ANO XIX

ANO XVII - Dezenove anos informando sobre o mundo do trabalho

sábado, 11 de fevereiro de 2017

ATENÇÃO! VOCÊ TEM CONTA INATIVA DO FGTS?

Conforme publicamos anteriormente, o governo autorizou o saque de contas inativas do FGTS para este ano, mas ainda não havia divulgado a forma como seria feito o saque pelos trabalhadores. A promessa é que até o dia 20 de fevereiro seria divulgado um calendário para o saque. Embora ainda não seja oficial, a previsão é que esse calendário seja publicado na próxima terça feira, dia 14.

Portanto fiquem atentos!

A consulta para saber o saldo da conta do FGTS deve ser feita diretamente no site da CAIXA, pelo aplicativo específico para smartfones ou pelo telefone. (os links estão no final deste texto).

A CAIXA informou ainda que há vários aplicativos disponíveis para smartfones, mas que utilizem somente o oficial disponibilizado pela CAIXA.

TIRE SUAS DÚVIDAS: (direto no site da Caixa)


CONSULTAR CONTA INATIVA (direto do site da Caixa)


Linha direta:  0800 726 0207



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Afinal, o emprego no Brasil melhora ou piora em 2017 ?

Enquanto alguns economistas já apontam uma melhora na economia e num futuro próximo, melhora no número de empregos, a OIT – Organização Internacional do Trabalho aponta na direção contrária. A OIT aponta que serão mais de 200 milhões de desempregados em todo o mundo e que a cada três trabalhadores demitidos neste ano, um será brasileiro. O estudo realizado pela entidade prevê ainda que a recessão no Brasil este ano será pior que em 2016. E não para por ai: o desemprego ainda estará aumentando em 2018.

É verdade que a economia ainda está patinando, mas os agentes econômicos trabalham com a hipótese de crescimento neste ano da ordem de 0,5%, contrariando as previsões da OIT.

O desemprego está em 11,8%, ou seja, 12 milhões de desempregados (medido no 3º trimestre de 2016) pela metodologia oficial (PNAD – Contínua). Pelos dados oficiais o desemprego têm se mantido estável mas em função da metodologia que não considera aqueles que não estão procurando emprego. O número de pessoas nessa situação tem aumentado. Assim, o desemprego ampliado, ou seja, aquele que mede também aquelas pessoas que estão no “bico” ou subemprego, a taxa chega a 21%. . Outro dado ruim é que aqueles que ingressam no mercado de trabalho ou conseguem recolocação, estão recebendo 21% a menos e muitas vezes sem carteira assinada. 


O país ainda está em grave turbulência política e isso prejudica sobremaneira a retomada da economia e os investimentos, mas a tendência é de retomada, de crescimento, embora lento. A grande dúvida é quando esse crescimento será refletido nos empregos. Em nossa opinião, tudo dependerá da estabilidade política, que dará a credibilidade necessária ao país para que os investimentos voltem a acontecer e assim, os empregos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A 4ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E OS EMPREGOS

Talvez você ainda não tenha notado, mas a 4ª Revolução Industrial já começou. É o tema da moda, mas extremamente verdadeiro e impactante. Estamos vivendo uma das mais radicais mudanças tecnológicas e sociais da história. Essa revolução se caracteriza, segundo os cientistas, pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. As mudanças estão ocorrendo rapidamente e serão permanentes (até que uma nova “revolução” aconteça). Abandone suas convicções em relação ao Trabalho e Emprego, pois estão obsoletas e logo não terão serventia em nenhum lugar do mundo, seja em países mais avançados e ricos seja em países emergentes ou pobres. Tal revolução não é um avanço, mas uma mudança de paradigma.

As chamadas revoluções industriais anteriores se caracterizaram por três respectivos processos de transformação: A primeira caracterizou-se pela passagem da produção manual para a mecanizada (meados do século XVIII até início do século IXX); A segunda, com o advento do controle da energia elétrica, a possibilidade da produção em massa (meados do século IXX) e finalmente a terceira com o surgimento das tecnologias de eletrônica, da informação e das telecomunicações (meados do século XX).

Na revolução que surge, a automação em grande escala, total, será a principal característica, por meio de sistemas que integram máquina e homem, nanotecnologia e a inteligência artificial capaz de interagir com o ser humano e tomar decisões. Aqui, nos referimos apenas a processos industriais e trabalho. Segundo os especialistas e teóricos no assunto, as indústrias serão totalmente autônomas, controladas por si mesmas em pouco mais de uma década.

Contudo, estima-se que 5 milhões de postos de trabalho serão eliminados apenas nos quinze países mais industrializados. Por outro lado, a qualidade de vida para a população seria transformada para melhor, muito melhor. Ainda segundo os estudiosos, os países emergentes seriam os mais beneficiados. Mas o mundo é desigual e ninguém sabe o que vai acontecer. O debate está apenas começando e trata-se de um tema sem paralelo e totalmente desconhecido do ponto de vista social e político. Tecnologicamente falando é possível fazer previsões, mas do ponto de vista da sociedade ainda há muita controvérsia. O que acontecerá com as pessoas que não encontrarão mais postos de trabalho, já que não haverá lugar para todos? Os paradigmas sociais também terão que mudar. Não existirão mais trabalhadores e postos de trabalho como temos hoje. Como os trabalhadores e pessoas comuns serão beneficiados? A previsão é que a 4ª revolução industrial desapareça com 80% dos empregos nas fábricas. Surgirão outros caminhos para esses trabalhadores? Como será a obtenção de renda dessas pessoas? Lembro que isso já estará acontecendo em um futuro próximo, em pouco mais de uma década. Seremos atropelados pela tecnologia ou seremos seres humanos numa sociedade melhor?


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

SALÁRIO MÍNIMO 2017

A partir deste domingo, o valor do salário mínimo nacional passa a R$ 937,00.

Alguns estados possuem valores diferentes, como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, por exemplo.
Em São Paulo possui duas faixas que englobam diferentes categorias o valor é de R$ 1.000,00 e de R$ 1.017,00. No Paraná possui cinco faixas, como Salário Mínimo variando entre R$ 1.148,00 a R$ 1.326,00. O Rio de Janeiro também possui faixas que variam de R$ 1.052,34 a R$ 2.684,99. Rio Grande do Sul e Santa Catarina também possuem seus próprios valores para salário mínimo.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ASSINADA A MEDIDA PROVISÓRIA QUE INSTITUI O SEGURO EMPREGO

Em 2015, o governo federal apresentou o PPE – Programa de Proteção ao Emprego com o objetivo de estancar o aumento vertiginoso do desemprego no país. O programa previa a redução de salários até 30% e da jornada de trabalho por até um ano, em troca da estabilidade no emprego pelo período em que durar essa redução.

Agora, o governo alterou esse programa, criando o Seguro Emprego (não confundir com Seguro Desemprego), que dentre outras alterações, prevê agora o prazo de até dois anos para que a empresa permaneça no programa. Os trabalhadores que tiverem sua jornada reduzida em função do Seguro Emprego terão compensação de 50% do valor que deixarem de receber no período, até o teto de R$ 1.002,00 e não poderão ser demitidos sem justa causa.

As empresas que comprovadamente apresentam dificuldades financeiras podem aderir ao novo programa, fazendo a solicitação ao M.T.E. – Ministério do Trabalho e Emprego até 31 de dezembro de 2017. Para a entrada no Seguro Emprego a empresa também deve fazer um acordo coletivo com o sindicato que representa aquela categoria. O programa tem validade até 2018 e assim não poderão ser incluídas empresas ou realizados acordos coletivos após essa data.

O governo informou que até este mês, foram autorizados 154 adesões ao PPE, desde a criação em meados de 2015.

Para conhecer a MP na íntegra acesse:

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

ACABA NA PRÓXIMA QUINTA (29/12) O PRAZO PARA RETIRADA DO ABONO SALARIAL DO PIS/PASEP

SAIBA SE VOCÊ TEM DIREITO A RECEBER:

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, quase 1 milhão de pessoas ainda não sacou o abono do PIS/PASEP referente a 2014. O governo já havia estendido o prazo que vence esta semana. Se não sacar agora, não poderá mais receber. Os trabalhadores que têm direito ao saque receberão 1 salário mínimo (R$ 880,00) sendo que o saque deve ser feito na Caixa pelos trabalhadores em empresas privadas e no Bando do Brasil por funcionários Públicos.

Para ter direito ao abono, o trabalhador deve estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada em 2014 por no mínimo 30 dias e ter recebido até 2 salários mínimos.

Se você não sabe se tem direito, basta consultar o site do Ministério do Trabalho ou diretamente na página do ABONO SALARIAL do M.T.E. As consultas ainda podem ser feitas pelos telefones da Caixa – 0800-7260207, do Banco do Brasil – 0800-7290001, pelo 158 ou ainda nas agências desses bancos.  Você vai precisar do seu CPF, PIS e data de nascimento.

Em alguns casos o valor já pode ter sido depositado em sua conta corrente anteriormente. Se possuir o cartão cidadão, o valor pode ser sacado no caixa eletrônico ou em casas lotéricas.


Corra!

sábado, 24 de dezembro de 2016

10 MILHÕES DE TRABALHADORES PODERÃO SACAR O FGTS EM 2017

O governo anunciou que a partir de 2017, dez milhões de trabalhadores poderão sacar o saldo do FGTS. O objetivo é injetar 30 bilhões de reais na economia.

Todavia, o saque deverá obedecer algumas regras e haverá ainda uma ordem cronológica para o saque, tal ordem será divulgada pelo governo em fevereiro de 2017.

A principal regra é que só poderá acontecer o saque de contas INATIVAS (data base em 31 de dezembro de 2015), ou seja, contas que não estão recebendo depósitos dos empregadores (trabalhador sem carteira assinada). Não haverá limita para saque. A idéia inicial do governo era limitar em até mil reais, mas o trabalhador poderá sacar caso haja um valor maior.

Trabalhadores que pediram demissão também podem sacar desde que se enquadrem na regra de inatividade da conta do FGTS em 31/12/2015. Para melhor entendimento, esclarecemos que o trabalhador com uma conta que estava ATIVA na data acima não terá direito ao saque, mesmo que atualmente esteja inativa. As pessoas que foram desligadas ou se desligaram do trabalho em 2016 NÃO poderão sacar.

Os trabalhadores que têm direito ao saque deverão comparecer a uma agência da CAIXA, obedecendo ao calendário a ser divulgado, e solicitar o saque, que pode ser em espécie (dinheiro) ou poderá indicar uma conta corrente para que seja feito o depósito, mesmo de outros bancos.

A CAIXA informou que o saldo pode ser consultado no site do banco ou por meio de um aplicativo para smartphone. Um número de telefone também foi divulgado para esclarecimento de dúvidas quanto ao saldo: 0800 726 0207

A CAIXA informou que o saldo pode ser consultado no site do banco ou por meio de um aplicativo para smartphone que pode ser baixado. Um número de telefone também foi divulgado para esclarecimento de dúvidas quanto ao saldo: 0800 726 0207 

sábado, 10 de dezembro de 2016

MUDANDO PARA PIOR

O Brasil muda rápido. O que uma gestão temerária e corrupta pode fazer com os postos de trabalho!

Em 2013 escrevi um artigo sobre um momento interessante do país. Mal se completa o terceiro ano da publicação e a "foto" agora é totalmente diferente. O artigo falava dos avanços e coisas que aparentemente poderiam ser "enterradas".no mercado de trabalho.
Sugiro a leitura do artigo (link abaixo) e comentários. Obrigado

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

QUEDA ACENTUADA NA RENDA DA POPULAÇÃO EM 2015, APONTA O IBGE

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,  divulgou os dados sobre emprego e renda de 2015 pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). 

O governo de Dilma Roussef entregou o país com a maior recessão da história, onde além do desemprego recorde, houve forte queda na renda da população, tanto entre os mais pobres quanto os mais ricos. Entre os 10 % mais ricos da população a queda foi bem acentuada, 6,6% e entre os 10% mais pobres, a coisa ficou ainda pior, perderam 7,8% de sua renda. Embora o índice de Gini tenha apontado queda na desigualdade entre a população, isso não significa que a condição melhorou, mas que o nivelamento pode estar ocorrendo em níveis mais baixos.

Entre os anos de 2014 e 2015 aconteceu pela primeira vez em 11 anos uma queda na renda da população brasileira, 5% em média no ano de 2015 em relação ao ano anterior. Entre aqueles que trabalham a renda caiu 5,4% e a renda familiar, ou seja, no domicílio, caiu ainda mais, 7,5%.

O desemprego também teve elevação acentuada e afetou principalmente a Indústria, que perdeu 8% de seus trabalhadores. Houve um aumento de quase 40% da população desocupada.

Para ver a pesquisa na íntegra acesse o site do IBGE 


O IBGE informa que esta pesquisa com dados de 2014/2015 é a última na metodologia PNAD, que estava sendo feita desde 1967. A partir deste ano os indicadores serão da PNAD Contínua.

Fonte: IBGE

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

MERCADO DE TRABALHO – PROFISSIONAL EMPREGADO TEM PREFERÊNCIA EM RECEBER PROPOSTA DE EMPREGO (?)

Certa ocasião aqui no blog e em várias palestras de orientação que realizamos, tivemos a oportunidade de afirmar que quanto mais tempo um profissional fica fora do mercado de trabalho, maior será a dificuldade para a recolocação. Assim, alertamos aqueles que estão em busca de trabalho, que mesmo temporariamente fora do mercado de trabalho, devem estar sempre se atualizando e planejando suas ações em busca da oportunidade de trabalho.

Uma pesquisa realizada pela WorkPlace Trends nos Estados Unidos apontou que 80% dos recrutadores consultados buscam em primeiro lugar aqueles profissionais que já estão empregados. O motivo, segundo quase a metade dos profissionais de Recursos Humanos, é que esses profissionais, por estarem ativos, têm mais experiência e estão mais abertos a novos desafios, enquanto o desempregado está preocupado em conseguir rapidamente um novo emprego para pagar as suas contas (desafio profissional X necessidade).

Pesquisa semelhante ainda não foi realizada no mercado de trabalho brasileiro, mas alguns especialistas acreditam que isso pode estar acontecendo por aqui. Conforme mencionamos no início, aquele que está há mais tempo fora do mercado encontrará maior dificuldade e se pensarmos no caminho inverso, podemos considerar que aquele que acaba de perder seu emprego e principalmente aquele que está empregado terão as melhores chances de uma nova oportunidade. Todavia, estamos apenas especulando o grau dessa situação, pois muitos selecionadores preferem aqueles que estão disponíveis, que podem ser contratados de imediato. Talvez, a busca por um profissional que esteja empregado possa ocorrer apenas em determinada camada de profissionais, como altos executivos ou técnicos especializados.


Do ponto de vista do profissional, este sempre tem em mente o seu crescimento, a ascensão em sua carreira e assim, aberto a convites de outros empregadores. Da mesma forma que uma empresa pode demitir, seja por qual motivo for, o profissional também pode se desligar da empresa por uma opção melhor. O bom profissional é escolhido mas também tem a oportunidade de escolher.



Fontes:

http://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/11/14/na-hora-de-contratar-empresas-valorizam-mais-profissional-ja-empregado.htm

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

MERCADO DE TRABALHO - A Terceirização em julgamento no STF

O STF – Supremo Tribunal Federal está para julgar o processo da “terceirização”. O julgamento estava na pauta do dia 8/11, mas a sessão foi encerrada antes dessa votação.

Trata-se do processo que vai decidir se a “terceirização” será permitida para todas as atividades, incluindo as atividades-fim. Hoje a regra só permite a terceirização das atividades-meio. Entende-se por atividade-meio aquelas funções que não estão ligadas diretamente ao objeto de produção da empresa, ou seja, atividades como limpeza e vigilância por exemplo. Já a atividade fim é aquela ligada diretamente ao objeto de produção da empresa, como por exemplo, os funcionários da linha de produção de uma empresa de bebidas não pode ser terceirizada.

Já escrevemos dois artigos colocando nossa opinião sobre o assunto, esclarecendo toda a situação e os pontos positivos e negativos caso a nova regulamentação para a terceirização seja aprovada.

O TST – Tribunal Superior do Trabalho entendeu que a terceirização da atividade-fim é ilegal, mas a decisão está sendo contestada nesse processo no STF, já que o autor da ação alega não haver lei que sustente tal decisão.

Há ainda um projeto de lei apresentado no Senado no ano passado definindo as regras para a terceirização, mas que ainda não foi votado
.
Leia os artigos publicados sobre o tema e entenda melhor a questão:




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

EMPRESA FAZ SUCESSO COM MODELO SUSTENTÁVEL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Apresentamos aqui a conversa que tivemos com André Bucater, proprietário da empresa de bike courier, a Bembike, um modelo de negócio sustentável e em expansão. A empresa, apesar de nova, vem fazendo sucesso e tem planos de crescimento já para o próximo ano. A empresa atua nas cidades de Barueri e Santana do Parnaíba, municípios da Grande São Paulo e que concentram dois grandes centros empresariais.

O Mundo do Trabalho - O que é a Bembike?
André Bucater - A Bembike é uma empresa ecologicamente correta de Bike Courrier, especializada em serviços de entregas rápidas e sustentáveis. De bicicleta realizamos entregas de documentos e encomendas e outros serviços externos como, por exemplo: pagamentos em banco, reconhecimento de firmas em cartório, postagem de carta nos correios, delivery para restaurantes e muito mais.

Como surgiu a ideia?
Sempre lutei pela preservação do meio ambiente e tinha um sonho de empreender algo que tivesse impacto positivo na sustentabilidade do nosso planeta. A ideia surgiu no final de 2014 quando identifiquei que o modelo de negócio tinha potencial em Barueri e Santana de Parnaíba, região que concentra muitas empresas multinacionais e grandes centros comerciais e empresariais. Passei um ano realizando pesquisas de mercado e montando o business plan, até que em junho de 2016 lançamos a Bembike.

Você é adepto do ciclismo, como esporte e diversão. Como é aliar isso ao trabalho?
Antes eu utilizava a bicicleta somente para o lazer, mas foi em 2012 que ela passou a ser minha companheira diária. Decidi vender meu carro e apenas utilizar a magrela como meio de transporte para todas as minhas atividades do dia a dia. Além disso, passei a fazer treinamentos específicos de ciclismo para participar de competições de mountain bike. Hoje posso compreender perfeitamente quando as pessoas falam que a gente tem que fazer aquilo que te satisfaz. Estou muito feliz de contribuir com a redução de poluentes na atmosfera, diminuir o trânsito e a poluição sonora da nossa cidade e melhorar a qualidade de vida de quem mora e trabalha por aqui.
Um amigo ciclista sempre brinca: Pedalar trabalhando ou trabalhar pedalando?


André, quais os desafios desse trabalho, alguma situação curiosa?
Embora nossa área de atuação seja as cidades de Santana de Parnaíba e Barueri, também atendemos solicitações de entregas e coletas nas cidades vizinhas e em São Paulo. Nossa maior distância já percorrida foi uma coleta de um exame médico na zona sul de São Paulo e a entrega no bairro de Alphaville em Barueri. Foram 70 quilômetros pedalados da coleta até a entrega.

Outro fato bacana é o oportunidade de desfrutar a natureza enquanto pedalamos em nossas entregas. Alphaville é um bairro que ainda possui muitas áreas verdes e eventualmente utilizamos atalhos por vias de terra para agilizar as nossas entregas. Nesses caminhos encontramos capivaras, lagartos e uma variedade enorme de aves diferentes do que estamos acostumados a ver nas cidades.




É muito gratificante concluir uma entrega e ver o sorriso no rosto de nossos clientes. Se todas as empresas tivessem essa consciência sustentável, nosso planeta estaria em condições muito melhores do que está hoje. O veículo do futuro já chegou faz tempo. A bicicleta é uma das soluções para a sustentabilidade do nosso planeta.

É um diferencial favorável, do ponto de vista comercial, o uso de bicicletas ao invés de motos dentro desse mercado?
O principal valor do uso da bicicleta é a sustentabilidade. Uma motocicleta que realiza em média 50 quilômetros por dia, emite mais de 900 quilogramas de CO2 na atmosfera. Para compensar essa poluição, este motociclista teria que plantar seis árvores por ano. A bicicleta, além de não poluir o meio ambiente, ainda contribui para a melhoria do trânsito, reduz a poluição sonora, melhora a qualidade de vida das pessoas e muitas vezes chega a ser mais rápida que as motocicletas. Além dos benefícios para o meio ambiente, os serviços de bike courier chegam a ser até 30% mais baratos que os motoboys.

Há outras empresas atuando dentro deste modelo de negócio?
Este modelo de negócio nasceu em 1890 nos correios de Paris e depois se popularizou nos Estados Unidos. Porém, perdeu força com a chegada dos veículos movidos por combustível fóssil no inicio do século XX. A partir de 1980, quando grandes congestionamentos já tomavam conta das ruas das grandes cidades, as bicicletas voltaram a ganhar espaço, justamente pela agilidade e pelo valor ecológico. Nos últimos anos, as políticas públicas de sustentabilidade e de incentivo ao uso das bicicletas, sobretudo a implantação das ciclovias, fez aumentar o numero de empresas de bike courier nas grandes cidades. Em São Paulo já são mais de 50 empresas. A Bembike é a única em Santana de Parnaíba.
 
O que espera para o futuro do empreendimento?
Ser uma empresa referência em sustentabilidade e responsabilidade social. Já deixamos de emitir mais de 4.000 quilogramas de CO2 na atmosfera apenas nestes quatro meses de empresa. Temos como meta aumentar em 30% o número de atendimentos para o próximo ano e incluir atividades como plantio de árvores e doação de bicicletas para crianças carentes.

Qual o site da Bembike?
www.bembike.com.br

Obrigado e sucesso no empreendimento.



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

PERFIL NA REDE SOCIAL PODE ATRAPALHAR NO PROCESSO SELETIVO

Não é de hoje que as empresas, durante um processo seletivo, visitam as páginas dos candidatos nas redes sociais para conhecer um pouco mais sobre eles e muitas dessas visitas definem o futuro desse candidato na seleção. Já falamos sobre isso em outros artigos, mas destacamos que agora, a maioria absoluta das empresas faz isso.

Mesmo que o candidato esteja indo bem nas etapas do processo, a sua página nas redes sociais diz muito sobre seu comportamento e assim, a empresa pode avaliar como será o comportamento dentro da empresa, no dia a dia de trabalho.

Coisas do tipo  “VASP – Vagabundos Assumidos Sustentando pelos Pais” ou “PACO - Preguiçoso Assumido Com Orgulho” e ainda fotos com copo de bebida alcoólica na mão, fotos sensuais, acesso a determinados conteúdos e outras situações semelhantes podem ser suficientes para a eliminação do processo seletivo.

Muitos perguntam: “o que minha vida particular tem a ver com minha vida profissional?”. Do ponto de vista comportamental tem tudo a ver. O seu comportamento em seu meio social é reproduzido de uma forma ou outra no dia a dia da empresa e se seu comportamento não for adequado, não será aceito dentro da empresa.

A dica aqui é evitar a exposição desse tipo de comportamento, que às vezes não passou de um momento eventual de diversão. Estar com um copo na mão não significa necessariamente que é um alcoólico viciado. Assim, a sugestão é que tais fotos sejam privadas, ou seja, não públicas, onde somente determinadas pessoas podem ver. A intenção aqui não é enganar o selecionador, mas evitar que eventuais situações sejam confundidas com comportamento inadequado. Já aquelas frases que citei acima “VASP” e “PACO” nunca devem ser utilizadas.

Um dado interessante a ser lembrado é que a maioria das pessoas que são demitidas de seus empregos tem como motivo da demissão o comportamento inadequado e não profissional. Raramente é por deficiência técnica no desempenho de suas funções (não incluo aqui quando a demissão se dá por questões financeiras da empresa).


Portanto, revise seu perfil e as informações de suas páginas nas redes sociais. Isso pode ajudar a não ser eliminado do processo seletivo antes do tempo.

Artigos relacionados:
http://www.omundodotrabalho.com.br/2013/09/o-papel-das-redes-sociais-na-busca-por.html



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A IMPORTÂNCIA DO IDIOMA PORTUGUÊS NOS PROCESSOS SELETIVOS

O NUBE – Núcleo Brasileiro de Estágios realizou mais uma vez uma pesquisa sobre a relação da qualidade do idioma português e a aprovação nos processos seletivos. O resultado não foi nada animador. Isso só vem a corroborar com o que já alertamos em vários artigos publicados, incluindo nos grupos de emprego que participamos no Facebook. É comum ainda sermos criticados quando fazemos esse tipo de alerta, pois muitos ignoram completamente a importância do idioma não só para o processo seletivo como em nosso dia a dia.

Uma pessoa que não conhece o idioma terá dificuldades em escrever bem, terá dificuldades de interpretação e entendimento, além de não garantir que aquilo que está tentando dizer seja entendido pela pessoa a quem se fala, uma regra básica de comunicação.

A pesquisa identificou que, em média, o Português reprova “de cara” 4 em cada 10 candidatos. A pesquisa também segmentou por cursos e por gênero. Os cursos onde se encontram os “piores” no idioma são Design (73% de reprovação), Computação (53% de reprovação), publicidade (46,6% de reprovação), Administração (38,2% de reprovação) e Jornalismo (34,3% de reprovação). Fico mais estarrecido com essa informação nos cursos de Publicidade e Jornalismo, que pertencem à área de Comunicação e têm o Português como fundamental. Do outro lado, na liderança dos aprovados, estão as áreas de Turismo (96,7% de aprovação), Economia (82,9% de aprovação), Direito (82,6% de aprovação), Psicologia (76,7% de aprovação) e Engenharia (73,5% de aprovação).

Na segmentação por Idade, os mais jovens, de 14 a 18 anos tiveram o pior desempenho com mais de 60% de reprovação. As demais faixas também não foram nada bem, mas não tão ruim como os mais jovens, ficando na faixa entre 37,4% e 40,6 % de reprovação.

A pesquisa foi baseada em questões muito simples de Português. Se o teste tivesse incluído regras gramaticais ou interpretação de texto o desastre certamente seria maior. Ainda maior seria se o teste incluísse matemática, por exemplo.

A pesquisa avaliou outras segmentações de público, mas de modo geral, o desempenho foi muito ruim e poucas pessoas estão preocupadas em melhorar essa condição. Muitas vezes ficam perguntando a causa de não conseguir o emprego e parte da explicação está demonstrada na pesquisa.

A pesquisa aconteceu durante o ano de 2015 com 8208 pessoas.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

EMPREENDEDORISMO COM INTELIGÊNCIA

Há algum tempo, participando de um evento sobre mercado de trabalho e geração de renda, falamos sobre o tema Empreendedorismo.  O Empreendedorismo nada mais é do que “ter o próprio negócio”. Mas chamamos “empreendedorismo” algo um pouco além disso, que é o próprio negócio acompanhado de conhecimento e práticas de gestão empresarial. Sabemos que muitos negócios não sobrevivem ao primeiro ano exatamente por ser fundamentado apenas na vontade do empreendedor.

Assim, sempre que falamos sobre o tema, somos obrigados a falar sobre planejamento, gestão administrativa, financeira e outros pontos fundamentais que podem determinar o sucesso ou não do empreendimento.

Mas o que me chama a atenção é o fato que grande parte dos agentes envolvidos no incentivo do empreendedorismo esqueceram-se disso, ou seja, esqueceram das técnicas e práticas empresariais, focando quase que exclusivamente nos aspectos motivacionais. É claro que o empreendedor necessita de muita coragem, autoconfiança e motivar-se a cada dia diante das dificuldades que aquele que tem seu próprio negócio enfrenta, mas somente esses aspectos não levarão ao sucesso tampouco à sobrevivência da empresa. Fizemos um teste simples e buscamos no Google sobre “empreendedorismo” e nos apareceu uma relação de sites onde boa parte tratava o tema assim como estamos dizendo, muito de “motivação” e pouco de “gestão de negócio”.

Empreendedorismo transformou-se em uma moda, muito mais do que a necessidade ou vontade de empreender. Um deles apresentava uma lista com “10 práticas para fazer de sua empresa um sucesso” e todas as 10 eram “motivacionais”. Nenhuma delas falava sobre Planejamento, Plano de Negócios, etc. Há aproximadamente dois anos estive em um evento sobre Empreendedorismo, onde aconteceram quatro palestras, sendo três proferidas por empresários, contando seus cases de sucesso, recheados de “suor” e alguma inspiração. A quarta palestra foi realizada por um consultor na área de empreendedorismo, certamente com muito conhecimento, mas que focou mais uma vez no aspecto motivacional.

Há entidades de apoio ao empreendedorismo que fazem uma abordagem correta, orientando e mesmo ensinado aquelas pessoas que querem se lançar como donos do próprio negócio. Alguns têm mais facilidade e características pessoais que favorecem o empreendedorismo, mas muitas pessoas tornam-se empreendedoras por força das circunstâncias como a perda do emprego, por exemplo, e que para sobreviver investem suas reservas em um negócio. Tanto essas pessoas como as que têm o empreendedorismo “no sangue”, precisam de muito mais do que incentivo e motivação. Precisam de conhecimento e estudo daquilo que pretendem fazer.


O entusiasmo, a motivação e a autoconfiança são fundamentais para o empreendedor, mas a técnica empresarial, o conhecimento, o planejamento, a estratégia, dentre outros, são fundamentais para o empreendimento. Equilíbrio correto aqui é o fundamental para o empreendedor e para seu empreendimento.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O QUE ESTÁ FAZENDO ENQUANTO ESTÁ DESEMPREGADO ?

 A economia ainda está longe de retomar o seu pleno crescimento, mas já dá sinais de melhora. Com a aprovação de medidas austeras para o reequilíbrio das contas públicas, os investimentos voltarão com certa rapidez e assim, o emprego começará a ser retomado. Há muito dinheiro represado para ser investido no Brasil.

Quando esse momento chegar, você estará preparado para conquistar o seu espaço no mercado de trabalho?

Em momentos de dificuldade devemos tentar encontrar a saída mais adequada para “sobrevivermos”, não desperdiçando tempo e oportunidades de estudar, aprender e mesmo de realizar atividades profissionais alternativas, até que se possa voltar ao trabalho desejado. O período de desemprego deve ser aproveitado para o desenvolvimento de nossas capacidades e aprimoramento do conhecimento geral e profissional. Em um processo seletivo, aquilo que realizou no período de desemprego, pode ser determinante para a aprovação, seja pelo aprendizado específico de algo que a empresa necessite, seja simplesmente pelo fato do selecionador perceber em você o desejo de crescer profissionalmente, que não ficou parado enquanto estava sem emprego.

Então, o que está fazendo?

Fez algum curso?
Leu algum livro?
Participou de alguma palestra?

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

BRASIL CAI MAIS UMA VEZ NO RAKING DE COMPETITIVIDADE

A cada ano o Brasil perde posições no ranking de competitividade. Desta vez caiu da 75ª posição para a 81ª posição. Em 2014 a queda também foi grande, caindo da 57ª para a 75ª posição. O país está atrás dos outros países que compõe os BRICS (Brasil, Russia, India, China e Africa do Sul) e ainda de outros países como Ruanda, Guatemala, Vietnã e Sri Lanka. O Estudo é realizado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Fundação Dom Cabral e foi divulgado no último dia 4 de outubro. Dos países sul americanos, ficamos atrás do Chile, Colômbia, Peru e Uruguai. No alto do ranking estão a Suiça, Singapura, EUA, Holanda e Alemanha. Participam do estudo 138 países.
O ranking é estabelecido por 118 indicadores em 12 pilares. O Brasil despencou nos itens “Desenvolvimento do Mercado Financeiro” e “inovação”
Analistas apontam que a queda acentuada no Ranking deve-se à condução errática das políticas públicas e econômicas, à expectativa ruim dos empresários e investidores e do turbulento momento político que o país enfrentou. A Fundação Dom Cabral informa que parte do estudo, a pesquisa junto aos empresários, foi realizada entre os meses de março e maio, época de grande insatisfação e recessão econômica. A entidade analisa ainda, que para o próximo ano o país pode melhorar sua posição, já que a expectativa é de melhora do cenário político e econômico.

Um estudo dos 27 Estados da Federação feito pela EIU – Economist Intelligence Unit, o CLP – Centro de Liderança Pública e a Tendência Consultoria, que atribui nota (0 a 100) baseados em 65 indicadores em 10 pilares, apontam que o Estado de São Paulo apresentou a melhor média de nota (88,9). Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul ficaram nas posições seguintes. Outros 14 estados ficaram abaixo da nota 50. Alagoas teve a pior nota (15,9)

Fontes:
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=247702
https://www.fdc.org.br/blogespacodialogo/Documents/2015/relatorio_global_competitividade2015.pdf

http://www.rankingdecompetitividade.org.br/

sábado, 1 de outubro de 2016

A BATALHA PELA OPORTUNIDADE DE TRABALHO

A batalha pela oportunidade de trabalho não é nada fácil, ainda mais em tempos tão nefastos como o que estamos passando. A destruição da economia e, conseqüentemente, dos empregos, nunca foi tão grande. A dívida pública foi aumentada como nunca e esse dinheiro todo gasto de forma criminosa e irresponsável. Já são mais de 12 milhões de desempregados, o que faz a luta pelo emprego muito mais difícil.

Em vários artigos deste blog você irá encontrar dicas e orientações de como atenuar a dificuldade para encontrar uma nova colocação. Mas o sucesso, nesses tempos, não depende somente de você, mas também do crescimento do país. Todavia, somente os melhores preparados terão as melhores chances. Chamo de “melhores preparados” aqueles que atacam o problema de todos os lados, desde a vontade e gana de buscar seu lugar no mercado de trabalho como se preparar tecnicamente, montando um bom currículo, planejando a busca pelo emprego, estudando, falando com as pessoas, enfim, entrar nessa batalha com as armas adequadas. Muitos ainda reclamam dos empregadores, como se não contratassem simplesmente porque não desejam. Uma empresa contrata se precisar e nenhuma empresa contrata por caridade. É uma troca: a empresa precisa do profissional e o profissional da empresa. Podemos fazer uma comparação: a empresa precisa ter um bom produto para se colocar no mercado, utilizar as estratégias corretas e ter capacidade para enfrentar a concorrência. Com aquele que busca sua oportunidade de trabalho é a mesma coisa.

O IBGE nesta semana divulgou a “PNAD Contínua” que apontou o número do desemprego no Brasil e a taxa de desocupação de 11,8% da população que buscou trabalho nos últimos 30 dias. Se abrirmos um pouco mais os critérios, veremos que o desemprego real é bem maior que isso. Foram 2 milhões de vagas fechadas nos últimos meses. Somente no último período pesquisado, quase 1 milhão de pessoas deixaram de procurar emprego.


Mas uma brisa começou a soprar favoravelmente, pois alguns setores começam a reagir, onde houve até mesmo algumas contratações. Até há pouco tempo, dois ou três meses atrás, nem mesmo no emprego informal (sem carteira assinada) havia oportunidades. Até camelôs perdiam sua fonte de renda. Agora, o mercado informal começa a reagir também. Pessoas começam a obter renda novamente, mesmo sem a carteira assinada. Como dissemos em artigos anteriores, o mercado de trabalho ainda demora a crescer, mas já há uma luz no final do túnel. 

sábado, 17 de setembro de 2016

EMPREGO EM 2015 - balanço final aponta pior situação em mais de 30 anos

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou pela primeira vez o balanço final do desemprego em 2015. Foi o pior índice em 31 anos. Não podia haver uma política econômica para os trabalhadores e empregadores tão desastrosa. Nem na época daqueles pacotes econômicos malucos a situação foi tão ruim, já que desta vez, o número de postos de trabalho que desapareceu nunca foi tão elevado para um curto período de tempo.

Tal situação mostra o quanto é danoso para toda a Nação, uma política populista que engana a todos, apresentando mais um “milagre econômico”, mas que na verdade tudo está sendo feito “fiado” e mais tarde a conta vai chegar para que a população pague. Constrói-se um verdadeiro castelo de cartas que cedo ou tarde irá desmoronar.

Políticas Públicas mal feitas, mal aplicadas e fora do orçamento público só trazem malefícios no médio e longo prazo.

A destruição da economia promovida pelo governo nos últimos anos, por total irresponsabilidade, má gestão e má fé, destruiu muitas famílias de trabalhadores e empregadores, que perderam seus empregos e empreendimentos. A maior parte da população que perdeu seu emprego compreende jovens na faixa entre 18 e 29 anos (1,15 milhões de vagas perdidas somente nessa faixa), pessoas que estão iniciando sua vida profissional e buscando uma vida adulta independente. Mas em todas as camadas da população houve desemprego. O país fechou o ano de 2015 com mais de 48 milhões de pessoas desempregadas (levando-se em conta apenas os empregos perdidos com carteira assinada).


Já neste ano de 2016 a situação ainda é de desemprego elevado, já que as conseqüências desse desastre econômico ainda vão perdurar por um bom tempo. O atual governo precisará de muita coragem e acertos para que nossa economia comece a se estabilizar e levar o país de volta ao crescimento, mas mesmo assim, os efeitos positivos não serão percebidos pela maioria das famílias antes de meados de 2017 (numa visão otimista).