessoas com deficiência, o aprendiz, diversidade de gênero, dentre outros.

O tema abordado neste seminário do dia 23, a questão do mercado de trabalho para o egresso do sistema prisional, é especialmente complexo, pois como foi dito por um dos participantes, a situação do egresso pode ser pior do que de outros grupos vulneráveis, já que não se trata apenas do preconceito, mas ainda, do medo. São barreiras muito difíceis de superar, mas que devem ser combatidas com iniciativas como essa que promovam o debate e provoquem a discussão, criando condições para uma conscientização da sociedade para o problema.

Duas importantes palestras ajudaram a esclarecer e demonstrar a situação do mercado de trabalho para os egressos, proferidas pelo professor de Relações do Trabalho da USP e uma das maiores autoridades no assunto, José Pastore e pela Diretora da FUNAP, Lucia Maria Casali de Oliveira. Em seguida aconteceu uma mesa redonda, mediada pelo Professor Reinaldo Bugarelli, da Fundação Getúlio Vargas e da Txai Consultoria, onde ocorreu o depoimento de dois egressos contando suas trajetórias após a liberdade e a dura realidade que encontraram. Foram depoimentos emocionantes e que pessoalmente me tocaram e mostraram que quando realmente a pessoa deseja mudar e crescer como ser humano, ela consegue. Nesta conversa participaram ainda a Sra. Carla Vieira Araujo, representando uma empresa que emprega egressos do sistema prisional e a Sra. Mariana Parra do Instituto Ethos.

Estudos comprovam que no grupo de egressos que conseguem inserção no mercado de trabalho, seja por meio do emprego ou pela iniciativa do negócio próprio, a reincidência criminal cai abruptamente. Portanto, estudar e buscar soluções para esse problema, contribui não só para uma importante questão social como também é uma medida de combate a violência.
Parabéns a Coordenadoria do Trabalho por proporcionar para a cidade de São Paulo a discussão deste e de outros assuntos extremamente relevantes para trabalhadores e empregadores.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

VOCÊ TEM UM EMPREGO NOVO? OS PRINCIPAIS PECADOS QUE NÃO SE PODE COMETER

O UOL publicou uma matéria em 10/04 onde especialistas em Recursos Humanos apontam que os primeiros meses de trabalho são fundamentais para carreira deste profissional dentro da nova empresa. Nós também acreditamos nisso e sempre que abordamos o tema da empregabilidade em nossas palestras ressaltamos os pontos que determinam a vida desse profissional na empresa que acaba de ingressar ou que irá ingressar.

A matéria alerta que é nesse período de experiência que a empresa observa e avalia se o profissional se manterá no cargo e em que condições. Segundo Andrea Bavier da Consultoria Luandre, “a chefia é a responsável pela avaliação, mas a equipe também participa mesmo que seja de maneira informal”.

O comportamento muitas vezes acaba sendo mais importante numa decisão de manter ou não o profissional do que seu conhecimento técnico e experiência. A consultora aponta cinco erros principais que um recém contratado pode cometer e dá as dicas:

Desinteresse - O profissional deve assumir uma postura de aprendiz e buscar informações sobre seu trabalho e normas da empresa. Pergunte, observe e eleja uma pessoa que possa ser seu mentor.

Falta de Integração com a equipe - Lembre-se: você depende da equipe a qual pertence. Utilize a observação a seu favor para conhecer o ambiente comportamental do grupo. Veja como as pessoas se relacionam e tratam umas as outras. Evite agir sem se importar com as regras de conduta da empresa ou da equipe.

Atrasos e faltas - Procure não faltar. Não se atrase ou peça para sair durante o horário de trabalho. Caso tenha questões pessoais a serem resolvidas, é mais saudável negociar a data de sua admissão. Assuntos particulares devem ser resolvidos e tratados fora do horário de trabalho. O uso da internet para assuntos pessoais deve ser evitado.

Individualismo e arrogância - Demonstre suas capacidades e realize tarefas sempre compartilhando com todos, mas tome cuidado para que não seja interpretado como o “sabe tudo”. Evite se isolar para que não seja tachado como arrogante. Não desenvolva atividades levando em consideração apenas seu conhecimento ou ponto de vista.

Criticas e fofocas - Não critique métodos, processos ou qualquer outra coisa sem ter embasamento para tal. Falar mal da empresa ou dos colegas de trabalho também não é saudável, afinal de contas, você acabou de chegar e escolheu trabalhar naquela organização. Evite se envolver em conflitos e as famosas fofocas que rodeiam o ambiente de trabalho.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A ROTATIVIDADE NO MERCADO DE TRABALHO ATUAL

Um recente estudo do IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas mostra um crescimento do número de pessoas que trocam de emprego. Em 100 postos de trabalho aconteceram mudanças em 106, ou seja, mais de uma mudança por posto. Nos dois primeiros meses de 2012, mais de 30% dessas mudanças foi por opção do trabalhador. Como dissemos em postagens anteriores, o mercado de trabalho está em transformação e com mudanças de paradigma. O desemprego de hoje é diferente do desemprego de alguns anos atrás, não só em números como na qualidade e forma. (verificar post de 28/03/2012)

Com o crescimento econômico as características do mercado de trabalho mudaram. Os setores que mais cresceram, como o setor de serviços, são onde ocorrem o maior “turn over” (rotatividade). Outros setores específicos que apresentaram grande crescimento, também apresentaram rotatividade. As mudanças ocorrem por diversos motivos. Pela empresa, normalmente por redução de custos ou busca de profissionais mais qualificados. Pelo trabalhador, pelo surgimento de melhores oportunidades. Como os maiores empregadores em número de vagas são as pequenas e médias empresas, isso favorece a rotatividade, pois as condições de trabalho e os salários nesse tipo de empresa podem ser bem diferentes entre elas, propiciando aos trabalhadores melhor preparados a oportunidade de escolher onde trabalhar.

Mais uma vez podemos afirmar diante dos fatos que independentemente da situação econômica, estar bem preparado para enfrentar o mercado de trabalho só traz vantagens.

terça-feira, 3 de abril de 2012

ATENÇÃO PROFISSIONAIS DE RECURSOS HUMANOS

I SEMINARIO - OPORTUNIDADES DE TRABALHO, EMPREGO E RENDA PARA EGRESSOS DO SISTEMA PRISIONAL DA CIDADE DE SÃO PAULO

No próximo dia 23 de abril de 2012 acontecerá no Auditório do Centro de Apoio ao Trabalho, o 1º Seminário - Oportunidades de Trabalho, Emprego e Renda para Egressos do Sistema Prisional da Cidade de São Paulo, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento econômico e do Trabalho, com o objetivo de discutir a inserção de egressos do sistema prisional no mercado de trabalho e formas de ressocialização por meio do trabalho e geração de renda. Este evento é destinado a Profissionais de Recursos Humanos, Agentes Públicos, Empresários e demais interessados no tema. Participe deste importante evento e ajude na discussão dessa questão.

As inscrições podem ser feitas GRATUITAMENTE pelo e-mail seminariosemdet@prefeitura.sp.gov.br

O Auditório do Centro de Apoio ao Trabalho fica na Av. Prestes Maia nº 913, 4º andar - São Paulo




quarta-feira, 28 de março de 2012

OS NOVOS PARADIGMAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE TRABALHO, EMPREGO E RENDA

A maioria das Políticas Públicas de Trabalho, Emprego e Renda realizadas no Brasil nas esferas federal, estadual e municipal estão estagnadas ou evoluindo aquém das necessidades da população. Na verdade há diferenças enormes entre as regiões e para cada uma delas devem ser desenvolvidas políticas específicas e que acompanhem as necessidades da população.

No setor público, a Intermediação de Mão de Obra, a Qualificação Profissional e o Seguro Desemprego fazem a base de uma dessas políticas públicas. Dependendo do agente público que desenvolve e executa as políticas públicas nessa área, elas podem ser muito avançadas (Cidade de São Paulo, por exemplo) com serviços abrangentes e eficazes no atendimento direto aos cidadãos ou então políticas públicas que não alcançam índices minimamente satisfatórios para o atendimento às populações.

As regiões que possuem políticas públicas mais evoluídas desenvolvem e disponibilizam para os cidadãos diversos outros serviços a fim de tornar cada vez mais completo o atendimento da população que busca sua inserção ou reinserção no mercado de trabalho, ou mesmo ter seu próprio negócio.

A Integração das políticas públicas se faz cada vez mais presente e necessária nas ações voltadas ao mercado de trabalho. Essa integração de ações, programas e políticas públicas agregam valores e capacidades à população que amplia suas perspectivas de permanecer e crescer na vida profissional.

Com a economia estável, o quadro do mercado de trabalho está diferente do que era há dez ou mesmo há cinco anos e as políticas públicas precisam acompanhar as mudanças e evoluir. Sabemos que o perfil do desempregado não é o mesmo antes, ou melhor, o desemprego de hoje está mais presente em alguns setores ou faixas sociais e etárias específicas. Deste modo, o que precisamos discutir são as melhorias das políticas públicas relacionadas ao novo paradigma. Por esse prisma, podemos, por exemplo, promover parcerias na área de qualificação e capacitação profissional, com setores da economia que utilizam mão de obra específica, incluindo as empresas não só na absorção da mão de obra capacitada, mas principalmente na sua formação. Cada setor empresarial pode e deve promover em parceria com o poder público a qualificação e capacitação de profissionais.

Esse tema será discutido no seminario Eu Penso São Paulo em 31/03

quinta-feira, 15 de março de 2012

INCLUSÃO E GERAÇÃO DE RENDA PARA MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Na semana em que se comemorava o Dia Internacional da Mulher (8 de março) pensei em escrever alguns artigos relativos à condição da mulher no mercado de trabalho. Coincidentemente conversei com minha amiga Ivone do Centro de Convivência da Mulher Cidinha Kopcak, que coordena essa importante entidade que atende e apóia mulheres vítimas de violência doméstica na zona leste de São Paulo, na região de São Mateus e pedi a ela que escrevesse algo sobre a situação das mulheres atendidas pela entidade. Publico aqui com muito prazer o texto da Ivone.

“Menciono aqui uma experiência com mulheres da região Leste da cidade de São Paulo, que tem o seu cotidiano permeado pela violência doméstica e pobreza; em geral apresentam baixa escolaridade, situação de desemprego, ou estão na economia informal, com baixos salários e sem a garantia dos direitos trabalhistas. Ao buscarem ajuda para o seu problema, mais especificamente da violência doméstica, passam por atendimento social, atenção psicológica e orientação jurídica.

Uma vez que o objetivo do trabalho com as mulheres é o seu fortalecimento para conseguirem romper com a violência, trabalhamos com elas a questão da autonomia pessoal e econômica. Desta forma, recebem orientação para vaga de trabalho, participação nas oficinas de geração de renda e incentivo para retomarem os estudos e se profissionalizarem. Nas oficinas de trabalho e geração de renda, muitas das mulheres acabam descobrindo sua habilidade e passam a produzir em pouco tempo; oferecendo as peças confeccionadas para vizinhos e amigos, descobrindo que podem gerar sua própria renda; quando elas não tem condições de adquirir o material, conseguem subsídio através do CRAS (Centro de Referência e Assistência Social) da região, como primeiro impulso.

Ressaltamos que neste trabalho lhe é oferecido apenas a aprendizagem e a capacitação. Ainda não conseguimos organizar essas mulheres em cooperativas ou projetos de empreendedorismo. No momento oferecemos curso de bijuteria e corte e costura, no primeiro, duas alunas já confeccionam as próprias peças, mostrando no comércio e feira do bairro, no curso de costura algumas delas começaram a trabalhar na área. Ressalto ainda, que essas oficinas têm o caráter do convívio, socialização e auto valorização, melhorando sua auto-estima.

Temos outra situação onde muitas mulheres têm obtido a vaga de emprego em posto de trabalho do município (CAT) e retornando para contar a novidade, uma delas comentou que agora conseguiu emprego pela CLT, sentindo-se mais completa como cidadã.

Para finalizar, frente às dificuldades em seu dia a dia, as mulheres não se intimidam e movidas pelo desejo e necessidade econômica vão em busca do trabalho e de empreendimentos simples que lhes possam gerar renda e autonomia, e porque não dizer, Felicidade.”

IVONE DE ASSIS DIAS

quarta-feira, 14 de março de 2012

1° SALÃO DO MICROCRÉDITO

Está acontecendo em São Paulo o 1° Salão do Microcrédito da Cidade de São Paulo. Este importante evento começou no dia 5 e vai até dia 21 de março. O espaço, com 500 m², disponibilizará mais de 30 oportunidades de negócios de baixo custo em serviços e equipamentos nos segmentos automotivo, alimentação, beleza, entre outros. O evento é uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho e é uma atividade do CAT EMPREENDEDOR, projeto que ocorre nas unidades do CAT ( Centro de Apoio ao Trabalho) e tem por objetivo descobrir e capacitar novos empreendedores na cidade.

Durante o Salão, os interessados em iniciar o negócio próprio ou mesmo incrementar a atividade já existente, serão orientados com informações sobre os produtos, inclusive com demonstração e capacitação para uso do maquinário e sobre a possibilidade de financiamento. Durante o período do evento será possível obter crédito em condições especiais. Excepcionalmente, no Salão do Microcrédito, o São Paulo Confia, concederá recursos de até R$ 9 mil e os agentes darão o suporte aos interessados.

O Salão do Microcrédito promove palestras e cursos com direito a certificado. Os temas abordados são na área de Fluxo de Caixa, Locação Comercial, Acessibilidade, Contrato de Prestação de Serviço, além do Curso Básico de Empreendedorismo, exigido para obtenção de crédito. O interessado deve comparecer ao local e fazer a inscrição que é gratuita.

O Salão do Microcrédito traz também expositores voltados às pessoas com deficiência que apresentam produtos que podem ser adaptados a esse público

Salão do Microcrédito da Cidade de São Paulo
Data: até 21 de março (não funciona no final de semana)
Horário: 10h às 20h
Local: Vale do Anhangabaú - Centro
Entrada gratuita

quinta-feira, 8 de março de 2012

PANORAMA ATUAL DA PRESENÇA DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

O DIEESE e a Fundação SEADE divulgaram ontem a pesquisa “Mulheres no Mercado de Trabalho da Região Metropolitana de São Paulo”, que mostrou a oitava queda consecutiva no índice de desemprego feminino, caindo de 14,7% em 2010 para 12,5% em 2011. Esse estudo mostra que o número de oportunidades de emprego para as mulheres foi maior do que para os homens nesse período. O setor de SERVIÇOS foi o mais importante para esse crescimento, seguido pelo comércio. Apesar disso, a participação da mulher no mercado de trabalho representou uma alteração quase insignificante, passando de 45,3% para apenas 45,5%. Uma boa notícia é que o ganho médio da mulher subiu 2,4% em 2011 em relação a 2010.

A desaceleração da economia brasileira nos últimos meses começa a se fazer visível, como podemos perceber na queda em mais de 21% nas vendas da construção e queda na produção de automóveis. Este reflexo não foi muito diferente para as mulheres, já que houve um recuo na participação das mulheres da Região Metropolitana de São Paulo de 56,2% para 55,4%, queda que não acontecia de 2009.

Outro assunto importante relativo às mulheres no mercado de trabalho é a aprovação na data de ontem pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação participativa do Senado Federal do Projeto que determina a pena de multa para a empresa que pagar salário menor para a mulher em relação ao homem que realiza as mesmas funções. Em estudo realizado pelo IBGE as mulheres recebem em média no Brasil 30% a menos do salário de um homem que realiza a mesma função e sob as mesmas condições.

FELIZ DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES PARA TODAS AS GUERREIRAS DESTE PAÍS

domingo, 4 de março de 2012

VAGA DE EMPREGO - VIDA PESSOAL DO CANDIDATO

Há alguns dias o TST – Tribunal Superior do Trabalho deu uma decisão favorável a uma empresa para que pudesse pesquisar a situação dos candidatos nos serviços de proteção ao crédito. Há muita controvérsia nessa decisão, com várias opiniões de juristas contra e a favor, mas o que importa nesse momento é a jurisprudência. Não há regulamentação sobre o tema e com a decisão abriu-se a possibilidade do empregador proteger-se, não obstante à privacidade dos candidatos.

O jornal Folha de S.Paulo publica hoje uma matéria muito interessante sobre isso no seu caderno de Empregos.

Muitas empresas já pesquisavam sobre o comportamento se seus candidatos nas redes sociais, por exemplo. Agora podem pesquisar ainda em outros serviços. A vida pessoal do candidato hoje em dia, pode ter mais importância durante um processo seletivo do que seus conhecimentos técnicos. Na melhor das hipóteses, o comportamento privado pode ser eliminatório. A matéria da Folha entrevista alguns headhunters que inclusive visitam a casa do candidato. Nos EUA, por exemplo, isso e algumas perguntas pessoais não são permitidas, pois são consideradas invasão de privacidade e que não estão ligadas ao perfil profissional. Por aqui, a utilização de critérios como filiação a sindicatos e histórico de processos trabalhistas e antecedentes criminais não são permitidos e podem gerar uma ação de discriminação.

Essa situação mostra claramente que de qualquer modo o comportamento da pessoa mesmo fora do ambiente profissional é levado em consideração. Na minha opinião, a questão comportamental na vida pessoal, na maioria das vezes pode refletir no comportamento no ambiente de trabalho. Conheci alguns profissionais que seu comportamento na vida privada tinha alguns aspectos até bizarros, mas que no trabalho eram exemplares. Mas eram exceções.

A decisão da 2ª turma do TST:

Em decisão unânime, os minitros da 2ª turma consideram que as consultas não são fatores discriminatórios, e sim critérios de seleção de pessoal que levam em conta a conduta individual. No recurso ao TST, o MPT alegou que a decisão regional violou os artigos 1º, inciso III, 3º, inciso IV, 5º, inciso X, da Constituição da República, e 1º da Lei 9.029/1995, sustentando que a conduta da empresa é discriminatória.

Ao examinar o caso no TST, o relator do recurso de revista, ministro Renato de Lacerda Paiva, frisou que os cadastros de pesquisas analisados pela G. Barbosa são públicos, de acesso irrestrito, e não há como admitir que a conduta tenha violado a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. Destacou também que, se não há proibição legal à existência de serviços de proteção ao crédito, de registros policiais e judiciais, menos ainda à possibilidade de algum interessado pesquisar esses dados.
Nesse sentido, o ministro salientou que, "se a Administração Pública, em praticamente todos os processos seletivos que realiza, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico de cada área, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não há como vedar ao empregador o acesso a cadastros públicos como mais um mecanismo de melhor selecionar candidatos às suas vagas de emprego".
Preocupado com a questão de que, quanto à análise de pendências judiciais pela G. Barbosa, houvesse alguma restrição quanto à contratação de candidatos que tivessem proposto ações na Justiça do Trabalho, o ministro José Roberto Freire Pimenta levantou o problema, mas verificou que não havia nada nesse sentido contra a empresa. O empregador, segundo o ministro, tem todo o direito de, no momento de contratar, apurar a conduta do candidato, porque depois, questionou, "como é que faz para rescindir"?
Prática discriminatória e dano moral coletivo
Tudo começou com uma denúncia anônima em 13/09/2002, informando que a empresa adotava a prática discriminatória de não contratar pessoas que, mesmo satisfazendo os requisitos para admissão, tivessem alguma pendência no SPC. Um inquérito foi aberto e, na audiência, a empresa se recusou a assinar TAC (Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta) para se abster de fazer a pesquisa.
O MPT, então, ajuizou a ação civil pública. Na primeira instância, a empresa foi condenada à obrigação de não fazer a pesquisa, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada consulta realizada e, ainda, a pagar indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo.
A empregadora, conhecida pelo Supermercado GBarbosa, recorreu então ao TRT-20 (Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região) (SE), alegando que o critério utilizado leva em consideração a conduta do indivíduo e se justifica pela natureza do cargo a ser ocupado, não se caracterizando discriminação de cunho pessoal, que é vedada pela lei.
Além disso, a empresa afirmou que, apesar de atuar no ramo de varejo, com concessão de crédito, não coloca obstáculo à contratação de empregados que tenham seu nome inscrito no SPC, mas evita destiná-los a funções que lidem com dinheiro, para evitar delitos.
O TRT-SE julgou improcedente a ação civil pública, destacando que, na administração pública e no próprio processo seletivo do Ministério Público, são feitas exigências para verificar a conduta do candidato. Nesse sentido, ressaltou que a discriminação proibida pela Constituição é a decorrente de condição pessoal - sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade-, que teria origem no preconceito. Ao contrário, a discriminação por conduta individual, relativa à maneira de proceder do indivíduo em suas relações interpessoais, não é vedada por lei.
O Regional lembrou que a Constituição dá exemplos literais de discriminação quanto ao conhecimento técnico-científico (qualificação) e reputação (conduta social) quando exige, para ser ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ou de Tribunais Superiores, cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada. Essas exigências não são preconceituosas e se justificam pela dignidade e magnitude dos cargos a serem ocupados, porém, não deixam de ser discriminatórias.
O Regional concluiu que "não se pode retirar do empresário o direito de escolher, dentre os candidatos que se apresentam, aqueles que são portadores das qualificações técnicas necessárias e cuja conduta pessoal não se desvia da normalidade".


Número do Processo: RR-38100-27.2003.5.20.0005





sexta-feira, 2 de março de 2012

CRESCIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Um estudo realizado recentemente pelo SEBRAE constatou que dos 119.000 empregos formais gerados no mês de janeiro deste ano, 86% foram originados nas micro e pequenas empresas com até quatro funcionários. O estudo foi baseado no CAGED (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego). Esse número equivale a mais de 102.000 postos de trabalho.

No mesmo período de 2011 o setor foi responsável por 69% dos empregos formais, o que demonstra que o setor está crescendo cada vez mais. A estabilidade da economia no Brasil foi um dos aspectos que influenciou nesse crescimento, ainda porque essas empresas dificilmente sofrem com a crise externa como algumas das médias ou grandes empresas que dependem em algum momento do mercado externo.

Outro fator que assegura a ascensão do setor é a facilidade de crédito ou microcrédito para esse tipo de empresa e também o aumento de renda da população, que acaba consumindo mais.

Devo lembrar que hoje está relativamente fácil investir em um pequeno negócio, mas o empreendedor não pode nunca esquecer que não basta ter uma boa idéia e uma boa oportunidade para um negócio, se esse empreendedor não se capacitar e se preparar para o mercado corre o risco de acabar como a maioria das pequenas empresas que surgem, ou seja, morrem! O banco de microcrédito da cidade de São Paulo, o São Paulo Confia, vincula a partir de agora, a liberação do crédito a um curso de capacitação voltado para a gestão do negócio e totalmente gratuito.

Que tal aproveitar o bom momento e tornar-se um empreendedor?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Na Comissão Municipal do Emprego

Hoje estivemos presentes na reunião da Comissão Municipal de Emprego (São Paulo), onde dentre outras deliberações da pauta, ocorreu uma palestra sobre Governança Corporativa no Terceiro Setor. A palestra foi proferida pelo consultor Joaquim C. Barbosa do IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Tema muito interessante e abordado de forma esclarecedora e imparcial. Quem se interessar pelo tema do terciro setor, pode acessar o site do IBGC: http://www.ibgc.org.br/

domingo, 26 de fevereiro de 2012

ESTAMOS EM SITUAÇÃO DE PLENO EMPREGO?

Uma matéria da jornalista Karina Lignelli do Diário do Comercio (São Paulo) publicada em 23 de fevereiro, vem ao encontro de um comentário que fiz sobre o “pleno emprego” no Brasil. Com a economia estável em situação confortável em comparação aos países do primeiro mundo, algumas pessoas entusiasmadas propagam que vivemos uma situação de pleno emprego, o que na minha opinião não reflete a verdadeira realidade.

Os números obtidos pelo IBGE e pela Fundação SEADE mostram índices de desemprego bastante favoráveis, beirando os 6%. O alto índice de trabalhadores sem qualificação ou capacitação profissional, além da baixa escolaridade de parte da população e alto índice de informalidade, impedem que o país atinja o nível de pleno emprego. Visto desta perspectiva, sem ter a estrutura adequada de mercado, o Brasil está longe de chegar à situação de pleno emprego.

O artigo da jornalista apresenta a opinião de estudiosos do assunto que coadunam com meus comentários em postagens anteriores sobre a questão da qualificação profissional e a necessidade das empresas de obterem profissionais preparados. Esse problema pode ser transitório, mas a velocidade dos investimentos em treinamento e qualificação profissional, principalmente pelas empresas, não está adequado às necessidades do mercado. Na mesma edição, uma matéria da mesma jornalista, apresenta o trabalho do Centro de Apoio ao Trabalho, em uma oficina sobre Marketing Pessoal para trabalhadores candidatos às oportunidades de trabalho oferecidas pela entidade, onde dou uma entrevista e falo sobre essa situação.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CRIAÇÃO DE EMPREGOS EM JANEIRO

O Ministério do Trabalho divulgou hoje o resultado do mercado de trabalho (criação de empregos) em janeiro. Foram criados apenas 118.895 postos de trabalho, um resultado bem abaixo do esperado e o pior resultado desde 2009. Em relação a janeiro de 2011, houve uma queda de 21,83% nos empregos com carteira assinada.


Já era percebida uma desaceleração da economia em 2011 em relação a 2010 e essa situação causa conseqüências diretas no nível de emprego. A geração de empregos em 2011 ficou 25% menor do que em 2010. O Governo tinha uma expectativa de que fossem criados 3 milhões de empregos, mas o número não passou de 1,9 milhão.

O setor de serviços vem crescendo e é hoje o setor que mais emprega, gerando 61.463 postos de trabalho. O setor de Construção também obteve um bom resultado na geração de empregos, mostrando que a atividade ainda está bem aquecida. A Indústria também apresentou evolução mas o setor do Comércio apresentou saldo negativo com a eliminação de mais de 36 mil postos de trabalho.
Apesar da desaceleração da atividade econômica e da geração de empregos, o mercado de trabalho ainda cresce. Porém, devemos ter em mente que tal crescimento não se dá em todos os setores ou regiões do país. Algumas evoluem de forma significativa e outras estão estagnadas. Portanto, quando falamos sobre uma situação de pleno emprego no Brasil, isso não é totalmente verdade. Muitos fatores devem ser ponderados e analisados antes de fazer esse tipo de afirmação. Contudo, podemos afirmar que a estabilidade econômica do país contribui e alimenta a produção de empregos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

DOCUMENTARIO "CRÔNICAS DA NOVA LUZ" - A população em situação de vulnerabilidade social na cracolândia - CCTV China Central Television

A rede de televisão chinesa CCTV – China Central Televisão Latin America, está realizando um documentário sobre a região da Nova Luz, chamado Crônicas da Nova Luz.

Concedi uma entrevista para a emissora chinesa, para o correspondente Li Xiangyang sobre a situação do mercado de trabalho para os moradores da região, principalmente aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social, moradores de cortiços ou em condição de rua e mesmo os dependentes químicos da chamada “cracolândia”.

Em nossa entrevista, falamos ainda sobre os serviços que a Prefeitura de São Paulo realiza, por meio do Centro de Apoio ao Trabalho, para essa população. Foi implantado um posto de atendimento no local, com todos os serviços e ainda assistentes sociais para orientar e encaminhar as pessoas para outros serviços que tenham necessidade.

O problema é muito sério e complexo. Essa população apresenta problemas tão sérios, que não há nem mesmo condições de encaminhá-las para as oportunidades de trabalho sem antes solucionarem questões mais fundamentais. Os dependentes químicos, por exemplo, no estágio que se encontram, nunca conseguiriam um emprego em condições normais. Sem um atendimento específico, um tratamento adequado e eficaz, essas pessoas dificilmente encontrarão uma chance no mercado de trabalho. O poder público, mesmo diante de todas as dificuldades e limitações, realiza uma intervenção muito positiva em benefício dessa população.


A rede CCTV, opera na China por meio de 39 canais, tendo diariamente 700 milhões de espectadores atuando em 140 países.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS


Hoje pela manhã ouvi no rádio um comentário do excelente jornalista Gilberto Dimenstein, onde um empresário, dono de um tradicional restaurante de São Paulo, reclamava da dificuldade em contratar bons profissionais capacitados. É sabido que há realmente a falta de profissionais capacitados e até mesmo pessoas preparadas para ingressar ou permanecer no mercado de trabalho de forma adequada. Sabe-se também que esse problema existe por diversos fatores. Começa pela falta de educação formal, pela qualidade do ensino, pela cultura, pelo crescimento da economia sem que as estruturas crescessem na mesma proporção e claro na capacitação e qualificação técnica de cada profissional.

Se pensarmos em curto prazo, não teremos respostas para solucionar alguns desses fatores acima, mas alguma coisa pode ser feita. O Poder público oferece gratuitamente cursos de capacitação profissional, porém não tem capacidade para atender a toda a demanda e grande parte da população não tem condições de pagar por cursos técnicos, profissionalizantes ou de capacitação.

Penso que neste ponto algo pode ser feito, mas não sem a ajuda daqueles que utilizam a mão de obra. Algumas empresas entenderam esse momento e investem na capacitação e preparo de pessoas que podem tornar-se colaboradores de sua empresa. Porém, a maioria quer o profissional pronto e não investe na formação. Muitos alegam que não o fazem porque depois de preparado, o profissional vai para outra empresa e perdem o investimento. Ora, isso é uma coisa inerente ao mercado de trabalho!

Uma rede de pizzarias está formando profissionais para o setor e sabe que boa parte das pessoas capacitadas irá buscar oportunidades fora dessa rede. Mais do que preparar profissionais para suas lojas, ela está preparando para o mercado e isso só tem conseqüências boas. Se mais empresas pensassem assim, além de cumprirem com sua responsabilidade social estarão colaborando com o crescimento da economia. O dono daquele restaurante que comentei lá no início poderia colaborar formando os seus ajudantes de cozinha, os cozinheiros, os garçons e cumins. Todos ganhariam.

sábado, 14 de janeiro de 2012

A FALTA DE PROFISSIONAIS QUALIFICADOS

Na sexta-feira (dia 13) dei uma entrevista para o programa Manhã Gazeta e participei também do programa Clipping Eletrônico, onde conversamos sobre a questão do mercado de trabalho atual, onde há um descompasso no Brasil entre a oferta de vagas e a disponibilidade de mão de obra. Nesse programa, que teve além da minha participação, a presença da Rosana Santa Barbara, consultora de Recrutamento e Seleção, discutimos o problema de que grande parte das vagas disponíveis não são preenchidas. Sabemos que isso ocorre por uma série de motivos. Em uma postagem anterior, sobre o aumento da oferta de oportunidades de trabalho para pessoas sem experiência, falei um pouco sobre isso (Leia na postagem do dia 4 de janeiro). Mesmo com o aumento da oferta de vagas sem experiência, muitas áreas não podem contratar dessa forma. Precisamos muito de técnicos bem preparados e bem formados, e isso o Brasil não tem em número suficiente para atender a atual demanda. O Brasil terá grandes problemas em função disso e me parece que não tem sido empreendido grandes esforços para isso. Técnicos que estão no mercado também não estão se atualizando como deveriam. A necessidade tem crescido muito mais do que a velocidade em que técnicos são formados e isso pode causar um colapso na produção do país.

A Revista EXAME publicou uma matéria (edição 989 - abril de 2011) que dizia que nos próximos 5 anos o Brasil precisará de nada mais, nada menos que 8 milhões de profissionais qualificados. Já se passou quase um ano dessa publicação e pouco mudou. Ainda estamos debatendo o mesmo problema e observamos apenas avanços rudimentares. Será que chegaremos ao apagão de mão de obra qualificada? É uma boa oportunidade para atualizar-se naquilo que faz e ainda preparar-se para novas oportunidades de trabalho. Lembre-se ainda que novas tecnologias são desenvolvidas e aplicadas a cada dia. Estudar e melhorar a sua formação escolar e profissional será o melhor caminho para o mercado de trabalho.

Os vídeos das entrevistas ainda não estão disponíveis (programa Manhã Gazeta da Claudete Troiano e o Programa Clipping Eletrônico)

domingo, 8 de janeiro de 2012

MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL - Novas categorias profissionais são incluidas

A partir de janeiro de 2012, mais sete atividades econômicas poderão se formalizar como Empreendedor Individual (EI): beneficiador de castanha, comerciante de produtos de higiene pessoal, técnico de sonorização e de iluminação, fabricante de amendoim e castanha de caju torrados e salgados, fabricante de polpas de frutas, fabricante de produtos de limpeza e fabricante de sucos concentrados de frutas, hortaliças e legumes. Nesse universo também existem atividades que, embora específicas, são fundamentais para as regiões onde estão instaladas, como as que estão sendo incluídas agora.

Atualmente existem no Brasil mais de 1,8 milhão de EI, entre eles cabeleireiros, vendedores de roupas, chaveiros, carpinteiros e eletricistas. O EI paga uma taxa fixa mensal de 5% sobre o salário mínimo – R$ 31,10 a partir de janeiro - como contribuição ao INSS, mais R$ 1,00 se for do setor de indústria ou comércio, ou mais R$ 5,00 se da área de serviço. Com isso, garantem registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e podem emitir nota fiscal, vender para órgãos públicos e ter acesso a financiamentos especiais. Também têm direito à cobertura da Previdência Social.

A relação das novas atividades que podem se tornar Empreendedor Individual está na Resolução nº 94/11, do Comitê Gestor do Simples Nacional, que consolida todas as resoluções do Simples Nacional. A medida também veta o enquadramento de três categorias que antes podiam se formalizar como EI: concreteiro, mestre de obras e comerciante de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas. Hoje 467 atividades podem se formalizar como EI. Com as mudanças, a partir de 2012 serão 471 atividades.

Fontes:

Fenacon – 06/01/2012 e

Egroup facebook CONTABILIDADE (Gestão Contábil) de Edson Caetano da Costa

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

AUMENTA A OFERTA DE OPORTUNIDADES DE TRABALHO PARA PROFISSIONAIS SEM EXPERIÊNCIA

O ano de 2012 começou com uma grande oferta de oportunidades de trabalho para pessoas sem experiência. Isso abre perspectivas para aqueles que querem ingressar ou retornar ao mercado de trabalho ou ainda mudar de atividade.

O momento é de mercado aquecido e isso tem provocado uma grande demanda por profissionais e não há número suficiente de trabalhadores já preparados e experientes nas ocupações disponíveis. Muitas empresas perceberam que essa situação não é necessariamente ruim, ao contrário, pode ser muito interessante, pois contratando um profissional sem o conhecimento ou experiência específica, ele pode ser treinado e moldado para aquela atividade, não trazendo vícios ou filosofias diferentes e indesejadas de seus antigos empregadores. É claro que isso pode apresentar um custo inicial mais alto para a empresa, mas posteriormente os resultados compensam.

Um ponto importante a destacar é que isso muda significativamente a relação do mercado de trabalho e a mão-de-obra. É uma mudança no comportamento dos empregadores e se isso se tornar um paradigma, uma posição permanente, será um grande avanço, um impacto muito positivo econômica e socialmente.

Mas essa tendência não significa que as empresas estão contratando qualquer pessoa, qualquer trabalhador. Esse profissional, pode não ter experiência, mas deve ter potencial para aprender, adaptar e desenvolver-se. É importante que esteja sempre buscando elevar seu nível de escolaridade e realizando cursos que possam agregar valor à sua vida profissional. As portas estão abertas, mas nem todos conseguem passar por ela. Na maior parte das vezes, tudo depende apenas de cada um.

(veja o video com entrevista ao Bom Dia SP)
Dei entrevista também a GloboNews falando específicamente sobre o tema acima, mas o video não est´disponível)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SOBRAM VAGAS DE TRABALHO, FALTAM CANDIDATOS

Todo final de ano ocorre um mesmo fenômeno na questão do emprego: sobram vagas. As empresas continuam contratando, mas os candidatos desaparecem. Meu tempo de experiência diz que duas hipóteses se fazem mais presentes que outras. Uma vem da mesma vertente cultural que dia de procuram emprego é segunda-feira, onde no imaginário popular, não há vagas no final do ano. Isso é um comportamento cultural e totalmente equivocado. Outra vertente é uma espécie de preguiça, ou de um modo mais politicamente correto de dizer, é uma pausa para se preparar para a valente busca da oportunidade de trabalho para o início do próximo ano.


Todo final de ano é a mesma coisa. É pauta para a imprensa neste tema: Sobram vagas, faltam candidatos. Este ano, eu dei três entrevistas falando a mesma coisa, assim como alguns colegas meus também o fizeram. Então, as entrevistas vão para o ar e em seguida aparecem centenas de candidatos. Mais uma vez eu digo: as empresas não param de contratar. Há épocas em que há mais ou menos contratações, mas não param. O mundo não para porque é final de ano. Até posso concordar que para certas coisas, o ano só começa depois do carnaval em nosso país, mas para o trabalho, não. E já que é assim, fica até mais fácil procurar emprego, as vagas estão ai e a concorrência é menor. Mas corra, porque janeiro chegou e janeiro começa com tudo!!!

Feliz ano novo!!!

Veja abaixo os vídeos de duas matérias sobre o assunto, onde dei uma breve entrevista.





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL E UM GRANDE ANO NOVO

DESEJAMOS A TODOS OS NOSSOS SEGUIDORES, LEITORES, AMIGOS E VISITANTES UM NATAL DE MUITA PAZ E AMOR E UM ANO DE 2012 DE ALEGRIAS, SUCESSOS E VITÓRIAS. DESEJAMOS AINDA QUE NUNCA FALTE TRABALHO E VONTADE DE VENCER, POIS ESSES SÃO OS INGREDIENTES PARA O CRESCIMENTO!

FELIZ NATAL E UM ÓTIMO 2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MOTIVAÇÃO E NOVOS PARADIGMAS

Estudos realizados por especialistas em RH nos EUA têm demonstrado que cada vez mais as características do mercado de trabalho hoje se equivalem aos anos 30, e com uma pitada a mais de ansiedade. As pessoas estão trabalhando mais horas diariamente e com o objetivo de pagar suas contas no final do mês, desmotivados e sem reconhecimento do seu trabalho. As coisas hoje em dia estão muito rápidas e isso tem levado os profissionais a um total descompasso ou desequilíbrio com outras partes de sua vida como o lado pessoal, família, lazer, descanso, etc. As pessoas estão se esquecendo do básico, das coisas óbvias e isso traz prejuízos para o profissional e para a empresa, já que esse desequilíbrio, mais cedo ou mais tarde, irá se refletir na produtividade e nos resultados. Tony Schwatrz, um estudioso do assunto e presidente do Energy Project, diz que é preciso manter a qualidade de vida do profissional para que ele mantenha sua energia e sua produtividade. Schwartz propõe ainda uma mudança na cultura corporativa atual do profissional polivalente, multitarefas, focado em diversas atividades. Ele entende que isso pode fazer o profissional perder o foco e mencionando estudo da Associação Americana de Psicologia as pessoas gastam 25% a mais de tempo para realizar uma tarefa. Para ele, o uso indiscriminado do email leva também a uma perda irreparável de energia e tempo. Nesse aspecto, o consultor Anthony Tjan, recomenda que em muitos casos o telefone é muito mais produtivo para resolver problemas do que uma troca interminável de emails.

O uso da tecnologia começa a causar certo nível de transtorno e ainda não sabemos lidar com isso. A motivação vem caindo em profissionais de diversos países. Precisamos retomar o bom senso e não nos esquecer da qualidade de vida de cada profissional de qualquer nível, sejam executivos, sejam operários.

NA BASE DA PIRÂMIDE

No último dia 22 de novembro foi realizado o seminário São Paulo na da Base da Pirâmide, que analisou e debateu o potencial de mercado para negócios que atendam à camada mais pobre da população promovido pela Prefeitura de São Paulo na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em São Paulo. O tema foi debatido por especialistas de diversos segmentos, focando, principalmente, as ações de órgãos públicos e da iniciativa privada para as classes C, D e E, que compõem a chamada base da pirâmide. No evento, os representantes da Prefeitura de São Paulo, do BID e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e empresas privadas, apresentaram suas soluções para capitalizar tanto empreendedores desse estrato social como empresas que pretendem investir nele.

“Diante do atual cenário econômico brasileiro, essa população representa um grande mercado potencial, que está em franca expansão, por conta disso, o conceito traz abordagem para aproximação de produtos e serviços de qualidade ao público em questão”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Marcos Cintra. Para o supervisor de Empreendedorismo da SEMDET, Luiz Augusto Ferreira, o evento busca soluções empreendedoras para amenizar os graves problemas sociais a partir de ferramentas de um setor privado e público mais criativo, inovador e sustentável.

Para futuros empreendedores, foram apresentadas também duas iniciativas. Um é o programa Visão de Sucesso, parceria entre o BID, o Itaú-Unibanco e a Endeavor para capacitar 100 empresas pequenas e médias para oferecer produtos e serviços para a base da pirâmide nos próximos três anos. O outro é a Rede de Incubadoras da Cidade de São Paulo, projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (SEMDET) e do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) para capacitar startups que tenham idéias para melhorar a qualidade de vida em centros urbanos. O representante do BID – Bando Interamericano de Desenvolvimento , Luiz Ros, identificou a dificuldade das empresas que desejam entrar nesse mercado, que recorrem à ONGs por não entender a dinâmica desse mercado, e dessa forma negligencia esse público. Já o presidente do banco de microcrédito São Paulo Confia, Hugo Duarte, disse que os programas só funcionam quando há orientação sobre boas práticas de gestão, desde a higiene até a área tributária. Foram apresentados ainda alguns “cases” de sucesso dentro desse mercado.

sábado, 26 de novembro de 2011

ENCERRADA A 1ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EMPREGO E TRABALHO DECENTE

Durante a 1ª Conferência Estadual do Emprego e Trabalho Decente em São Paulo, foram debatidas diversas propostas que serão encaminhadas à Conferência Nacional, que será realizada em 2012. A Conferência foi formada por delegados indicados pelos Trabalhadores, Empregadores, Poder Público (do qual fazíamos parte) e sociedade civil que apresentaram propostas para quatro temas principais:




1. Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

2. Proteção Social

3. Trabalho e Emprego

4. Fortalecimento do Tripartismo e do Diálogo Social como Instrumento de Governabilidade Democrática.

As delegações dividiram-se em 4 grupos, cada um discutindo as propostas de cada eixo temático, que foram votadas nos grupos e posteriormente votadas na sessão plenária, com o voto de todos os delegados.

A maioria dos debates ocorreu de forma democrática e respeitosa, porém em um ou outro ponto mais polêmico, ânimos mais exaltados se fizeram presentes. Mas a Conferência terminou da melhor maneira possível, com um grande número de propostas validadas para a Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente no ano que vem em Brasília.

O evento foi realizado pela SERT (Secretaria Estadual das Relações do Trabalho), com o apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do governo federal e conta com a participação das secretarias estaduais da Saúde; Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Justiça e Cidadania; e Meio Ambiente; Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho; da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST, da FIESP, FECOMÉRCIO, FENABAN, FESESP, FAESP e FETECESP.

Abaixo a imagem dos nossos Delegados 





terça-feira, 22 de novembro de 2011

1ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EMPREGO E TRABALHO DECENTE

A partir de quinta-feira estaremos participando da 1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente e esperamos poder contribuir com nossa participação.


O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de novembro, no Memorial da América Latina. Participam 500 delegados que representam empresários, trabalhadores, poder público e organizações da sociedade civil organizada.

Da conferência serão destacados os 70 delegados desses mesmos segmentos, que representarão o Estado de São Paulo na 1ª Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente, a se realizar no próximo ano em Brasília.

Entre os objetivos da 1ª Conferência Estadual, está a formulação de uma política estadual sobre o tema.

Na conferência serão debatidos quatro eixos temáticos principais: Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho; Proteção Social, Fortalecimento do Tripartismo e do Diálogo Social, em especial a negociação coletiva e Trabalho e Emprego do qual participaremos.

Na próxima semana falaremos aqui sobre os resultados da Conferência.



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO



Ontem, dia 10 de novembro, aconteceram dois eventos importantes em relação a Políticas Públicas na área do Trabalho. O primeiro, promovido pela Coordenadoria do Trabalho da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (SEMDET) da cidade de São Paulo e outro pela Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo (SERT) e Comissão Estadual do Emprego.

O evento promovido pela SEMDET, o 1º Seminário sobre a Promoção dos Direitos LGBT para a geração de trabalho, emprego e renda na cidade de São Paulo, apresentou dois painéis e uma mesa redonda que debateu as questões relacionadas ao tema do evento. O primeiro painel apresentou o panorama sobre a questão LGBT do ponto de vista do mundo empresarial e o segundo painel, uma visão das políticas públicas, legislação e práticas.


Já o evento da SERT, o II Encontro Estadual de Inclusão – Trabalho, Emprego e Renda - apresentou quatro painéis que apresentaram diversos aspectos da inclusão no mercado de trabalho, a questão das pessoas com deficiência, etnicas, de gênero, além da situação no campo. Foram apresentados ainda “cases” de sucesso e de responsabilidade social de empresas na inclusão de pessoas com deficiência e no campo.

Parabéns ao Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo, por discutir questões tão sensíveis e importantes, propondo soluções e apresentando o que já está sendo feito pelo poder público e por algumas empresas que sabem de sua responsabilidade diante da sociedade.